Média Capital aposta no jazz: Smooth FM
A Média Capital está a estudar o lançamento de uma nova estação de música que apostará no jazz, conforme noticia o "Económico". A nova rádio deverá emitir nos 101,1 MHz Moita e 89,5 MHz Matosinhos, substituindo a Best Rock FM. A ERC ainda se encontra a estudar o processo de alteração do projecto aprovado para as frequências em causa, esperando-se uma decisão final para breve.
Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.com .
sexta-feira, abril 22, 2011
sexta-feira, abril 15, 2011
Rádio Comercial tem nova frequência:
Segundo vários relatos colocados num tópico do "Fórum Ondas da Rádio", a Rádio Comercial encontra-se a emitir na frequência 98,5 MHz na região da Grande Lisboa, sendo escutada em boas condições em Janas, Praia das Maçãs, Praia Grande, mas também na região de Oeiras. A cobertura do emissor leva a crer que o emissor estará na região de Sintra, provavelmente na Serra de Sintra, onde a RTP já tem emissores para as três antenas nacionais (Janas) e o grupo R/COM já tem emissor para a RR/RFM.
Aparentemente, o emissor encontra-se a operar a título experimental, sob autorização da ANACOM. A confirmar-se esta situação, a Rádio Comercial reconheceu, finalmente, que existem zonas do país onde a estação não é escutada nas melhores condições, tendo menos emissores que as rádios nacionais da RTP e R/Com.
Segundo vários relatos colocados num tópico do "Fórum Ondas da Rádio", a Rádio Comercial encontra-se a emitir na frequência 98,5 MHz na região da Grande Lisboa, sendo escutada em boas condições em Janas, Praia das Maçãs, Praia Grande, mas também na região de Oeiras. A cobertura do emissor leva a crer que o emissor estará na região de Sintra, provavelmente na Serra de Sintra, onde a RTP já tem emissores para as três antenas nacionais (Janas) e o grupo R/COM já tem emissor para a RR/RFM.
Aparentemente, o emissor encontra-se a operar a título experimental, sob autorização da ANACOM. A confirmar-se esta situação, a Rádio Comercial reconheceu, finalmente, que existem zonas do país onde a estação não é escutada nas melhores condições, tendo menos emissores que as rádios nacionais da RTP e R/Com.
Uma guerra de audiências perfeitamente escusada...
Que as rádios locais procuram conquistar audiência, de forma a rentabilizarem os próprios projectos radiofónicos, já sabemos. Mas quando a realidade objectiva das estatísticas dá o mote para uma guerra de números entre as estações, a salutar convivência entre os operadores de radiodifusão local é posta em causa.
Um triste exemplo desta situação é a troca de argumentos entre a Rádio Elvas e a Rádio Portalegre, que resultou do úlltimo Bareme Rádio da Marktest. As duas estações do distrito de Portalegre têm colocado nos respectivos sites comunicados onde ambas afirmam ser a rádio mais ouvida dos distritos de Portalegre e Évora. A Rádio Elvas afirma ser a estação mais ouvida dos distritos de Portalegre e Évora, de acordo com a última sondagem da Marktest, ao passo que a estação portalegrense retorquiu, alegando que a emissora elvense "forjou" os resultados do Bareme.
Esta guerra não começa com as audiências do primeiro trimestre de 2011, mas remonta ao mês de Fevereiro quando, na sequência das audiências do último período de 2011, a Rádio Portalegre foi a estação local mais ouvida no distrito, ao passo que Rádio Elvas ficou em última posição no Bareme.
Para quem assiste de fora, as trocas de acusações entre as duas rádios mais parecem uma "guerra de comadres" tão lastimável quanto ridícula. Todas as estações de rádio deviam aprender a marcar a diferença pela positiva, defendendo a sua posição conquistando o seu público alvo, sem atacar gratuitamente as concorrentes. Afinal, o conceito de "fair play", tão usado no meio desportivo, pode e deve ser aplicado em todos os domínios da sociedade, onde os meios de comunicação social não devem ser excepção.
Criar conflitos desnecessários tem o efeito colateral de colocar em causa a credibilidade e o respeito pelos envolvidos, pelo que, a bem das rádios. dos ouvintes, dos anunciantes e de todas as pessoas envolvidas directa ou indirectamente nas estações, seria desejável que as duas rádios norte-alentejanas tivessem a coragem de poupar os ouvintes e cibernautas a um deplorável espectáculo revestido de comédia portuguesa.
Afinal, com estas atitudes, ambas ficam mal na fotografia. Por muita razão que possam ter, perdem-na a partir do momento que baixam o nível da discussão. Dá vontade de citar uma conhecida personagem da televisão portuguesa imortalizada por Herman José: «não havia necessidade...
Que as rádios locais procuram conquistar audiência, de forma a rentabilizarem os próprios projectos radiofónicos, já sabemos. Mas quando a realidade objectiva das estatísticas dá o mote para uma guerra de números entre as estações, a salutar convivência entre os operadores de radiodifusão local é posta em causa.
Um triste exemplo desta situação é a troca de argumentos entre a Rádio Elvas e a Rádio Portalegre, que resultou do úlltimo Bareme Rádio da Marktest. As duas estações do distrito de Portalegre têm colocado nos respectivos sites comunicados onde ambas afirmam ser a rádio mais ouvida dos distritos de Portalegre e Évora. A Rádio Elvas afirma ser a estação mais ouvida dos distritos de Portalegre e Évora, de acordo com a última sondagem da Marktest, ao passo que a estação portalegrense retorquiu, alegando que a emissora elvense "forjou" os resultados do Bareme.
Esta guerra não começa com as audiências do primeiro trimestre de 2011, mas remonta ao mês de Fevereiro quando, na sequência das audiências do último período de 2011, a Rádio Portalegre foi a estação local mais ouvida no distrito, ao passo que Rádio Elvas ficou em última posição no Bareme.
Para quem assiste de fora, as trocas de acusações entre as duas rádios mais parecem uma "guerra de comadres" tão lastimável quanto ridícula. Todas as estações de rádio deviam aprender a marcar a diferença pela positiva, defendendo a sua posição conquistando o seu público alvo, sem atacar gratuitamente as concorrentes. Afinal, o conceito de "fair play", tão usado no meio desportivo, pode e deve ser aplicado em todos os domínios da sociedade, onde os meios de comunicação social não devem ser excepção.
Criar conflitos desnecessários tem o efeito colateral de colocar em causa a credibilidade e o respeito pelos envolvidos, pelo que, a bem das rádios. dos ouvintes, dos anunciantes e de todas as pessoas envolvidas directa ou indirectamente nas estações, seria desejável que as duas rádios norte-alentejanas tivessem a coragem de poupar os ouvintes e cibernautas a um deplorável espectáculo revestido de comédia portuguesa.
