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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

"Tudo o que se passa, passa na TSF"... há 28 anos!

A TSF faz hoje 28 anos de emissões regulares. Com efeito, a estação "faz anos de 4 em 4", porquanto começou a ter programação regular no dia 29 de Fevereiro de 1988 nos 102,7 MHz Lisboa, frequência pirata à época. Não obstante, a primeira emissão sob a marca "TSF" ocorreu em 1984, através de dois emissores ilegais, situados na zona do Lumiar e na Caparica.

Apesar de já não ser o que já foi, a TSF marcou a rádio em Portugal, contribuindo para o fim do duopólio RDP/RR na rádio que se mantinha desde 1975 até finais dos anos 80. Razão suficiente para dar os parabéns aos jornalistas, técnicos e demais profissionais da emissora, esperando ter bons motivos para continuar a escutar a rádio no futuro.

Digno de nota será a programação especial que a estação tem oferecido neste aniversário, incluindo uma conferência sobre a comunicação social, na qual não faltou a homenagem a Emídio Rangel. Registe-se, igualmente, a saída de Paulo Baldaia do cargo de director da TSF,  cedendo a cadeira a David Dinis.

terça-feira, fevereiro 23, 2016

"5 Minutos de Jazz"... 50 anos de emissões

O mais antigo programa  musical em actividade na rádio portuguesa comemorou recentemente 50 anos de emissões. Os "5 Minutos de Jazz" foram para o ar pela primeira vez e pela mão de José Duarte no dia 23 de Fevereiro de 1966, na Rádio Renascença.

Mais tarde, depois do 25 de Abril, o programa passou para a então rádio pública RDP- Rádio Comercial. Com a privatização deste canal de rádio, o José Duarte continuou na RDP/ agora RTP, realizando os programas na Antena 1,  que se mantêm até hoje.

Pela excelente contribuição no processo de divulgação da música jazz em Portugal e pela dedicação a um curtíssimo mas importante programa de rádio com 50 anos de história, dou os parabéns ao José Duarte e à Antena 1,  dizendo: muito obrigado por elevarem o nível musical em Portugal!

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Google celebra 130º aniversário do nascimento de Hidetsugu Yagi

https://www.google.pt/webhp?hl=pt-PT


Porque a rádio também se faz de antenas, vale a pena mencionar uma interessante iniciativa por parte da Google, cujo motor de busca exibe, neste dia 28 de Janeiro,  um "Doodle" comemorativo do 130º aniversário do nascimento engenheiro japonês Hidetsugu Yagi (falecido em 1976), nada mais, nada menos, que o principal inventor, apoiado pelo seu assistente Shintaro Uda, da que, porventura, é a mais conhecida antena no mundo. Com efeito, a antena Yagi revolucionou a história das radiocomunicações, sendo utilizada  na transmissão ou recepção, não simplesmente das emissões de radiodifusão, como também de televisão, serviços utilitários, estações amadoras,  entre muitas outras aplicações. Podemos afirmar, com elevado grau de segurança, que o mundo não seria hoje tal como o conhecemos se esta antena não permitisse o desenvolvimento das comunicações através das ondas electromagnéticas.

Curiosidade histórica: as primeiras antenas foram utilizadas em plena Segunda Guerra Mundial, nos radares. Por ironia da história, não obstante a origem japonesa, muitos engenheiros nipónicos que operavam nos sistemas de radar desconheciam-na até quase ao final da guerra. Parte dessa situação derivava da rivalidade entre o exército e a marinha do país asiático. De facto, as autoridades militares japonesas só tomaram conhecimento da antena quando capturaram as notas de um técnico de radar britânico que mencionavam a Yagi . Os serviços de inteligência nem se aperceberam do facto de Yagi, no contexto em causa, se tratava de um nome japonês. Um técnico, quando questionado, informou os superiores que se tratava de uma antena baptizada com o nome de um professor nipónico.


