sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Viva a rádio!



Comemorando o  dia mundial da Rádio, diria que o mundo muda, a rádio muda, as pessoas mudam, mas a rádio jamais morrerá! Nem televisão, nem Internet nem outra tecnologia, conseguiram aniquilar a magia da rádio.

Do centro da maior cidade do mundo a uma pequena ilha deserta perdida no meio do oceano, a rádio é decerto o meio de comunicação mais acessível a qualquer cidadão.  Basta um pequeno receptor que até pode dispensar a rede eléctrica ou pilhas para estar em contacto com a actualidade da região, do país ou até do mundo. E se a rádio fala do mundo, nós prometemos continuar  a falar do "Mundo da Rádio".

Muito obrigado a todos os que fazem com que a rádio exista e esteja viva!


quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Onda Curta da RDP Internacional: «é a economia, idiota!»

Permitam-me a famosa frase marcante da política americana, para sintetizar a real motivação para  a suspensão  temporária da RDP Internacional em Onda Curta.

No último programa da Provedora do Ouvinte da RTP (disponível em formato MP3), Paula Cordeiro respondeu às inúmeras pressões de ouvintes e entusiastas da Onda Curta, tendo assumido, de forma assertiva, inequívoca, clarividente e lacónica, o verdadeiro interesse no desmantelamento deste serviço deliberado pela então administração da empresa, diria eu, com o alto patrocínio do ministro que na altura tutelava a RTP,  Jorge Lacão: a alienação dos terrenos de São Gabriel (Centro Emissor de Onda Curta), no intuito de reduzir a dívida da empresa.

A verdade, qual azeite, acaba sempre por vir ao de cima. Caiu a máscara dos vitupérios lançados a respeito da Onda Curta: a tal coisa obsoleta, desactualizada, avariada, cara, que oferece péssima recepção, que tem uma qualidade de som terrível, entre outras ideias  desmontadas por uma legião de entusiastas da rádio, ouvintes, radioamadores e muitas outros defensores da soberania nacional na HF.

Vender os terrenos próximo da localidade de Canha para pagar a dívida? "Isso é uma enormidade" [sic], retorquia o então administrador Guilherme Costa. Pelos vistos, o então Provedor do Ouvinte, Mário Figueiredo, tinha razão. A importância da divulgação e afirmação da língua portuguesa no Mundo através das ondas de rádio seria totalmente esmagada pelo superior interesse imobiliário dos terrenos onde as antenas estão implantadas. Felizmente, depois de uma administração que quis vender o CEOC, depois de um ministro que quis vender tudo, parece que a nova equipa tenciona pelo menos ponderar a reactivação da Onda Curta. Creio que da fase do "não pode haver Onda Curta", está-se a caminhar para a fase do "talvez". Já não é mau haver esta ponderação. Oxalá que a história não se fique por intenções...

sábado, janeiro 31, 2015

RTP com nova administração:

Já se conhece o sucessor de Alberto da Ponte na liderança do conselho de administração da RTP. O novo presidente da RTP, que tutelará a rádio e televisão públicas a partir do início de Fevereiro, quer uma RTP alternativa aos operadores privados, fortalecendo o papel do serviço público na rádio e na televisão do estado.

Sendo, evidentemente, muito cedo para avaliar o trabalho da nova equipa de administração, resta desejar boa sorte e esperar que tenha sucesso na passagem das palavras aos actos. Na minha óptica, o serviço público de rádio e televisão deve divergir claramente dos propósitos dos operadores privados, destacando-se na qualidade, variedade e relevância da sua programação.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Faleceu Luís Ochôa, correspondente em Bruxelas da Antena 1

Faleceu o jornalista Luís Ochôa, que nos últimos anos desempenhava a função de correspondente da rádio pública em Bruxelas. Tendo entrado para os quadros da RDP em 1980, foi por duas vezes director de informação da então Radiodifusão Portuguesa; a primeira, durante pouco mais de um mês em 1994; mais tarde, em 1998, voltou a assumir a liderança da equipa de informação da Antena 1, tendo apresentado a demissão em 2003.

Sem dúvida, uma terrível perda de excelente profissional do jornalismo na rádio. A Antena 1 fica seguramente mais pobre sem o Luís Ochôa. Apresento publicamente as minhas condolências à família, amigos e colegas de trabalho.

domingo, janeiro 11, 2015

Rádio Voz do Neiva: estúdios vandalizados

Enquanto o mundo assistia pela comunicação social ao drama na redacção do jornal satírico francês "Charlie Hebdo" e no supermercado judaico na região de Paris,  a Rádio Voz do Neiva (98,7 MHz Vila Verde - distrito de Braga) viu os seus estúdios serem vandalizados, alegadamente por dois homens. Segundo o "Jornal de Notícias", a dupla terá danificado computadores, microfones, mesas de mistura e auscultadores.

