Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.com .
quinta-feira, março 21, 2013
Os americanos devem estar loucos...
Se, em teoria, a ideia poderá satisfazer os mais acérrimos defensores das novas tecnologias, a dependência da Internet para a escuta de rádio levanta um conjunto sério de problemas. A começar pelas estações de rádio, que deixam de competir entre si dentro da mesma região para terem de enfrentar a concorrência de, quase literalmente, todo o mundo. Por outro lado, Eric Rhoads, o autor do artigo mencionado, alerta para o facto de boa parte dos compradores de automóveis nos Estados Unidos serem pessoas menos jovens e mais apegadas à rádio. Pessoas que preferem ouvir a rádio da sua região e para quem ouvir rádio na Internet não é a mesma coisa - um factor que pode ser desfavorável às marcas de automóveis se a ideia for avante. Outro problema deriva da própria concepção do sistema: passando os automóveis a comunicar com a Internet através das redes de telemóvel, tal implica que, nos locais recônditos do território americano onde as redes móveis falham, o ouvinte fique impossibilitado de escutar rádio. Pode até acontecer que, ironicamente, o emissor FM mais próximo esteja a umas centenas de metros mas não seja escutado no carro...
Não obstante a importância dos pontos anteriores, existe um quarto argumento verdadeiramente preocupante: numa emergência real, em que os condutores são aconselhados a acompanhar as emissões de rádio, confiar numa estrutura de comunicações tão complexa que assegura a transmissão dos dados desde o servidor ao fornecedor de acesso (ISP) contratado pelo ouvinte, passando pela célula da rede de telemóveis ao qual o ouvinte se encontra ligado e terminando na antena de telemóvel instalada no carro é, se me permitem a analogia, como confiar no INEM a partir do momento em que o serviço de emergência médica deixasse de usar quaisquer helicópteros - se, em condições normais de circulação rodoviária, as ambulâncias têm -em maior ou menor grau - de se sujeitar às circunstâncias do trânsito, imagine-se uma situação em que dezenas de acidentados têm de circular por uma estrada onde, além das respectivas ambulâncias, circula uma quantidade elevada de veículos não prioritários que acaba por causar engarrafamentos. Pior: e se uma das estradas vitais para o escoamento dos pacientes estiver cortada? O helicóptero pode ser mais caro e ter outros problemas, mas voa (literalmente) por cima de quaisquer problemas de tráfego rodoviário. Voltando à rádio, o que seria se a quantidade de ouvintes preocupados com uma catástrofe em solo americano se ligasse à Internet numa altura em que parte das infra-estruturas de dados estivesse destruída, sujeitando-se ao congestionamento da rede global, para não falar de zonas do país onde as células das redes móveis não resistissem à calamidade? Com uma recepção de rádio por via hertziana, desde que as antenas de radiodifusão não sejam afectadas, milhões de condutores podem ter acesso instantâneo a informação em tempo real, uma vez que a qualidade da transmissão não depende do número de ouvintes. Na Internet, a largura de banda disponível no servidor tem de ser partilhada pelos ouvintes - se demasiados ouvintes tentam acompanhar a emissão, a rede não dá vazão a tantos pedidos e uma parte significativa dos cibernautas simplesmente não consegue ouvir rádio via Internet. Num país caracterizado por regiões frequentemente sujeitas a furacões e onde já ocorreram ataques terroristas graves, além de outras tragédias, depender da Internet numa situação de emergência pode agravar ainda mais o sofrimento físico e psíquico das populações, se estas ficarem impossibilitadas de escutar rádio no intuito de recolher informação que, em última análise, pode salvar vidas!
Último argumento, intimamente ligado ao quarto: uma célula de telemóvel cobre uns escassos quilómetros. Um emissor FM de média/elevada potência cobre dezenas até mais de uma centena de quilómetros. Em caso de emergência, o emissor FM pode ser escutado em áreas altamente desvastadas. As células da rede móvel, se não colapsarem, podem ficar inoperacionais por perderem o contacto com outras infra-estruturas. Se o comum do cidadão pudesse optar, qual dos sistema preferiria, considerando a fiabilidade e eficiência?
quarta-feira, março 13, 2013
Habemus Papam!
Por cá, em Portugal, como não poderia deixar de ser, a Rádio Renascença e a Rádio Sim estiveram, naturalmente, em simultâneo a acompanhar em tempo real o desenrolar da situação no Vaticano. A Antena 1 e a TSF também alteraram a sua programação no intuito de seguir a apresentação pública do cardeal Jorge Bergoglio como o sumo pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana.
No plano internacional, a cobertura das cerimónias protocolares era também acessível recorrendo à Onda Média, faixa de radiodifusão onde se escuta, entre outras, a Cadena COPE, a RNE 1, a France Info, sem esquecer a BBC (R. 5); socorrendo-me da Internet, constatei que a MDR (Alemanha), a R. Polska (Polónia), a RAI 1 italiana e, claro, a própria Rádio Vaticano transmitiam programação semelhante. Decerto que muitas outras rádios no mundo inteiro divulgaram em directo o momento em que a Igreja Católica ganhou um novo líder e onde o Estado do Vaticano passou a ter um novo chefe. De referir que esse momento também fica para a história mundial mercê de uma particularidade verdadeiramente interessante: Jorge Bergoglio não é apenas o primeiro papa sul-americano como também é o primeiro jesuíta e, acima de tudo, o primeiro pontífice a adoptar o nome de Francisco, fazendo recordar S. Francisco de Assis.
Independentemente da convicção religiosa de cada um, há que reconhecer o verdadeiro fenómeno de cobertura mediática em torno de uma eleição de um líder religioso, sobretudo quando a rádio, o meio de comunicação social por excelência, divulga literalmente para todo o mundo a escolha do sucessor de S. Pedro. Poucos são os eventos que merecem um tratamento tão alargado na rádio, em muitos países e nas mais variadas línguas faladas nos quatro cantos do planeta. Acima de tudo, esta é a magia da rádio: ligar povos e culturas em torno de um assunto ao qual a esmagadora maioria dos ouvintes não é simplesmente indiferente.
segunda-feira, março 04, 2013
Rádio XL Romântica troca de frequência com a Rádio Voz de Santo Tirso
As mesmas fontes revelam que a RVST emite RDS [PS: "RVSTIRSO"] nos 88,6, enquanto que a XL Romântica não activou ainda esta funcionalidade. Aparentemente, a XL emite em mono, apesar do piloto estéreo. Crê-se que o objectivo da troca será a melhoria das condições de recepção da XL Romântica no Grande Porto, já que os 88,6 MHz são pressionados pela NFM nos 88,4 MHz Monte da Virgem, especialmente em receptores de selectividade medíocre, enquanto que os 98,4 são uma frequência mais "limpa".
Esta não é a primeira vez que duas rádios locais do Grande Porto trocam de frequência por forma a melhorar a recepção de uma delas em detrimento da outra: o precedente foi aberto quando a então Rádio Lidador/actual Rádio Sim-Porto e a Vodafone FM (ambas licenciadas para o concelho da Maia) efectuaram uma operação semelhante, colocando esta última nos 94,3 MHz e migrando a Lidador (mais tarde Rádio 5 e Rádio Sim - Porto) para os 100,8 MHz.