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sábado, maio 10, 2014

Mundo da Rádio: 10 anos a marcar a realidade radiofónica!

Se a rádio foi sempre uma das minhas paixões, a emergência da Internet veio-me (e as outros entusiastas das ondas hertzianas) facilitar os contactos. Foi com a Internet que comecei a frequentar alguns sítios, quase todos já desaparecidos, onde a rádio em Portugal e no mundo era abordada não só pelos profissionais da área como por simples ouvintes  que gostavam de discutir a realidade radiofónica em grupos de discussão e fóruns online. Era o tempo da saudosa "Telefonia Virtual" e de diversos grupos de correio electrónico com uma participação razoável de utilizadores unidos pela rádio.

Com o passar dos anos, o aumento do número de utilizadores levou também, infelizmente, à degradação da qualidade desses serviços, motivada por pessoas que não sabem respeitar as mais elementares regras de convivência e educação entre os utilizadores da Internet. Também a extinção de alguns desses sítios, levou à perda de informação muito relevante sobre a rádio em Portugal, não obstante uma parte razoável do espólio poder ser recuperada a partir do Internet Archive Wayback Machine.

É neste enquadramento que, no início de Maio de 2004, ganhei coragem e criei o blogue "Mundo da Rádio" e desenvolvi um pequeno sitio Web no agora extinto Yahoo! Geocities, aproveitando também a conta neste último serviço (Yahoo!)  para criar um grupo de discussão sobre rádio.

Se nos primeiros tempos o número de visitas era residual, o "Mundo da Rádio" foi paulatinamente crescendo não só em qualidade e quantidade de informação como em popularidade. Sendo certo que outros sítios insistiam em discutir assuntos banais que diziam respeito às rádios, o "Mundo da Rádio" sempre quis destacar-se pela vertente técnica da radiodifusão que era praticamente ignorada pela comunidade online de entusiastas deste meio de comunicação social.

Queríamos ser um espaço alternativo onde as pessoas pudessem aprender mais  alguma coisa verdadeiramente interessante a respeito das tecnologias utilizadas no complexo processo que "leva" a voz do locutor do ar para o microfone, do microfone para o sistema de processamento de som, do sinal áudio processado para  o emissor, do emissor para o éter, do éter para a antena do receptor, da antena até ao altifalante e daí até aos ouvidos de quem escuta a emissão. O objectivo do "Mundo da Rádio" será, então, "juntar o melhor de dois mundos": a actualidade radiofónica aliada às questões técnicas.

A verdade, confesso, é que a adesão por parte dos interessados foi relativamente lenta, mas superou as minhas expectativas iniciais. A importância do sítio também se reflectiu num aumento significativo do número de mensagens electrónicas recebidas com questões técnicas ou legais subordinadas à actividade da radiodifusão sonora. É esse, perdoem--me o anglicismo, "feedback" que me incentiva a manter e a melhorar este projecto.

Não obstante ajudar muita gente, tenho de admitir com sincera modéstia que também tenho aprendido muito nesta comunidade. Da discussão nasce a luz e esta  torna-se cada vez mais forte à medida que os intervenientes colaboram no sentido de elevar o nível intelectual do debate de ideias e conhecimentos, ficando todos a ganhar. Sem  o apoio dos utilizadores, diria colaboradores habituais do "Mundo da Rádio", provavelmente não teria alento para manter este sítio.

Ao longo de 10 anos muita coisa evoluiu tecnologicamente. Todavia, a minha convicção nunca foi abalada: a rádio teve passado, tem presente e decerto  terá futuro, assim os operadores saibam aproveitar as mudanças na tecnologia e na sociedade  para melhorar os conteúdos oferecidos pelas estações de rádio.

A todos os colaboradores, utilizadores regulares e visitantes do sítio "Mundo da Rádio" ocorre-me exclamar: Muito Obrigado! Sem a preciosa ajuda de todos, não teria sido possível chegar até aqui.