Afinal, com estas atitudes, ambas ficam mal na fotografia. Por muita razão que possam ter, perdem-na a partir do momento que baixam o nível da discussão. Dá vontade de citar uma conhecida personagem da televisão portuguesa imortalizada por Herman José: «não havia necessidade...
"Suspender temporariamente" a RDPi em Onda Curta?!
Não será apenas uma notícia triste para os entusiastas da rádio e DXistas, mas, sobretudo, também para a comunidade lusófona espalhada pelo Mundo e que pode colocar em causa o direito ao acesso à emissora internacional de referência na Língua Portuguesa:
Numa atitude no mínimo lamentável, a RTP entendeu requerer ao Governo a "suspensão temporária" das emissões em Onda Curta da RDPi. A rádio pública justifica esta deplorável decisão com os custos da manutenção do serviço em Onda Curta e as baixas audiências neste modo de transmissão. A RTP alega, entre outros argumentos, que «as estações de Onda Curta estão velhas e a precisar de substituição». Equipamentos velhos... com apenas 5 anos de utilização?! Com emissores Thales de 300 kW e antenas de cortina adquiridas em 2005? Resta saber se o conceito de "suspensão temporária" não passa a significar"suspensão definitiva", pesando os custos do serviço.
Apesar da RDPi não ser a única estação pública portuguesa acessível por via hertziana em África, já que a RDP África é servida em frequência modulada (FM) em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, a cobertura destes países africanos não é universal, centrando-se nos principais centros populacionais. Além disso, o serviço público prestado pela RDP África concentra-se numa perspectiva maioritariamente regional (africana), não havendo grande divulgação da cultura portuguesa em antena. Exceptua-se a retransmissão da Antena 1 no período nocturno. Com todo o respeito pelas populações dos PALOP, seria interessante que a RDP África integrasse na sua programação mais conteúdos de divulgação da cultura e língua portuguesas, que transcendessem o âmbito africano, abrangendo não só Portugal, como o Brasil, Macau, Timor-Leste e todos os recantos do mundo onde se fala português.
Aliás, (com todo o respeito pela cultura africana), defendo que seria uma boa ideia a RTP fundir a RDP África com a RDPi, mantendo programação regional nas emissões para África, mas transmitindo os restantes programas em simultâneo com a RDPi. Com uma empresa pública de rádio e televisão endividada e em falência técnica, esta opção, a par da fusão da RTPi com a RTP África contribuiriam para a redução das despesa da rádio e televisão públicas, sem prejuízo significativo da prestação do serviço público.
Mesmo considerando o serviço público prestado pela RDP África, um dos casos mais flagrantes de dificuldades acrescidas no acesso à rádio internacional portuguesa será o de países como Angola e África do Sul, onde existe uma considerável comunidade lusófona (e, em particular, portuguesa) mas onde não haverá alternativas à Onda Curta a não ser o recurso ao satélite e Internet, o que pode implicar dificuldades técnicas a muitos ouvintes: a acreditar numa resposta a uma questão colocada no sítio da revista "TeleSatélite", a RTPi, bem como a RDPi poderão ser acedidas em Angola recorrendo a uma antena parabólica de, pelo menos, 3,5 metros de diâmetro(!).
Aliás, a própria RTP admite que essa situação ao colocar na página Internet da RDPi que «(...) Se está na Europa ou na América do Norte, Hawai ou América do Sul poderá captar a RDPi com uma antena parabólica de pequenas dimensões, um receptor digital e um televisor. Se, pelo contrário, se encontra em África, ou na Ásia e Oceânia terá que recorrer a uma antena parabólica de grandes dimensões (cerca de 3 metros) dado que estas transmissões são especialmente destinadas a retransmissões profissionais. (...)». Ora, não obstante existirem situações em que tal poderá não ser entrave ao acesso aos meios de comunicação internacionais da RTP, existem invariavelmente casos em que a instalação de uma antena parabólica com mais de 3 metros se torna impraticável, mormente por razões legais ou de espaço físico (ex: prédios). Tal situação pode comprometer a audição da RDPi por parte de alguns ouvintes. Não havendo RDP África em FM, muito menos RDPi por via hertziana convencional, os ouvintes ficam sem alternativas ao satélite.
Por outro lado, o acesso à Internet também não será fácil para alguns ouvintes radicados em várias regiões do Mundo, mormente em África: se na generalidade da Europa e América do Norte o acesso à rede mundial está praticamente assegurado em qualquer sítio, com velocidades de acesso confortáveis e uma qualidade de serviço boa, o mesmo certamente não ocorrerá em pleno coração de África, onde o acesso é caro e lento, havendo zonas onde a melhor hipótese será recorrer á Internet via satélite, já que não existem ligações telefónicas em banda larga que assegurem um serviço Internet com boas condições técnicas e a preços mais acessíveis.
Ouvir RDPi no centro de Paris, Nova Iorque ou Tóquio através de um computador portátil com uma ligação à Internet não é mesma coisa que ouvir a emissora internacional portuguesa numa cidade africana onde não existem ainda condições tecnológicas que assegurem o acesso generalizado à rede mundial de computadores, comprometendo a ligação dos portugueses e lusófonos em geral à informação, à cultura, ao entretenimento, ao desporto e à defesa das tradições portuguesas que são difundidas para todo o mundo através da RDP Internacional. O mesmo certamente se aplica noutros continentes, em países onde o acesso às novas tecnologias é escasso e caro. Em certos casos, aliás, tal acesso chega a ser praticamente impossível devido a questões legais. Exemplos flagrantes: Cuba, Irão, China, entre outros países que podem restringir o acesso à RDPi por razões políticas, tal como fazem com outros sítios Internet e meios de comunicação internacionais.
Com limitações técnicas inerentes à recepção satélite e com dificuldades no acesso à Internet, existem certamente ouvintes que ficarão privados da audição da RDPi, já que apenas podem recorrer à Onda Curta. Uma situação particular e bem conhecida na Europa será a dos camionistas portugueses que viajam pela Europa em camiões onde não há antena parabólica... e onde poderão não ter acesso à Internet em todos os países e regiões por onde desempenham a sua profissão. Consequentemente, poderão não conseguir acompanhar a actualidade portuguesa enquanto viajam pelas estradas. Aliás, a própria RDPi tem programação vocacionada para este segmento de ouvintes que deixará de fazer sentido a partir do momento em que deixam de poder ouvir a RDPi nos seus camiões, recorrendo a receptores de Onda Curta.