Rádio Mar passa a chamar-se Rádio 5 FM
sexta-feira, março 01, 2013
TSF: 25 anos no ar
terça-feira, fevereiro 26, 2013
Mega Hits já emite nos 96,5 MHz Aveiro
Com esta alteração, a rede de emissores da Mega Hits passa a ser constituída pelas seguintes frequências:
- Lisboa - 92,4 MHz 5 kW
- Sintra - 88,0 MHz 1 kW
- Gondomar (emissor em Valongo) - 90,6 MHz 2 kW
- Coimbra - 90,0 MHz 5 kW
- Braga - 92,9 MHz 2 kW
- Aveiro - 96,5 MHz 2 kW
quarta-feira, fevereiro 13, 2013
13 de Fevereiro de 2013 - Dia Mundial da Rádio
Não podia deixar passar o dia 13 de Fevereiro sem recordar que hoje é o Dia Mundial da Rádio. Como proprietário deste blogue, mas sobretudo como um ouvinte de rádio há longos anos, venho, mais uma vez, agradecer a todos os jornalistas, a todos os locutores, aos técnicos e a todos os restantes profissionais que me permitiram e continuam a permitir conhecer novas realidades do país e do mundo através das emissões de rádio. Porque a grande senhora, antiga mas ainda jovem Rádio (que hoje merece a inicial maiúscula) é o meio de comunicação social por excelência, que está em todo o lado em qualquer hora, sobrevivendo a ameaças como a televisão ou a Internet, que em vez de a matarem, obrigaram-na a adaptar-se a novos tempos. Porque a Rádio é a verdadeira inspiração para este blogue, sem a qual este espaço na Internet faria sentido. Mas principalmente porque a rádio revolucionou o mundo, divulgando informação, cultura, música, desporto e tantas outras necessidades da sociedade contemporânea que nunca chegariam onde chegaram sem recurso a um meio de comunicação social simples mas rápido onde basta pouco mais que um microfone para fazer-se ouvir em todo o mundo.
Sem a rádio, o mundo "girava" muito mais devagar; as notícias levavam dias a chegar a todo o país, a cultura estava circunscrita às bibliotecas, aos teatros, às salas de espectáculos; a música limitava-se a concertos ao vivo e às gravações que também levariam muito tempo a chegar a quem quisesse ouvir; o desporto só era acompanhado nos estádios ou, na pior das hipóteses, através do resumo escrito no jornal do dia seguinte. Sem os estudos acerca da propagação das ondas electromagnéticas efectuados graças à rádio, a televisão e a Internet seriam hoje uma miragem. Razões de sobra para comemorar este dia.
Novamente, a todos os profissionais que me ensinaram a gostar da rádio, o meu muito obrigado! A rádio jamais morrerá!
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
Mega Hits vai mudar de frequência em Aveiro, para os 96,5 MHz
João Chaves abandona o grupo r/com:
João Chaves deixa o "Oceano Pacífico" da RFM por decisão pessoal. Não obstante o formato ter-se, infelizmente, transfigurado numa "playlist" repetitiva, há que reconhecer o mérito de um dos poucos programas de autor que sobrevivem ao tempo. Independentemente do gosto musical de cada um, realizar centenas, se não, milhares de programas desde o mês de Dezembro de 1984 até ao princípio de Fevereiro de 2013 é obra! Não tenho dúvidas que a voz calma e agradável do João Chaves marcou gerações de ouvintes ao longo de mais de um quarto de século.
É certo que, como referi, o brilho de outrora eclipsou-se com o recurso a uma "playlist" formatada onde o locutor é quase obrigado a aceitar as "ordens" do computador. Longe vão os tempos em que o "Oceano Pacífico" era feito totalmente com discos de vinil, criteriosamente seleccionados pelo João Chaves... Mas admito que a companhia nocturna ao som da voz do João Chaves até era agradável. A partir de agora, o programa é realizado pelo Marcos André, animador que, aliás, regressa ao formato.
Ao João Chaves, em poucas palavras, muito obrigado e boa sorte!
quinta-feira, janeiro 31, 2013
Suspensão temporária, perdão, definitiva da Onda Curta da RDP Internacional
Infelizmente, parece ser definitivo: o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, confirmou, no final do passado mês de Janeiro, o fim definitivo da Onda Curta da RDPi.
Sem querer repetir argumentos, não posso voltar a perguntar: onde estão os estudos relativos à audiência da RDP Internacional em Onda Curta, os tais que justificaram a sua suspensão "temporária"? Na verdade, até a ERC, muito ajuizadamente, em Julho de 2012 entendeu não ter elementos suficientes para analisar a cessação definitiva das emissões da RDP Internacional a partir dos emissores em S. Gabriel. Aparentemente, ninguém é capaz de dizer quantos ouvintes foram afectados pelo fim da HF/OC, quem são, onde vivem e se podem recorrer a uma antena parabólica para ouvir a RDPi ou se têm ligação à Internet. Ninguém que avalie de forma sensata a situação consegue justificar uma decisão governamental que assenta exclusivamente em pressupostos económicos, ignorando o legítimo interesse dos emigrantes portugueses. Paradoxalmente, o mesmo Estado que pretende afastar os seus cidadãos residentes fora do território nacional da actualidade portuguesa é o mesmíssimo Estado que se preocupa com as remessas desses mesmos portugueses.
A todos os ouvintes afectados pelo fim da Onda Curta, apresento, mais uma vez, a minha solidariedade.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
RTP: Relvas daninhas entaladas entre Portas hostis
Tudo isto para resumir o golpe duro sofrido pelo ministro Miguel Relvas no momento em que o CDS-PP inviabilizou, para já, qualquer tentativa de privatização ou concessão da RTP. Depois de diversos cenários apresentados e de muita discussão dentro do governo, o Ministro dos Assuntos Parlamentares foi obrigado a recorrer à sua especialidade em Ciência Política e Relações Internacionais à bolonhesa para "salvar" o "casamento" entre os dois partidos.
Por mais que tente negar o contrário, a postura firme e hirta do dançarino de folclore nabantino desvanece-se a cada dia que passa: se a RTP era um dos últimos redutos da legitimidade política de Miguel Relvas, as paredes do baluarte vão-se desmoronando à medida que as forças leais ao Ministro dos Negócios Estrangeiros cercam os interesses particulares de quem pretendia vender ao desbarato e a qualquer preço o serviço público de rádio e televisão. Parece evidente que a relação entre Relvas e o CDS nunca mais vai ser a mesma; para ajudar à festa, o Presidente da República, numa entrevista recente aquando da comemoração dos 40 anos do "Expresso", não se coibiu de recordar a exigência constitucional da existência e manutenção de um serviço público de rádio e televisão garantidas pelo Estado. Conclui-se, portanto, que o "Dr." Relvas não vai ter a vida facilitada para realizar negócios obscuros.
Independentemente do mérito (ou da falta dele) na última proposta de privatização de 49% do capital da RTP, creio também ser manifesto o risco considerável da mesma levantar sérias dúvidas constitucionais, razão de peso para obrigar os sectores mais liberais do PSD a voltarem à estaca zero. Diga-se o que se disser, a privatização da RTP, a existir, nunca mais vai ser a mesma.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Mau tempo tira rádios do ar:
Esta combinação explosiva de factores colocou muitos emissores de rádio inoperacionais. As rádios com maior sorte sofreram cortes breves da emissão motivados por falhas de electricidade ou problemas na recepção do sinal áudio no local do emissor. Contudo, no outro extremo, houve rádios cujas torres emissoras não resistiram ao mau tempo. É o caso da Hiper FM (104,6 MHz), Rádio Sim - Rio Maior (92,6 + 99,5 MHz) [ambas do concelho de Rio Maior] e da Rádio Dom Fuas (100,1 + 98,5 MHz Porto de Mós); desconheço se existem outras situações semelhantes.
Esperemos que a generalidade das rádios consiga, inobstante as dificuldades económicas, solucionar todos os problemas técnicos que as silenciaram...