Ainda há muito por fazer, por isso conto com todos para fazer prosperar ainda mais este sítio nos próximos anos!

sábado, abril 26, 2014

Centenário da rádio em Portugal, 25 de Abril e Antena 3: três dias, três efemérides

Facto raro na história da Rádio em Portugal: comemora-se, em três dias consecutivos, três datas históricas da radiodifusão em Portugal.

Começando no dia 24 de Abril, comemorou-se o centenário do que é considerado o primeiro programa de rádio produzido em Portugal. No mesmo dia, mas em 1914, Fernando Cardelho de Medeiros realizou  o primeiro programa de telefonia sem fios, recorrendo a um gramofone de campânula emprestado e um microfone.

Avançando um dia, mas em 1974, o 25 de Abril trouxe, entre outras conquistas, a liberdade de expressão e a verdadeira liberdade de programação nas rádios. A própria Revolução deve muito à existência da rádio. Como referência histórica, deixo a hiperligação para uma gravação dos Estúdios Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa, às 22h55 do dia 24 de Abril de 1974,  quando o locutor de serviço, João Paulo Diniz, passou a primeira senha do golpe militar que se seguia: o tema "E Depois do Adeus, do Paulo de Carvalho".

Certamente não tão marcante quanto os dois eventos anteriores, hoje, dia 26 de Abril, celebra-se o 20º aniversário da Antena 3. Independentemente dos gostos musicais de cada pessoa, há que reconhecer que a 3 promove a música portuguesa, não apenas os artistas pop mainstream, mas também muita música de cariz mais alternativo por cá produzida. Também a produção da "Prova Oral", programa único no contexto do panorama das rádios nacionais em Portugal é um verdadeiro exemplo de serviço público de rádio.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

13 de Fevereiro de 2014: Dia mundial da Rádio

Dia 13 de Fevereiro de 2014: mais um dia mundial em que a rádio é rainha. Mais do que somente um meio de comunicação, a rádio informa, entretém, alegra e entristece. Se tivesse de definir o conceito de rádio, diria que...

A rádio é notícia; para o bem e para o mal, rádio é política,  de Oliveira Salazar passando por Marcello Caetano, Movimento das Forças Armadas,  PREC, democracia, queda do avião onde Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e outros pereceram; rádio é Mário Soares e Mota Pinto; rádio é CEE, incêndio no Chiado lisboeta, buzinão na Ponte 25 de Abril, Expo'98, Euro 2004. Rádio é Troika, austeridade e desespero. A rádio transmite esperança no futuro.

A rádio é uma revolução tecnológica no jornalismo: teve a fantástica inovação de trazer aos ouvintes as notícias em directo, em cima do acontecimento. Durante séculos, notícia de última hora significava ter de esperar dias pela próxima edição do jornal. Com a rádio, a notícia passou a ser divulgada no exacto momento em que se desenrola a acção.

A rádio permite o arranque de revoluções, a rádio constrói personalidades de vários quadrantes da sociedade. A rádio destrói ministros que se decidem por contar anedotas de humor negro aos microfones. A rádio descredibiliza políticos que se esquecem do microfone ligado. Mas a rádio também permite ganhar eleições, credibilizar instituições, lançar ondas de solidariedade e motivar pessoas.

A rádio é desporto: é pedaladas do Joaquim Agostinho, são os golos do Eusébio e do Cristiano Ronaldo; rádio é Rosa Mota, Carlos Lopes, Nelson Évora. Rádio são relatos imortais de Artur Agostinho a Jorge Perestrelo, a Nuno Matos. Rádio são medalhas olímpicas, taças da Liga dos Campeões, europeus e mundiais de futebol. Todavia, a rádio também revela ao mundo autênticas decepções  e até fraudes no desporto.