Contrariamente à Internet e à recepção via satélite, para se ouvir emissões em Onda Curta basta ter um pequeno receptor ligado a uma antena, que até poderá ser um simples fio eléctrico: as características de emissão em HF permitem a recepção de sinais mesmo em locais onde a recepção satélite, por força de constrangimentos legais e/ou técnicos não é opção e onde os ouvintes não têm Internet. Volto a insistir: a inexistência de alternativas por via hertziana que assegurem a recepção da RDPi vai privar alguns ouvintes de acompanharem a emissora internacional que divulga a Língua de Camões pelos quatro cantos do Mundo!
Que terá a RDP a dizer a esses ouvintes?!
Redução de custos? Sim, comou sem FMI. Supressão de gastos supérfluos? Sim! Mas que não comprometa o acesso ao serviço internacional de rádio disponibilizado à vasta comunidade de emigrantes portugueses e lusófonos em geral espalhados pelo Mundo! Com a 6.ª/7ª língua com mais falantes nativos do mundo, Portugal pode e deve marcar a sua posição na radiodifusão internacional, promovendo e defendendo a língua honrada por nomes como Luís de Camões e Fernando Pessoa!
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Não será apenas uma notícia triste para os entusiastas da rádio e DXistas, mas, sobretudo, também para a comunidade lusófona espalhada pelo Mundo e que pode colocar em causa o direito ao acesso à emissora internacional de referência na Língua Portuguesa:
Numa atitude no mínimo lamentável, a RTP entendeu requerer ao Governo a "suspensão temporária" das emissões em Onda Curta da RDPi. A rádio pública justifica esta deplorável decisão com os custos da manutenção do serviço em Onda Curta e as baixas audiências neste modo de transmissão. A RTP alega, entre outros argumentos, que «as estações de Onda Curta estão velhas e a precisar de substituição». Equipamentos velhos... com apenas 5 anos de utilização?! Com emissores Thales de 300 kW e antenas de cortina adquiridas em 2005? Resta saber se o conceito de "suspensão temporária" não passa a significar"suspensão definitiva", pesando os custos do serviço.
Apesar da RDPi não ser a única estação pública portuguesa acessível por via hertziana em África, já que a RDP África é servida em frequência modulada (FM) em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, a cobertura destes países africanos não é universal, centrando-se nos principais centros populacionais. Além disso, o serviço público prestado pela RDP África concentra-se numa perspectiva maioritariamente regional (africana), não havendo grande divulgação da cultura portuguesa em antena. Exceptua-se a retransmissão da Antena 1 no período nocturno. Com todo o respeito pelas populações dos PALOP, seria interessante que a RDP África integrasse na sua programação mais conteúdos de divulgação da cultura e língua portuguesas, que transcendessem o âmbito africano, abrangendo não só Portugal, como o Brasil, Macau, Timor-Leste e todos os recantos do mundo onde se fala português.
Aliás, (com todo o respeito pela cultura africana), defendo que seria uma boa ideia a RTP fundir a RDP África com a RDPi, mantendo programação regional nas emissões para África, mas transmitindo os restantes programas em simultâneo com a RDPi. Com uma empresa pública de rádio e televisão endividada e em falência técnica, esta opção, a par da fusão da RTPi com a RTP África contribuiriam para a redução das despesa da rádio e televisão públicas, sem prejuízo significativo da prestação do serviço público.
Mesmo considerando o serviço público prestado pela RDP África, um dos casos mais flagrantes de dificuldades acrescidas no acesso à rádio internacional portuguesa será o de países como Angola e África do Sul, onde existe uma considerável comunidade lusófona (e, em particular, portuguesa) mas onde não haverá alternativas à Onda Curta a não ser o recurso ao satélite e Internet, o que pode implicar dificuldades técnicas a muitos ouvintes: a acreditar numa resposta a uma questão colocada no sítio da revista "TeleSatélite", a RTPi, bem como a RDPi poderão ser acedidas em Angola recorrendo a uma antena parabólica de, pelo menos, 3,5 metros de diâmetro(!).
Aliás, a própria RTP admite que essa situação ao colocar na página Internet da RDPi que «(...) Se está na Europa ou na América do Norte, Hawai ou América do Sul poderá captar a RDPi com uma antena parabólica de pequenas dimensões, um receptor digital e um televisor. Se, pelo contrário, se encontra em África, ou na Ásia e Oceânia terá que recorrer a uma antena parabólica de grandes dimensões (cerca de 3 metros) dado que estas transmissões são especialmente destinadas a retransmissões profissionais. (...)». Ora, não obstante existirem situações em que tal poderá não ser entrave ao acesso aos meios de comunicação internacionais da RTP, existem invariavelmente casos em que a instalação de uma antena parabólica com mais de 3 metros se torna impraticável, mormente por razões legais ou de espaço físico (ex: prédios). Tal situação pode comprometer a audição da RDPi por parte de alguns ouvintes. Não havendo RDP África em FM, muito menos RDPi por via hertziana convencional, os ouvintes ficam sem alternativas ao satélite.
Por outro lado, o acesso à Internet também não será fácil para alguns ouvintes radicados em várias regiões do Mundo, mormente em África: se na generalidade da Europa e América do Norte o acesso à rede mundial está praticamente assegurado em qualquer sítio, com velocidades de acesso confortáveis e uma qualidade de serviço boa, o mesmo certamente não ocorrerá em pleno coração de África, onde o acesso é caro e lento, havendo zonas onde a melhor hipótese será recorrer á Internet via satélite, já que não existem ligações telefónicas em banda larga que assegurem um serviço Internet com boas condições técnicas e a preços mais acessíveis.
Ouvir RDPi no centro de Paris, Nova Iorque ou Tóquio através de um computador portátil com uma ligação à Internet não é mesma coisa que ouvir a emissora internacional portuguesa numa cidade africana onde não existem ainda condições tecnológicas que assegurem o acesso generalizado à rede mundial de computadores, comprometendo a ligação dos portugueses e lusófonos em geral à informação, à cultura, ao entretenimento, ao desporto e à defesa das tradições portuguesas que são difundidas para todo o mundo através da RDP Internacional. O mesmo certamente se aplica noutros continentes, em países onde o acesso às novas tecnologias é escasso e caro. Em certos casos, aliás, tal acesso chega a ser praticamente impossível devido a questões legais. Exemplos flagrantes: Cuba, Irão, China, entre outros países que podem restringir o acesso à RDPi por razões políticas, tal como fazem com outros sítios Internet e meios de comunicação internacionais.
