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domingo, dezembro 29, 2019

630 kHz Montemor-o-Velho: Onda Média da Antena 1 mete literalmente água!

O emissor de Montemor-o-Velho da Antena 1 (Onda Média- 630 kHz 10 kW) meteu, literalmente, água, mercê das cheias na região, que, segundo a informação publicada pelo utilizador "Radiófilo" no "Fórum da Rádio", citando fonte da Direcção de Engenharia da rádio pública, terão levado os técnicos da RTP a desligar o emissor no passado dia 21. Ao que parece,  parte do sistema radiante, bem como a cabine de antena terão ficado submersas, o que implica a realização de uma operação de limpeza e avaliação dos estragos assim que o nível da água baixe a níveis razoáveis.

Perante esta situação, a alternativa de escuta da Antena 1 por via hertziana é a sintonia das várias frequências FM que servem a região, nomeadamente: 87,9 MHz (Lousã), 94,9 MHz (Coimbra), 98,3 MHz Montejunto, 98,7 MHz Maunça (Batalha/ Leiria / Fátima) e 106,7 MHz Arestal.

Esperemos que a RTP se digne reparar este centro emissor e não aplique o mesmo "tratamento" com que "mimou" os emissores de Chaves e Faro, desactivado-os de vez para não ter de investir na Onda Média...

sexta-feira, junho 08, 2018

RTP vai relançar, mais uma vez, a "Rádio Mundial"

Por ocasião do Mundial de Futebol que se avizinha, a rádio pública prepara-se para, à semelhança do que fez noutros anos, emitir todos os relatos de futebol do Mundial através da Internet e da Onda Média da "Rádio Mundial" (desdobramento da emissão da Antena 1).

Quase que seria uma não-notícia, não fosse o quase caricato (o melhor adjectivo seria: "trágico") da situação; com a política de manutenção "esmerada" da rede de emissores em Onda Média, que se tem resumido à prática de encerrar de vez emissores quando a sua reparação é demasiado cara, os ouvintes que queiram ouvir a Rádio Mundial no Porto ou em Faro, por exemplo, são obrigados a recorrer à Internet, porque não há, praticamente, sinal da Antena 1 na Onda Média no Norte e no Algarve. Pode não ser a intenção da RTP, todavia, esta situação acaba por, em certa medida, a não ser que a rádio pública instale um emissor FM temporário no Grande Porto para a  Rádio Mundial (e, quiçá, em Faro), discriminar os ouvintes em função da região  do país onde se encontram,  Por um lado, os ouvintes em Lisboa, em Coimbra ou em Vila Real, para dar 3 exemplos de capitais de distrito, podem ouvir todos os jogos por via hertziana; por outro, quem vive na cidade do Porto, em Matosinhos, em Gaia, em Famalicão, em Braga, em Faro, em Olhão ou em Sagres, vai ter de se ligar à Internet se quiser ouvir a emissão desdobrada da Antena 1...

sábado, abril 14, 2018

Reino Unido: "Absolute Radio" reduz cobertura diurna na Onda Média!

Mais um triste sinal dos tempos, respeitante às emissões em amplitude modulada na faixa de Onda Média, desta vez vindo do Reino Unido.  A "Absolute Radio", estação de música que, em certa medida, pode ser comparada à M80 portuguesa,  vai reduzir a cobertura diurna na faixa de Onda Média, de cerca de 90% da população para 85%. Esta decisão já terá sido aprovada pela Ofcom (a congénere britânica da ANACOM) e visa, à semelhança do que já aconteceu, infelizmente, com muitas estações (incluindo por cá, a Rádio Sim), a redução de custos; tal será feito à custa do encerramento de alguns emissores e a redução da potência de outros (Brookmans Park, Droitwich, Moorside Edge, Westerglen e Washford).

Com as alterações técnicas aprovadas e que deverão ser implementadas em breve, algumas zonas do território britânico perderão o sinal hertziano analógico da estação (não obstante, grande parte da população poderá ouvir a "Absolute Radio" também por via digital através do sistema DAB, além de estar igualmente disponível em vários serviços de televisão e, naturalmente, também pode ser escutada via Internet). De referir que a rádio também é servida via FM em Londres e no condado de West Midlands. Voltando à Onda Média, não deixa de ser curioso notar que, mercê da redução de interferência entre emissores (por operarem com menos potência), há um pequeno conjunto de regiões onde a recepção, em vez de piorar, deverá melhorar. Por cá, em Portugal, a "Absolute Radio" é audível de noite nas diversas frequências em que opera (maioritariamente nos 1215 kHz, mas também nos 1197, 1233, 1242 e 1260 kHz).

