quinta-feira, novembro 30, 2017

Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) muda de frequência - parte II : o regresso aos 96,1 MHz

Tal e qual como o título sugere: a Rádio Onda Viva regressou, finalmente, aos 96,1 MHz. Parece que, felizmente, alguém percebeu a tempo o monumental disparate que a rádio estava a fazer ao emitir numa frequência (107,5) bastante pressionada não por um, mas por dois emissores da TSF (107,4 Lousã e 107,6 MHz Marão).

sexta-feira, novembro 24, 2017

Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte

Mais uma grande perda para a rádio em Portugal. O jornalista Pedro Rolo Duarte faleceu na manhã desta sexta-feira, vítima de cancro, aos 53 anos.

Tendo passado também pela imprensa escrita e pela televisão, Pedro Rolo Duarte trabalhou na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Nos últimos anos, realizava, na Antena 1, conjuntamente com o jornalista João Gobern, o programa "Hotel Babilónia".

A não perder, amanhã de manhã, entre as 10 e as 12 horas, na Antena 1, a reposição do "Hotel Babilónia". Também vale a pena marcar no calendário o dia 2 de Dezembro, altura em que será transmitido o último programa, especial, feito pelo João Gobern, de homenagem ao excelente trabalho do Pedro Rolo Duarte. Que descanse em paz.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) muda de frequência para os 107,5 MHz

Há decisões no seio das rádios que se revelam logo absurdas  e incompreensíveis. É o caso da Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim), que decidiu, certamente com o consentimento da ANACOM, mudar de frequência, dos 96,1 para os 107,5 MHz.

O leitor mais incauto que não conheça ou mal conheça o Norte pode ser levado a pensar que tal mudança poderia fazer sentido... não fossem dois pormenores... perdão, dois pormaiores: na frequência adjacente imediatamente abaixo, nos 107,4 MHz, tem-se um poderosíssimo emissor da TSF, a irradiar do alto da Serra da Lousã (Trevim), cujo sinal é audível em boa parte da região; como se não bastasse, na outra frequência adjacente, nos 107,6 MHz, a TSF tem também um peso-pesado, nomeadamente o emissor da Serra do Marão.

Resumindo e concluindo: a TSF nos 107,4 é escutável no Porto e em parte considerável do Norte; de igual modo, a estação informativa é audível em várias zonas da região, através do emissor do Marão (107,6 MHz). E, desde a manhã de hoje, a Rádio Onda Viva emite nos 107,5. O resultado? Basta consultar a página da emissora na rede social "Facebook" para constatar que há ouvintes a reclamar porque a rádio poveira é agora interferida pela TSF em sítios diversos como Esmoriz (concelho de Ovar) e Matosinhos. E o vídeo partilhado pelo utilizador do "Fórum da Rádio", Abílio Maia, fala por si, quanto às condições de recepção no concelho de Vila Nova de Gaia. Só há duas explicações razoáveis para tal opção: ou um tamanho dislate de quem não conhece a realidade no terreno como deveria conhecer, ou há a clara intenção de sacrificar a Rádio Onda Viva em prol de outra estação, que pretende melhorar a cobertura migrando para os 96,1 MHz. Em qualquer caso, e se me é permitida a expressão e dado que tal operação terá o aval da ANACOM, uma geringonça radiofónica "anacómica".

quarta-feira, novembro 08, 2017

Luís Montez vende participação na Global Media

O conhecido empresário Luís Montez vendeu a sua participação no capital social da Global Media, empresa proprietária da TSF e de outros meios de comunicação (nomeadamente os jornais "Diário de Notícias", "Jornal de Notícias", entre outros activos.

Deste modo,  o proprietário da Altice Arena e de umas tantas rádios, deixa de contar com os 15% de quota na dona da TSF, que passam para as mãos do empresário José Pedro Soeiro, que também adquiriu os 27,5% do empresário angolano António Mosquito.

sexta-feira, outubro 20, 2017

O Inferno desceu novamente em Portugal. E a rádio presta um verdadeiro serviço público.

Não há palavras suficientes para descrever o ambiente de horror decorrente dos fatídicos incêndios no Norte e Centro do país, cujas consequências ainda não estão completamente contabilizadas. O certo é que morreram pelo menos 44 pessoas e existem centenas de feridos. Para nem falar da morte de centenas, se não milhares, de animais, além dos danos materiais.

