«Tudo o que passa, passa [há 24 anos] na TSF»:
No dia 29 de Fevereiro de 1988, (re)nascia [já que a 1.ª emissão foi em 1984] uma rádio pirata nos 102,7 MHz de Lisboa. Uma rádio que mexeu com a informação radiofónica, que, apesar de já não viver os tempos áureos de outrora, continua decididamente a ser uma marca de confiança e reputação dos ouvintes portugueses.
De pirata a legal, de uma rádio local de Lisboa e Coimbra para toda a região Norte e Centro do país, mas também para parte do Alentejo e Algarve, a TSF tem o privilégio de apenas poder comemorar o verdadeiro aniversário de quatro em quatro anos, aproveitando a singularidade de ter arrancado num ano bissexto.
No dia em que a rádio que «passa tudo o que passa» comemora 24 anos, não podia deixar de relembrar esta efeméride, apresentando os meus votos de boa sorte e felicidade a todos os profissionais que, ao longo de 24 anos, passam (e passaram) pela estação. Gostaria especialmente de recordar os profissionais que já não se encontram entre nós, incluindo o António Jorge Branco, o Jorge Perestrelo, o Jorge Pena, não menosprezando outros que eventualmente não me esteja a recordar deles. Obrigado a todos os que sempre defenderam a "paixão da rádio", dando o seu melhor para elevar a qualidade do jornalismo radiofónico em Portugal!
Parabéns, TSF!
Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.com .
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
88,4 MHz: NFM vs. "Portadora FM"?!
Que já houve de (quase) tudo na rádio em Portugal, não é novidade. Já recorrer ao empastelamento para prejudicar a emissão de uma rádio local, parece ser uma situação inédita.
O relato colocado num tópico do Fórum "Ondas da Rádio" denuncia um episódio situado entre o caricato e o insólito: como é sabido, a frequência 88,4 MHz de Espinho (deslocalizada para o Monte da Virgem), foi vendida ao Acácio Marinho (proprietário de outras estações). Todavia, a NFM/Rádio N do João Vinhas continua a emitir da sua torre no Monte da Virgem.
Reclamando para si o direito de antena, o Acácio Marinho terá, alegadamente, activado um emissor na torre da M80 (por onde originalmente a NFM saía, antes de recorrer a uma torre própria), que transmite apenas a portadora nos 88,4. O resultado, como se adivinha, é que o novo emissor está a empastelar a emissão da NFM/Rádio N, prejudicando a cobertura desta. Os últimos desenvolvimentos apontam para um sinal sonoro (semelhante ao áudio de uma mira técnica) a sair do emissor de espastelamento, que prejudicam a recepção d' "A rádio que toca" em algumas zonas do centro do Porto e nos locais com linha de vista para o Monte da Virgem.
Embora seja uma prática cuja legalidade deixa muitas interrogações, supõe-se que o objectivo da operação passe por pressionar o proprietário da Rádio N/NFM (J. Vinhas) a ceder o equipamento ao legítimo proprietário da frequência local do concelho de Espinho. Aguardam-se os desenvolvimentos desta alegada guerra radiofónica.
Que já houve de (quase) tudo na rádio em Portugal, não é novidade. Já recorrer ao empastelamento para prejudicar a emissão de uma rádio local, parece ser uma situação inédita.
O relato colocado num tópico do Fórum "Ondas da Rádio" denuncia um episódio situado entre o caricato e o insólito: como é sabido, a frequência 88,4 MHz de Espinho (deslocalizada para o Monte da Virgem), foi vendida ao Acácio Marinho (proprietário de outras estações). Todavia, a NFM/Rádio N do João Vinhas continua a emitir da sua torre no Monte da Virgem.
Reclamando para si o direito de antena, o Acácio Marinho terá, alegadamente, activado um emissor na torre da M80 (por onde originalmente a NFM saía, antes de recorrer a uma torre própria), que transmite apenas a portadora nos 88,4. O resultado, como se adivinha, é que o novo emissor está a empastelar a emissão da NFM/Rádio N, prejudicando a cobertura desta. Os últimos desenvolvimentos apontam para um sinal sonoro (semelhante ao áudio de uma mira técnica) a sair do emissor de espastelamento, que prejudicam a recepção d' "A rádio que toca" em algumas zonas do centro do Porto e nos locais com linha de vista para o Monte da Virgem.
Embora seja uma prática cuja legalidade deixa muitas interrogações, supõe-se que o objectivo da operação passe por pressionar o proprietário da Rádio N/NFM (J. Vinhas) a ceder o equipamento ao legítimo proprietário da frequência local do concelho de Espinho. Aguardam-se os desenvolvimentos desta alegada guerra radiofónica.
UNESCO declara 13 de Fevereiro como o Dia Mundial da Rádio:
A rádio tem razões para comemorar: com mais de 70 anos de existência, a actividade da radiodifusão passou a ter direito a um dia mundial. Na próxima segunda-feira, o mundo homenageia este meio de comunicação social , que nem a televisão ou a Internet foram capazes de o eclipsar. Pelo contrário, a rádio sabe adaptar-se a novos tempos e às respectivas mudanças tecnológicas.
Do Pólo Norte ao Pólo Sul, a rádio continua a ser o meio mais acessível e eficiente de espalhar notícias e entretenimento à população mundial: os jornais não chegam a todo o lado, a televisão nem sempre é acessível (por razões económicas e/ou tecnológicas), a Internet não está disponível em todo o lado. Todavia, basta a um cidadão comum adquirir um pequeno aparelho (que até pode ser alimentado por corda ou energia solar), para este acompanhar as últimas novidades da sua aldeia ou cidade, do seu país e de todo o mundo!
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Smooth FM já emite para o Porto:
A Smooth FM já emite nos 89,5 MHz Matosinhos, substituindo a Best Rock FM. Esta alteração foi aprovada pela ERC no final do ano passado, pelo que a MCR começou hoje a oferecer a estação de música dos estilos smooth jazz, blues, soul e R&B aos ouvintes do Grande Porto.
Assim, a frequência de Matosinhos junta-se à rede de emissores da Smooth FM, que também conta com os 103,0 MHz Barreiro e os 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos.
A Smooth FM já emite nos 89,5 MHz Matosinhos, substituindo a Best Rock FM. Esta alteração foi aprovada pela ERC no final do ano passado, pelo que a MCR começou hoje a oferecer a estação de música dos estilos smooth jazz, blues, soul e R&B aos ouvintes do Grande Porto.
Assim, a frequência de Matosinhos junta-se à rede de emissores da Smooth FM, que também conta com os 103,0 MHz Barreiro e os 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos.
terça-feira, novembro 29, 2011
Rádio No Ar (106,4 MHz Viseu) retransmite a Rádio Sim:
A Rádio No Ar está a retransmitir a emissão da Rádio Sim. O blogue "Radialistas de Viseu" noticia que a estação viseense, que se encontra em processo de venda ao grupo r/com, transformou-se num retransmissor (para já, supérfluo) da Rádio Sim para a cidade de Viriato.