E assim a Onda Média vai, infelizmente, e de forma lenta, morrendo...

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Bélgica: RTBF decreta o fim das emissões na Onda Média para o final deste ano

Mais uma triste notícia para a Onda Média. A Radio-Télévision belge de la Communauté française (RTBF), operador público da Bélgica francófona, vai encerrar, no final do corrente ano de 2018,  as emissões OM, substituindo-as pela rádio digital DAB+.

De referir que, na OM, a RTBF opera os canais de rádio "RTBF Internacional" (621 kHz) e o "Vivacité" (1125 kHz).

sábado, setembro 30, 2017

Antena 1 no dia 1 de Outubro: como não prestar um serviço público de rádio

Há decisões incompreensíveis para quem defende um modelo de verdadeiro serviço público de rádio. Sendo certo que amanhã, dia 1 de Outubro, é dia de Eleições Autárquicas, razão para que a Antena 1, o principal canal do serviço público de rádio efectue - e bem! - uma emissão especial destinada a cobrir a noite eleitoral, há outras opções do serviço público que são, simplesmente lamentáveis.

Encontrando-se a emissão FM da Antena 1 preenchida com a cobertura das eleições, na mesma noite em que ocorrem jogos de futebol importantes (Porto vs Sporting e Benfica vs  Marítimo), a rádio pública decidiu colocar a tarde desportiva na Onda Média da Antena 1, na RDP África e numa emissão online.

Ironia: tendo em conta a política de lenta destruição da Onda Média levada a cabo pela RTP, que quando tem problemas técnicos graves desliga de vez os emissores, chega-se à caricata situação em que um adepto portista que more na Cidade Invicta não possa ouvir na Antena 1 (a não ser através da Internet) o jogo frente ao clube leonino, simplesmente porque já não existe um emissor de Onda Média que cubra eficientemente o Grande Porto e a maior parte da região Norte. Da mesma forma, um ouvinte de Faro também não consegue sintonizar a emissão OM da Antena 1. Felizmente que, neste último caso, ainda tem a RDP África nos 99,1 MHz. Todavia, um ouvinte de Portimão terá dificuldade em escutar condignamente a tarde desportiva. Para nem falar de outras regiões do país onde a recepção da Antena 1 via Onda Média é notoriamente fraca, até nula (por exemplo, no arquipélago da Madeira).

Visto que o serviço público aposta no desporto, ainda que tenha de cobrir uma actualidade política importante para o futuro de cada concelho, de cada freguesia do país, esperava-se que, concorde-se ou não com o futebol na rádio, o concessionário desse serviço público garantisse a cobertura universal do território dos eventos desportivos importantes , utilizando uma verdadeira rede nacional de emissores para assegurar as emissões. Qual ovo de Colombo, a solução está na "prata da casa": com três rádios nacionais, não se percebe por que razão a RTP não utiliza esporadicamente a Antena 3 para transmitir programas desportivos de interesse nacional ou a cobertura de outros eventos que se justifiquem, quando a Antena 1 tem de cobrir outro evento ou questão de interesse nacional mais importante. Tanto mais que a Antena 3 nem tem nenhum programa importante que justificasse a sua difusão no período horário em causa. Na prática, e de forma implícita, esta atitude da RTP está a discriminar os ouvintes em função da geografia, passando a mensagem: «Mora em Lisboa, em Évora, em Coimbra? Ouça a tarde desportiva na Onda Média. Mora no Porto? Ouça na Internet se quiser, ou escute o relato noutra rádio». Como diria uma das míticas personagens imortalizadas pelo Herman José, "não havia necessidade".

sábado, maio 20, 2017

"Radio Caroline" galha licença para emitir legalmente em Onda Média!

Quanto tempo pode uma estação esperar até conseguir ganhar, num concurso público, uma licença de rádio? No Reino Unido, 53 anos. Refiro-me à "Radio Caroline".

Para quem eventualmente nunca tenha ouvido falar desta mítica estação, a "Radio Caroline" arrancou clandestinamente em 1964, transmitindo em Onda Média a partir de um emissor instalado num barco (MV Mi Amigo). Numa era em que a oferta radiofónica no Reino Unido era limitada à BBC e a escassas estações privadas, a Radio Caroline consistia numa rádio rock orientada para os jovens da época, que não se reviam na escassa oferta de música rock na rádio pública britânica.