Não tendo, aparentemente, furtado nenhum bem, os criminosos teriam a intenção de silenciar a rádio. Felizmente, tal propósito não foi conseguido, uma vez que o operador vila-verdense recorreu a equipamentos de recurso para assegurar o  funcionamento  da estação. Ainda assim, a emissão ficou interrompida por cerca de uma hora.

Considerando o período temporal em que o crime ocorreu, tendo contornos próximos ao do massacre no Charlie Hebdo, a estação optou, de forma ajuizada, por não assustar as populações da região, tendo denunciado publicamente a situação apenas neste fim-de-semana. Noutras circunstâncias, um episódio desta gravidade chegaria rapidamente à restante comunicação social. Sendo certo que deste caso resultaram apenas danos materiais avultados, a divulgação pública do ataque numa altura em que em França decorreu uma tragédia parecida em que várias pessoas perderam a vida em nome da liberdade de expressão, poderia induzir, de forma completamente desnecessária, o pânico na população de Vila Verde e da região minhota.

Ressalvando-se a devida distância, não só geográfica como nas consequências) entre os dois ataques à comunicação social, os dois crimes perpetrados por pessoas intolerantes ao poder dos media, servem de motivação à defesa incondicional da liberdade de expressão e dos direitos humanos em geral. Matar ou destruir para calar quem nos critica não é razoável na sociedade moderna europeia.


sexta-feira, janeiro 09, 2015

Pelo direito à vida e pela liberdade de expressão, somos Charlie.



Em nome dos direitos humanos, incluindo a liberdade de expressão e de imprensa, o "Mundo da Rádio"solidariza-se com os familiares das vítimas e com o povo francês, condenando os repugnantes, execráveis e hediondos actos terroristas ocorridos em França. Porque devemos ser todos Charlie Hebdo quando uma minoria religiosa radical julga-se no direito de colocar em causa os valores democráticos há muito construídos na Europa.

E porque neste blogue falamos de rádio, destaque-se a solidariedade expressa pelas rádios da RTP, r/com, Média Capital e TSF. As principais rádios portuguesas colocaram ontem no ar referências frequentes ao trágico atentado no jornal parisiense, defendendo a liberdade de expressão.

Refira-se também os serviços informativos alargados na Antena 1, RR e TSF, durante o dia de hoje, referentes aos dois ataques ocorridos em Paris.

sábado, dezembro 20, 2014

Rádio Comercial em Elvas (emissor de Vila Boim - 105,9 MHz): problema finalmente resolvido!

Após algum tempo a ser interferido por uma emissão da Rádio Nacional de Espanha (RNE), emissora pública do país vizinho, nomeadamente a Rádio 5 a partir de Badajoz (La Luneta) nos 106,0 MHz, o sinal da Rádio Comercial nos 105,9 MHz já chega em condições à cidade de Elvas.

Na sequência de negociações entre a ANACOM e a congénere espanhola, Minetur (Ministerio de Industria, Energía y Turismo), esta última (o regulador espanhol) obrigou a rádio pública de nuestros hermanos a mudar a frequência da Rádio 5 dos 106,0 para os 99,5 MHz. Com esta alteração, o novo emissor em fase de testes da  Rádio Comercial em Vila Boim beneficia não apenas o concelho de Elvas, como também alguns concelhos próximos como Campo Maior, Borba e Vila Viçosa, além de, em  princípio, escutar-se razoavelmente em Badajoz e outras localidades da Extremadura espanhola.

De facto, e conforme o esclarecimento da ANACOM anteriormente mencionado no blogue, a frequência 105,9 MHz foi  atribuída a Portugal no plano de Genebra de 1984, acordo internacional de gestão do espectro radioeléctrico na faixa VHF-FM (87,5~108 MHz), pelo que a ANACOM tem legitimidade para atribuir esta frequência a um operador português. Uma vez que a Espanha estava a utilizar uma frequência adjacente (106,0) a partir de uma localização próxima da fronteira, a RNE teve de mudar para uma frequência livre (99,5 MHz) que não afecta nenhum emissor português perto da fronteira. Portugal e Espanha podem utilizar quaisquer frequências acordadas internacionalmente, dentro do seu território, na condição de não prejudicar as emissões do país vizinho dentro do seu território. Aliás, no caso da Espanha, o mesmo aplicar-se-á mutuamente com Marrocos, Argélia, Andorra e França.