Independentemente do cenário traçado para o futuro da até agora Rádio No Ar, existe uma certeza: contrariamente ao que a notícia referida sugere, não é exequível a transmissão da Mega Hits nos 103,6 MHz Viseu. Não esquecer que a frequência em causa pertence oficialmente à rede nacional de emissores da Rádio Renascença, pelo que transmite a programação da Rádio Sim 24 horas por dia em paralelo com as restantes frequências FM das antigas vozes regionais da emissora católica portuguesa (Braga, Viseu, Leiria e Elvas) [para não falar da rede nacional em Onda Média e das rádios locais que retransmitem a Sim].
Ora, a Mega Hits não deixa de ser, para os devidos efeitos (legais) uma rádio local temática do concelho de Lisboa que quase "por acaso" é retransmitida por outras frequências temáticas espalhadas pelo país (as frequências de Sintra e Gondomar mudaram da categoria de generalista local para temática musical), pelo que, do ponto de vista legal, não pode ocupar a frequência atribuída a uma rede nacional de emissores que transmite a Rádio Renascença (embora alguns emissores estejam ocupados pela Sim).
Portanto, parece-me evidente que restam duas hipóteses: ou a RR regressa aos 103,6 MHz e a Sim passa para os 106,4 MHz, ou a Mega Hits vai brevemente ocupar a frequência da Rádio No Ar, mantendo-se a Sim nos 103,6 MHz.
A Rádio No Ar está a retransmitir a emissão da Rádio Sim. O blogue "Radialistas de Viseu" noticia que a estação viseense, que se encontra em processo de venda ao grupo r/com, transformou-se num retransmissor (para já, supérfluo) da Rádio Sim para a cidade de Viriato.
Independentemente do cenário traçado para o futuro da até agora Rádio No Ar, existe uma certeza: contrariamente ao que a notícia referida sugere, não é exequível a transmissão da Mega Hits nos 103,6 MHz Viseu. Não esquecer que a frequência em causa pertence oficialmente à rede nacional de emissores da Rádio Renascença, pelo que transmite a programação da Rádio Sim 24 horas por dia em paralelo com as restantes frequências FM das antigas vozes regionais da emissora católica portuguesa (Braga, Viseu, Leiria e Elvas) [para não falar da rede nacional em Onda Média e das rádios locais que retransmitem a Sim].
Ora, a Mega Hits não deixa de ser, para os devidos efeitos (legais) uma rádio local temática do concelho de Lisboa que quase "por acaso" é retransmitida por outras frequências temáticas espalhadas pelo país (as frequências de Sintra e Gondomar mudaram da categoria de generalista local para temática musical), pelo que, do ponto de vista legal, não pode ocupar a frequência atribuída a uma rede nacional de emissores que transmite a Rádio Renascença (embora alguns emissores estejam ocupados pela Sim).
Portanto, parece-me evidente que restam duas hipóteses: ou a RR regressa aos 103,6 MHz e a Sim passa para os 106,4 MHz, ou a Mega Hits vai brevemente ocupar a frequência da Rádio No Ar, mantendo-se a Sim nos 103,6 MHz.
Antena 2 tem nova frequência nos Açores: 92,9 Cabeço Verde (Faial)
A Antena 2 acabou de lançar mais uma frequência na Região Autónoma dos Açores. Segundo o relato do utilizador "TMG", no "Fórum da Rádio", o novo emissor do 2.º canal da rádio pública opera nos 92,9 MHz a partir do Cabeço Verde (ilha do Faial) e serve a zona ocidental do concelho da Horta (e por inerência, da ilha, já que este concelho ocupa toda a superfície da mesma). A nova frequência, que partilha as estruturas de emissão com a frequência da Antena 1 (98,1 MHz) terá 1 kW de potência.
A Antena 2 acabou de lançar mais uma frequência na Região Autónoma dos Açores. Segundo o relato do utilizador "TMG", no "Fórum da Rádio", o novo emissor do 2.º canal da rádio pública opera nos 92,9 MHz a partir do Cabeço Verde (ilha do Faial) e serve a zona ocidental do concelho da Horta (e por inerência, da ilha, já que este concelho ocupa toda a superfície da mesma). A nova frequência, que partilha as estruturas de emissão com a frequência da Antena 1 (98,1 MHz) terá 1 kW de potência.
sexta-feira, novembro 25, 2011
Rádio Renascença compra Rádio No Ar (106,4 MHz Viseu):
A Rádio Renascença, Lda. , empresa detentora da emissora católica portuguesa comprou a Rádio No Ar (106,4 MHz Viseu). O negócio já foi consentido pela nova administração da ERC, que autorizou a cessão do serviço de programas "No Ar", bem como a respectiva licença, a favor da RR.
Tudo indica que o objectivo da transferência de propriedade e controlo passe pela implantação de um emissor da Mega Hits na cidade de Viriato. A confirmar-se, Viseu passará a ser servida pelas quatro rádios do grupo r/com. A RR emite nos 93,8 MHz Pico da Pena (Vouzela) + 106,0 Lousã; a RFM é servida nos 99,4 MHz Viseu, 95,0 MHz Pico da Pena e 91,7 MHz Lousã. A Rádio Sim emite nos 103,6 MHz Viseu e a Mega Hits passará a ser escutada nos 106,4 MHz.
A Rádio Renascença, Lda. , empresa detentora da emissora católica portuguesa comprou a Rádio No Ar (106,4 MHz Viseu). O negócio já foi consentido pela nova administração da ERC, que autorizou a cessão do serviço de programas "No Ar", bem como a respectiva licença, a favor da RR.
Tudo indica que o objectivo da transferência de propriedade e controlo passe pela implantação de um emissor da Mega Hits na cidade de Viriato. A confirmar-se, Viseu passará a ser servida pelas quatro rádios do grupo r/com. A RR emite nos 93,8 MHz Pico da Pena (Vouzela) + 106,0 Lousã; a RFM é servida nos 99,4 MHz Viseu, 95,0 MHz Pico da Pena e 91,7 MHz Lousã. A Rádio Sim emite nos 103,6 MHz Viseu e a Mega Hits passará a ser escutada nos 106,4 MHz.
sábado, novembro 19, 2011
Serviço público de rádio e televisão: que futuro?
Na passada segunda-feira, dia 14, o país ficou a conhecer as propostas para o serviço público defendidas pelo grupo de trabalho organizado para o efeito e liderado pelo economista João Duque. Depois de três demissões no grupo, os restantes membros assinaram o relatório, que se encontra disponível na Internet e apresenta as seguintes ideias-chave para a reestruração do serviço público:
Na passada segunda-feira, dia 14, o país ficou a conhecer as propostas para o serviço público defendidas pelo grupo de trabalho organizado para o efeito e liderado pelo economista João Duque. Depois de três demissões no grupo, os restantes membros assinaram o relatório, que se encontra disponível na Internet e apresenta as seguintes ideias-chave para a reestruração do serviço público:
- Fechar a RTP Informação e RTP Memória; fundir a RTP África com a RTP Internacional. Extinguir a RTP Madeira e RTP Açores.
- Manter um serviço público de rádio com 2 canais, um com uma forte aposta na língua portuguesa, mormente através da passagem de música portuguesa; o outro canal deverá passar música mais erudita, não só portuguesa, como também de orquestras internacionais;
- Extinguir a ERC, passando as suas competências burocráticas e administrativas para outras instituições do Estado; os meios de comunicação social passariam a auto-regular-se. A existirem conflitos, estes deverão ser resolvidos em tribunal.