Não sendo uma rádio "pirata" (no sentido em que tecnicamente operava em águas territoriais internacionais, pelo que, por si só, as autoridades britânicas não tinham jurisdição para a silenciar), A estação teve de encerrar em 1968, quando o barco foi apreendido e levado para Amsterdão.

Depois de vários anos de peripécias (para quem domina o inglês, aconselho a leitura da história da estação), a "Radio Caroline" passou a emitir via satélite e, mais tarde, via Internet. Não obstante, a estação chegou a emitir pontualmente em FM ou em DAB, através de licenças temporárias da OFCOM (o equivalente da ANACOM e da ERC no Reino Unido).

Se a legalização era uma velha ambição da rádio, eis que. no mês de Maio de 2017, a Radio Caroline conseguiu uma licença da OFCOM, para operar em Onda Média. Ainda não se conhecem pormenores técnicos como a frequência ou a potência, todavia sabe-se que o emissor - que, fazendo jus à tradição, deverá operar a partir de um barco - servirá a região de Suffolk, bem como algumas zonas da região de North Essex. Sim, 53 depois, a Radio Caroline pode ter o privilégio de emitir de forma completamente regularizada, dentro das normas legais em vigor por terras de Sua Majestade.

Numa frase: uma excelente notícia para os ouvintes e para os entusiastas da rádio em Onda Média. A Onda Média está morta? Ainda não, felizmente!

sábado, fevereiro 04, 2017

RTP vai "matando" a Onda Média da Antena 1...

Já havia tomado conhecimento do facto de o emissor de Faro da Antena 1 em Onda Média não estar operacional, todavia parece que já é oficial: segundo Carlos Gonçalves, em declarações ao sítio MediumWave.info, o emissor em Onda Média da Antena 1 em Faro (720 kHz Meia Légua) foi alvo de vandalismo e a administração da RTP não tenciona investir um cêntimo no seu conserto, pelo que terá o mesmo destino que o emissor de Chaves, ou seja, continuar desligado.

Entretanto, a mesma fonte revela que, na ilha açoriana da Terceira, a torre do emissor de Santa Bárbara (693 kHz) terá colapsado, pelo que se encontra inactivo. Todavia. ao contrário do tratamento concedido aos emissores OM no continente, a RTP irá instalar uma nova antena. Em todo o caso, não deixa de ser profundamente lamentável o clima de desprezo (para não dizer quase abandono) a que está condenada a Onda Média em Portugal...

quinta-feira, junho 16, 2016

Antena 1 Rádio Euro: a rádio do campeonato, disponível na Internet e na Onda Média

Já se encontra no ar a "Antena 1 Rádio Euro", a emissão especial que acompanha o campeonato europeu de futebol Euro 2016, incluindo os relatos dos jogos. Esta rádio temporária da RTP pode ser escutada via Internet ou através da rede de emissores em Onda Média da Antena 1. Sendo certo que a Antena 1 transmite também em FM os relatos dos jogos de Portugal, a Rádio Euro apresenta os relatos dos restantes jogo, constituindo uma emissão alternativa da Antena 1 inteiramente dedicada ao desporto-rei.

sábado, fevereiro 06, 2016

A Onda Média parece viva e de saúde... na República Checa

Enquanto outros países liquidaram quase por completo as emissões em Onda Média, eis que a República Checa inaugura um novo emissor da rádio pública,Cesky Rozhlas. A nova emissão da estação "CRo Plus" opera com 5 kW nos 1071 kHz, a partir do centro emissor de Ostrava-Svinov, relativamente próximo da fronteira com a Polónia e a Eslováquia.

A nova frequência utiliza uma torre com sistema multiplex, operando agora 3 frequências de Onda Média, a saber:

639 kHz - CRo 2 (Dvojka)
1071 kHz - CRo Plus
1233 kHz - Radio Dechovka

Diria que é precisamente de boas notícias como esta que a Onda Média necessita!

quinta-feira, dezembro 31, 2015

A triste (quase morte) da Onda Média na Europa, na passagem do ano:

Enquanto a Europa se prepara para festejar a entrada em 2016, os entusiastas da rádio que defendem a Onda Média estão em luto. Com efeito, a partir das 23h00 UTC (horário de Inverno em Portugal continental e Madeira) deste dia 31 de Dezembro de 2015, a Alemanha abandona por completo a  Onda Média, bem como o Luxemburgo (1440 kHz Marnach, da RTL). Também a França abandona esta noite quase por completo esta faixa, desligando os emissores das rádios públicas France Info e France Bleu. A excepção será, aparentemente, o emissor de Lyon da Info (603 kHz), que terá visto protelado o encerramento para o próximo dia 4 de Janeiro.