Mais um exemplo de serviço público: RTÉ adia encerramento da emissão da Radio 1 em Onda Longa

Porque o serviço público de rádio não deve reger--se pelos números da audiência em cada plataforma/tecnologia, destaco mais um exemplo de como o interesse público deve por vezes (quase sempre) sobrepor-se à relação custo/audiência.

A RTÉ, operador público irlandês decidiu recentemente adiar a desactivação do serviço em Onda Longa da Radio 1  para o ano de 2017. Note-se que o encerramento do emissor de Clarkstown foi originalmente agendado para o passado dia 27 de Outubro, tendo depois sido protelado para o início de Janeiro do próximo ano. O problema? O número não menosprezável de emigrantes irlandeses no Reino Unido, muitos deles idosos, aos quais não seria fácil migrar para outra tecnologia para continuar a ouvir a "sua" rádio. As soluções propostas pela RTÉ seriam a transmissão via satélite ou Internet.

Com ouvintes que (muitos deles) mal sabem o que é a Internet e aos quais não seria, provavelmente, fácil recorrer a uma antena parabólica para ouvir a RTÉ, a emissora pública da Irlanda deliberou a realização de um estudo destinado a compreender melhor o contexto sócio-cultural e económico dos ouvintes via Onda Longa no Reino Unido, encontrando soluções alternativas para a sintonia da rádio por terras de Sua Majestade. Um exemplo que, aliado à recente reposição da Onda Curta na Rádio Exterior de Espanha, devia inspirar por cá a RTP.

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Um verdadeiro exemplo de serviço público: Rádio Exterior de Espanha reactiva as emissões em Onda Curta

É o que se pode afirmar como sendo um autêntico exemplo de serviço público: após ter desactivado todas as emissões em Onda Curta há cerca de 2 meses, a Rádio Nacional de Espanha atendeu aos pedidos dos pescadores espanhóis que ficaram sem alternativa de escuta da Rádio Exterior de Espanha, deliberando a reactivação do centro emissor de Noblejas. Não obstante a redução significativa dos horários de transmissão, a manutenção deste serviço revela a grande importância que a Onda Curta ainda tem, nomeadamente junto de ouvintes que, pelas circunstâncias em que exercem a sua actividade profissional, não estão em condições de escutar a rádio do seu país de forma regular.

De facto, em pleno alto mar não existe a possibilidade da escuta via Internet salvo o recurso a serviços de Internet por satélite, caros e com alguns inconvenientes, ou a escuta directamente por satélite; em qualquer dos casos, é exigida a instalação de uma antena parabólica que terá de ser ajustada cada vez que a embarcação muda de direcção; como se não bastasse, em zonas onde a REE só é escutada em banda C. os ouvintes têm de recorrer a antenas com vários metros de diâmetro...

Não obstante a pressão do sector pesqueiro, a reactivação da Onda Curta beneficiará certamente muitos outros ouvites espalhados pelo mundo que podem voltar a ouvir as vozes de Espanha, literalmente à distância de um botão no rádio. Uma excelente iniciativa que também deveria ser ponderada pela RTP...

terça-feira, dezembro 16, 2014

O futuro próximo da RTP: algumas observações

Perante as notícias recentes a respeito do grupo RTP, tomo a liberdade de comentar duas situações que podem afectar o futuro próximo da rádio (e da televisão públicas):

- Guerra de poder: enquanto que a administração da RTP insiste na tese da  não existência de motivos para a sua destituição, o Conselho Geral Independente alega a disparidade de dados relativos ao retorno financeiro da Liga dos Campeões. Enquanto uns e outros trocam argumentos a respeito da polémica da aquisição dos direitos de transmissão e a pretensão do CGI em demitir a administração da empresa, quem paga a instabilidade na RTP será o serviço público de rádio e televisão. Um operador de rádio e televisão só pode apresentar conteúdos de qualidade se existir um clima de colaboração entre todos os membros que o compõem. Esta guerra não vai beneficiar ninguém. Esperemos que não haja motivações políticas ocultas subjacentes à vontade da destituição da equipa liderada por Alberto da Ponte, por parte de quem criticava a governamentalização da RTP...