A rádio é música de A de ABBA até Z de ZZ Top. Rádio é fado da Amália. Rádio é A de Amália Rodrigues, B de Blind Zero, C de Carlos do Carmo, D de Deolinda,... até X de Xutos e Pontapés e X-Wife, Z de ZEM.

A rádio é cultura, é literatura, é arte, é religião, é humor, é debate, é entrevista, é opinião. Rádio é Martin Luther King e Nelson Mandela, rádio é Dalai Dama e José Ramos-Horta.

A rádio é Emissora Nacional, Radiodifusão Portuguesa, Rádio e Televisão de Portugal, Rádio Renascença, Rádio Clube Português, Emissores Associados de Lisboa, Emissores do Norte Reunidos... Rádio é RDP-Rádio Comercial, rádio são rádios locais, é Antena 3, Correio da Manhã Rádio, é TSF, Rádio Cidade e Rádio Nostalgia, é Super FM,  XFM e Rádio Capital. Rádio é Mega FM, Cidade FM, Foxx FM, Rádio Clube, Star FM. Rádio é M80, Rádio Sim, Smooth FM e muitas outras estações.

A rádio é BBC, Deutsche Welle, RFI, Voz da América, Rádio Moscovo / Voz da Rússia, é Rádio Nacional de Espanha e National Public Radio. Rádio é Portugal, é Europa, é África, é América, é Oceania e até Antárctida.  Rádio é Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Faro. Rádio é Alfândega da Fé e São Brás de Alportel. Rádio é Tóquio, é Londres e Honolulu.

A rádio é alegria e liberdade. Rádio é guerra civil espanhola, II Guerra Mundial, Guerra do Vietname e Guerra do Iraque. Rádio é queda da ditadura fascista e instauração da democracia.É capitalismo e comunismo soviético. Rádio são desastres como Chernobyl ou o sismo e tsunami asiático de 2004 mas também festas como a queda do Muro de Berlim ou a morte de Saddam Hussein.

Rádio são pessoas como Marques Vidal ou Maria Teresa Quintas; rádio é Pedro Rolo Duarte, Luís Filipe Barros, António Sérgio, António Sala, sem desprimor por muitos outros profissionais que merecem o maior respeito pela sua carreira aos microfones da rádio.

Rádio é Onda Longa, Onda Média e Onda Curta; rádio é VHF-FM, DAB, DRM, satélite; rádio é computador, smartphone e tablet. Rádio, qualquer que seja o meio de escuta, é companhia nos bons e maus momentos.

De forma lacónica: rádio é passado, presente e futuro. A rádio mudou o mundo e o mundo mudou a rádio. E, do mundo da rádio, venho partilhando as mudanças há 10 anos, neste blog. Porque a rádio é o camaleão dos media: adaptou-se à vinda da televisão, adapta-se ao advento da Internet e, acredito, jamais morrerá enquanto houver quem tiver algo a dizer e existirem pessoas interessadas em escutar.

A todos os profissionais que trabalham incansavelmente dia após dia para que a rádio continue viva, sejam jornalistas, locutores, técnicos, engenheiros de comunicações e muitas outras actividades profissionais, cinjo-me a quatro palavras: muito obrigado por tudo!

sábado, dezembro 07, 2013

A Rádio unida por um nome: Nelson Mandela

Se a rádio é,  na minha perspectiva, o meio de comunicação social por excelência, a verdade incontornável é que a sua magia manifesta-se não só nas grandes celebrações de alegria mundiais, como também se destaca nos momentos de dor e consternação globais.