Com limitações técnicas inerentes à recepção satélite e com dificuldades no acesso à Internet, existem certamente ouvintes que ficarão privados da audição da RDPi, já que apenas podem recorrer à Onda Curta. Uma situação particular e bem conhecida na Europa será a dos camionistas portugueses que viajam pela Europa em camiões onde não há antena parabólica... e onde poderão não ter acesso à Internet em todos os países e regiões por onde desempenham a sua profissão. Consequentemente, poderão não conseguir acompanhar a actualidade portuguesa enquanto viajam pelas estradas. Aliás, a própria RDPi tem programação vocacionada para este segmento de ouvintes que deixará de fazer sentido a partir do momento em que deixam de poder ouvir a RDPi nos seus camiões, recorrendo a receptores de Onda Curta.
Contrariamente à Internet e à recepção via satélite, para se ouvir emissões em Onda Curta basta ter um pequeno receptor ligado a uma antena, que até poderá ser um simples fio eléctrico: as características de emissão em HF permitem a recepção de sinais mesmo em locais onde a recepção satélite, por força de constrangimentos legais e/ou técnicos não é opção e onde os ouvintes não têm Internet. Volto a insistir: a inexistência de alternativas por via hertziana que assegurem a recepção da RDPi vai privar alguns ouvintes de acompanharem a emissora internacional que divulga a Língua de Camões pelos quatro cantos do Mundo!
Que terá a RDP a dizer a esses ouvintes?!
Redução de custos? Sim, com
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, abril 13, 2011
Rádio Energia regressa ao éter... por 3 dias:
A Rádio Energia vai regressar ao éter, numa emissão especial comemorativa dos 20 anos sobre a fundação da NRJ- Rádio Energia. A mítica estação, que operou entre 1991 e 1997, operava nos 92,4 MHz Lisboa, 90,0 MHz Porto e 98,4 MHz Coimbra, além de ser retransmitida por várias rádios locais. De referir que o projecto começou por designar-se por "NRJ-Rádio Energia", designação que foi alterada em 1996 para "FM Radical". A estação terminou em 1997, cedendo o seu lugar a outras estações.
20 anos volvidos sobre o lançamento desta rádio jovem, alguns dos profissionais que passaram pela Rádio Energia vão realizar uma emissão especial nos 105,4 MHz Cascais, que por três dias (entre a próxima sexta-feira e o domingo), recordará o espírito da Rádio Energia. A emissão pode ser escutada entre as 7h00 da próxima 6.ª, 15/04 e as 0h00 de domingo, dia 17, não só na frequência de Cascais, como também no endereço http://www.myway.pt/#/artista/nrj .
A Rádio Energia vai regressar ao éter, numa emissão especial comemorativa dos 20 anos sobre a fundação da NRJ- Rádio Energia. A mítica estação, que operou entre 1991 e 1997, operava nos 92,4 MHz Lisboa, 90,0 MHz Porto e 98,4 MHz Coimbra, além de ser retransmitida por várias rádios locais. De referir que o projecto começou por designar-se por "NRJ-Rádio Energia", designação que foi alterada em 1996 para "FM Radical". A estação terminou em 1997, cedendo o seu lugar a outras estações.
20 anos volvidos sobre o lançamento desta rádio jovem, alguns dos profissionais que passaram pela Rádio Energia vão realizar uma emissão especial nos 105,4 MHz Cascais, que por três dias (entre a próxima sexta-feira e o domingo), recordará o espírito da Rádio Energia. A emissão pode ser escutada entre as 7h00 da próxima 6.ª, 15/04 e as 0h00 de domingo, dia 17, não só na frequência de Cascais, como também no endereço http://www.myway.pt/#/artista/nrj .
sábado, março 26, 2011
RDPi - Rádio Portugal - Emissões em Onda Curta/ HF - período A11 (a partir do dia 27 de Março) :
UTC - QRG (kHz) - banda (m) - kW - Azimute (º)
Segunda a sexta-feira:
EUROPA
05.00 – 08.00 - 7 240 kHz - 41m - 300 kW - 45º
06.45 – 08.00 - 11 850 kHz - 25m - 250 kW - 55º - via Sines
08.00 – 12.00 - 12 020 kHz- 25m - 300 kW- 45º
16.00 – 18.54 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 23.00* - 9 820 kHz - 31m - 300 kW – 45º
ÁFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)
05.00 – 07.00 - 12 060 kHz - 25m - 300 kW - 144º
07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 12.00 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º
AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)
19.00 – 20.00* - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00* - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º
23.00 – 02.00 - 9 715 kHz - 31m - 300 kW - 300º
VENEZUELA
13.00 – 15.54 - 17 575 kHz - 16m - 100 kW - 261,5º
BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ BISSAU
13.00 – 19.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
BRASIL
23.00 – 02.00 - 11 940 kHz - 25m - 300 kW - 226º
Sábados e domingos:
EUROPA
07.00 – 14.00 - 12 020 kHz - 25m - 300 kW - 45º
08.30 – 10.00 - 11 995 kHz(DRM) - 25m - 90 kW - 45º - via Sines
14.00 – 19.00 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 20.00 - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º
20.00 – 23.00* - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º
AFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)
07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 13.54 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º
AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)
14.00 – 20.00 - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00* - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º
(*)- emissões extraordinárias
(DRM)- transmissão em modo digital DRM, via Pro-Funk GmbH /DW (Sines, Portugal)
UTC - QRG (kHz) - banda (m) - kW - Azimute (º)
Segunda a sexta-feira:
EUROPA
05.00 – 08.00 - 7 240 kHz - 41m - 300 kW - 45º
06.45 – 08.00 - 11 850 kHz - 25m - 250 kW - 55º - via Sines
08.00 – 12.00 - 12 020 kHz- 25m - 300 kW- 45º
16.00 – 18.54 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 23.00* - 9 820 kHz - 31m - 300 kW – 45º
ÁFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)
05.00 – 07.00 - 12 060 kHz - 25m - 300 kW - 144º
07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 12.00 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º
AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)
19.00 – 20.00* - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00* - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º
23.00 – 02.00 - 9 715 kHz - 31m - 300 kW - 300º
VENEZUELA
13.00 – 15.54 - 17 575 kHz - 16m - 100 kW - 261,5º
BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ BISSAU
13.00 – 19.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
BRASIL
23.00 – 02.00 - 11 940 kHz - 25m - 300 kW - 226º
Sábados e domingos:
EUROPA
07.00 – 14.00 - 12 020 kHz - 25m - 300 kW - 45º
08.30 – 10.00 - 11 995 kHz(DRM) - 25m - 90 kW - 45º - via Sines
14.00 – 19.00 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 20.00 - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º
20.00 – 23.00* - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º
AFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)
07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 13.54 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º
AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)
14.00 – 20.00 - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00* - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º
(*)- emissões extraordinárias
(DRM)- transmissão em modo digital DRM, via Pro-Funk GmbH /DW (Sines, Portugal)
sexta-feira, março 25, 2011
Rádio Hertz (98,0 MHz Tomar - distrito de Santarém) tem nova frequência (microcobertura):
A Rádio Hertz tem uma nova frequência (microcobertura). Além da frequência principal, 98,0 MHz, a rádio local nabantina emite agora também nos 91,9 MHz. Para já, desconhece-se a cobertura e a localização da nova frequência.