Com esta lastimável onda de encerramentos, sobrevivem os seguintes emissores em Onda Média e Onda Longa, localizados dentro do território francês:

162 kHz Allouis 2000/1000 kW France Inter - desligamento agendado para o dia 31/12/2016

216 kHz Roumoules 1400/900 kW RMC (04.56 – 00.08) Local time

603 kHz Lyon - France Info - "switch off" no dia 4/01/2016

1467 kHz Roumoules 1000 kW TransWorld Radio (22.00 – 00.15) Local Time
1467 kHz Col de la Madone 40 kW Radio Maria France (06.00- 20.30) Local Time

1593 kHz St Gouéno 10 kW Bretagne 5


O argumento? Como dirão os gauleses, c'est l'argent . Em bom português, a típica "contenção de custos"...


P.S. A todos os visitantes e colaboradores do "Mundo da Rádio", desejo um óptimo  Ano Novo de 2016.

segunda-feira, novembro 16, 2015

Je suis Paris

 
 
A magia da rádio revela-se nos bons e nos maus momentos da História contemporânea.
 
Enquanto o mundo ficava a conhecer as primeiras notícias de um ataque armado em Paris, comecei, na noite do dia 13 de Novembro,  a explorar a faixa de Onda Média, aproveitando os últimos dias da presença gaulesa nesta banda. A programação habitual da France Info, France Bleu e France Inter (esta última na Onda Longa, até 2016), foi substituída por emissões especiais de emergência, informando em tempo real as populações francesas a respeito dos últimos desenvolvimentos no maior atentado terrorista de sempre no país e seguramente um dos maiores, se não o maior, da Europa.
 
De modo semelhante, a estação privada Europe 1, que também opera na Onda Longa, realizou uma emissão especial, acompanhando a actualidade.
 
Há que reconhecer: os jornalistas foram incansáveis na prestação de informações essenciais para os ouvintes, prestando um verdadeiro serviço público numa hora muito difícil para a França. Com efeito, a rádio esteve presente num cenário de terror inimaginável, pelo que era fundamental tentar acalmar a população; o profissionalismo de quem se senta perto do microfone falou bem mais alto que as metralhadoras de execráveis fanáticos homens que se escudam na religião para destruir gratuitamente o dom da vida. Mesmo por cá, em Portugal, a comunicação social,  nomeadamente a rádio, têm estado bem no acompanhamento da tragédia humana que se abateu na cidade-luz.

Pouco mais haverá a dizer que não se resuma à convicção de que o terrorismo não é solução para nenhum problema do mundo e só justifica a acérrima condenação da violência em nome de Deus. Aos defensores da aniquilação da vida humana em nome de uma entidade divina que decerto jamais consentiria com tal barbárie, limito-me a responder em três palavras: liberté, egalité e fraternité. Que a rádio jamais se cale perante tamanhas atrocidades que ameaçam o mundo tal como o conhecemos.

quarta-feira, julho 29, 2015

Radio France: Au revoir, petites et grandes ondes! (*)

Pouco a pouco, os grandes bastiões da Onda Média e Onda Longa vão sendo, paulatinamente, encerrados pelas emissoras públicas de rádio europeias.

A Radio France, operador de serviço público gaulês, vai desactivar de vez as suas emissões em Onda Média e Onda Longa. O calendário já  se encontra marcado: no final do presente ano de 2015, as emissões OM da France Info (603, 711, 1206, 1242, 1377, 1404, 1494 e 1557 kHz) e da Radio Bleu (864 e 1278 kHz) cessarão.

Um ano mais tarde, no final de 2016, o histórico emissor de Allouis (162 kHz - Onda Longa) da France Inter desaparecerá do mapa de emissores OL activos.

A  motivação? Economizar 13 milhões de euros anuais, considerando que o FM, a rádio digital e a Internet servem todos os ouvintes.