Actualização (23/01/2013): Segundo a própria estação, a torre da Rádio Comercial em Sto. António da Neve (Serra da Lousã) caiu. Consequentemente, o sinal dos 90,8 MHz estará (informação não confirmada) a ser irradiado através de meios técnicos alternativos de menor potência de emissão. Corolário da situação anterior, a qualidade de recepção da Comercial em grande parte da região Centro e em vários pontos do Norte do país agravou-se substancialmente.
Actualização (20801/2013): A torre da Antena 1 em Miramar (V. N. Gaia), que emite em Onda Média (720 kHz) também caiu, de acordo com o relato do utilizador "TMG" no grupo Yahoo! "Mundo da Rádio". Como o emissor de Valença está inactivo deste Agosto de 2011 mercê de uma avaria irreparável, a cobertura em Onda Média no litoral norte é agora muito fraca.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, janeiro 09, 2013
"Guerra" no Minho deixa a RUM sem emissão
Sendo certo que as duas estações partilham a mesma torre de emissão com a Rádio Comercial, em Santa Marta das Cortiças, as divergências entre as emissoras bracarenses residem não apenas na propriedade da torre (disputada judicialmente), mas também no pagamento da factura de electricidade.
Fazendo fé na comunicação social e num recente comunicado da RUMinho, fica-se a conhecer a evidente aplicação da justiça pelas próprias mãos por parte da Antena Minho, que, considerando as alegadas dívidas da RUM para com a primeira respeitantes ao consumo eléctrico do equipamento de emissão, achou por bem desligar pura e simplesmente o emissor da estação universitária bracaraugustana. A rádio da Associação Académica da Universidade do Minho conseguiu reactivar o emissor por escassas horas, altura em que os responsáveis da estação concorrente voltaram a desligar a alimentação eléctrica. Pouco tempo depois, os técnicos da RUM insistiram, socorrendo-se da colaboração da GNR. Apesar das reuniões entre as direcções das duas estações, não foi possível alcançar um entendimento, pelo que a equipa técnica da Antena Minho regressou ao emissor de Santa Marta das Cortiças no intuito de desligar novamente o interruptor do quadro eléctrico da Rádio Universitária do Minho, situação que, ao que parece, persiste.
Face ao clima de guerra entre as rádios bracarenses, das quais nenhuma fica bem na fotografia, a direcção da RUM ameaça recorrer a todas as entidades relacionadas com a actividade da radiodifusão no sentido de pôr cobro à atitude ilegal e censurável da Antena Minho. Independentemente das contas de Matemática, o impedimento do prosseguimento da emissão da estação concorrente merece a condenação da Antena Minho. Se há dívidas, que estas sejam resolvidas com bom-senso e juízo, através de negociações entre as equipas de direcção das duas rádios.
Uma nota em relação às notícias publicadas na imprensa: se, alegadamente, a RUM poderia ter de pagar 1/3 da factura (apesar da estação concorrente apenas exigir 20%), tal não seria eventualmente, do ponto de vista estritamente técnico, justo. A não ser que a Rádio Comercial utilize infra-estruturas independentes, o custo energético para cada rádio deveria reflectir o peso de cada uma no consumo total. Sabendo-se que a Antena Minho tem 2 kW P.A.R. licenciada, a RUM 1 kW e a Rádio Comercial (por ser uma estação nacional) 10 kW de P.A.R. autorizada, a emissora da MCR gasta, em teoria, muito mais energia que as rádios bracarenses (note-se que a potência eléctrica consumida é directamente proporcional à energia), pelo que, - como efectivamente o que será pago é precisamente a energia gasta pelo equipamento de emissão -, a contribuição da Rádio Comercial deveria ser substancialmente superior ao das restantes. Seguindo esta linha de raciocínio, baseada apenas numa óptica científica, caberia à RUM regularizar uma pequena parcela da conta; a Antena Minho teria de financiar uma segunda parcela maior que a primeira e a Rádio Comercial seria responsável pela maior fatia. Independentemente destas considerações, esperemos que toda esta embrulhada seja normalizada tão depressa quanto possível...
domingo, dezembro 09, 2012
RTP com novas frequências nos Açores
- Ponta Ruiva (ilha das Flores): 87,6 MHz 1 kW
- Cascalho Negro (S. Miguel) - 103,1 MHz 1 kW
- Pico Bartolomeu (S. Miguel) - 99,1 MHz 1 kW
- Cascalho Negro (S. Miguel) - 104,2 MHz 1 kW
quarta-feira, outubro 31, 2012
Rádio Comercial com novo emissor em Mértola e com projectos para Paredes e Elvas:
Na sequência de contactos com a ANACOM, estou em condições de revelar em primeira mão e em exclusivo no sítio "Mundo da Rádio" que a Rádio Comercial emite de Mértola através da frequência 95,8 MHz, com 400 W P.A.R. (potência aparente radiada). A Direcção de Gestão do Espectro da ANACOM confirmou-me também que o emissor de Valongo não foi licenciado, bem como a opção por Vila Boim. Esta última revelação da entidade reguladora do espectro radioeléctrico em Portugal implica que, se a rádio dos "êxitos do ano 2000 em diante" mantiver a intenção de reforçar a cobertura no concelho de Elvas, não terá grande alternativa à instalação de uma microcobertura destinada a servir esta cidade alentejana, bem como, provavelmente, a vila limítrofe de Campo Maior. Pegando no exemplo das microcoberturas da Rádio Sim- Elvas (102,3 MHz 100 W) e da Rádio Elvas (104,3 MHz 50 W), cujos sinais "morrem" à entrada de Vila Boim, uma solução técnica destinada à cidade de Elvas limitar-se-á precisamente à cidade e localidades adjacentes (incluindo a cidade espanhola vizinha, Badajoz). De forma similar, um emissor situado em Paredes poderá, eventualmente, chegar a Valongo mas não fará milagres. Soluções longe de perfeitas mas que são decerto melhor do que nada. Vicissitudes das restrições no espectro radioeléctrico livre em Portugal...
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quinta-feira, outubro 25, 2012
Emissor principal da Rádio Voz de Alenquer afectado por um temporal
Esperemos que a RVA consiga recuperar o emissor principal tão depressa quanto possível. Recorde-se que, apesar de ter apenas 500 W, a emissão dos 93,5 MHz, mercê da localização privilegiada, consegue chegar a grande parte do distrito de Lisboa e até a certas zonas dos distritos de Setúbal e Évora.
sexta-feira, outubro 19, 2012
RTP instala novo emissor em Ponte de Lima:
O novo emissor (que se encontra em fase de testes, sob autorização da ANACOM) localiza-se numa região compreendida entre as freguesias de Rendufe e Labrujó e opera a Antena 1 nos 89,2 MHz, a Antena 2 nos 92,2 MHz e a Antena 3 nos 104,9 MHz. De referir que as novas frequências são audíveis na auto-estrada A28, na zona de Viana do Castelo; a recepção no centro da capital de distrito é, segundo a mesma fonte, fraca. De qualquer modo, recorde-se, o emissor principal que serve a região é o do Muro (Serra Amarela, a mais de 1300m de altitude).