- A privatizar-se um canal da RTP, manter o canal de serviço público sem publicidade.
- Por último, a questão mais polémica: reduzir a informação nos canais da RTP ao mínimo indispensável, evitando a presença de comentadores políticos ou outros nos espaços noticiosos da rádio e televisão públicas.
Se me permitem a opinião pessoal em relação às ideias defendidas pelo grupo de trabalho:
1) Acabar com a RTP Informação e RTP Memória? Não. A meu ver, estas devem ser mantidas como elementos vitais do serviço público de televisão. Atrever-me-ia a exigir aos nossos governantes que democratizem o acesso a estes canais, lançando as bases legais para a transmissão dos mesmos na TDT. Se é serviço público, então todos os cidadãos, mesmo os que não têm televisão por cabo ou satélite, devem ter direito a assistir a todos os canais que compõem o serviço público de rádio e televisão.
2) Fundir a RTP África com a RDPi: sim, desde que seja feito um desdobramento da programação em certo(s) horários. Isto é, a RTPi Europa, RTPi América e RTPi Ásia apresentariam uma programação diferente da RTPi África durante algumas horas por dia. Nos restante horários, a programação seria idêntica em todos os serviços, embora, naturalmente, os horários pudessem reflectir os fusos horários.
3) Extinguir a ERC? Se a ideia da auto-regulação por si não é necessariamente má, o Estado pode e deve reservar-se ao direito de regular o sector dos media, por forma a garantir os direitos, liberdades e garantias das empresas de comunicação social, dos seus funcionários e do público em geral, que acede aos meios de comunicação social. Por outro lado, se estivéssemos noutro país a ideia de arbitrar conflitos em tribunal poderia ser muito boa ideia, a Justiça em Portugal não só é lenta e cara, como tem imensos problemas. Sobrecarregar os tribunais com conflitos que facilmente seriam julgados numa entidade reguladora não me parece uma hipótese razoável. Aliás, até países como os Estados Unidos, onde até os casos mais estapafúrdios são mediados judicialmente, têm as suas entidades reguladoras da comunicação social. Creio que nem o erário público nem os media, e muito menos os consumidores ficavam a beneficiar com a transferência das competências da ERC.
4) Informação na RTP: Sim, defendo uma informação isenta, plural e de qualidade. Mas que seja regular na grelha dos diversos canais da RTP (tv e rádio). A meu ver, a informação deve ser concisa e eficiente, mas respeitando sempre as melhores práticas jornalísticas e colocando o serviço público acima de interesses políticos, comerciais, ou outros.
5) Converter a empresa RTP numa instituição sem fins lucrativos? Talvez. Depois de ter as contas regularizadas, a RTP deve ser financiada exclusivamente por dinheiros públicos e pelos contribuintes, sem interesses comerciais.
6) Nota em relação à Antena 3:
Sou contra a alienação da Antena 3, considerando que se trata de uma rádio pública que, não só deve estar orientada para um público jovem que não se revê na Antena 1 ou Antena 2, como também promove música portuguesa de qualidade. Uma rádio que mistura a vertente mais comercial com as produções musicais mais alternativas, faz todo o sentido no contexto do serviço público de rádio. A Antena 3 peca por certos e determinados "vícios", mas continua a ser a única rádio nacional onde não se ouve apenas "coisas" como Coldplay, Adele ou Áurea, mas também projectos como peixe:avião, Linda Martini, doismileoito ou Mundo Cão. Que outra rádio com cobertura nacional passa Arcade Fire, M83 ou Radiohead?
Se muita coisa devia mudar na Antena 3? Sim, mas, volto a insistir, que outra rádio nacional dá tanta importância a novos projectos de música portuguesa e internacional mais alternativa? Que outra estação tem uma "Prova Oral", com uma elevada participação dos ouvintes?
Não obstante (repito) estar contra uma eventual privatização da Antena 3, julgo que, a concretizar-se tal operação, a Antena 1 devia passar a transmitir exclusivamente música portuguesa (exceptuando um ou outro programa de autor). Seria uma rádio que passava tanto Fado, como música pop/rock, como música mais popular, sem esquecer a música mais alternativa. Digamos que tanto passava Carlos do Carmo como Linda Martini - uma mistura da actual "playlist" da 1 com a "playlist" da Antena 3.
Poucas horas e poucos dias depois da apresentação do relatório, as reacções não se fizeram esperar: o próprio ministro Miguel Relvas admite discordar de alguns pontos do relatório. O Sindicato dos Jornalistas diz que o relatório é ofensivo para os jornalistas. O governo dos Açores também contesta a ideia de acabar com os canais regionais. Com mais ou menos ironia, vários comentadores criticam as propostas constantes no documento; a proposta de colocar o Ministério dos Negócios Estrangeiros a controlar a informação da RTP Internacional "a bem da Nação" é uma ideia rejeitada por muitos. Até o Ministro que tutela a diplomacia portuguesa está contra tal hipótese. Ironia do destino: o MNE é liderado por um antigo jornalista. Paulo Portas repudia qualquer intromissão política do MNE na informação da RTPi.
A proposta de controlar a informação da RTP Internacional não deixa de ser polémica. Se a expressão "a bem da Nação" recorda tempos cinzentos do jornalismo e da liberdade em Portugal, a possibilidade de colocar o MNE a tomar decisões a respeito das notícias transmitidas no canal internacional da RTP poderia levar à tentação de realizar um "exame prévio" antes da transmissão dos espaços noticiosos. Algo que, infelizmente, seria sempre associado ao "lápis azul" de outros tempos.
A meu ver, a escolha de João Duque para liderar o processo foi muito infeliz. Seria como se me convidassem para estar à frente de um grupo de trabalho sobre Física Quântica. Nos dois casos, estariam pessoas que não dominavam o assunto em questão e que muito provavelmente diriam disparates. Se há que dar trabalho ao Duque, sugiro que o coloquem em grupos de trabalho sobre Economia, onde, creio, poderá ser muito útil. Quem devia presidir a um grupo que estuda serviço público de rádio e televisão deveria ser uma pessoa de reconhecido mérito profissional, isenta e que desse provas do conhecimento da estrutura e funcionamento dos meios de comunicação social.
- Manter um serviço público de rádio com 2 canais, um com uma forte aposta na língua portuguesa, mormente através da passagem de música portuguesa; o outro canal deverá passar música mais erudita, não só portuguesa, como também de orquestras internacionais;
- Extinguir a ERC, passando as suas competências burocráticas e administrativas para outras instituições do Estado; os meios de comunicação social passariam a auto-regular-se. A existirem conflitos, estes deverão ser resolvidos em tribunal.
- A privatizar-se um canal da RTP, manter o canal de serviço público sem publicidade.
- Por último, a questão mais polémica: reduzir a informação nos canais da RTP ao mínimo indispensável, evitando a presença de comentadores políticos ou outros nos espaços noticiosos da rádio e televisão públicas.