É indubitavelmente muito triste, mas resta dizer aos entusiastas do espectro abaixo dos 30 MHz: escutem as emissões gaulesas em OL e OM enquanto podem...


(*) Adeus, Onda Média e Onda Longa

sexta-feira, junho 19, 2015

Onda Média da Antena 1: depois das boas notícias, vêm as más...

Depois da boa notícia da reactivação do emissor MF/OM de Valença, eis que surge uma má notícia respeitante à rede de emissores em Onda Média da Antena 1.

Confirma-se que o emissor de Chaves (630 kHz 2 kW) se encontra desligado desde Agosto de 2014, altura em que o centro emissor de Santo Estêvão foi assaltado, tendo os larápios, não contentes com a subtracção de uma bela quantidade de cobre, levado outros componentes essenciais para a operação do emissor. Alegadamente, a rádio pública considera que o prejuízo é de tal forma elevado que não se justifica a reparação do equipamento - situação - acrescentaria eu - à qual não será porventura alheia a potência do emissor, de apenas 2 kW. Assim, a RTP assume o emissor flaviense como definitivamente desligado.

Neste contexto, resta aos ouvintes transmontanos sintonizar a Antena 1 nos 666 kHz Vila Real ou 720 kHz Mirandela, além, obviamente, de poderem recorrer ao sinal VHF-FM, mormente nos 94,9 MHz Picoto do Minhéu.


quinta-feira, junho 11, 2015

RTP reactiva emissor de Onda Média da Antena 1 em Valença (666 kHz)!

Boas notícias para os ouvintes da Antena 1 no Alto Minho: depois de vários anos sem Onda Média na região, na sequência de avaria irreparável do emissor de Valença (666 kHz 10 kW), parece que o operador de serviço público encontrou uma solução (muito provavelmente recorrendo a outro emissor) para reactivar a frequência.

Com esta excelente iniciativa por parte dos serviços técnicos da rádio pública, as populações minhotas re(encontram) uma alternativa viável para a escuta da estação que "liga Portugal", mormente em zonas de sombra do emissor VHF-FM de Valença (Monte de Faro). De facto, a orografia da região, particularmente acidentada, não ajuda a uma boa propagação dos sinais VHF-FM; ainda que a RTP tenha instalado algumas microcoberturas, nomeadamente em Moledo, Paredes de Coura e Rendufe (concelho de Ponte de Lima), continuam a existir zonas onde nenhum dos dois emissores principais VHF-FM que servem a região (Valença e Muro) oferece uma qualidade de recepção adequada, motivo suficiente para a manutenção do emissor de Onda Média em Cristelo Covo. Acrescente-se, naturalmente, a ocorrência  pontual de desdobramento da emissão OM da Antena 1 para relatos desportivos, áudio-descrição de programas de televisão, entre outros, aos quais os minhotos não podiam aceder, salvo recurso à Internet.

terça-feira, março 17, 2015

Eclipse solar... e a propagação em MF/Onda Média

Porventura a maioria dos visitantes portugueses do "Mundo da Rádio" já terão ouvido falar ou lido a respeito do eclipse solar que de correrá na manhã da próxima 6ª feira, dia 20 de Março.

Não obstante a curiosidade astronómica a respeito deste fenómeno, existe outra faceta pouco conhecida dos eclipses: ao alterar rapidamente a ionização das camadas da ionosfera, um eclipse de dimensão razoável permite a propagação ionosférica de sinais MF/Onda Média, tal como ocorre de noite. Assim, em teoria, durante as 8h00 e as 10h00 da próxima sexta-feira, será possível receber, de forma excepcional e raríssima, alguns sinais longínquos fora do "horário" habitual em que são registados. Sendo uma situação extremamente rara, aconselho os entusiastas com disponibilidade no período de tempo referido a sintonizarem a faixa de Onda Média... tanto mais que o próximo eclipse terá lugar apenas em... 2026.

Nunca será demais recordar que em circunstância alguma, jamais se deverá olhar directamente para o sol, sob pena de poder causar graves danos à visão, incluindo cegueira. O sítio Internet da TSF apresenta algumas informações úteis à visualização do fenómeno.

sábado, abril 12, 2014

Rádio Sim: Assim, Não! Canal sénior da r/com não tuge nem Muge...

... nem Vila Real, nem Bragança, nem Guarda.