No meio de um cenário desolador, num contexto onde os meios de comunicação (telefone, Internet, etc) foram severamente afectados pelos efeitos do fogo e/ou pelo corte de energia eléctrica, as populações locais atingidas por tamanha tragédia nacional, mormente as que ficaram (e muitas ainda estão) privadas de electricidade, a rádio, o meio de comunicação social mais flexível, de acesso gratuito e cuja audição não depende da rede eléctrica, ganha uma importância crucial, no sentido de informar os ouvintes, mesmo os que estavam isolados do resto do mundo, a respeito do que se ia passando.

Na madrugada da passada segunda-feira (dia 16 de Outubro), a Antena 1 interrompeu a emissão habitual de madrugada para cobrir em directo o desenvolvimento dos terríveis incêndios que iam consumindo grande parte do território florestal do país. Um serviço público notável, sobretudo num horário onde as rádios tendem a não alocar muitos meios para assegurar a emissão. Também a RR e a TSF têm, ao longo dos serviços noticiosos, coberto a tragédia. De destacar igualmente o papel de várias rádios locais que iam, com os parcos meios disponíveis, acompanhando os últimos desenvolvimentos.

No que diz respeito às redes de emissores das rádios, sabe-se que há uma baixa a registar: os emissores do Pico da Pena (Vouzela) da TSF (102,5), RR (93,8) e RFM (95,0) (que partilham a mesma torre), bem como o da Rádio Comercial (103,1) e da VFM (94,6 MHz Vouzela) estão inoperacionais. Não obstante, a rádio local (VFM) está a operar com potência reduzida, utilizando um emissor de recurso. Também a Rádio Sim em Braga (101,1 MHz) está sem emissão mercê de problemas de comunicação, já que houve cabos de fibra óptica que não resistiram às chamas.

quinta-feira, outubro 05, 2017

Record FM lança cadeia de rádios

Conforme tinha já sido prometido pela estação, a Record FM lançou, no dia 1 de Outubro, uma  generosa rede de emissores, engolindo a maior parte das estações detidas pela IURD. Assim, a Algarve FM (91,8 Silves), a Rádio Pernes (101,7 + 105,5 Santarém), a Rádio Placard (95,5 V. N. Gaia) e a Liz FM (101,3 MHz Leiria) passam a emitir em cadeia com os 107,7 MHz Sintra, mantendo, naturalmente (por serem frequências generalistas), desdobramentos locais.

Com esta mudança, a palavra do Senhor pregada pelos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus passa a ser escutada em grande parte do litoral, sob a marca "Record FM". Falta juntar a Antena Sul (95,5 MHz Viana do Alentejo e 90,4 MHz Almodôvar), para que praticamente todo o litoral do Algarve até Leiria possa sintonizar a Record FM.

sábado, setembro 30, 2017

A rádio por via hertziana está viva e recomenda-se - e a FCC até defende que a Apple devia activar o rádio FM nos iPhones

Na era da emergência de novos paradigmas de comunicação, onde o consumo de música e a escuta online de rádio nos smarphones e outros dispositivos se revela uma tendência crescente, os fabricantes tendem a ignorar as tecnologias mais antigas de comunicação, nomeadamente a rádio via FM.

Quando muitos fabricantes "esquecem" a opção de escuta de rádio FM nos smartphones, eis que, nos Estados Unidos, país onde, nos últimos tempos, várias regiões têm sido fustigadas por furacões, a FCC (órgão regulador congénere da ANACOM portuguesa), tem defendido a activação do rádio FM nos iPhones.

Com efeito, quando as redes móveis falham, quando não há Internet, quando outros serviços de comunicações ficam comprometidos, a rádio, que pode só depender dela própria assim tenha emissores operacionais durante um desastre natural, pode transmitir informações importantes para a segurança das populações afectadas, desde que estas tenham um receptor. Ainda que a Apple já tenha afirmado que as últimas versões do iPhone, que, como sabemos, já nem sequer têm entrada de 3,5 mm para os auscultadores, não disponham de hardware que permita a recepção de rádio, este pode ser um precedente para outros fabricantes que, não obstante utilizarem hardware compatível com a recepção de rádio, não activarem tal funcionalidade. Na verdade, em certos modelos, chega-se à situação de se conseguir colocar rádio FM utilizando uma aplicação externa, como o "Spirit2".

Na minha óptica, uma pessoa que compra um aparelho devia ter o direito de explorar todas as potencialidades do hardware, sobretudo quando este utiliza um sistema operativo tão vertátil quanto o Android. Incluindo a recepção de rádio FM, quando o equipamento dispõe de um chip adequado para o efeito. Até porque há situações onde o acesso à rádio online pode ser difícil (por exemplo, em situações de sinal fraco da rede 3G/4G), pode ser caro ou até pode estar comprometido por avaria ou dano grave nas estruturas que suportam as redes móveis. Com maior alcance geográfico e sendo um serviço completamente gratuito, a rádio por via hertziana é, indubitavelmente, a melhor alternativa de acesso à informação em situações catastróficas - e, por cá em Portugal, a tragédia relativamente recente em Pedrógão Grande foi, claramente, um bom exemplo de episódio em que a rádio prestou um verdadeiro serviço público às populações afectadas.