Regulando o botão de sintonia do receptor durante o dia de hoje,  Note-se que as rádios de todo o mundo (literalmente) mencionam um nome: Nelson Mandela. Nas mais variadas línguas,  a morte de Nelson Mandela comove o mundo. Não será para menos: Madiba foi,  decerto,  um dos maiores vultos do século XX, que aceitou passar um terço da vida (mais exactamente, 27 anos) na prisão por defender de forma acérrima e intransigente as causas por que lutou a vida inteira. A sua motivação na defesa dos direitos humanos e na democracia inspira milhões de pessoas por todo o planeta. Num contexto global onde Mandela é recordado não apenas pelo povo sul - africano,  como também por figuras públicas dos mais variados quadrantes políticos, filosóficos, culturais e sociais, as principais rádios generalistas e de informação dispersas pelo globo jamais poderiam ignorar o movimento de solidariedade com a África do Sul e,  em especial, com a família e amigos mais próximos do primeiro presidente negro da história deste país. Numa rápida observação,  o falecimento de Mandela foi noticiado,  além das rádios portuguesas,  na BBC 5 britânica, Rádio Nacional de Espanha, France Inter, Cadena SER (Espanha),  Médi 1 (Marrocos),  entre,  seguramente,  muitas mais.

Quando o mundo se une no sofrimento e esmorece face ao desaparecimento de um autêntico líder moral planetário, a rádio revela as palavras de tristeza de outros líderes mundiais,  todavia,  não esquece a voz do cidadão comum. O mundo poderia viver sem a rádio? Obviamente que sim. Contudo, a cobertura mediática de grandes eventos mundiais que tocam nos sentimentos das pessoas nunca poderia ser igual.

sexta-feira, março 01, 2013

TSF: 25 anos no ar

29 de Fevereiro de 1988: o dia em que Lisboa viu nascer uma nova estação de rádio pirata a emitir nos 102,7 MHz sob a designação "TSF". Se é verdade que «o homem sonha e a obra nasce», a TSF tem o privilégio de poder ser considerada não uma mas sim a rádio de informação em Portugal. Durante estes 25 anos, a TSF foi das poucas rádios que sempre se manteve fiel aos princípios que levaram à sua formação: informar os ouvintes de «tudo o que se passa», indo «ao fim da rua, ao fim do mundo» para trazer aos ouvidos de quem a sintoniza a realidade portuguesa e de outros países. 

Sendo certo que fazendo anos "apenas" de quatro em quatro anos, o facto de 2013 não ser um ano bissexto não invalida as comemorações de um quarto de século que transformou a TSF numa marca respeitada do jornalismo português, reconhecida por todos, independentemente das convicções filosóficas, políticas e sociais de cada ouvinte. É certo que a rádio não é o que era há 25 anos e que o país e o mundo mudaram, mas a TSF, apesar das dificuldades, continua a mostrar ao país que vale a pena ouvir rádio.

A todos os profissionais da TSF, apresento os meus parabéns pelo trabalho desempenhado em prol do jornalismo português e dos ouvintes, desejando boa sorte para o futuro.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

«Tudo o que passa, passa [há 24 anos] na TSF»:


No dia 29 de Fevereiro de 1988, (re)nascia [já que a 1.ª emissão foi em 1984] uma rádio pirata nos 102,7 MHz de Lisboa. Uma rádio que mexeu com a informação radiofónica, que, apesar de já não viver os tempos áureos de outrora, continua decididamente a ser uma marca de confiança e reputação dos ouvintes portugueses.

De pirata a legal, de uma rádio local de Lisboa e Coimbra para toda a região Norte e Centro do país, mas também para parte do Alentejo e Algarve, a TSF tem o privilégio de apenas poder comemorar o verdadeiro aniversário de quatro em quatro anos, aproveitando a singularidade de ter arrancado num ano bissexto.

No dia em que a rádio que «passa tudo o que passa» comemora 24 anos, não podia deixar de relembrar esta efeméride, apresentando os meus votos de boa sorte e felicidade a todos os profissionais que, ao longo de 24 anos, passam (e passaram) pela estação. Gostaria especialmente de recordar os profissionais que já não se encontram entre nós, incluindo o António Jorge Branco, o Jorge Perestrelo, o Jorge Pena, não menosprezando outros que eventualmente não me esteja a recordar deles. Obrigado a todos os que sempre defenderam a "paixão da rádio", dando o seu melhor para elevar a qualidade do jornalismo radiofónico em Portugal!