A Rádio Hertz tem uma nova frequência (microcobertura). Além da frequência principal, 98,0 MHz, a rádio local nabantina emite agora também nos 91,9 MHz. Para já, desconhece-se a cobertura e a localização da nova frequência.
Rádio SWtmn - 100,8 Almada (Lisboa) e 102,7 MHz Gondomar (Porto):
Como prometido, a Rádio SWtmn já está no ar nos 100,8 Almada e 102,7 MHz Gondomar. A nova estação de rádio patrocinada pela TMN promete ter programação alternativa, servindo o público jovem das áreas urbanas de Lisboa e Porto. A SWtmn pode ser escutada não só no FM, mas também em todo o mundo através de "stream" online disponível no site oficial da estação.
Como prometido, a Rádio SWtmn já está no ar nos 100,8 Almada e 102,7 MHz Gondomar. A nova estação de rádio patrocinada pela TMN promete ter programação alternativa, servindo o público jovem das áreas urbanas de Lisboa e Porto. A SWtmn pode ser escutada não só no FM, mas também em todo o mundo através de "stream" online disponível no site oficial da estação.
quinta-feira, março 24, 2011
Rádio SWTMN arranca dentro de horas:
A Rádio SWtmn, que resulta de uma parceria entre a empresa "Música no Coração" e a TMN, deverá arrancar às 0h00 de amanhã, nos 100,8 MHz Almada (Lisboa) e 102,7 MHz Gondomar (Porto), substituindo a Rádio Capital.
O novo projecto radiofónico, que foi aprovado pela ERC em condições semelhantes à Vodafone FM, promete apostar na música jovem portuguesa e internacional, associando a experiência de Luís Montez no mercado radiofónico à marca TMN e ao festival de música SWtmn, patrocinado pela primeira operadora de telemóveis a operar em Portugal.
Segundo o SAPO Música, a nova rádio contará com programas como «Palco TMN (artistas que já passaram ou poderão vir a actuar no Palco TMN), Palco Jogos Santa Casa Planeta Sudoeste (música alternativa e revelações), Groovebox (música de dança) e Sapo Positive Vibes (reggae)».
O site http://radiosw.tmn.pt/ já apresenta a contagem decrescente para o lançamento da nova rádio. Entretanto, a Rádio Capital vai anunciando que as frequências vão ser ocupadas «por uma nova rádio». Dentro de pouco mais de 7 horas, a rádio que dá(va) "música ao trânsito" passa à história.
A Rádio SWtmn, que resulta de uma parceria entre a empresa "Música no Coração" e a TMN, deverá arrancar às 0h00 de amanhã, nos 100,8 MHz Almada (Lisboa) e 102,7 MHz Gondomar (Porto), substituindo a Rádio Capital.
O novo projecto radiofónico, que foi aprovado pela ERC em condições semelhantes à Vodafone FM, promete apostar na música jovem portuguesa e internacional, associando a experiência de Luís Montez no mercado radiofónico à marca TMN e ao festival de música SWtmn, patrocinado pela primeira operadora de telemóveis a operar em Portugal.
Segundo o SAPO Música, a nova rádio contará com programas como «Palco TMN (artistas que já passaram ou poderão vir a actuar no Palco TMN), Palco Jogos Santa Casa Planeta Sudoeste (música alternativa e revelações), Groovebox (música de dança) e Sapo Positive Vibes (reggae)».
O site http://radiosw.tmn.pt/ já apresenta a contagem decrescente para o lançamento da nova rádio. Entretanto, a Rádio Capital vai anunciando que as frequências vão ser ocupadas «por uma nova rádio». Dentro de pouco mais de 7 horas, a rádio que dá(va) "música ao trânsito" passa à história.
quarta-feira, março 23, 2011
Faleceu Artur Agostinho:
Mais uma grande perda para o jornalismo desportivo em Portugal! Artur Agostinho faleceu ontem aos 90 anos. Nome incontornável da divulgação desportiva em Portugal, mas também actor e escritor que se manteve em actividade até que a saúde o traiu, Artur Agostinho iniciou a sua actividade radiofónica na então Emissora Nacional, marcando para sempre o relato futebolístico na rádio portuguesa. Passando pelo departamento de desporto da Rádio Renascença nos anos 80, Artur Agostinho também se destacou na televisão com vários programas, incluindo séries e telenovelas, mas também em vários filmes.
Atrever-me-ia a dizer que falar de rádio em Portugal sem falar de Artur Agostinho é tarefa quase impossível, tendo em conta a invulgar capacidade de comunicação e conhecimento desportivo, que marcou gerações de ouvintes, além de certamente influenciar positivamente muitos profissionais da rádio que lhe sucederam.
Sem dúvida que a sua morte é uma enorme perda para a cultura em Portugal, não obstante a sua memória se perpetuar por gerações e gerações, que hão-de recordar sempre o homem que imortalizou explêndidos relatos de futebol na rádio portuguesa, sem prejuízo das restantes qualidades artísticas deste Senhor da comunicação social. Que descanse em paz.
À família enlutada (e aos amigos de Artur Agostinho), apresento as minhas condolências.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Mais uma grande perda para o jornalismo desportivo em Portugal! Artur Agostinho faleceu ontem aos 90 anos. Nome incontornável da divulgação desportiva em Portugal, mas também actor e escritor que se manteve em actividade até que a saúde o traiu, Artur Agostinho iniciou a sua actividade radiofónica na então Emissora Nacional, marcando para sempre o relato futebolístico na rádio portuguesa. Passando pelo departamento de desporto da Rádio Renascença nos anos 80, Artur Agostinho também se destacou na televisão com vários programas, incluindo séries e telenovelas, mas também em vários filmes.
Atrever-me-ia a dizer que falar de rádio em Portugal sem falar de Artur Agostinho é tarefa quase impossível, tendo em conta a invulgar capacidade de comunicação e conhecimento desportivo, que marcou gerações de ouvintes, além de certamente influenciar positivamente muitos profissionais da rádio que lhe sucederam.