- 80 milhões de euros para as grelhas da RTP: Todavia, apesar do aumento do orçamento para cada canal, a rádio pública continua a ser a ovelha negra da família. Do bolo de 80 milhões, as rádios da RTP ficam com uma fatia de 2,4 milhões de euros, partilhada pela Antena 1 (1,3 milhões), Antena 2 (385000 €) e Antena 3 (350000 €), desconhecendo-se os valores específicos para a RDP África e RDP Internacional.É pena que a rádio seja vista como o parente pobre face à supremacia da televisão.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

RTP: Liga dos Campeões da UEFA força destituição da administração

Já se previa: a aquisição dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões da UEFA por parte da RTP, pela módica quantia de 18 milhões de euros fez entornar o caldo na relação entre o Conselho Geral Independente e a administração da empresa pública de rádio e televisão. O alegado desrespeito pelo dever de informação ao CGI terá levado esta entidade a propôr a destituição da equipa liderada por Alberto da Ponte.

Não obstante gostar de eventos desportivos, considero que o serviço público de rádio e televisão não deve procurar subir nas audiências a qualquer preço. Com a excepção das selecções nacionais - não apenas de futebol mas também de outras modalidades desportivas -, e de outros jogos de relevante interesse público, a presença de futebol na rádio e na televisão públicas deve estar condicionada à disponibilidade financeira da empresa. Como empresa pública, a RTP tem a obrigação de apresentar uma justificação sensata para todos os investimentos estratégicos aos contribuintes.

Neste contexto, não se compreende que uma empresa que corta nos serviços regionais na rádio e televisão, desligou em 2011 a Onda Curta e o DAB, procede a programas de rescisão de contratos e tem reduzido custos em todas as vertentes do serviço público de rádio e televisão, se dá ao luxo de gastar 18 milhões de euros no intuito de subir as audiências da televisão do Estado à conta dos clientes das companhias de electricidade. Ainda por cima, numa área em havia pelo menos um operador privado de televisão interessado no negócio, que foi ultrapassado pela RTP. Numa época em que os portugueses continuam a contar os tostões, os contribuintes devem exigir da RTP uma gestão criteriosa dos recursos financeiros, que devem ser maioritariamente alocados a áreas de importante interesse público que justifique a sua transmissão. E por um preço razoável, tendo a conta a situação económica da empresa.

Assumindo as premissas anteriores, afigura-se-me difícil compreender as motivações objectivas para a tomada de uma decisão estratégica para o futuro da RTP sem considerar a relação custo x benefício da mesma. 18 milhões de euros seriam muito úteis para o reforço dos conteúdos de serviço público nos diversos canais de rádio e televisão do grupo. Afinal, à conta da CAV (contribuição audiovisual), a RTP deverá receber cerca de 160 milhões de euros. Basta uma simples conta de matemática para constatar que um simples campeonato de futebol leva mais de 11% desta "fatia". Será razoável? Creio que não. E, neste caso, compreendo perfeitamente que o único accionista da empresa, o Estado, tenha o bom-senso de agir em conformidade.


Actualização: aparentemente, -e de acordo com o várias fontes - a RTP poderá pagar na ordem dos 15 a 18 milhões de euros, eventualmente durante três anos. Ainda que o valor seja menor, o essencial da questão mantêm-se: o CGI tinha todo o direito a ser informado de uma decisão estratégica da administração da empresa. Adquirir os direitos da UEFA não deve ser encarado como a simples aquisição de um microfone ou de um rato para computador. Perante a crise de confiança instalada, a CGI agiu de uma forma razoável. O pior que pode ocorrer numa empresa será a a não colaboração entre os órgãos que asseguram o regular funcionamento da mesma.

domingo, novembro 30, 2014

Antena 3: ajudar a combater a pobreza infantil "toca a Todos"

A Antena 3 prepara-se para lançar uma iniciativa de solidariedade inédita em Portugal. A partir da próxima  quarta-feira, dia 3, até ao sábado dia 6 de Dezembro, a equipa da Antena 3 muda-se de armas e bagagens para o Terreiro do Paço em Lisboa, onde um estúdio "de vidro" estará montado,

Durante 72 horas, os animadores do terceiro canal da rádio pública portuguesa assegurarão uma emissão especial, com direito a concertos. O "Toca a Todos" é realizado em nome da solidariedade, no intuito de combater a pobreza infantil.