Antena 1 no dia 1 de Outubro: como não prestar um serviço público de rádio

Há decisões incompreensíveis para quem defende um modelo de verdadeiro serviço público de rádio. Sendo certo que amanhã, dia 1 de Outubro, é dia de Eleições Autárquicas, razão para que a Antena 1, o principal canal do serviço público de rádio efectue - e bem! - uma emissão especial destinada a cobrir a noite eleitoral, há outras opções do serviço público que são, simplesmente lamentáveis.

Encontrando-se a emissão FM da Antena 1 preenchida com a cobertura das eleições, na mesma noite em que ocorrem jogos de futebol importantes (Porto vs Sporting e Benfica vs  Marítimo), a rádio pública decidiu colocar a tarde desportiva na Onda Média da Antena 1, na RDP África e numa emissão online.

Ironia: tendo em conta a política de lenta destruição da Onda Média levada a cabo pela RTP, que quando tem problemas técnicos graves desliga de vez os emissores, chega-se à caricata situação em que um adepto portista que more na Cidade Invicta não possa ouvir na Antena 1 (a não ser através da Internet) o jogo frente ao clube leonino, simplesmente porque já não existe um emissor de Onda Média que cubra eficientemente o Grande Porto e a maior parte da região Norte. Da mesma forma, um ouvinte de Faro também não consegue sintonizar a emissão OM da Antena 1. Felizmente que, neste último caso, ainda tem a RDP África nos 99,1 MHz. Todavia, um ouvinte de Portimão terá dificuldade em escutar condignamente a tarde desportiva. Para nem falar de outras regiões do país onde a recepção da Antena 1 via Onda Média é notoriamente fraca, até nula (por exemplo, no arquipélago da Madeira).

Visto que o serviço público aposta no desporto, ainda que tenha de cobrir uma actualidade política importante para o futuro de cada concelho, de cada freguesia do país, esperava-se que, concorde-se ou não com o futebol na rádio, o concessionário desse serviço público garantisse a cobertura universal do território dos eventos desportivos importantes , utilizando uma verdadeira rede nacional de emissores para assegurar as emissões. Qual ovo de Colombo, a solução está na "prata da casa": com três rádios nacionais, não se percebe por que razão a RTP não utiliza esporadicamente a Antena 3 para transmitir programas desportivos de interesse nacional ou a cobertura de outros eventos que se justifiquem, quando a Antena 1 tem de cobrir outro evento ou questão de interesse nacional mais importante. Tanto mais que a Antena 3 nem tem nenhum programa importante que justificasse a sua difusão no período horário em causa. Na prática, e de forma implícita, esta atitude da RTP está a discriminar os ouvintes em função da geografia, passando a mensagem: «Mora em Lisboa, em Évora, em Coimbra? Ouça a tarde desportiva na Onda Média. Mora no Porto? Ouça na Internet se quiser, ou escute o relato noutra rádio». Como diria uma das míticas personagens imortalizadas pelo Herman José, "não havia necessidade".

quinta-feira, setembro 28, 2017

Nova rádio temporária em Lisboa: Rádio Silêncio (99,0 MHz)

Na sequência da realização do "Festival Silêncio", que decorre no Cais do Sodré, em Lisboa, de hoje (dia 28) até ao próximo domingo, dia 1 de Outubro, a organização do evento lançou uma rádio temporária para cobrir o evento. Tendo o apoio da Antena 3, a Rádio Silêncio emite nos 99,0 MHz até ao próximo domingo, para um raio estimado de 5 km de cobertura radioeléctrica.

terça-feira, setembro 12, 2017

TSF tem novo editor das manhãs: Fernando Alves

Um dos grandes nomes da rádio vai liderar as manhãs noticiosas da TSF: Fernando Alves, um dos fundadores da estação, vai, a partir do próximo dia 18 (segunda-feira), ocupar o cargo de editor das manhãs da TSF (das 8 às 10 horas, de segunda a sexta-feira).