Sem dúvida que a sua morte é uma enorme perda para a cultura em Portugal, não obstante a sua memória se perpetuar por gerações e gerações, que hão-de recordar sempre o homem que imortalizou explêndidos relatos de futebol na rádio portuguesa, sem prejuízo das restantes qualidades artísticas deste Senhor da comunicação social. Que descanse em paz.
À família enlutada (e aos amigos de Artur Agostinho), apresento as minhas condolências.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
domingo, março 13, 2011
RTP pretende desactivar emissões em DAB:
Conforme sugere a leitura de uma recente deliberação da ANACOM, a RTP terá solicitado a revogação da licença para a instalação e exploração de uma rede nacional de emissores DAB. Ao que parece, a rádio pública pretende desactivar os emissores DAB, justificando em grande parte a decisão com os elevados custos de manutenção dos equipamentos, as audiências residuais e o facto de assegurar cobertura nacional das três rádios nacionais públicas via FM. A rede de emissores DAB, instalada em 1998, já terá alguns equipamentos obsoletos, cuja assistência técnica estará comprometida uma vez que o seu fabricante já não existe. Por outro lado, os custos de operação com o DAB ascenderão a pouco mais de 330.000 €, o que numa conjuntura económica que obriga a cortes orçamentais nas empresas públicas, ajuda na consolidação das contas da empresa Rádio e Televisão de Portugal.
Além dos custos económicos, os factores preponderantes que justificam em grande parte o desinteresse da manutenção de um sistema digital de rádio (que inclusivamente se está a tornar obsoleto face a novas tecnologias de radiodifusão digital, como o DAB+), serão a constatação das escassas audiências, aliada à manutenção de uma rede nacional de emissores FM que assegura uma cobertura superior ao DAB.
Não obstante a grande aposta no DAB por parte da então RDP desde 1998, a rádio digital em Portugal, à semelhança da maioria dos restantes países europeus, teve uma adesão fraquíssima, para não dizer muito próxima do zero. A esmagadora maioria dos ouvintes não está(va) equipada com receptores digitais; aliás, adquirir um rádio DAB em Portugal é extermamente difícil, para não dizer quase impossível. Será seguramente mais fácil adquirir um equipamento DAB via Internet a partir do Reino Unido, por exemplo, do que correr casas de material electrónico em Lisboa à procura de rádios digitais!
Recorde-se que a RTP emite no bloco 12B (225,648 MHz) a Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional. Todas, com excepção da Antena 2 que emite a 224 kps, operam a 192 kps (qualidade de som próxima ao CD).
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Conforme sugere a leitura de uma recente deliberação da ANACOM, a RTP terá solicitado a revogação da licença para a instalação e exploração de uma rede nacional de emissores DAB. Ao que parece, a rádio pública pretende desactivar os emissores DAB, justificando em grande parte a decisão com os elevados custos de manutenção dos equipamentos, as audiências residuais e o facto de assegurar cobertura nacional das três rádios nacionais públicas via FM. A rede de emissores DAB, instalada em 1998, já terá alguns equipamentos obsoletos, cuja assistência técnica estará comprometida uma vez que o seu fabricante já não existe. Por outro lado, os custos de operação com o DAB ascenderão a pouco mais de 330.000 €, o que numa conjuntura económica que obriga a cortes orçamentais nas empresas públicas, ajuda na consolidação das contas da empresa Rádio e Televisão de Portugal.
Além dos custos económicos, os factores preponderantes que justificam em grande parte o desinteresse da manutenção de um sistema digital de rádio (que inclusivamente se está a tornar obsoleto face a novas tecnologias de radiodifusão digital, como o DAB+), serão a constatação das escassas audiências, aliada à manutenção de uma rede nacional de emissores FM que assegura uma cobertura superior ao DAB.
Não obstante a grande aposta no DAB por parte da então RDP desde 1998, a rádio digital em Portugal, à semelhança da maioria dos restantes países europeus, teve uma adesão fraquíssima, para não dizer muito próxima do zero. A esmagadora maioria dos ouvintes não está(va) equipada com receptores digitais; aliás, adquirir um rádio DAB em Portugal é extermamente difícil, para não dizer quase impossível. Será seguramente mais fácil adquirir um equipamento DAB via Internet a partir do Reino Unido, por exemplo, do que correr casas de material electrónico em Lisboa à procura de rádios digitais!
Recorde-se que a RTP emite no bloco 12B (225,648 MHz) a Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional. Todas, com excepção da Antena 2 que emite a 224 kps, operam a 192 kps (qualidade de som próxima ao CD).
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
terça-feira, março 01, 2011
Rádio TMN substituirá Rádio Capital nos 100,8 Almada + 102,7 MHz Gondomar:
A Rádio Capital vai ser sujeita a pena Capital muito em breve! Segundo o "M&P" e o "Público", a LusoCanal, proprietária da estação, prepara-se para lançar a Rádio TMN. Tal como o nome sugere, a maior operadora de telecomunicações móveis em Portugal estará a planear o lançamento de uma estação de rádio associada à sua marca, tal como fez a Vodafone.
Segundo as mesmas fontes, a alteração do projecto aprovado para a Rádio Capital já terá entrado na ERC, aguardando uma decisão da entidade reguladora.
A Rádio Capital vai ser sujeita a pena Capital muito em breve! Segundo o "M&P" e o "Público", a LusoCanal, proprietária da estação, prepara-se para lançar a Rádio TMN. Tal como o nome sugere, a maior operadora de telecomunicações móveis em Portugal estará a planear o lançamento de uma estação de rádio associada à sua marca, tal como fez a Vodafone.
Segundo as mesmas fontes, a alteração do projecto aprovado para a Rádio Capital já terá entrado na ERC, aguardando uma decisão da entidade reguladora.
5 Minutos de Jazz: 45 anos no ar!
O mais antigo programa de rádio em Portugal que permanece no ar comemorou no passado dia 21 de Fevereiro o 45.º aniversário das emissões regulares. Os "5 Minutos de Jazz", de José Duarte, começaram a tocar no dia 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença. O programa manteve-se na emissora católica portuguesa até 1975. Depois de um interregno de 9 anos, o programa regressou em 1984, na então RDP-Rádio Comercial. Fruto da privatização da Rádio Comercial, a RDP passou o programa para a Antena 1 em 1993, mantendo as emissões até aos dias de hoje.
Ao José Duarte (e, naturalmente, também à RTP), não posso deixar de dar os parabéns pelos 45 anos de divulgação do jazz em Portugal, num invulgar exemplo de um programa de autor que resiste durante décadas, contrariando as tendências da automação das emissões e do desinvestimento no capital humano das rádios!