Actualização: o emissor encontra-se a operar com 300 W.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quinta-feira, outubro 11, 2012
Centro FM (101,4 MHz Carregal do Sal) muda de frequência
Como é habitual nestas situações, a alteração deverá estar dependente de parecer positivo da ANACOM que, aparentemente, autorizou provisoriamente tal modificação técnica durante sensivelmente duas semanas, de forma a avaliar a situação no terreno. Em princípio, se não surgirem objecções por parte da própria ANACOM, dos restantes operadores radiofónicos ou dos ouvintes, a entidade reguladora do espectro radioeléctrico em Portugal poderá, finalmente, atribuir definitivamente a nova frequência à rádio carregalense.
domingo, outubro 07, 2012
NFM Algarve (102,9 MHz Aljezur) perde alvará:
Face à falta de alguns elementos essenciais à análise do processo de renovação do alvará, à qual se acrescentam a impossibilidade de notificar o operador e à constatação técnica que a rádio local aljezurense não emite há longos meses sem que tenha justificado tal irregularidade, a ERC não teve outra hipótese que não inviabilizar a renovação do alvará da NFM Algarve.
domingo, setembro 23, 2012
Rádio Triângulo (99,0 e 88,2 MHz Pedrógão Grande): alvará não renovado pela ERC
Como se não bastasse, a história ganha novos contornos com a intervenção do representante legal do sócio maioritário da empresa detentora do alvará (Rádio Escola Triângulo e Profissional Lda.), alegando que as comunicações anteriores da estação com a entidade reguladora para a comunicação social não foram do conhecimento dos gerentes da rádio que, aliás, repudiaram as suas assinaturas na documentação entregue à ERC. O advogado em causa refere também comportamentos abusivos e de incumprimento por parte dos responsáveis da NFM; por conseguinte, solicita a suspensão do processo de alteração do controlo do operador pedroguense. Finalmente, informa da intenção da sua constituinte em apresentar denúncia por falsificação de assinatura. Se dúvidas houvesse que o processo de renovação de alvará seria simples, estas foram dizimadas pelos verdadeiros proprietários da rádio, que alegaram a remoção do equipamento da RT pela NFM, perdendo o controlo sobre as emissões do operador radiofónico.
Não dispondo dos elementos suficientes para apreciar o pedido de renovação do alvará da Rádio Triângulo e mantendo a convicção que o exercício da actividade de radiodifusão sonora local no concelho de Pedrógão Grande estava a ser realizado por uma entidade externa à constante no próprio alvará (factor que, de acordo com a lei, dá direito à cassação da licença ), a ERC não tinha outra hipótese que não rejeitar o pedido de renovação do alvará. Receando tratar-se não apenas de um caso meramente administrativo mas também potencialmente do foro criminal, a entidade reguladora deliberou também o envio dos autos para o Ministério Público, atendendo às denúncias de falsificação. Resumindo e concluindo, o processo não deverá ficar por aqui, podendo, a confirmar-se os ilícitos criminais alegadamente ocorridos, transformar-se num caso de polícia. Esperemos pelos desenvolvimentos...
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
sexta-feira, setembro 07, 2012
Liquidação total do serviço público de rádio e televisão ou a trapalhada política?
Segundo informações veiculadas pelo "Jornal de Negócios", o governo pretende, de facto, e indo de encontro às declarações de António Borges, encerrar a RTP 2 e privatizar/concessionar a RTP 1, mantendo o serviço público de televisão no canal e/ou repartindo o serviço público de televisão pelos três operadores privados existentes após a alienação. Pessoalmente, como referi anteriormente no blogue, e sendo um mero leigo sem conhecimentos de Direito Constitucional, receio que tais cenários possam esbarrar no Tribunal Constitucional, porquanto o número 5 do artigo 38.º da Constituição Portuguesa afirma que «O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão.». Não obstante a diversidade de opiniões dos constitucionalistas, uma questão parece ser unânime entre os juristas especializados na leitura da lei fundamental da nação: o Estado é obrigado, dentro das suas competências, a garantir não só que o serviço público de rádio e televisão (SPRT) existe no enquadramento legal, como também a assegurar-se que o mesmo é cumprido pela(s) concessionária(s) do SPRT. O que implica forçosamente que o Estado tenha um controlo eficaz sobre a gestão do funcionamento do SPRT, de forma a escrutinar se as obrigações contratuais estão ou não a ser rigorosamente cumpridas. Por outras palavras, o Estado jamais poderá, pura e simplesmente, sacudir água do capote, não acautelando o interesse público.
Avaliando todos os cenários propostos ao governo, parece-me (mais uma vez como mero leigo) que a opção de dividir o bolo do serviço público por todos os operadores deverá ser a opção que levanta mais dúvidas no plano jurídico-constitucional, visto que o governo teria de controlar a prestação do serviço público junto de 3 operadores, obrigando a mecanismos de monitorização bem mais exigentes que os exigíveis nos restantes cenários. Desconfio que, indo avante este cenário, se o Presidente da República enviar a lei que o regulariza ao Tribunal Constitucional, é altamente provável que este órgão de soberania reprove a proposta.
Relativamente a este e aos restantes cenários, creio que a chave do problema estará no contrato de concessão. Este documento terá de estar muito bem desenvolvido e explícito, definindo clara e univocamente o que é e em que condições deve ser prestado o SPRT. Receio, francamente, que a maioria dos assessores do governo não esteja devidamente preparada para analisar a situação com a profundidade exigível numa situação tão delicada do ponto de vista jurídico, entregando a garantia do SPRT às mãos da Presidência da República que, insisto, deverá, na minha opinião, seja qual for a opção escolhida, recorrer ao TC de forma a dissipar quaisquer dúvidas a respeito da constitucionalidade do processo. O que pode fazer com que, de um momento para o outro, Miguel Relvas e Passos Coelho sejam instados a regressar quase à estaca zero nesta matéria. Outra possibilidade seria a intervenção do Presidente da República, vetando politicamente o diploma, como aliás, já fez noutras ocasiões relacionadas com a comunicação social, nomeadamente com a lei do pluralismo e não concorrência proposta pelo então governo PS de José Sócrates. Admitindo que Cavaco Silva é coerente nos seus actos, independentemente da relação política com os autores das propostas de lei, o PR pode levantar objecções pertinentes ao contrato de concessão do serviço público, criando um problema não só institucional como político ao governo.
Outra questão fundamental a ter em conta prende-se com a possibilidade de, independentemente da posição do TC e do PR, a concessão/privatização da RTP ser posta em causa não só pelo sistema jurídico português como pela União Europeia, já que Bruxelas pode vetar os planos de Passos Coelho e Miguel Relvas, alegando o desrespeito pelas leis da concorrência europeias, bem como de eventuais outros compromissos internacionais assumidos por Portugal no seio da UE. Como se não bastasse o recurso aos tribunais europeus, o Estado também poderá ter de responder junto dos tribunais nacionais, no caso da SIC e da TVI (operadores privados afectados indirectamente pelo processo de concessão/privatização da RTP) recorrerem também à Justiça alegando distorção do mercado. No mínimo, dois potenciais problemas com que o governo, se insistir na alienação total do serviço público, poderá ter de contar.
Mais um óbice: Em que condições pode haver interesse na concessão do SPRT a um privado que tem um dilema: é certo que tem um cheque anual de 140 milhões de euros para cumprir o serviço público, mas não pode deixar de querer vingar num mercado altamente competitivo como o audiovisual. Isto é, por um lado tem uma série de obrigações adicionais a cumprir; por outro, pretende subir nas audiências. Mais cedo ou mais tarde, a concessionária constatará que os restantes operadores privados têm liberdade de movimentos para estabelecer uma grelha de programas à sua mercê, dentro das condições imposta pela lei da televisão. Já o privado que estabeleceu um contrato com o Estado é obrigado a aceitar ser prejudicado nas audiências e na venda de publicidade, estando , neste aspecto, em clara desvantagem em relação aos restantes.