Sem dúvida uma excelente iniciativa da rádio pública, que presta um grande contributo para a sociedade. A ouvir na Antena 3 - e não deixe de contribuir para esta causa!

sábado, novembro 22, 2014

Rádio Tágide (96,7 MHz Abrantes) e Rádio Mangualde (107,1 MHz): alvarás revogados

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social deliberou a revogação do alvará da Rádio Tágide (96,7 MHz Abrantes), porquanto a cooperativa proprietária da mesma se encontra em insolvência. Uma vez que a actual lei da rádio estipula a revogação do alvará neste tipo de situações, a ERC não teria outra alternativa que não actuar em conformidade.

Inobstante a não publicação, para já, da respectiva deliberação no sítio Internet da ERC, sabe-se que a Rádio Mangualde (107,1 MHz) terá o mesmo destino, por motivo semelhante: processo de insolvência. Pouco a pouco, vão, infelizmente, morrendo as rádios locais...

quinta-feira, novembro 20, 2014

TSF "sai" das Caldas da Rainha (mas continua nos 103,1 MHz)

Muito triste mas era de esperar. Segundo a edição online do "Jornal das Caldas", a TSF encerrou os estúdios do antigo Rádio Clube das Caldas, mais tarde, Rádio Caldas. Com a transformação da frequência local do concelho (103,1 MHz) em frequência temática informativa, a emissão quase nacional da rádio do grupo Controlinveste passou a ser transmitida 24 horas por dia no emissor caldense.

Recorde-se que houve outros emissores locais, mormente em Faro e Évora, que tiveram um "tratamento" semelhante...

Fi FM: o regresso?

De acordo com vários relatos no grupo Yahoo! do "Mundo da Rádio", corroborados por vídeos no Youtube, a Fi FM (93,7 MHz Amadora) retomou as emissões no início do corrente mês de Novembro , com uma "playlist" actualizada.

De referir que a estação se encontrava quase sempre inactiva desde meados Dezembro de... 2011 (quase três anos!). Desconhecem-se as motivações da reactivação (se a estação foi ou não de facto vendida). Certo é que, em Setembro de 2013 a ERC autorizou a entrega do pedido de cessão do capital social até ao final de Outubro de 2013, sem prejuízo do operador ser obrigado a retomar as emissões até ao final do mesmo ano. Desconheço se entretanto houve autorização da ERC para prorrogar os prazos referidos, uma vez que o reestabelecimento das emissões regulares ocorreu quase um ano depois do previsto pela entidade reguladora.

terça-feira, novembro 04, 2014

Rádio Dom Bosco (Lamego) muda de frequência, para os 94,1 MHz.

A Rádio Dom Bosco alterou recentemente a frequência do seu emissor em Lamego, dos 94,0 para os 94,1 MHz. Esta alteração visa a minimização das interferências do emissor de Bragança da Rádio Comercial (93,9 MHz), sobre a primeira.

sexta-feira, outubro 31, 2014

França: "Maison de la Radio" afectada por incêndio!

Na sequência do incêndio registado na  Maison de la Radio, sede da Radio France, situada em Paris, os diversos canais da rádio pública francesa têm estado hoje a operar sob fortes constrangimentos, que inclusivamente levaram à suspensão das emissões durante várias horas.

Não havendo, tanto quanto se sabe -e felizmente-, feridos a registar, as últimas notícias sugerem que o fogo foi originado num conjunto de pisos do edifício em obras. Esperemos que esta situação pouco mais tenha passado de um enorme susto...

sexta-feira, outubro 24, 2014

Rádio Clube de Alcoutim muda de frequência para os 94,4 MHz

O Rádio Clube de Alcoutim alterou a frequência de emissão, dos 94,3 para os 94,4 MHz. Segundo o utilizador "TMG" no grupo Yahoo, a mudança foi motivada pelas interferências mútuas entre a estação algarvia e a Rádio Ourique (94,2 MHz). Note-se que o operador de Alcoutim começou por operar nos 99,4, tendo mais tarde passado para os 94,3 MHz e, recentemente, para os actuais 94,4 MHz.

ANACOM a respeito da Rádio Comercial nos 105,9 MHz Elvas: la frecuencia es nuestra.

Perdoem-me o castelhano, mas ao parece, e segundo a ANACOM, a ocupação da frequência 105,9 MHz a partir do centro emissor de Vila Boim (Elvas) não resultará de um simples erro de cálculo por parte da entidade reguladora.