O mais antigo programa de rádio em Portugal que permanece no ar comemorou no passado dia 21 de Fevereiro o 45.º aniversário das emissões regulares. Os "5 Minutos de Jazz", de José Duarte, começaram a tocar no dia 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença. O programa manteve-se na emissora católica portuguesa até 1975. Depois de um interregno de 9 anos, o programa regressou em 1984, na então RDP-Rádio Comercial. Fruto da privatização da Rádio Comercial, a RDP passou o programa para a Antena 1 em 1993, mantendo as emissões até aos dias de hoje.
Ao José Duarte (e, naturalmente, também à RTP), não posso deixar de dar os parabéns pelos 45 anos de divulgação do jazz em Portugal, num invulgar exemplo de um programa de autor que resiste durante décadas, contrariando as tendências da automação das emissões e do desinvestimento no capital humano das rádios!
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Noruega: switch-off da rádio analógica até 2017?!
Que a palavra "Digital" agrada aos governos europeus (e mundiais), não é novidade. Mas há decisões controversas que prometem incendiar o debate entre o governo, as autoridades reguladoras do sector radiofónico e as populações. Exemplo disso é o novo plano da Noruega para desligar o sinal FM das rádios nacionais deste país nórdico até 2017, quanto muito até 2019. Os lobbies noruegueses pretendem apostar seriamente no DAB e no DAB+ como tecnologia de radiodifusão digital, substituindo a velha tecnologia analógica dentro de poucos anos, A ideia parece à primeira vista boa, mas, tal como noutros países, há o reverso da medalha: a esmagadora maioria dos ouvintes não está equipada com receptores DAB/DAB+, o que obriga as populações a adquirirem milhões de receptores novos. Por outro lado, a esmagadora maioria dos automóveis não estará equipada com auto-rádios digitais, o que obrigaria à substituição destes equipamentos.
Por último mas não menos importante, o facto de se adoptarem duas tecnologias diferentes (DAB e DAB+) não ajudará à conversão dos ouvintes: os receptores DAB mais antigos não funcionarão com o DAB+, tornando-se limitados ou até inúteis no futuro.
Apesar de as rádios nacionais pretenderem migrar para a rádio digital, as rádios locais e comunitárias poderão, se desejarem, continuar a emitir em FM depois de 2017/19. Os elevados custos de migração serão proibitivos para as estações locais, pelo que as rádios poderão continuar a manter os emissores FM depois do desligamento dos emissores das rádios nacionais.
De referir que a migração acarretará também vantagens económicas, já que os equipamentos DAB terão custos de operação inferiores aos congéneres analógicos FM.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Que a palavra "Digital" agrada aos governos europeus (e mundiais), não é novidade. Mas há decisões controversas que prometem incendiar o debate entre o governo, as autoridades reguladoras do sector radiofónico e as populações. Exemplo disso é o novo plano da Noruega para desligar o sinal FM das rádios nacionais deste país nórdico até 2017, quanto muito até 2019. Os lobbies noruegueses pretendem apostar seriamente no DAB e no DAB+ como tecnologia de radiodifusão digital, substituindo a velha tecnologia analógica dentro de poucos anos, A ideia parece à primeira vista boa, mas, tal como noutros países, há o reverso da medalha: a esmagadora maioria dos ouvintes não está equipada com receptores DAB/DAB+, o que obriga as populações a adquirirem milhões de receptores novos. Por outro lado, a esmagadora maioria dos automóveis não estará equipada com auto-rádios digitais, o que obrigaria à substituição destes equipamentos.
Por último mas não menos importante, o facto de se adoptarem duas tecnologias diferentes (DAB e DAB+) não ajudará à conversão dos ouvintes: os receptores DAB mais antigos não funcionarão com o DAB+, tornando-se limitados ou até inúteis no futuro.
Apesar de as rádios nacionais pretenderem migrar para a rádio digital, as rádios locais e comunitárias poderão, se desejarem, continuar a emitir em FM depois de 2017/19. Os elevados custos de migração serão proibitivos para as estações locais, pelo que as rádios poderão continuar a manter os emissores FM depois do desligamento dos emissores das rádios nacionais.
De referir que a migração acarretará também vantagens económicas, já que os equipamentos DAB terão custos de operação inferiores aos congéneres analógicos FM.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
BBC termina serviço em Português para África:
Mais uma triste notícia para os ouvintes de rádio em Onda Curta e, em especial, para todos os entusiastas da rádio lusófonos: a BBC prepara-se para terminar as emissões em Língua Portuguesa para África. A conhecida emissora pública britânica pretende desenvolver um conjunto de medidas para reduzir despesas, onde se inclui a extinção de alguns serviços internacionais noutras línguas e até o despedimento de 650 funcionários. Não obstante a importância do serviço para África que assegura informação imparcial e programação de qualidade em português, o operador britânico viu o seu financiamento reduzido pelo estado inglês, obrigando a fortes medidas de contenção orçamental... Em prejuízo dos ouvintes.
Criado no dia 4 de Junho de 1939, o serviço em português da BBC começou por servir Portugal e as suas colónias em África. Após o 25 de Abril, a programação na Língua de Camões passou a ser exclusivamente dirigida aos PALOPS, mantendo-se o serviço para o Brasil, entretanto extinto (em 2005).
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Mais uma triste notícia para os ouvintes de rádio em Onda Curta e, em especial, para todos os entusiastas da rádio lusófonos: a BBC prepara-se para terminar as emissões em Língua Portuguesa para África. A conhecida emissora pública britânica pretende desenvolver um conjunto de medidas para reduzir despesas, onde se inclui a extinção de alguns serviços internacionais noutras línguas e até o despedimento de 650 funcionários. Não obstante a importância do serviço para África que assegura informação imparcial e programação de qualidade em português, o operador britânico viu o seu financiamento reduzido pelo estado inglês, obrigando a fortes medidas de contenção orçamental... Em prejuízo dos ouvintes.
Criado no dia 4 de Junho de 1939, o serviço em português da BBC começou por servir Portugal e as suas colónias em África. Após o 25 de Abril, a programação na Língua de Camões passou a ser exclusivamente dirigida aos PALOPS, mantendo-se o serviço para o Brasil, entretanto extinto (em 2005).