E a rádio? Onde fica nesta grande e complexa equação jurídica e política? Sendo certo que, mesmo num hipotético cenário de encerramento de algumas das rádios do grupo RTP o Estado é obrigado a manter pelo menos uma em funcionamento, em que condições aceitará um privado manter uma estação de serviço público sem publicidade? Colocando publicidade na Antena 1, como reagiriam não só as restantes rádios nacionais como as locais? Admitindo-se mais recursos ao sistema judicial, o governo ver-se-ia entalado num verdadeiro imbróglio, tendo de enfrentar processos judiciais em catadupa mercê de uma política de liquidação total do conceito de serviço público de comunicação social, misturando interesses comerciais com a defesa da língua e da cultura portuguesas representadas no SPRT, tornando o próprio serviço público numa manta de retalhos de conteúdos que paulatinamente ameaçam destruir o próprio conceito de SPRT!
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
domingo, agosto 26, 2012
RTP concessionada?!
Sendo certo que a figura em causa não tem legitimidade democrática para tomar qualquer decisão política, a revelação do plano está a levantar preocupações legítimas não só no seio da classe política, como também na sociedade portuguesa em geral.
O serviço público de rádio e televisão (SPRT), mais do que apenas um direito dos cidadãos, é uma obrigação constitucional do Estado. Situação que obriga o próprio Estado a garantir a sua existência e o seu funcionamento mesmo num cenário de privatização ou concessão desse mesmo serviço público. Por conseguinte, em qualquer cenário futuro para a RTP, o Estado terá de acautelar o funcionamento do SPRT, obrigando o concessionário a cumpri-lo. Caso contrário, admitindo que a concessão está nos planos de Passos Coelho e Miguel Relvas, o contrato de concessão poderá ser vetado pelo Tribunal Constitucional, suspendendo a eficácia das normas legais que sustentam tal decisão. Aliás, duas figuras de peso da política portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa e Adriano Moreira já defenderam a intervenção do Tribunal Constitucional, de modo a dissipar quaisquer dúvidas jurídico-constitucionais a respeito do contrato de concessão do SPRT.
Por outro lado, admitindo a possibilidade postulada por António Borges de encerrar a RTP 2 e, porventura, a Antena 3 (provavelmente também a Antena 2)
, tal decisão implicaria uma redução do serviço público sem que tal se
reflectisse no valor da taxa audiovisual paga pelos clientes das companhias de electricidade. Isto significaria que os contribuintes estariam a financiar directamente os lucros da concessionária, num negócio altamente ruinoso para o interesse público. Não deixa de ser irónico que o mesmíssimo governo que pretende renegociar as parcerias público-privadas prejudiciais ao erário público e aos contribuintes, queira agora lançar uma "PPP à portuguesa", onde o Estado concessiona (esperemos que não ao desbarato) um serviço público mas onera os contribuintes através de una taxa que financia directamente o lucro privado. Vantajoso para o Estado? Claro! Lucrativo para a empresa concessionária do serviço público de rádio e televisão? Evidentemente. Benéfico para o contribuinte? Não!
Terceiro ponto: como conjugar os legítimos interesses de um operador privado que procura "roubar" audiência a outros canais com a obrigação de produzir e transmitir programas de serviço público, cujas audiências sejam pouco interessantes para a estação? A meu ver, trata-se de uma situação duplamente ingrata: para o operador, porque tem constrangimentos na programação motivados pelo cumprimento do contrato de serviço público; para os telespectadores porque têm um serviço público motivado apenas por interesses comerciais. Pessoalmente, concordo com o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres, que defende pura e simplesmente a extinção ba publicidade na RTP. O SPRT deve ser bem gerido, custando o indispensável para ser assegurado com qualidade, mas não deve reger-se por interesses comerciais. Por outras palavras, o SPRT não deve ir somente atrás de audiências, mas sim da exigência, da qualidade, da formação cívica, intelectual e cultural dos cidadãos e da promoção da língua e da cultura portuguesa não só "dentro de portas", como, sobretudo, em todo o mundo. Algo que nem sempte se coaduna com os interesses das rádios e televisões privadas.
terça-feira, julho 31, 2012
Rádio Jornal do Fundão suspende emissão devido por razões económicas
Refira-se que a estação beirã, não obstante manter uma programação local onde eram transmitidos sete noticiários locais nos dias úteis, retransmite também, durante algumas horas do dia a emissão nacional da TSF (ainda que, na região em causa a cobertura da TSF esteja asseguda pela rede regional norte). A partir de amanhã, é mais uma rádio local que não resistiu à crise...
sábado, julho 14, 2012
Rádio Sim em Viseu passa para os 106,4 MHz da Rádio NoAr
A Rádio Sim deverá mudar de frequência em Viseu. Como seria de esperar, o canal sénior da emissora católica portuguesa requereu junto da ERC a alteração do projecto aprovado para os 106,4 MHz da Rádio NoAr. Não obstante a falta de unanimidade dos membros do Conselho Regulador da ERC, as pretensões do grupo r/com foram atendidas, autorizando a alteração da designação da Rádio NoAr para "Rádio Sim - NoAr", bem como, naturalmente, a adequação da programação ao formato da Rádio Sim. A deliberação da ERC já pode ser lida no sítio da entidade, através do endereço www.erc.pt/download/YToyOntzOjg6ImZpY2hlaXJvIjtzOjM5OiJtZWRpYS9kZWNpc29lcy9vYmplY3RvX29mZmxpbmUvMTk4My5wZGYiO3M6NjoidGl0dWxvIjtzOjIzOiJkZWxpYmVyYWNhby0xNWF1dC1yMjAxMiI7fQ==/deliberacao-15aut-r2012 .
Com esta migração de frequência, os actuais 103,6 MHz da Rádio Sim deverão regressar à Rádio Renascença. Assim, as três rádios mais importantes do grupo r/com vão poder ser escutadas em perfeitas condições na cidade de Viriato: RR nos 103,6 MHz, RFM nos 99,4 e a Rádio Sim nos 106,4 MHz.
domingo, junho 24, 2012
Radialx: festival internacional de arte rádio, com direito a frequência própria: 88,4 MHz
De referir que o festival não se fica pelo Instituto Superior Técnico, estendendo-se a actuações realizadas noutros locais da capital portuguesa, a saber: Jardim da Estrela, Galeria Boavista, Stress.fm e a galeria de arte contemporânea Flausina.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
terça-feira, junho 19, 2012
MCR prepara despedimento de 30 profissionais
Com a alteração da lei da rádio, em 2010, as estações do grupo referidas podem passar a transmitir em frequências temáticas (neste caso, musicais) até a um máximo de 6 estações por serviço de programas. Isto significa que, no caso da Cidade FM, já existem 6 frequências temáticas (91,6 Lisboa + 107,2 Vila Nova de Gaia + 102,8 Viseu + 99,3 Alcanena + 99,7 Penacova + 104,4 MHz Amares), pelo que, - a não ser que o grupo desista de uma delas (passando novamente a generalista) a favor de outra - as frequências de Loulé (99,7), Redondo (97,2), Montijo (106,2) e Vale de Cambra (101,0 MHz) continuarão a ser generalistas.
