sexta-feira, março 28, 2014

r/com recua e reactiva emissor de Coimbra da Rádio Sim

Graças à pressão de muitos ouvintes,  a administração da r/com teve o bom senso de se retractar,  devolvendo a Rádio Sim aos conimbricense.  De facto, o emissor de Coimbra  nos 981 kHz (Onda Média) foi hoje reactivado, operando a estação sénior da emissora católica portuguesa na potência máxima(10 kW).

Trata-se de uma decisão justa e sensata. Não fazia sentido nenhum cortar despesa de uma forma totalmente cega prejudicando seriamente um dos principais centros populacionais do país, onde o não funcionamento da Onda Média inviabilizava por completo (salvo escuta da emissão online) a sintonia da Rádio Sim. Se há que reduzir custos, tal processo deve ser feito de modo a minimizar prejuízos junto da população,  em particular junto de camadas da população mais desfavorecidas, como os idosos, dos quais uma grande fatia não tem possibilidade de ouvir a Rádio Sim sem recurso ao receptor de rádio. Poder-se-ia aceitar um eventual desligamento do emissor OM se,  porventura,  houvesse uma alternativa de escuta em VHF-FM que servisse de forma eficiente a cidade dos estudantes (e de muitos ouvintes séniores que se revêem no projecto da Rádio Sim. Entretanto, a cidade de Vila Real continua com o emissor em Onda Média do quarto canal da emissora católica portuguesa desligado...

sábado, março 22, 2014

Rádio Sim sem emissão em Coimbra e Vila Real: Assim, não!


De acordo com inúmeros relatos de ouvintes da região centro e de Trás-os-Montes, os emissores em Onda Média de Coimbra (10 kW) e Vila Real (1 kW) da Rádio Sim, ambos a operar nos 981 kHz, encontram-se, pelo menos desde o início da corrente semana, desligados.

Trata-se de facto, de uma situação gravíssima, atendendo ao facto de se tratarem de duas zonas do país sem alternativas viáveis de escuta em OM, muito menos em VHF-FM. Na verdade, grande parte da região centro está agora totalmente dependente do emissor de Muge (594 kHz), que se encontra a operar com uma potência (2,5 kW) demasiadamente reduzida para proporcionar uma qualidade de recepção adequada, em especial na capital banhada pelo Rio Mondego.

Uma fonte da estação tem justificado, na página da Rádio Sim no Facebook,  o não funcionamento dos dois emissores com uma «avaria grave». Receio, no entanto, que possa haver (ainda que não admitidos pela estação) outros motivos que não estritamente técnicos (leia-se, económicos) para este desligamento. Resta aguardar por desenvolvimentos.

Independentemente das razões que levam ao silenciamento da Onda Média, nas duas capitais de distrito mencionadas, da estação sénior integrada na emissora católica portuguesa, refira-se que, numa perspectiva lata, considerando toda a região Centro,  a Rádio Sim encontra-se, neste momento, a ser servida através das frequências VHF-FM de Leiria (95,1 MHz) e Viseu (106,4 MHz). Com a desactivação temporária do emissor OM de Viseu (1251 kHz), esta deixou de ser opção. Sem haver frequência VHF-FM alternativa entre Leiria e Viseu, Coimbra tornou-se uma das poucas capitais de distrito sem possibilidade de escuta da Rádio Sim (salvo recurso à emissão online).

  Já a situação de Vila Real, não é, de todo, muito melhor: o emissor de Onda Média mais próximo da capital transmontana será o de Chaves (1251 kHz), não havendo qualquer hipótese de recepção via VHF-FM! Recorde-se que, há pouco menos de um ano, a r/com desactivou, oficialmente a título temporário, não só o emissor OM de Viseu já mencionado (1251 kHz 10 kW), como os de Valongo (também nos 1251 kHz), Braga (576 kHz 10 kW) e Évora (927 kHz 1 kW). Todavia, ao contrário do que ocorre em Coimbra e Vila Real, o  desligamento dos emissores em causa foi minimizado mercê do funcionamento de emissores VHF-FM nas regiões afectadas. Considerando que Coimbra é a quarta capital de distrito com maior população, logo atrás de Lisboa, Porto e Braga, exigir-se-ia que a r/com encontrasse uma frequência VHF-FM local da região de Coimbra que assegurasse sinal da Rádio Sim na cidade dos estudantes (mas certamente também de muitos séniores ouvintes da estação). Que a morte da Onda Média não signifique o abandono dos ouvintes, em especial nas principais capitais de distrito do nosso Portugal!