Parabéns, TSF!

sexta-feira, agosto 19, 2011

Rádio Clube de Monsanto (98,7 + 107,8 MHz Idanha-a-Nova [distrito de Castelo Branco]) comemora o seu 26º aniversário com a remodelação do centro emissor principal:

O Rádio Clube de Monsanto comemorou, no passado dia 14 de Agosto, o seu 26º aniversário. Entre as iniciativas propostas para solenizar a efeméride, destaca-se a remodelação do emissor principal (98,7 MHz 1 kW P.A.R.) da estação beirã, que promete melhorar a qualidade de emissão da rádio. O sítio Internet da estação apresenta algumas fotografias das novas infra-estruturas.

De referir que o centro emissor remodelado (mas ainda em testes) encontra-se implantado no Cabeço de Monsanto, bem perto da aldeia histórica que cedeu o nome à estação de rádio local do concelho de Idanha-a-Nova.

terça-feira, junho 07, 2011

Rádio Renascença comemora 75 anos:

A Rádio Renascença arrancou as comemorações dos 75 anos de actividade da emissora católica portuguesa, com um concerto no Estádio do Bessa (Porto) que decorreu na noite da passada sexta-feira, dia 3 de Junho.

Uma data importante para a estação, já que as emissões experimentais da jovem emissora iniciaram-se no dia 3 de Junho de 1936, através de um pequeno emissor instalado na Charneca (Lisboa). Todavia, a Rádio Renascença arrancou definitivamente no dia 1 de Janeiro de 1937, servindo a população com emissores em Onda Média e Onda Curta.


Em meados da década de 60, a RR passou a contar também com uma rede nacional de emissores FM, passando a ser escutada em grande parte do país. De referir que, na altura, a RR apenas detinha dois pequenos emissores de Onda Média, um para servir a região de Lisboa (emissor da Buraca, mais tarde bombardeado durante o PREC) e outro na região do Porto.

No início da década de 80, a Rádio Renascença instalou novos emissores de Onda Média  que asseguram a cobertura da estação em todo o continente. Mais tarde, o então governo socialista ofereceu à RR uma nova rede de emissores FM, que serviu a RR Onda Média durante pouco tempo. No dia 1 de Janeiro de 1987 (coincidindo com o 50.º aniversário da RR), a nova rede de emissores passou a transmitir um novo canal orientado para um público mais jovem: a RFM.

Em 1998, a emissora católica portuguesa lançou uma nova estação destinada ao público jovem, a Mega FM, disponível em Lisboa (92,4), Porto (90,6 Gondomar) e Coimbra (90,0) MHz.Mais tarde, a Mega FM estende-se a Aveiro, Braga e Sintra.

Dez anos depois, no dia 4 de Agosto de 2008, a RR inaugura as emissões da Rádio Sim , o quarto canal da emissora, cuja programação está direccionada  para o público acima dos 55 anos, apostando na música portuguesa e internacional dos anos 1940-1970s.

terça-feira, março 01, 2011

5 Minutos de Jazz: 45 anos no ar!

O mais antigo programa de rádio em Portugal que permanece no ar comemorou no passado dia 21 de Fevereiro o 45.º aniversário das emissões regulares. Os "5 Minutos de Jazz", de José Duarte, começaram a tocar no dia 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença. O programa manteve-se na emissora católica portuguesa até 1975. Depois de um interregno de 9 anos, o programa regressou em 1984, na então RDP-Rádio Comercial. Fruto da privatização da Rádio Comercial, a RDP passou o programa para a Antena 1 em 1993, mantendo as emissões até aos dias de hoje.