Já no caso da Star FM, as seis frequências (96,6 Lisboa + 97,7 Santarém + 105,8 Valongo + 103,0 Cantanhede + 96,8 Sabugal + 104,4 MHz Manteigas) podem ser convertidas para temáticas, dispensando a obrigatoriedade de assegurar programação local. Contrariamente ao que alguns poderão julgar, a M80 é, de facto, uma rádio generalista, dado que a rede regional sul tem esta categoria. Por conseguinte, as rádios locais retransmissoras da M80 Rádio, localizadas no Norte e Centro do país continuam, para já, generalistas. A saber: 98,4 Coimbra + 94,4 Aveiro + 90,0 Porto + 93,0 Leiria + 97,4 Vila Real + 103,8 Fafe + 95,6 MHz Penalva do Castelo. A estação de «todos os êxitos dos anos 70, 80 e 90» tem 7 frequências generalistas, o que implica a manutenção de pelo menos uma frequência generalista a seguir à eventual conversão das restantes para a categoria de temática musical.
Dos restantes grandes grupos radiofónicos, refira-se que a r/com já tem 6 frequências temáticas para a Mega Hits, mantendo, todavia, a Rádio Sim como generalista. Também a TSF já conta com quatro frequências temáticas informativas (89,5 Lisboa + 105,4 Évora + 101,6 Faro + 100,0 MHz Funchal [Madeira]), às quais se acrescentam as frequências da rede regional norte e duas rádios generalistas locais (103,1 Caldas da Rainha e 99,4 MHz Ponta Delgada [Açores]).
Aos profissionais afectados por esta trágica e revoltante notícia, apresento o meu voto de solidariedade. Tendo a consciência que a vida está difícil, não posso deixar de incentivar a coragem e a esperança a quem perde o emprego, sobretudo numa área profissional altamente afectada pela crise económica como é o caso da comunicação social.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, junho 13, 2012
Rádio Sim abandona os 88,6 MHz Vila do Conde
Com a saída da emissora católica portuguesa, a Rádio 5 terá conseguido deslocalizar o emissor para Santa Eufémia, na fronteira entre os concelhos da Trofa, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, partilhando a torre com a Rádio Mar (89,0 MHz Póvoa de Varzim) e a Rádio Trofa (107,8).
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
Rádio Vaticano termina emissões em Onda Curta e Onda Média para a Europa e América
O principal argumento invocado pela emissora internacional católica para a redução das emissões em OC e OM passa pelo facto de diversas emissoras católicas europeias e americanas retransmitirem programas da Rádio Vaticano, mas também pelo facto dessas mesma emissões serem escutáveis através da Internet. É provável que a polémica relativa às radiações do emissor, que alegadamente afectam as populações locais tenha também contribuído para a decisão peremptória. A emissora pretende, para já, manter as emissões OC dirigidas aos continentes africano e asiático, regiões do mundo onde o acesso à estação através de outros meios ainda é difícil e inacessível às populações menos favorecidas.
De referir que, no que respeita à Onda Média, a RV emite actualmente a partir da cidade do Vaticano através dos 585 e 1260 kHz, ambos com 10 kW, mas também a partir de Santa Maria di Galeria nos 1530 kHz 150 kW e 1611 kHz 15~100 kW. A rádio que transmite a voz do Sumo Pontífice também dispõe de três frequências FM (93,3; 103,8 e 105,0 MHz), todas com 10 kW, servindo o mais pequeno Estado da Europa, mas também a região de Roma, mas também já aderiu à rádio digital, cobrindo a Itália em DAB/DAB+.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
segunda-feira, junho 11, 2012
Onda Média da Antena 1 transmite Rádio Euro
Desta forma, durante os jogos do Europeu (até ao dia 1 de Julho), a emissão da Antena 1 é sujeita a um desdobramento: a emissão FM transmite a programação habitual da primeira rádio pública, enquanto que as frequências de Onda Média transmitem a Rádio Euro. Recorde-se que a rede nacional de emissores da Antena 1 (no continente) em Onda Média é composta pelas seguintes frequências:
- 630 kHz - Chaves, Montemor-o-Velho (Coimbra), Miranda do Douro
- 666 kHz - Bragança, Covilhã, C.E.N. (Castanheira do Ribatejo) [Lisboa, Santarém, Setúbal e Évora], Valença, Vila Real e Viseu
- 720 kHz - Miramar (Porto), Castelo Branco, Elvas, Faro, Guarda e Mirandela
- 756 kHz - Lamego
- 1287 kHz - Portalegre
quinta-feira, junho 07, 2012
Íris FM coopera com multinacional para divulgar cultura chinesa:
De mencionar que o artigo afirma - e bem - que a emissora benaventense tem uma cobertura bastante razoável da Grande Lisboa mas não menciona o facto de não se ouvir propriamente nas melhores condições precisamente em Lisboa. Apesar de se escutar razoavelmente na zona oriental da capital, a principal dificuldade prende-se com a forte pressão da Cidade FM (91,6 MHz), que inviabiliza uma recepção adequada da Íris FM em receptores sem grande selectividade.
Actualização (10/06/2012): Afinal, trata-se da retransmissão de vários programas da Rádio Internacional da China.
terça-feira, maio 22, 2012
Três práticas a evitar quando se fala ao microfone de uma estação de rádio:
Todavia, por vezes, o maior factor de risco é(são) o(s) próprio(s) convidado(s). Os últimos dois programas do Provedor do Ouvinte da RTP (à hora a que escrevo, ainda não disponíveis em "podcast" no sítio da rádio pública) abordam precisamente duas situações em que um profissional de rádio desprevenido tem de lidar com comportamentos inadequados por parte de quem aceita participar no programa.
Limitando-me à simples perspectiva de ouvinte, apresento o meu ponto de vista acerca das práticas que deveriam de todo ser evitadas sempre que alguém colabora num programa ou participa num evento transmitido na rádio. Assim, destaco três atitudes que jamais deveriam ser adoptadas por quem fala aos microfones de uma rádio:
Utilizar linguagem obscena, ainda que devidamente contextualizada
Raquel Bulha, realizadora do programa "A Hora do Sexo", transmitida na 3, foi convidada da "Prova Oral" do passado dia 24 de Abril . O programa estava a ser interessante até ao final, altura em que a realizadora achou por bem cantar uma música brasileira utilizada nas campanhas a favor do uso do preservativo. Uma canção nada feliz, que recorre ao calão ofensivo para reforçar a sua mensagem. O episódio é corroborado pela audição do "podcast" da emissão visada, que foi transmitida no passado dia 24 de Abril.
Recorrer a um nível de linguagem grosseiro e agressivo tem como efeito a degradação acentuada da qualidade do programa onde este é inserido. Além de não trazer nada de útil, desagrada à maioria dos ouvintes. Se este tipo de atitude é condenável numa rádio privada, muito mais o será numa rádio pública, daí que, relativamente à emissão da "Prova Oral" em causa, tenho de subscrever as palavras do Provedor que, como seria expectável, reprovou a conduta da profissional. Ora, tratando-se precisamente de uma profissional da rádio, a Raquel deveria ter mais cuidado com os conteúdos a emitir num programa de discussão e debate feito para jovens. Falar de sexualidade, com certeza, mas sem entrar na linguagem popular grosseira. Ainda que seja a citação de um anúncio brasileiro, a letra da canção ultrapassa os limites da decência impostos a uma estação de rádio.
Contar anedotas de humor negro
Se o humor negro por si só exige um cuidado especial, dado que é altamente susceptível de ferir sensibilidades sociais, religiosas, culturais e de outras naturezas, a utilização deste tipo de cómico num programa de rádio pode virar-se contra o humorista. Rui Sinel de Cordes, humorista, foi também convidado do programa realizado pelo Fernando Alvim. Mais uma vez, o final do programa foi, no mínimo, de muito mau gosto. Não cansado de piadas, o entrevistado achou por bem contar uma anedota de humor negro que associava o cancro da mama à "fruta com caroço". Saliente-se que o programa, por ter sido transmitido no Dia da Liberdade, foi gravado, pelo que, à hora em que foi emitido, o realizador sabia perfeitamente da existência de uma intervenção pouco adequada por parte do entrevistado.