Se me permitem a opinião pessoal em relação às ideias defendidas pelo grupo de trabalho:
1) Acabar com a RTP Informação e RTP Memória? Não. A meu ver, estas devem ser mantidas como elementos vitais do serviço público de televisão. Atrever-me-ia a exigir aos nossos governantes que democratizem o acesso a estes canais, lançando as bases legais para a transmissão dos mesmos na TDT. Se é serviço público, então todos os cidadãos, mesmo os que não têm televisão por cabo ou satélite, devem ter direito a assistir a todos os canais que compõem o serviço público de rádio e televisão.
2) Fundir a RTP África com a RDPi: sim, desde que seja feito um desdobramento da programação em certo(s) horários. Isto é, a RTPi Europa, RTPi América e RTPi Ásia apresentariam uma programação diferente da RTPi África durante algumas horas por dia. Nos restante horários, a programação seria idêntica em todos os serviços, embora, naturalmente, os horários pudessem reflectir os fusos horários.
3) Extinguir a ERC? Se a ideia da auto-regulação por si não é necessariamente má, o Estado pode e deve reservar-se ao direito de regular o sector dos media, por forma a garantir os direitos, liberdades e garantias das empresas de comunicação social, dos seus funcionários e do público em geral, que acede aos meios de comunicação social. Por outro lado, se estivéssemos noutro país a ideia de arbitrar conflitos em tribunal poderia ser muito boa ideia, a Justiça em Portugal não só é lenta e cara, como tem imensos problemas. Sobrecarregar os tribunais com conflitos que facilmente seriam julgados numa entidade reguladora não me parece uma hipótese razoável. Aliás, até países como os Estados Unidos, onde até os casos mais estapafúrdios são mediados judicialmente, têm as suas entidades reguladoras da comunicação social. Creio que nem o erário público nem os media, e muito menos os consumidores ficavam a beneficiar com a transferência das competências da ERC.
4) Informação na RTP: Sim, defendo uma informação isenta, plural e de qualidade. Mas que seja regular na grelha dos diversos canais da RTP (tv e rádio). A meu ver, a informação deve ser concisa e eficiente, mas respeitando sempre as melhores práticas jornalísticas e colocando o serviço público acima de interesses políticos, comerciais, ou outros.
5) Converter a empresa RTP numa instituição sem fins lucrativos? Talvez. Depois de ter as contas regularizadas, a RTP deve ser financiada exclusivamente por dinheiros públicos e pelos contribuintes, sem interesses comerciais.
6) Nota em relação à Antena 3:
Sou contra a alienação da Antena 3, considerando que se trata de uma rádio pública que, não só deve estar orientada para um público jovem que não se revê na Antena 1 ou Antena 2, como também promove música portuguesa de qualidade. Uma rádio que mistura a vertente mais comercial com as produções musicais mais alternativas, faz todo o sentido no contexto do serviço público de rádio. A Antena 3 peca por certos e determinados "vícios", mas continua a ser a única rádio nacional onde não se ouve apenas "coisas" como Coldplay, Adele ou Áurea, mas também projectos como peixe:avião, Linda Martini, doismileoito ou Mundo Cão. Que outra rádio com cobertura nacional passa Arcade Fire, M83 ou Radiohead?
Se muita coisa devia mudar na Antena 3? Sim, mas, volto a insistir, que outra rádio nacional dá tanta importância a novos projectos de música portuguesa e internacional mais alternativa? Que outra estação tem uma "Prova Oral", com uma elevada participação dos ouvintes?
Não obstante (repito) estar contra uma eventual privatização da Antena 3, julgo que, a concretizar-se tal operação, a Antena 1 devia passar a transmitir exclusivamente música portuguesa (exceptuando um ou outro programa de autor). Seria uma rádio que passava tanto Fado, como música pop/rock, como música mais popular, sem esquecer a música mais alternativa. Digamos que tanto passava Carlos do Carmo como Linda Martini - uma mistura da actual "playlist" da 1 com a "playlist" da Antena 3.
Poucas horas e poucos dias depois da apresentação do relatório, as reacções não se fizeram esperar: o próprio ministro Miguel Relvas admite discordar de alguns pontos do relatório. O Sindicato dos Jornalistas diz que o relatório é ofensivo para os jornalistas. O governo dos Açores também contesta a ideia de acabar com os canais regionais. Com mais ou menos ironia, vários comentadores criticam as propostas constantes no documento; a proposta de colocar o Ministério dos Negócios Estrangeiros a controlar a informação da RTP Internacional "a bem da Nação" é uma ideia rejeitada por muitos. Até o Ministro que tutela a diplomacia portuguesa está contra tal hipótese. Ironia do destino: o MNE é liderado por um antigo jornalista. Paulo Portas repudia qualquer intromissão política do MNE na informação da RTPi.
A proposta de controlar a informação da RTP Internacional não deixa de ser polémica. Se a expressão "a bem da Nação" recorda tempos cinzentos do jornalismo e da liberdade em Portugal, a possibilidade de colocar o MNE a tomar decisões a respeito das notícias transmitidas no canal internacional da RTP poderia levar à tentação de realizar um "exame prévio" antes da transmissão dos espaços noticiosos. Algo que, infelizmente, seria sempre associado ao "lápis azul" de outros tempos.
A meu ver, a escolha de João Duque para liderar o processo foi muito infeliz. Seria como se me convidassem para estar à frente de um grupo de trabalho sobre Física Quântica. Nos dois casos, estariam pessoas que não dominavam o assunto em questão e que muito provavelmente diriam disparates. Se há que dar trabalho ao Duque, sugiro que o coloquem em grupos de trabalho sobre Economia, onde, creio, poderá ser muito útil. Quem devia presidir a um grupo que estuda serviço público de rádio e televisão deveria ser uma pessoa de reconhecido mérito profissional, isenta e que desse provas do conhecimento da estrutura e funcionamento dos meios de comunicação social.
domingo, outubro 30, 2011
Rádio Comercial ganha mais uma frequência: 88,7 MHz Valongo
Depois de Aveiro, Viseu, Vouzela e Esposende, é a vez de Valongo ganhar uma frequência experimental da Rádio Comercial, que passou a transmitir também nos 88,7 MHz a partir da Serra de Santa Justa (Valongo). Segundo o utilizador "TMG", que relatou esta novidade no "Fórum da Rádio", a nova frequência deverá, muito provavelmente, estar a utilizar a torre e as estruturas do antigo emissor da Rádio Comercial (97,7 MHz) que foi deslocalizado para o Monte da Virgem há mais de um ano.
Desconhece-se a potência do novo emissor, mas sabe-se que o sinal é ainda audível no Porto e em Vila Nova de Gaia... apesar de ser difícil calcular a cobertura real do mesmo, já que partilha a frequência (88,7) com Lamego. Havendo dois emissores a operar na mesma frequência e audíveis em certa região, torna-se difícil descortinar qual é qual.
Depois de Aveiro, Viseu, Vouzela e Esposende, é a vez de Valongo ganhar uma frequência experimental da Rádio Comercial, que passou a transmitir também nos 88,7 MHz a partir da Serra de Santa Justa (Valongo). Segundo o utilizador "TMG", que relatou esta novidade no "Fórum da Rádio", a nova frequência deverá, muito provavelmente, estar a utilizar a torre e as estruturas do antigo emissor da Rádio Comercial (97,7 MHz) que foi deslocalizado para o Monte da Virgem há mais de um ano.