Esclarecendo melhor: para poupar Coimbra, a r/com achou por bem suspender os emissores de Onda Média nas cidades Bragança e Guarda (ambos nos 981 kHz 1 kW), além do principal emissor do país (Muge - 594 kHz), mantendo inactivos os emissores de Vila Real (também nos 981), Valongo, Viseu (ambos nos 1251) , Évora (927) e Braga (576 kHz).

Os leitores mais atentos do blogue "Mundo da Rádio" entenderão, decerto, as graves consequências desta decisão: a Rádio Sim deixa de se fazer ouvir em quase todo o território transmontano (à excepção da região de Chaves), bem como em grande parte do interior Norte e Centro. A Rádio Sim é quase que despromovida de rádio nacional a uma cadeia de emissores locais VHF-FM e uma mão cheia de emissores OM, que não serve capitais de distrito como Vila Real, Bragança, Guarda e, não fosse a notável pressão dos ouvintes, a terceira cidade do país, Coimbra.

Quem me conhece destes anos a comentar a actualidade radiofónica, no "Mundo da Rádio", mas também noutros sítios da Internet, sabe bem que, em diversas ocasiões, defendi a Rádio Renascença enquanto emissora católica mas generalista portuguesa consolidada ao longo de 77 anos. Não obstante, considero que será precisamente o peso da credibilidade, respeito e reputação conquistados por gerações de ouvintes que não deveria, à actual administração da r/com, permitir-se ao luxo de tomar decisões que prejudicam de uma forma impetuosa, para não dizer, quiçá chocante, os ouvintes. É que, com os cortes na Onda Média e um número relativamente reduzido de emissores VHF-FM, a rede de emissores da Rádio Sim aparenta ser, salvo no Alentejo e no litoral Norte, um conjunto aleatório de emissores que apresenta graves deficiências de cobertura a nível nacional.

Nas actuais circunstâncias, a Rádio Sim serve os distritos de Lisboa (cobertura parcial FM / boa cobertura OM ), Setúbal (FM), Évora (FM), Beja (cobertura parcial FM, Faro (OM), Santarém (FM - via Rio Maior ), Portalegre (cobertura parcial FM via Elvas), Castelo Branco (OM), Leiria (FM ), Coimbra (OM), Viseu (FM), Porto (FM), Braga (FM), Viana do Castelo (cobertura parcial FM) e Vila Real (cobertura parcial OM). Sem direito a escutar por via hertziana a Rádio Sim (ou escutando com muita dificuldade), os ouvintes transmontanos (Vila Real e Bragança), bem como os demais na região de Aveiro, na Beira Alta (Guarda) e noutras zonas do país fora da área de alcance dos emissores do quarto canal da r/com, querem obrigar pessoas idosas, muitas a viverem com reformas baixas, a comprarem computadores ou tablets e, para cúmulo, subscrevem um serviço de Internet para poderem escutar a música do seu tempo e programas orientados para este público?! Ou será melhor obrigá-los a deixar de ouvir o Francisco José ou o Charles Aznavour e mandá-los (permitam-me a expressão juvenil em tom de ironia) curtir Rihanna ou Imagine Dragons na RFM?

O decoro subjacente à importância histórica da marca "Renascença" e, por maioria de razão, uma emissora que sempre defendeu determinados ideais e valores associados à Igreja Católica Apostólica Romana, exigiria que o encerramento de emissores OM estivesse circunscrito a regiões já servidas pela Rádio Sim, através de frequências VHF-FM. É, evidentemente, os casos de Setúbal, Leiria, Santarém, Porto, Braga, Évora e Viseu. Todavia, repito, não fosse a forte pressão de ouvintes e apoiantes desta causa e Coimbra seria o terceiro mercado radiofónico em Portugal... todavia, sem direito à sintonia da rádio das "músicas do seu tempo". Vou ser directo: se há que reduzir despesa, creio que existem formas mais inteligentes de cortar sem afectar de forma tão dramática os ouvintes. Se é para matar a Onda Média, façam o favor de a enterrar condignamente e de uma vez por todas!