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Porto tem uma nova rádio temporária "Oblá FM" (102,1 MHz):
A cidade do Porto tem agora uma nova rádio temporária, que emite até ao próximo sábado. A "Oblá FM" (102,1 MHz) é a rádio do evento "Red Bull Music Academy Porto Hub", que decorre na Rua Cândido dos Reis e um pouco por toda a cidade invicta. Aos leitores do "blog" que residam ou passem na capital do Norte, sugiro que tentem sintonizar os 102,1 MHz.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
A cidade do Porto tem agora uma nova rádio temporária, que emite até ao próximo sábado. A "Oblá FM" (102,1 MHz) é a rádio do evento "Red Bull Music Academy Porto Hub", que decorre na Rua Cândido dos Reis e um pouco por toda a cidade invicta. Aos leitores do "blog" que residam ou passem na capital do Norte, sugiro que tentem sintonizar os 102,1 MHz.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Best Rock FM: morte anunciada
A Média Capital Rádios prepara-se para "reestruturar" o projecto Best Rock FM, na sequência das parcas audiências da estação. O sítio Web da Best já foi desactivado e a emissão dos 101,1 Moita + 89,5 MHz Matosinhos encontra-se totalmente automatizada, denunciando o fim deste projecto radiofónico tal como o conhecemos.
Surgida em 2003, no rescaldo da reestruturação da Rádio Comercial, que passou de uma rádio rock para uma estação mais "pop/rock", a Best Rock FM, no seu auge, chegou a emitir para Lisboa (96,6 MHz), Porto (105,8 MHz Valongo), Coimbra (103,0 Cantanhede) e Santarém (96,6 MHz). Com o arranque da M80 nos 96,6 MHz Lisboa, 97,7 MHz Santarém e 103,0 Cantanhede, a Best Rock FM mudou-se para os 101,1 MHz Moita, a par do emissor de Valongo. Consequência das mudanças na rede de emissores da M80 e do extinto Rádio Clube Português, a Best passou a emitir, em Fevereiro de 2010, nos 89,5 MHz Matosinhos.
Não obstante nunca ter sido um projecto realmente prioritário para a MCR, a Best morreu sem honra nem glória, tornando-se em mais uma "Cassete FM" (ou talvez seja melhor dizer "Dalet FM"?), aguardando a "manchadada final", isto é, o lançamento de um novo projecto que ocupe as frequências da rádio rock.
A Média Capital Rádios prepara-se para "reestruturar" o projecto Best Rock FM, na sequência das parcas audiências da estação. O sítio Web da Best já foi desactivado e a emissão dos 101,1 Moita + 89,5 MHz Matosinhos encontra-se totalmente automatizada, denunciando o fim deste projecto radiofónico tal como o conhecemos.
Surgida em 2003, no rescaldo da reestruturação da Rádio Comercial, que passou de uma rádio rock para uma estação mais "pop/rock", a Best Rock FM, no seu auge, chegou a emitir para Lisboa (96,6 MHz), Porto (105,8 MHz Valongo), Coimbra (103,0 Cantanhede) e Santarém (96,6 MHz). Com o arranque da M80 nos 96,6 MHz Lisboa, 97,7 MHz Santarém e 103,0 Cantanhede, a Best Rock FM mudou-se para os 101,1 MHz Moita, a par do emissor de Valongo. Consequência das mudanças na rede de emissores da M80 e do extinto Rádio Clube Português, a Best passou a emitir, em Fevereiro de 2010, nos 89,5 MHz Matosinhos.
Não obstante nunca ter sido um projecto realmente prioritário para a MCR, a Best morreu sem honra nem glória, tornando-se em mais uma "Cassete FM" (ou talvez seja melhor dizer "Dalet FM"?), aguardando a "manchadada final", isto é, o lançamento de um novo projecto que ocupe as frequências da rádio rock.
Vodafone FM: «Mexe na música»
Conforme prometido, a Vodafone FM arrancou nos 107,2 MHz Amadora e 94,3 MHz Maia, sendo também escutada no sítio Web da rádio. Para já, a nova estação passa continuamente rock alternativo, sem descurar os projectos musicais portugueses. Entretanto, a rádio está a realizar um "casting" para novos animadores. A Vodafone FM promete em breve arrancar "a sério", entenda-se, com programas de autor e animação em antena.
Conforme prometido, a Vodafone FM arrancou nos 107,2 MHz Amadora e 94,3 MHz Maia, sendo também escutada no sítio Web da rádio. Para já, a nova estação passa continuamente rock alternativo, sem descurar os projectos musicais portugueses. Entretanto, a rádio está a realizar um "casting" para novos animadores. A Vodafone FM promete em breve arrancar "a sério", entenda-se, com programas de autor e animação em antena.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Vodafone FM - 100,8 MHz Amadora (Lisboa) + 94,3 MHz Maia (Porto) + 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos (Coimbra):
Contagem decrescente para o arranque da Vodafone FM. À hora a que escrevo esta mensagem, dentro de escassos minutos surge no éter um novo projecto radiofónico que promete apostar em música e programação mais alternativa, num formato que associa a experiência radiofónica da Média Capital Rádios com a Vodafone Portugal. A nova estação arranca às 0h00 desta quarta-feira, nas frequências 107,2 Amadora, 94,3 Maia e 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos.
Contagem decrescente para o arranque da Vodafone FM. À hora a que escrevo esta mensagem, dentro de escassos minutos surge no éter um novo projecto radiofónico que promete apostar em música e programação mais alternativa, num formato que associa a experiência radiofónica da Média Capital Rádios com a Vodafone Portugal. A nova estação arranca às 0h00 desta quarta-feira, nas frequências 107,2 Amadora, 94,3 Maia e 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos.
Rádio Lidador troca de frequência com a Vodafone FM:
A Rádio Lidador (Maia - distrito do Porto) mudou de frequência, dos 94,3 para os 100,8 MHz. Esta alteração não beneficia propriamente a emissora local maiata, mas privilegia sim a outra frequência do concelho da Maia, a ex- Romântica FM/ futura Vodafone FM, que assim passa a emitir nos 94,3 MHz.
Com esta troca de frequências, a Vodafone FM, que arranca às 0h00 de amanhã, dia 26 de Janeiro, chegará melhor e mais longe na região do Porto, através dos 94,3 MHz, que emitirá em paralelo com os 107,2 MHz Amadora.
A Rádio Lidador (Maia - distrito do Porto) mudou de frequência, dos 94,3 para os 100,8 MHz. Esta alteração não beneficia propriamente a emissora local maiata, mas privilegia sim a outra frequência do concelho da Maia, a ex- Romântica FM/ futura Vodafone FM, que assim passa a emitir nos 94,3 MHz.
Com esta troca de frequências, a Vodafone FM, que arranca às 0h00 de amanhã, dia 26 de Janeiro, chegará melhor e mais longe na região do Porto, através dos 94,3 MHz, que emitirá em paralelo com os 107,2 MHz Amadora.
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