Desconhece-se a potência do novo emissor, mas sabe-se que o sinal é ainda audível no Porto e em Vila Nova de Gaia... apesar de ser difícil calcular a cobertura real do mesmo, já que partilha a frequência (88,7) com Lamego. Havendo dois emissores a operar na mesma frequência e audíveis em certa região, torna-se difícil descortinar qual é qual.
Centro emissor de Sines da Deutsche Welle: o fim...
O ano de 2011 candidata-se seriamente a ser conhecido como o ano em que a Onda Curta morreu de vez em Portugal! Como se não bastasse a vergonhosa "suspensão temporária" das emissões da RDPi nesta faixa, o centro emissor de Sines da DW termina definitivamente a sua actividade a partir do momento em que entra em vigor o período B11 (de 30 Outubro de 2011 até ao final de Março de 2012).
Durante 40 anos, a Deutsche Welle foi retransmitida para a Europa através de Sines. Como contrapartida pela instalação de um centro emissor de Portugal, fixada pelo governo português, a DW transmitia também a RDPi para a Europa, inclusivamente durante a "suspensão temporária" das emissões em OC através do CEOC; também é de referir que, de forma a rentabilizar os emissores, a DW sempre alugou tempo de emissão a outras emissoras internacionais, como a BBC, a R. Netherlands, a NHK (Japão), entre outras. Outrora, até a Rádio Renascença alugou uma frequência para a Europa.
Com a queda dos regimes comunistas na Europa de Leste, o emissor de Sines arriscava-se a perder a sua importância, mas a DW decidiu rentabilizá-lo, equipando as instalações de Sines com novas antenas rotativas, que permitem(iam) emitir em qualquer azimute, atingindo qualquer ponto do globo terrestre. Esta remodelação do parque de antenas assegurou a viabilidade do emissor durante os últimos anos, que passou a transmitir a DW para a América e África.
No final dos ano 90, a DW começou a realizar as primeiras emissões em modo digital DRM (Digital Radio Mondiale), a partir de Sines.
Para os entusiastas da OC, vale a pena ouvir este programa do serviço em português da DW, que conta a história do emissor de Sines, com relatos na 1.ª pessoa de funcionários da ProFunk GmbH, a empresa que gere as infra-estruturas da Onda Alemã em Sines.
O ano de 2011 candidata-se seriamente a ser conhecido como o ano em que a Onda Curta morreu de vez em Portugal! Como se não bastasse a vergonhosa "suspensão temporária" das emissões da RDPi nesta faixa, o centro emissor de Sines da DW termina definitivamente a sua actividade a partir do momento em que entra em vigor o período B11 (de 30 Outubro de 2011 até ao final de Março de 2012).
Durante 40 anos, a Deutsche Welle foi retransmitida para a Europa através de Sines. Como contrapartida pela instalação de um centro emissor de Portugal, fixada pelo governo português, a DW transmitia também a RDPi para a Europa, inclusivamente durante a "suspensão temporária" das emissões em OC através do CEOC; também é de referir que, de forma a rentabilizar os emissores, a DW sempre alugou tempo de emissão a outras emissoras internacionais, como a BBC, a R. Netherlands, a NHK (Japão), entre outras. Outrora, até a Rádio Renascença alugou uma frequência para a Europa.
Com a queda dos regimes comunistas na Europa de Leste, o emissor de Sines arriscava-se a perder a sua importância, mas a DW decidiu rentabilizá-lo, equipando as instalações de Sines com novas antenas rotativas, que permitem(iam) emitir em qualquer azimute, atingindo qualquer ponto do globo terrestre. Esta remodelação do parque de antenas assegurou a viabilidade do emissor durante os últimos anos, que passou a transmitir a DW para a América e África.
No final dos ano 90, a DW começou a realizar as primeiras emissões em modo digital DRM (Digital Radio Mondiale), a partir de Sines.
Para os entusiastas da OC, vale a pena ouvir este programa do serviço em português da DW, que conta a história do emissor de Sines, com relatos na 1.ª pessoa de funcionários da ProFunk GmbH, a empresa que gere as infra-estruturas da Onda Alemã em Sines.
segunda-feira, outubro 03, 2011
Rádio Renascença adquire Rádio 5 (100,8 MHz Maia):
A Rádio 5 / Romântica FM (100,8 MHz Maia - distrito do Porto) acaba de ser vendida. A ERC já deu o aval à alteração do domínio do operador Moviface - Meios Publicitários, Lda.", detentor do alvará da estação maiata a favor da Rádio Renascença, Lda. , empresa proprietária da emissora católica portuguesa. Com esta operação, a RR passará a controlar a totalidade do capital social da estação local do concelho da Maia.
Sem querer especular, é provável que o intuito da aquisição passe pelo reforço da cobertura da Rádio Sim na região do Grande Porto.
A Rádio 5 / Romântica FM (100,8 MHz Maia - distrito do Porto) acaba de ser vendida. A ERC já deu o aval à alteração do domínio do operador Moviface - Meios Publicitários, Lda.", detentor do alvará da estação maiata a favor da Rádio Renascença, Lda. , empresa proprietária da emissora católica portuguesa. Com esta operação, a RR passará a controlar a totalidade do capital social da estação local do concelho da Maia.
Sem querer especular, é provável que o intuito da aquisição passe pelo reforço da cobertura da Rádio Sim na região do Grande Porto.
segunda-feira, setembro 26, 2011
Porto vai ter duas rádios temporárias:
Parece que o éter na cidade invicta vai estar bem animado nos próximos tempos! A cidade do Porto vai poder ouvir duas rádios temporárias: a Rádio Futura e a Rádio Manobras:
- A Rádio Futura regressa ao éter por ocasião do festival Future Places , que decorrerá entre os dias 19 e 22 de Outubro. Tal como as edições anteriores, a Rádio Futura vai estar a cargo da Rádio Zero e vai emitir do coração da cidade invicta nos 102,1 MHz.
- A Rádio Manobras deverá emitir entre os dias 28 de Setembro e 2 de Outubro (datas não confirmadas), na frequência 91,5 MHz. Esta estação está associada ao projecto Manobras, que visa dinamizar o centro histórico do Porto.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Parece que o éter na cidade invicta vai estar bem animado nos próximos tempos! A cidade do Porto vai poder ouvir duas rádios temporárias: a Rádio Futura e a Rádio Manobras:
- A Rádio Futura regressa ao éter por ocasião do festival Future Places , que decorrerá entre os dias 19 e 22 de Outubro. Tal como as edições anteriores, a Rádio Futura vai estar a cargo da Rádio Zero e vai emitir do coração da cidade invicta nos 102,1 MHz.