Com rádios locais à deriva pelo país fora, não haverá uns "trocos" para a r/com adquirir uma ou outra frequência local, de modo a que o operador em causa possa retransmitir a Rádio Sim e, desta forma, colocar sinal nalgumas zonas do país sem cobertura? Ou o que terá a antiga província de Trás-os-Montes para não merecer escutar a Rádio Sim nas mesmas condições que os escalabitanos ouvem em Santarém? E por que razão os egitanienses não podem sintonizar de forma cristalina a Rádio Sim como os alentejanos? Os ouvintes, em última análise, a razão da existência da própria rádio, merecem muito mais! Perdoem-me a provocação histórica, os mesmos ouvintes que, provavelmente, contribuíram com a sua esmola nas igrejas , no final dos anos 70 e início dos idos anos 80, a favor da "campanha dos novos emissores", ironicamente os tais que são desligados ao fim de 30 anos e deixam os mesmos e outros ouvintes "pendurados". Para terminar e repetindo-me: respeito pelos ouvintes! Perdoem-me qualquer palavra mais inflamada, mas a frontalidade é uma das minhas qualidades.

sexta-feira, março 28, 2014

r/com recua e reactiva emissor de Coimbra da Rádio Sim

Graças à pressão de muitos ouvintes,  a administração da r/com teve o bom senso de se retractar,  devolvendo a Rádio Sim aos conimbricense.  De facto, o emissor de Coimbra  nos 981 kHz (Onda Média) foi hoje reactivado, operando a estação sénior da emissora católica portuguesa na potência máxima(10 kW).

Trata-se de uma decisão justa e sensata. Não fazia sentido nenhum cortar despesa de uma forma totalmente cega prejudicando seriamente um dos principais centros populacionais do país, onde o não funcionamento da Onda Média inviabilizava por completo (salvo escuta da emissão online) a sintonia da Rádio Sim. Se há que reduzir custos, tal processo deve ser feito de modo a minimizar prejuízos junto da população,  em particular junto de camadas da população mais desfavorecidas, como os idosos, dos quais uma grande fatia não tem possibilidade de ouvir a Rádio Sim sem recurso ao receptor de rádio. Poder-se-ia aceitar um eventual desligamento do emissor OM se,  porventura,  houvesse uma alternativa de escuta em VHF-FM que servisse de forma eficiente a cidade dos estudantes (e de muitos ouvintes séniores que se revêem no projecto da Rádio Sim. Entretanto, a cidade de Vila Real continua com o emissor em Onda Média do quarto canal da emissora católica portuguesa desligado...

sábado, março 22, 2014

Rádio Sim sem emissão em Coimbra e Vila Real: Assim, não!


De acordo com inúmeros relatos de ouvintes da região centro e de Trás-os-Montes, os emissores em Onda Média de Coimbra (10 kW) e Vila Real (1 kW) da Rádio Sim, ambos a operar nos 981 kHz, encontram-se, pelo menos desde o início da corrente semana, desligados.

Trata-se de facto, de uma situação gravíssima, atendendo ao facto de se tratarem de duas zonas do país sem alternativas viáveis de escuta em OM, muito menos em VHF-FM. Na verdade, grande parte da região centro está agora totalmente dependente do emissor de Muge (594 kHz), que se encontra a operar com uma potência (2,5 kW) demasiadamente reduzida para proporcionar uma qualidade de recepção adequada, em especial na capital banhada pelo Rio Mondego.

Uma fonte da estação tem justificado, na página da Rádio Sim no Facebook,  o não funcionamento dos dois emissores com uma «avaria grave». Receio, no entanto, que possa haver (ainda que não admitidos pela estação) outros motivos que não estritamente técnicos (leia-se, económicos) para este desligamento. Resta aguardar por desenvolvimentos.

Independentemente das razões que levam ao silenciamento da Onda Média, nas duas capitais de distrito mencionadas, da estação sénior integrada na emissora católica portuguesa, refira-se que, numa perspectiva lata, considerando toda a região Centro,  a Rádio Sim encontra-se, neste momento, a ser servida através das frequências VHF-FM de Leiria (95,1 MHz) e Viseu (106,4 MHz). Com a desactivação temporária do emissor OM de Viseu (1251 kHz), esta deixou de ser opção. Sem haver frequência VHF-FM alternativa entre Leiria e Viseu, Coimbra tornou-se uma das poucas capitais de distrito sem possibilidade de escuta da Rádio Sim (salvo recurso à emissão online).