Segundo um esclarecimento da ANACOM aos ouvintes que contactaram esta entidade a respeito desta questão, o regulador alega que a frequência 105,9 consta do Plano Internacional de frequências que respeita à faixa 87,5 – 108,0 MHz (Plano de Genebra 1984), ao contrário da frequência espanhola da RNE 5 Badajoz (106,0 MHz), além de salientar que esta última não se encontrar coordenada com Portugal.

Perante esta situação, a ANACOM pretende que a congénere do país vizinho inste a RNE a desligar o emissor de Badajoz ou a alterar as suas características de emissão, no sentido de evitar interferências sobre a Rádio Comercial. Aparentemente, será mais fácil recorrer à diplomacia do que simplesmente alterar a frequência em Vila Boim.

Não tendo sido referido pela ANACOM, acrescento que a frequência 105,9 MHz constava de um concurso de frequências locais (1989 ou mais recente(?)), atribuída ao concelho de Elvas; em todo o caso, no concurso ganho pela Rádio Elvas (final dos anos 90), a frequência definida para o concelho eram os 89,5 MHz (refira-se que entretanto o operador alterou esta última (emissor principal em Vila Boim) para os actuais 91,5 MHz).

Enquanto os reguladores dos dois países não se entendem, a RNE continua a interferir alegremente a Rádio Comercial... Aparentemente, o problema transformou-se num caso de defesa da soberania de frequências acordadas internacionalmente. Compreensível: se a ANACOM impôs restrições de azimute a certos emissores como o da RTP na Serra de Ossa (Estremoz), por forma a não interferir as rádios espanholas, compreende-se que a entidade gestora do espectro radioeléctrica exija que os responsáveis do outro lado da fronteira façam o mesmo quando as rádios espanholas interferem com as portuguesas.

sábado, outubro 18, 2014

Insólito:Rádio Comercial já emite em Elvas... nos 105,9 MHz(!)

No  que diz respeito a questões técnicas no campo da radiodifusão, existem decisões técnicas muito inteligentes e sensatas. E depois existem situações deveras insólitas, bizarras, inacreditáveis e que só não se tornam caricatas porque se esperava que a entidade reguladora do espectro radioeléctrico (ANACOM) fizesse devidamente o seu trabalho no terreno antes de começar a atribuir uma frequência a um operador.

A Rádio Comercial está a emitir a partir de Elvas (desconfio que de Vila Boim), através da frequência 105,9 MHz. Se por si só, esta informação se trata da notícia de um emissor em fase de testes e que se destina a reforçar significativamente o sinal da estação nesta cidade raiana, um pequeno grande pormenor revela a surpreendente ingenuidade, se não desconhecimento da realidade radiofónica na região em causa por parte de quem deveria acautelar situações que prejudicam tanto o operador que pretende instalar o emissor como eventualmente outros operadores. Se este princípio dever-se-ia aplicar sempre com as rádios portuguesas, a análise do espectro radioeléctrico da região deveria ser, por maioria de razão, efectuada de forma rigorosa nas regiões fronteiriças com a vizinha Espanha, porquanto existe uma coordenação internacional na gestão do espectro que deveria garantir que os emissores nas regiões raianas  não prejudicassem a recepção das rádios do outro lado do marco de fronteira, dentro da área de cobertura previstas para estas últimas.

Lamentavelmente, tal não terá seguramente ocorrido no caso de Elvas. Com efeito, bem perto desta cidade,  na vizinha Badajoz (Espanha), a Rádio 5 da RNE (Rádio Nacional de Espanha) opera nos... 106,0 MHz. Disse bem: de um lado, a Comercial nos 105,9; do outro, a cerca de uma dezena de quilómetros da primeira, a RNE 5 irradia nos 106,0 MHz. Nada mais, nada menos, que a 0,1 MHz uma da outra. O resultado? Numa rápida incursão por Elvas, a Comercial "luta" com a RNE, interferindo-se mutuamente. Provavelmente, o resultado em certas zonas de Badajoz não será mais aanimador, até ao momento em que as autoridades espanholas reclamem junto das congéneres portuguesas. O que diriam os ouvintes portugueses da Antena 1 a viver em Valença (via 98,2 MHz), se na vizinha cidade de Tui a Cadena SER passasse a emitir nos 98,3 MHz?

Para agravar o cenário, fora de Elvas, a emissão dos 105,9 MHz interfere e é interferida pela RR Lousã (106,0 MHz). Com estes problemas, receio  que o emissor  não se mantenha activo por muito tempo na actual frequência... Aguardemos por mais desenvolvimentos.