- A Rádio Manobras deverá emitir entre os dias 28 de Setembro e 2 de Outubro (datas não confirmadas), na frequência 91,5 MHz. Esta estação está associada ao projecto Manobras, que visa dinamizar o centro histórico do Porto.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quinta-feira, setembro 22, 2011
Rádio Nostalgia - 90,4 Lisboa + 91,0 MHz Matosinhos:
A Rádio Nostalgia arrancou ontem nos 90,4 MHz Lisboa e 91,0 MHz Matosinhos. Segundo os relatos divulgados num tópico do "Fórum Ondas da Rádio", as duas frequências já operam com RDS "NSTALGIA" e estarão a ser alvo de optimizações. Aparentemente, o emissor da ex-Rádio Clube de Matosinhos (91,0 MHz) terá sido deslocalizado, muito provavelmente para o Monte da Virgem, tendo melhorado o sinal na cidade do Porto e na região Norte. É expectável que o emissor partilhe a torre com a Rádio Nova Era (101,3) e a Rádio SWtmn (102,7 MHz), a avaliar pelas falhas nas emissões que serão o resultado das mexidas na estrutura de emissão da Nostalgia.
A "nova" Rádio Nostalgia já tem um sítio activo em http://www.nostalgia.pt/ , não obstante se resumir ao logótipo da estação. Recorde-se que a Rádio Nostalgia está a ser (re)lançada no mercado português pelas mãos da "Música no Coração", empresa de Luís Montez, que terá investido 3 milhões de euros no projecto, que funciona em regime de franchising da estação gaulesa "Radio Nostalgie".
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
A Rádio Nostalgia arrancou ontem nos 90,4 MHz Lisboa e 91,0 MHz Matosinhos. Segundo os relatos divulgados num tópico do "Fórum Ondas da Rádio", as duas frequências já operam com RDS "NSTALGIA" e estarão a ser alvo de optimizações. Aparentemente, o emissor da ex-Rádio Clube de Matosinhos (91,0 MHz) terá sido deslocalizado, muito provavelmente para o Monte da Virgem, tendo melhorado o sinal na cidade do Porto e na região Norte. É expectável que o emissor partilhe a torre com a Rádio Nova Era (101,3) e a Rádio SWtmn (102,7 MHz), a avaliar pelas falhas nas emissões que serão o resultado das mexidas na estrutura de emissão da Nostalgia.
A "nova" Rádio Nostalgia já tem um sítio activo em http://www.nostalgia.pt/ , não obstante se resumir ao logótipo da estação. Recorde-se que a Rádio Nostalgia está a ser (re)lançada no mercado português pelas mãos da "Música no Coração", empresa de Luís Montez, que terá investido 3 milhões de euros no projecto, que funciona em regime de franchising da estação gaulesa "Radio Nostalgie".
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Smooth FM: 103,0 Barreiro (Lisboa) e 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos (região Centro)
Prometido e cumprido: a Smooth FM arrancou hoje às 18h30 nas frequências 103,0 MHz Barreiro e 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos. A nova estação da MCR teve direito a uma inauguração com emissão em directo do Sky Bar, no Hotel Tivoli de Lisboa. Ao que parece, a Smooth FM não se limita a ser mais uma rádio totalmente automatizada pelo Dalet, tendo alguma animação em antena.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Prometido e cumprido: a Smooth FM arrancou hoje às 18h30 nas frequências 103,0 MHz Barreiro e 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos. A nova estação da MCR teve direito a uma inauguração com emissão em directo do Sky Bar, no Hotel Tivoli de Lisboa. Ao que parece, a Smooth FM não se limita a ser mais uma rádio totalmente automatizada pelo Dalet, tendo alguma animação em antena.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
segunda-feira, setembro 19, 2011
Smooth FM arranca na quarta-feira, dia 21:
A Smooth FM vai estar no ar a partir das 18h30 da próxima quarta-feira, dia 21 de Setembro. O sítio TVI 24 confirma também que a nova estação da MCR orientada para o jazz emitirá nos 103,0 MHz Barreiro (substituindo a Mix FM ) e nos 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos (ocupados até agora pela Romântica FM).
Aparentemente, a ERC ainda não se terá pronunciado a respeito da alteração do projecto aprovado para os 89,5 MHz Matosinhos (Best Rock FM), frequência também reservada para a Smooth FM. Assim, e pela primeira vez na história recente da Média Capital Rádios, um projecto radiofónico arranca oficialmente na região de Lisboa e no Centro do país, mas não no Grande Porto. Entretanto, as frequências 101,1 MHz Moita e 89,5 Matosinhos continuam a transmitir uma Best Rock FM completamente automatizada, com uma "playlist" muito repetitiva, como que a aguardar um novo projecto que substitua a rádio rock.
A Smooth FM vai estar no ar a partir das 18h30 da próxima quarta-feira, dia 21 de Setembro. O sítio TVI 24 confirma também que a nova estação da MCR orientada para o jazz emitirá nos 103,0 MHz Barreiro (substituindo a Mix FM ) e nos 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos (ocupados até agora pela Romântica FM).
Aparentemente, a ERC ainda não se terá pronunciado a respeito da alteração do projecto aprovado para os 89,5 MHz Matosinhos (Best Rock FM), frequência também reservada para a Smooth FM. Assim, e pela primeira vez na história recente da Média Capital Rádios, um projecto radiofónico arranca oficialmente na região de Lisboa e no Centro do país, mas não no Grande Porto. Entretanto, as frequências 101,1 MHz Moita e 89,5 Matosinhos continuam a transmitir uma Best Rock FM completamente automatizada, com uma "playlist" muito repetitiva, como que a aguardar um novo projecto que substitua a rádio rock.
quinta-feira, setembro 15, 2011
Rádio Comercial já emite em Esposende (distrito de Braga)... nos 89,3 MHz!
Conforme anunciado ontem no blogue, a Rádio Comercial já emite de Esposende, na frequência 89,3 MHz. O novo emissor destina-se (em princípio) a servir Viana do Castelo; todavia, devido à localização e à aparente parca potência, é bem provável que a cobertura a norte de Esposende, nomeadamente no concelho de Viana do Castelo, seja fraca.
O relato do utilizador "TMG" do Fórum da Rádio revela que o novo emissor situa-se no Monte do Faro (Esposende), a 170 metros de altitude, perto da auto-estrada A28. Note-se que a localização ideal para o emissor seria no alto do Muro (Serra Amarela), cujos emissores servem a princesa do Lima. Contudo, tal possibilidade é inviabilizada pela falta de frequências disponíveis para um emissor de grande potência a mais de 1300m de altitude.
Com esta nova estrutura de emissão, eleva-se para quatro o número de retransmissores da Rádio Comercial que operam a título experimental: 92,2 MHz 0,2 kW Aveiro; 94,3 MHz 0,5 kW Viseu; 103,1 Pico da Pena (Vouzela) e 89,3 MHz Esposende.
Conforme anunciado ontem no blogue, a Rádio Comercial já emite de Esposende, na frequência 89,3 MHz. O novo emissor destina-se (em princípio) a servir Viana do Castelo; todavia, devido à localização e à aparente parca potência, é bem provável que a cobertura a norte de Esposende, nomeadamente no concelho de Viana do Castelo, seja fraca.
O relato do utilizador "TMG" do Fórum da Rádio revela que o novo emissor situa-se no Monte do Faro (Esposende), a 170 metros de altitude, perto da auto-estrada A28. Note-se que a localização ideal para o emissor seria no alto do Muro (Serra Amarela), cujos emissores servem a princesa do Lima. Contudo, tal possibilidade é inviabilizada pela falta de frequências disponíveis para um emissor de grande potência a mais de 1300m de altitude.