  Já a situação de Vila Real, não é, de todo, muito melhor: o emissor de Onda Média mais próximo da capital transmontana será o de Chaves (1251 kHz), não havendo qualquer hipótese de recepção via VHF-FM! Recorde-se que, há pouco menos de um ano, a r/com desactivou, oficialmente a título temporário, não só o emissor OM de Viseu já mencionado (1251 kHz 10 kW), como os de Valongo (também nos 1251 kHz), Braga (576 kHz 10 kW) e Évora (927 kHz 1 kW). Todavia, ao contrário do que ocorre em Coimbra e Vila Real, o  desligamento dos emissores em causa foi minimizado mercê do funcionamento de emissores VHF-FM nas regiões afectadas. Considerando que Coimbra é a quarta capital de distrito com maior população, logo atrás de Lisboa, Porto e Braga, exigir-se-ia que a r/com encontrasse uma frequência VHF-FM local da região de Coimbra que assegurasse sinal da Rádio Sim na cidade dos estudantes (mas certamente também de muitos séniores ouvintes da estação). Que a morte da Onda Média não signifique o abandono dos ouvintes, em especial nas principais capitais de distrito do nosso Portugal!

quinta-feira, abril 11, 2013

r/com desliga temporariamente alguns dos emissores de Onda Média da Rádio Sim

Segundo o utilizador "TMG" do grupo Yahoo! "Mundo da Rádio", profissional da emissora católica portuguesa, a administração do grupo r/com, enfrentando uma forte diminuição das receitas publicitárias, decidiu desligar provisoriamente os emissores de Évora (927 kHz), Valongo (1251), Vila Verde (Braga- 576 kHz) e Viseu (1251 kHz), da Rádio Sim. A mesma fonte revela que está em estudo a eventual suspensão também dos 963 kHz Seixal. Esta opção visa, evidentemente, uma redução da pesada factura de electricidade que o grupo enfrenta, mercê dos consumos elevados aos quais não são alheios os emissores OM.

A escolha dos emissores afectados prende-se com a existência de alternativas de escuta da Rádio Sim em VHF-FM nas regiões em causa: 97,5 MHz Portel (Évora), 100,8 MHz Maia (Grande Porto), 106,4 MHz Viseu e 102,2 MHz Palmela. Os restantes emissores que constituem a rede em Onda Média da Rádio Sim continuarão activos. De referir que o emissor de Muge (594 kHz) está a operar com apenas 1 kW através do emissor de reserva (também por contenção de despesa).

Para já, não existe uma data para a reactivação dos emissores visados, sendo certo que a suspensão estará em vigor durante vários meses. A avaliação do processo incluirá uma análise da viabilidade da implementação do sistema DRM (Digital Radio Mondiale) nas rádios europeias e, em particular, em Portugal.

Esperemos que seja apenas um contratempo na longa história de 76 anos da Rádio Renascença e não o princípio do fim da Onda Média da emissora católica portuguesa...

Nota de redacção: por lapso, não incluí originalmente no artigo os 576 kHz Braga (em rigor, Vila Verde). Agradeço desde já ao "TMG" pela chamada de atenção.

quarta-feira, junho 13, 2012

Rádio Vaticano termina emissões em Onda Curta e Onda Média para a Europa e América

Nem a Santa Sé escapa às reduções e/ou supressões nas emissões em Onda Curta e Onda Média! A Rádio Vaticano prepara-se para suprimir as emissões dirigidas à Europa e ao continente americano, transmitidas desde o centro emissor de Santa Maria di Galeria, situado no território italiano mas pertencente ao Estado do Vaticano.

O principal argumento invocado pela emissora internacional católica para a redução das emissões em OC e OM passa pelo facto de diversas emissoras católicas europeias e americanas retransmitirem programas da Rádio Vaticano, mas também pelo facto dessas mesma emissões serem escutáveis através da Internet. É provável que a polémica relativa às radiações do emissor, que alegadamente afectam as populações locais tenha também contribuído para a decisão peremptória. A emissora pretende, para já, manter as emissões OC dirigidas aos continentes africano e asiático, regiões do mundo onde o acesso à estação através de outros meios ainda é difícil e inacessível às populações menos favorecidas.

De referir que, no que respeita à Onda Média, a RV emite actualmente a partir da cidade do Vaticano através dos 585 e 1260 kHz, ambos com 10 kW, mas também a partir de Santa Maria di Galeria nos 1530 kHz 150 kW e 1611 kHz 15~100 kW. A rádio que transmite a voz do Sumo Pontífice também dispõe de três frequências FM (93,3; 103,8 e 105,0 MHz), todas com 10 kW, servindo o mais pequeno Estado da Europa, mas também a região de Roma, mas também já aderiu à rádio digital, cobrindo a Itália em DAB/DAB+.

**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**