Ao José Duarte (e, naturalmente, também à RTP), não posso deixar de dar os parabéns pelos 45 anos de divulgação do jazz em Portugal, num invulgar exemplo de um programa de autor que resiste durante décadas, contrariando as tendências da automação das emissões e do desinvestimento no capital humano das rádios!

quinta-feira, agosto 05, 2010

RTP:  Rádio pública comemora 75 anos de emissões!

A Rádio pública portuguesa comemora hoje (04/08/2010) os 75 anos de actividade, tendo direito a programas especiais nas estações de rádio e televisão do grupo RTP.

O serviço público de rádio arrancou em Portugal no dia 4 de Agosto de 1935, sob a designação "Emissora Nacional de Radiodifusão". Durante décadas, a EN foi um dos principais veículos de informação, cultura e entretenimento na sociedade portuguesa, servindo também como máquina de propaganda do Estado Novo. Depois do 25 de Abril de 1974, a rádio pública passou a designar-se RDP - Radiodifusão Portuguesa, sendo alvo de uma reestruturação profunda. Em 1979, na sequência da nacionalização do Rádio Clube Português, foi lançada a RDP - Rádio Comercial, estação que marcou a década de 80 e que foi (re)privatizada em 1993. A Antena 3, a rádio jovem do grupo RDP,  foi lançada em 1994. Em 1996 iniciaram-se as emissões regulares da RDP África, tornando-se um canal autónomo destinado a servir de elo de ligação entre Portugal e os PALOPS.

Com cinco canais de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional), além de várias webrádios, a actualmente designada  "Rádio e Televisão de Portugal" continua a marcar a diferença no éter nacional, defendendo o interesse público e apostando em conteúdos que, por não serem suficientemente motivadores a nível económico e de audiências para as rádios privadas, de outro modo não seriam facilmente acessíveis à "imensa minoria" que os ouve. Apesar das imensas críticas que podem (e devem) ser feitas ao serviço público de radiodifusão, a rádio pública, paga por todos nós, continua a defender a qualidade e o profissionalismo que são exigidos a um serviço concebido para ser distribuído 24 horas por dia, mesmo que tenha implicações nos barómetros das audiências!

Parabéns, R(D)TP!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Um século de Radiodifusão!

No dia 24 de Dezembro, a radiodifusão sonora comemora um século de existência. Foi na véspera de Natal de 1906 que se ouviu pela primeira vez um programa de rádio. É graças a esta extraordinária invenção da Humanidade (transmissão de som através de ondas hertzianas) que faz sentido manter o nosso site: a rádio é um meio com um século de vida mas ainda bem presente na actualidade. Desde as "velhinhas" Ondas Curtas, Médias e Longas aos modernos DRM, DAB, HD Radio, passando pelo FM, às novas formas de transmissão de conteúdos radiofónicos (satélite, stream online, podcast,etc.) , a rádio vai-se adaptando a novos tempos, novas exigências dos ouvintes e a novas tecnologias que dinamizam o conceito de radiodifusão.

Em nome de todos os ouvintes e entusiastas de rádio, quero agradecer: a cientistas como Heinrich Rudolf Hertz , Guglielmo Marconi , a inventores como o padre brasileiro Landell de Moura, Reginald Aubrey Fessenden; e a outras personalidades que marcaram a História da Humanidade com tecnologias e métodos cuja existência foi essencial para o despertar de um novo meio de comunicação social intimamente ligado ao século XX: a rádio ; e a todos os visitantes e utilizadores do site MundoDaRádio por alimentarem a discussão de questões relacionadas com o meio radiofónico!

O blogue "A Rádio em Portugal ", de Jorge Guimarães Silva, tem um artigo dedicado aos 100 anos da radiodifusão. Porque sem a descoberta das ondas electromagnéticas, não havia rádio, não se inventava a televisão, os telefones sem fio, os telemóveis (hoje tão em voga), as redes Wireless de computadores, etc.

Sem a descoberta das ondas hertzianas, o único meio para transmitir informação à distância continuaria a ser o fio eléctrico...