Com esta nova estrutura de emissão, eleva-se para quatro o número de retransmissores da Rádio Comercial que operam a título experimental: 92,2 MHz 0,2 kW Aveiro; 94,3 MHz 0,5 kW Viseu; 103,1 Pico da Pena (Vouzela) e 89,3 MHz Esposende.
quarta-feira, setembro 14, 2011
Smooth FM arranca no dia 19 de Setembro?
A acreditar na emissão da Mix FM (103,0 MHz Barreiro), a Smooth FM deverá arrancar na próxima seguinda-feira, dia 19. A nova estação da MCR deverá apostar em música jazz, nomeadamente smooth jazz, mas também terá alguns temas de blues e soul e, em princípio, emitirá nos 103,0 Barreiro, 89,5 MHz Matosinhos (actual Best Rock FM) e nos 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos (actual Romântica FM).
A acreditar na emissão da Mix FM (103,0 MHz Barreiro), a Smooth FM deverá arrancar na próxima seguinda-feira, dia 19. A nova estação da MCR deverá apostar em música jazz, nomeadamente smooth jazz, mas também terá alguns temas de blues e soul e, em princípio, emitirá nos 103,0 Barreiro, 89,5 MHz Matosinhos (actual Best Rock FM) e nos 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos (actual Romântica FM).
Rádio Comercial tem novo emissor no Pico da Pena (Vouzela): 103,1 MHz
A MCR continua a reforçar a cobertura nacional da Rádio Comercial, instalando novos emissores que procuram melhorar a qualidade de recepção da rádio da "melhor música dos últimos 10 anos". Depois de Sintra, Viseu e Aveiro, agora é a vez do Pico da Pena (Vouzela) ser o local contemplado com um novo retransmissor da Comercial, que, segundo o utilizador "estvmkt" do Fórum da Rádio, opera na frequência 103,1 MHz. A nova estrutura vem melhorar o sinal da rádio nacional detida pela Média Capital Rádios na região de são Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades, sendo também audível em Viseu.
Entretanto, a mesma fonte revela que a estação não se fica por aqui, estando prevista a instalação de um emissor no concelho de Esposende (distrito de Braga), destinado a melhorar a recepção na região de Viana do Castelo. Idealmente, a Rádio Comercial instalaria um emissor no alto do Muro (Serra Amarela) por forma a assegurar uma audição cristalina em Viana do Castelo; todavia, devido à saturação do espectro, não existem frequências disponíveis para tal pelo que, àfalta de melhor, a MCR recorre a um emissor situado nas proximidades da capital de distrito minhota.
De salientar o facto de estes novos emissores (Aveiro, Viseu, Pico da Pena e brevemente Esposende) estarem a funcionar a título experimental, pelo que poderão existir alterações nas características das emissões até à conclusão do processo de licenciamento das frequências pela ANACOM.
A MCR continua a reforçar a cobertura nacional da Rádio Comercial, instalando novos emissores que procuram melhorar a qualidade de recepção da rádio da "melhor música dos últimos 10 anos". Depois de Sintra, Viseu e Aveiro, agora é a vez do Pico da Pena (Vouzela) ser o local contemplado com um novo retransmissor da Comercial, que, segundo o utilizador "estvmkt" do Fórum da Rádio, opera na frequência 103,1 MHz. A nova estrutura vem melhorar o sinal da rádio nacional detida pela Média Capital Rádios na região de são Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades, sendo também audível em Viseu.
Entretanto, a mesma fonte revela que a estação não se fica por aqui, estando prevista a instalação de um emissor no concelho de Esposende (distrito de Braga), destinado a melhorar a recepção na região de Viana do Castelo. Idealmente, a Rádio Comercial instalaria um emissor no alto do Muro (Serra Amarela) por forma a assegurar uma audição cristalina em Viana do Castelo; todavia, devido à saturação do espectro, não existem frequências disponíveis para tal pelo que, àfalta de melhor, a MCR recorre a um emissor situado nas proximidades da capital de distrito minhota.
De salientar o facto de estes novos emissores (Aveiro, Viseu, Pico da Pena e brevemente Esposende) estarem a funcionar a título experimental, pelo que poderão existir alterações nas características das emissões até à conclusão do processo de licenciamento das frequências pela ANACOM.
sábado, setembro 03, 2011
RFM emite em directo dos Açores:
Numa iniciativa inédita na rádio das "grandes músicas", a RFM está a emitir a partir dos Açores. A emissão especial, realizada nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, está no ar desde as 10 horas da manhã de hoje (sábado, 3 de Setembro) até às 2h00 de amanhã (domingo) e tem como objectivo comemorar um ano de emissões da RFM (e da RR) no arquipélago.
Sem dúvida que esta é uma iniciativa a ser aplaudida e que contraria o centralismo típico das rádios nacionais que normalmente insistem na dicotomia Lisboa / Porto, "esquecendo" não só o resto do continente, como os arquipélagos da Madeira e Açores. Exceptuando as emissões da RDP, esta será a primeira vez que uma rádio nacional (privada) realiza uma emissão para todo o país a partir das regiões autónomas.
Numa iniciativa inédita na rádio das "grandes músicas", a RFM está a emitir a partir dos Açores. A emissão especial, realizada nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, está no ar desde as 10 horas da manhã de hoje (sábado, 3 de Setembro) até às 2h00 de amanhã (domingo) e tem como objectivo comemorar um ano de emissões da RFM (e da RR) no arquipélago.
Sem dúvida que esta é uma iniciativa a ser aplaudida e que contraria o centralismo típico das rádios nacionais que normalmente insistem na dicotomia Lisboa / Porto, "esquecendo" não só o resto do continente, como os arquipélagos da Madeira e Açores. Exceptuando as emissões da RDP, esta será a primeira vez que uma rádio nacional (privada) realiza uma emissão para todo o país a partir das regiões autónomas.
quinta-feira, setembro 01, 2011
RDP Internacional em Onda Curta: "cara" e "obsoleta"?!
A audição dos responsáveis da RTP e do governo a respeito da suspensão temporária das emissões em Onda Curta da RDP Internacional, promovida no âmbito da Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação pelo Partido Comunista Português (PCP) na passada 3.ª feira (dia 30 de Agosto), levou o ministro Miguel Relvas, o presidente do conselho de administração da RTP, Guilherme Costa e o Provedor do Ouvinte à Assembleia da República.
As escassas horas empregues no esclarecimento aos deputados da situação da rádio e televisão do Estado foram decididamente marcadas pelo cinismo e a hipocrisia reinantes nas declarações dos responsáveis da rádio pública e do governo . Começando nas exposições do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que se limitou a justificar a suspensão temporária com números (custos), passando pelas declarações do administrador da RTP, considerando que a empresa pública tem «todos os motivos» para suspender a Onda Curta da RDP Internacional. Guilherme Costa entende também que a Onda Curta é "cara", "tendencialmente obsoleta do ponto de vista da recepção" e "não tem hoje a audição que se supõe, para além de que parte dessa audição pode ser facilmente substituível", os esclarecimentos fornecidos aos nossos representantes, eleitos por todo nós, revelaram uma visão economicista, míope e desprestigiante de um serviço público que deve ser prestado nas melhores condições possíveis à vasta comunidade de emigrantes portugueses dispersa pelo mundo.