Como seria de esperar, a reacção de muitos ouvintes foi a de mostrar mais uma vez a sua indignação perante a tentativa frustrada de ridicularizar uma doença que traz muito sofrimento a milhares de portuguesas. Fernando Alvim pediu desculpa pelo sucedido ao Provedor e aos ouvintes, mas alegou que, em nome da liberdade de expressão, não houve qualquer censura ao programa.
O caso do Rui Sinel de Cordes, que também é escutável no sítio da RTP, não foi o primeiro, nem sequer o mais grave da história da rádio em Portugal. Se recuarmos quase 19 anos, recordamos a tragédia no Hospital Distrital de Évora, quando 25 pacientes da Unidade de Hemodiálise faleceram na sequência do excesso de alumínio na água da rede pública da cidade. Pouco tempo depois, em meados de 1993, o então Ministro do Ambiente do governo liderado por Cavaco Silva, Carlos Borrego, achou por bem contar uma anedota aos microfones de uma rádio local. O que pretendia ser uma piada sobre a situação em Évora falhou completamente o objectivo, criando uma onda de indignação e repreensão que alastrou ao próprio governo. Uma pequena anedota revelada numa simples rádio local propagou-se rapidamente a todo o país, obrigando à demissão do ministro e ao fim da carreira política desta personalidade.
Esquecer-se que o microfone está ligado
Outro erro cometido por vezes: falar para a plateia de um evento ou para os restantes intervenientes num programa de rádio, esquecendo-se que o microfone está ligado. Voltando à vida política, basta recordar a polémica relativamente recente protagonizada por Pedro Nuno Santos (então um dos vice-presidentes do grupo parlamentar do Partido Socialista), que, falando para os militantes locais do partido, terá afirmado que «(...)se estava a “marimbar para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou (...)”»... Infelizmente, acreditando estar a falar apenas para os companheiros de partido reunidos no jantar de confraternização, esqueceu-se que a Paivense FM estava em directo do jantar, transmitindo o discurso deste dirigente. Como noutros casos, a notícia rapidamente chegou às rádios e restantes meios de comunicação social nacionais.
Talvez seja boa prática seguir o exemplo dos militares: assumir que a arma está sempre carregada. Neste caso, assumir que o microfone está sempre ligado e pronto a transmitir para centenas, milhares, porventura milhões de ouvintes que acompanham o evento através da rádio. Se há que confidenciar, é boa ideia certificar-se que o botão do aparelho está na posição OFF.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
domingo, abril 22, 2012
Rádio Sim já emite nos 100,8 MHz Maia:
A operação de alteração do projecto licenciado à frequência local maiata, que incluiu não só a modificação da tipologia, de rádio temática para generalista, mas também a alteração da designação de "Rádio 5 FM"para "Rádio Sim - Porto" foi, naturalmente, sujeita à aprovação da ERC.
De referir que, sendo uma frequência generalista, a nova Rádio Sim - Porto vai ter emissões locais diárias entre as 16h00 e as 0h00, à semelhança das restantes estações locais que retransmitem o quarto canal do grupo r/com. Também é de salientar que a Rádio Sim já era escutada (embora não nas melhores condições) na região da cidade Invicta através do emissor de Vila do Conde (88,6 MHz) e, na Onda Média, na frequência 1251 kHz do emissor da Serra de Santa Justa (Valongo). Neste último caso, tal como nos restantes emissores OM e nas antigas vozes regionais da RR em FM (exceptuando Elvas), a emissão nacional é retransmitida 24 horas por dia, não havendo lugar ao desdobramento de emissões no horário 16-00h.
Com esta aquisição, a Rádio Sim passa a ser sintonizada através das seguintes frequências:
Rádio Sim - rede nacional de emissores em Onda Média:
576 kHz 10 kW Braga + 594 kHz 60-80 kW Muge + 891 kHz 10 kW Vilamoura + 927 kHz 1 kW Évora + 963 kHz 10 kW Seixal + 981 kHz 10 kW Coimbra + 981 kHz 1 kW Bragança/ Guarda/ Vila Real + 1251 kHz 10 kW Valongo/Viseu + 1251 kHz 1 kW Castelo Branco / Chaves
Rádio Sim - rede de emissores em FM:
- 88,6 MHz 2 kW - Vila do Conde(*)
- 92,6 MHz 1 kW + 99,5 MHz 0,05 kW Rio Maior (*)
- 95,1 MHz 2 kW Leiria
- 97,5 MHz 0,5 kW Portel (*)
- 99,8 MHz 1 kW + 102,3 MHz 0,1 kW Elvas (*)
- 101,1 MHz 10 kW Braga
- 102,2 MHz 2 kW Palmela (*)
- 103,6 MHz 1 kW Viseu
- 100,8 MHz 1,5 kW Maia (*)
domingo, abril 08, 2012
Instalações do Rádio Clube da Lourinhã assaltadas, vandalizadas e incendiadas!
Solidarizando-me com a direcção do RCL, com os restantes profissionais da estação e em especial com a funcionária agredida, endereço o meu desejo que os gatunos bárbaros sejam identificados pelas autoridades policiais e devidamente encaminhados para a malha da Justiça portuguesa. Não basta as rádios (sobre)viverem, ainda têm de lidar com ladrões vândalos que destroem o trabalho levado a cabo com empenho pessoal pelos profissionais das estações...
segunda-feira, abril 02, 2012
Rádio Renascença distinguida pelo Presidente da República:
Independentemente das crenças religiosas de cada um, há inevitavelmente que reconhecer que a RR marcou decisivamente a rádio em Portugal, aliando os seus princípios cristãos a uma programação generalista variada, onde a informação de qualidade não é descurada. Contrariamente à maioria das emissoras religiosas, a RR sempre foi e continua a ser uma rádio onde a fé católica convive lado a lado na grelha de programas com a informação, os programas desportivos (em especial, a "Bola Branca") , a música e os programas de entretenimento, sem esquecer o debate de ideias. Colocando música, palavra e oração no éter durante três quartos de século, a Renascença é uma estação cujo mérito é reconhecido pela generalidade dos ouvintes e dos profissionais do sector da comunicação social.
Aproveitando a efeméride, a Presidência da República decidiu atribuir o grau de Membro Honorário da Ordem do Mérito à emissora católica portuguesa, homenageando de uma forma justa os 75 anos de actividade da RR em prol da sociedade. A distinção será entregue pelo Presidente da República no próximo dia 9 de Abril, pelas 17 horas, no Palácio de Belém.
Não podendo deixar de referir que se trata da única rádio portuguesa que até agora foi agraciada com tamanha honra, recordo que a RR foi a única rádio nacional privada que preservou o seu nome durante 75 anos e que, por se tratar de uma estação detida pela Igreja Católica, protegida pela Concordata entre a Santa Sé e Portugal, foi também a única que resistiu à onda de nacionalizações ocorrida em 1975.
Da minha parte, não posso deixar de dar os parabéns à Rádio Renascença, apresentando votos de sucesso para o futuro. Também gostaria de agradecer a todos os profissionais que fizeram da RR o que é hoje a emissora católica portuguesa.
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quarta-feira, março 21, 2012
Morreu José La Féria
À família enlutada e a todos os amigos e profissionais da rádio que
trabalharam com o José La Féria, apresento as minhas condolências. Que descanse em paz.
Sem dúvida, uma grande perda não só para a r/com, mas também para toda a rádio em Portugal.
Emissores do CEOC vendidos?!
Por outras palavras, os primorosos mandantes democraticamente eleitos pelo povo, os mesmos que sugerem aos portugueses insatisfeitos com a sua vida que emigrem, tomaram a atitude paradoxal de continuar a dificultar (ou até barrar) o acesso à estação de rádio internacional portuguesa por parte dos milhões de emigrantes portugueses espalhados pelo mundo e restantes lusófonos que reconhecem a importância da RDP Internacional. E como se tal não bastasse, ainda (alegadamente) têm o descaramento de prepararem a venda de equipamentos de milhões de euros, provavelmente sem terem em conta o interesse público e sem acautelarem os interesses do próprio Estado, oferecendo os emissores a preço de saldo. Como se na parca memória dos mesmíssimos políticos não coubesse a informação que a Onda Curta da RDPi precisa de emissores de radiodifusão preparados para as faixas de HF, por forma a assegurar as emissões aquando de uma eventual reactivação do serviço. Mais: para que conste, com ou sem emissores, as emissões em Onda Curta da rádio pública portuguesa só poderão ser definitivamente suspensas após a alteração do contrato de concessão do serviço público de radiodifusão. Qualquer outro enquadramento que não a "suspensão temporária" será, assim, ilegal.
Corolário: Antes de suspender definitivamente o CEOC, o governo terá, obrigatoriamente, de alterar a cláusula 2.ª do contrato de concessão do serviço público de rádio:
« (...)
Cláusula 2ª
(Âmbito)
A concessão do Serviço Público de Radiodifusão Sonora abrange todas as emissões de
cobertura nacional, regional e local, nas frequências actualmente autorizadas, ou que o
venham a ser, nomeadamente as emissões em DAB e, ainda, as emissões em onda curta e
por satélite, aqui designadas, no seu conjunto, por RDP INTERNACIONAL, bem como as
emissões de redifusão (satélite/FM) que constituem a RDP ÁFRICA. (...)»
in rtp.pt (sublinhados meus)
Admitindo-se a veracidade da situação relatada, que legitimidade terá o governo para manter uma "suspensão temporária" quando não estarão reunidas as condições para uma eventual a reactivação das emissões? Não haverá coragem política para mudar o contrato de concessão da RTP-rádio antes de proceder a um eventual negócio de alienação de infra-estruturas públicas que servem a emissora internacional portuguesa?
Muito sinceramente, espero que, a confirmarem-se os rumores, um responsável político com pejo, em nome da transparência e da confiança depositada nele pelos seus eleitores, tome a coragem de confessar publicamente o negócio, revelando os pormenores das negociações, não esquecendo a alteração legal referida. Caso contrário, os cidadãos portugueses legitimamente indignados com a "suspensão temporária" da RDPi reservam-se o direito de retirar a confiança política e institucional aos iluminados que, (mais uma vez, não estando oficialmente confirmado, continuo a utilizar o advérbio "alegadamente") estudam veladamente um negócio altamente ruinoso para o interesse público e que claramente prejudica a afirmação de Portugal no mundo!
Os mesmos cidadãos (onde me incluo), perguntar-se-ão: mas onde estão os estudos de viabilidade das emissões em OC da RDP Internacional? Que impacto teve a suspensão das emissões nas audiências da estação? Quantos ouvintes deixaram de poder ouvir a RDPi devido à incapacidade de utilizarem sistemas de recepção alternativos? Boas perguntas, certamente, às quais, infelizmente, também procuro uma resposta convincente do ministro Miguel Relvas e da administração da RTP...
**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**
quinta-feira, março 08, 2012
"Mundo da Rádio" regressa ao ".com":
Adianto que continuo efectuar diligências no sentido de instar o serviço de alojamento a reactivar o domínio ".org", de modo a restabelecer o funcionamento do Fórum.
terça-feira, março 06, 2012
Devido a um problema técnico, o sítio "Mundo da Rádio" encontra-se temporariamente indisponível. Apesar de não assumir a responsabilidade directa do sucedido, apresento as minhas desculpas aos visitantes impedidos de consultar e participar no sítio. Estou a envidar todos os esforços possíveis para reactivá-lo assim que estejam reunidas as condições para o fazer.
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
No dia 29 de Fevereiro de 1988, (re)nascia [já que a 1.ª emissão foi em 1984] uma rádio pirata nos 102,7 MHz de Lisboa. Uma rádio que mexeu com a informação radiofónica, que, apesar de já não viver os tempos áureos de outrora, continua decididamente a ser uma marca de confiança e reputação dos ouvintes portugueses.
De pirata a legal, de uma rádio local de Lisboa e Coimbra para toda a região Norte e Centro do país, mas também para parte do Alentejo e Algarve, a TSF tem o privilégio de apenas poder comemorar o verdadeiro aniversário de quatro em quatro anos, aproveitando a singularidade de ter arrancado num ano bissexto.
No dia em que a rádio que «passa tudo o que passa» comemora 24 anos, não podia deixar de relembrar esta efeméride, apresentando os meus votos de boa sorte e felicidade a todos os profissionais que, ao longo de 24 anos, passam (e passaram) pela estação. Gostaria especialmente de recordar os profissionais que já não se encontram entre nós, incluindo o António Jorge Branco, o Jorge Perestrelo, o Jorge Pena, não menosprezando outros que eventualmente não me esteja a recordar deles. Obrigado a todos os que sempre defenderam a "paixão da rádio", dando o seu melhor para elevar a qualidade do jornalismo radiofónico em Portugal!
Parabéns, TSF!
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Que já houve de (quase) tudo na rádio em Portugal, não é novidade. Já recorrer ao empastelamento para prejudicar a emissão de uma rádio local, parece ser uma situação inédita.
O relato colocado num tópico do Fórum "Ondas da Rádio" denuncia um episódio situado entre o caricato e o insólito: como é sabido, a frequência 88,4 MHz de Espinho (deslocalizada para o Monte da Virgem), foi vendida ao Acácio Marinho (proprietário de outras estações). Todavia, a NFM/Rádio N do João Vinhas continua a emitir da sua torre no Monte da Virgem.
Reclamando para si o direito de antena, o Acácio Marinho terá, alegadamente, activado um emissor na torre da M80 (por onde originalmente a NFM saía, antes de recorrer a uma torre própria), que transmite apenas a portadora nos 88,4. O resultado, como se adivinha, é que o novo emissor está a empastelar a emissão da NFM/Rádio N, prejudicando a cobertura desta. Os últimos desenvolvimentos apontam para um sinal sonoro (semelhante ao áudio de uma mira técnica) a sair do emissor de espastelamento, que prejudicam a recepção d' "A rádio que toca" em algumas zonas do centro do Porto e nos locais com linha de vista para o Monte da Virgem.
Embora seja uma prática cuja legalidade deixa muitas interrogações, supõe-se que o objectivo da operação passe por pressionar o proprietário da Rádio N/NFM (J. Vinhas) a ceder o equipamento ao legítimo proprietário da frequência local do concelho de Espinho. Aguardam-se os desenvolvimentos desta alegada guerra radiofónica.
quarta-feira, janeiro 11, 2012
A Smooth FM já emite nos 89,5 MHz Matosinhos, substituindo a Best Rock FM. Esta alteração foi aprovada pela ERC no final do ano passado, pelo que a MCR começou hoje a oferecer a estação de música dos estilos smooth jazz, blues, soul e R&B aos ouvintes do Grande Porto.
Assim, a frequência de Matosinhos junta-se à rede de emissores da Smooth FM, que também conta com os 103,0 MHz Barreiro e os 92,8 MHz Figueiró dos Vinhos.