Sim, caro leitor, leu bem: a administração da RTP entende que existem todos os motivos possíveis e imaginários para acabar com a Onda Curta da RDPi. Creio que esta frase diz tudo: a hierarquia máxima da RTP julga-se no direito de denunciar uma postura altiva e prepotente quando avalia a situação dos nossos compatriotas (e outros lusófonos) que vêem na RDPi uma ligação umbilical com a sua pátria-natal. Como se o típico ouvinte de Onda Curta fosse um cibernauta activo que costuma preferir uma recepção da sua estação de rádio favorita através da rede mundial de computadores em vez de ligar o rádio portátil a pilhas na "velhinha" e "obsoleta" faixa do espectro radioeléctrico compreendida entre os 3 e os 30 MHz. Como se todos os ouvintes tivessem condições técnicas e legais para ouvir a RDPi via satélite. Como se a generalidade dos ouvintes tivesse acesso a uma rede de cabo que forneça o sinal da rádio internacional portuguesa.
Mais: tanto quanto me recorde, não foi feito nenhum estudo de audiência da RDPi que envolvesse as comunidades de emigrantes e as associações de portugueses radicados no estrangeiro. Como pode garantir, então, a RTP, que ninguém ouve a Onda Curta? Será que o número de ouvintes é igual ao número de reclamações ou haverá muitas situações de ouvintes que não podem, em tempo útil, defender a sua posição junto da estação pública?
Num parlamento que ouve dirigentes despóticos, insensíveis e inexoráveis, cuja idolatria por números ultrapassa os direitos dos cidadãos residentes fora do país que os viu nascer e criar, eis que uma tímida mas nobre voz se destaca no coro: Mário Figueiredo, Provedor do Ouvinte, não só ameaça tomar a atitude de apresentar a sua demissão no caso de a RTP seguir avante com a suspensão perpétua da Onda Curta, como denuncia um potencial e velado esquema para reduzir a dívida da empresa pública, sacrificando o interesse de quem, ausente da sua Pátria, praticamente só é associado pela classe política ao envio de remessas monetárias aos bancos portugueses, sem reconhecer o importante papel que as comunidades portuguesas disseminadas por todo o mundo podem e devem desempenhar no contributo para divulgar a língua e cultura deste nosso jardim à beira-mar plantado!
Sugiro aos estimados leitores deste artigo que façamos um pé-de-meia para angariar fundos destinados à aquisição de viagens para o Sr. Ministro Miguel Relvas e o Dr. Guilherme Costa passarem um belo mês de férias numa aldeia perdida no continente africano sem Internet e onde não seja possível instalar uma antena parabólica de 3 metros de diâmetro. Espero que desfrutem do facto de não conseguirem acompanhar a actualidade portuguesa através do rádio, o tal aparelho pequeno e a pilhas que até funciona quando a electricidade falha e quando o recurso a outras tecnologias modernas não é viável!
A audição dos responsáveis da RTP e do governo a respeito da suspensão temporária das emissões em Onda Curta da RDP Internacional, promovida no âmbito da Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação pelo Partido Comunista Português (PCP) na passada 3.ª feira (dia 30 de Agosto), levou o ministro Miguel Relvas, o presidente do conselho de administração da RTP, Guilherme Costa e o Provedor do Ouvinte à Assembleia da República.
As escassas horas empregues no esclarecimento aos deputados da situação da rádio e televisão do Estado foram decididamente marcadas pelo cinismo e a hipocrisia reinantes nas declarações dos responsáveis da rádio pública e do governo . Começando nas exposições do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que se limitou a justificar a suspensão temporária com números (custos), passando pelas declarações do administrador da RTP, considerando que a empresa pública tem «todos os motivos» para suspender a Onda Curta da RDP Internacional. Guilherme Costa entende também que a Onda Curta é "cara", "tendencialmente obsoleta do ponto de vista da recepção" e "não tem hoje a audição que se supõe, para além de que parte dessa audição pode ser facilmente substituível", os esclarecimentos fornecidos aos nossos representantes, eleitos por todo nós, revelaram uma visão economicista, míope e desprestigiante de um serviço público que deve ser prestado nas melhores condições possíveis à vasta comunidade de emigrantes portugueses dispersa pelo mundo.
Sim, caro leitor, leu bem: a administração da RTP entende que existem todos os motivos possíveis e imaginários para acabar com a Onda Curta da RDPi. Creio que esta frase diz tudo: a hierarquia máxima da RTP julga-se no direito de denunciar uma postura altiva e prepotente quando avalia a situação dos nossos compatriotas (e outros lusófonos) que vêem na RDPi uma ligação umbilical com a sua pátria-natal. Como se o típico ouvinte de Onda Curta fosse um cibernauta activo que costuma preferir uma recepção da sua estação de rádio favorita através da rede mundial de computadores em vez de ligar o rádio portátil a pilhas na "velhinha" e "obsoleta" faixa do espectro radioeléctrico compreendida entre os 3 e os 30 MHz. Como se todos os ouvintes tivessem condições técnicas e legais para ouvir a RDPi via satélite. Como se a generalidade dos ouvintes tivesse acesso a uma rede de cabo que forneça o sinal da rádio internacional portuguesa.
Mais: tanto quanto me recorde, não foi feito nenhum estudo de audiência da RDPi que envolvesse as comunidades de emigrantes e as associações de portugueses radicados no estrangeiro. Como pode garantir, então, a RTP, que ninguém ouve a Onda Curta? Será que o número de ouvintes é igual ao número de reclamações ou haverá muitas situações de ouvintes que não podem, em tempo útil, defender a sua posição junto da estação pública?
Num parlamento que ouve dirigentes despóticos, insensíveis e inexoráveis, cuja idolatria por números ultrapassa os direitos dos cidadãos residentes fora do país que os viu nascer e criar, eis que uma tímida mas nobre voz se destaca no coro: Mário Figueiredo, Provedor do Ouvinte, não só ameaça tomar a atitude de apresentar a sua demissão no caso de a RTP seguir avante com a suspensão perpétua da Onda Curta, como denuncia um potencial e velado esquema para reduzir a dívida da empresa pública, sacrificando o interesse de quem, ausente da sua Pátria, praticamente só é associado pela classe política ao envio de remessas monetárias aos bancos portugueses, sem reconhecer o importante papel que as comunidades portuguesas disseminadas por todo o mundo podem e devem desempenhar no contributo para divulgar a língua e cultura deste nosso jardim à beira-mar plantado!
Sugiro aos estimados leitores deste artigo que façamos um pé-de-meia para angariar fundos destinados à aquisição de viagens para o Sr. Ministro Miguel Relvas e o Dr. Guilherme Costa passarem um belo mês de férias numa aldeia perdida no continente africano sem Internet e onde não seja possível instalar uma antena parabólica de 3 metros de diâmetro. Espero que desfrutem do facto de não conseguirem acompanhar a actualidade portuguesa através do rádio, o tal aparelho pequeno e a pilhas que até funciona quando a electricidade falha e quando o recurso a outras tecnologias modernas não é viável!
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