De referir que a TSF prepara-se também para realizar, durante duas semanas, emissões especiais a partir de 10 mercados municipais de vários concelhos da Grande Lisboa e do Grande Porto. Sem dúvida, uma boa iniciativa em vésperas de eleições autárquicas, que permite aproximar as populações  locais da rádio, dando voz às suas preocupações e aspirações a respeito do futuro da sua terra. É pena que se limite às duas principais regiões do país, ignorando a realidade de quem vive em Bragança ou, quiçá, em Proença-a-Nova, por exemplo. Para quem tem, do ponto de vista oficial, uma rede de emissores dita "regional", soa a pouco.

sexta-feira, setembro 08, 2017

Antena 2 reforça cobertura radioeléctrica na ilha da Madeira (Pico do Areeiro - 88,4 MHz)

A Antena 2 da RTP conta agora, na ilha da Madeira, com um reforço de peso. Com efeito, a RDP Madeira instalou recentemente um novo emissor da Antena 2 no Pico do Areeiro, a operar nos 88,4 MHz. Deste modo, o principal centro emissor da rádio pública na ilha, que serve grande parte da região e até se escuta na ilha de Porto Santo, passa a irradiar as 3 rádios públicas nacionais.

Era, sem dúvida, uma velha aspiração dos ouvintes da Antena 2 que se encontram no arquipélago, porquanto a cobertura da rádio clássica da RTP estava condicionada pelo número relativamente reduzido de emissores, dificultando ou até inviabilizando a sua recepção em vários pontos da ilha. Com a entrada em funcionamento do emissor mais potente na ilha, espera-se que as condições de escuta da estação tenham melhorado significativamente.

quarta-feira, agosto 02, 2017

TSF tem novo emissor em Moledo (94,4 MHz)

A TSF instalou recentemente um novo emissor em Moledo (concelho de Caminha), que opera nos 94,4 MHz. A nova frequência, que se encontra em fase de testes mediante autorização da ANACOM, reforça o sinal da estação numa zona do Alto Minho onde as frequências de Valongo, Muro ou Valença escutam-se com bastante dificuldade. Desconhece-se, para já, a potência autorizada pela ANACOM, todavia crê-se que se trata de uma microcobertura que serve o concelho de Caminha e as localidades no Norte do concelho de Viana do Castelo.

Esta frequência, a ser licenciada pela ANACOM a título definitivo, junta-se, assim, às das rádios públicas (Antena 1, Antena 2, Antena 3) e à da Rádio Comercial, que agora já são ouvidas em boas condições na vila de Moledo e, numa visão mais abrangente, no concelho de Caminha. Falta a Rádio Renascença seguir o exemplo, instalando emissores em Moledo para a RR e a RFM.

segunda-feira, julho 31, 2017

Faleceu Sofia Morais, jornalista da TSF

Uma breve nota para lamentar o falecimento da jornalista Sofia Morais, que trabalhava na TSF desde 1996. À família enlutada, bem como aos colegas da rádio, apresento as minhas condolências.

terça-feira, julho 25, 2017

"Telefonia do Sul" tem uma nova frequência (microcobertura nos 104,7 MHz)

A TDS (Telefonia do Sul), estação local de Alcácer do Sal, colocou, muito recentemente, em funcionamento uma nova microcobertura, destinada a reforçar o sinal na própria sede de concelho. Assim, além do emissor principal nos 93,9 MHz (2kW), que serve uma vasta região, ouvindo-se nalgumas zonas de Lisboa, mas também em grande parte do distrito de Setúbal e, mais para o interior, até às portas de Évora, a TDS emite agora também nos 104,7 MHz, uma microcobertura cuja localização exacta ainda não foi apurada, mas que promete fazer-se ouvir na cidade de Alcácer.

De referir, a título de curiosidade, que a frequência 104,7 MHz já foi utilizada num emissor não muito longe do concelho de Alcácer. Com efeito, a Antena Sul (95,5 MHz Viana do Alentejo), pertencente a um concelho adjacente ao de Alcácer do Sal, teve, em tempos, uma microcobertura nas Alcáçovas, que operava precisamente nos 104,7 MHz.

sexta-feira, julho 14, 2017

Luís Montez e Álvaro Covões: "divórcio" consumado

Já é oficial: a ERC aprovou a cessão das participações do empresário Luís Montez nas rádios "Radar"  (97,8 MHz Almada) e "Oxigénio" (102,6 Oeiras). Entretanto, o até agora sócio Álvaro Covões vende a sua participação na "Rádio Marginal" ao engº Montez.

Assim, e como foi noticiado no blogue em meados de Novembro de 2016, o proprietário da "Meo Arena" fica com 100% do capital da Rádio Marginal, enquanto que o fundador da "Everything is New" passa a deter a totalidade do capital das rádios Radar e Oxigénio. Naturalmente que as restantes rádios nas quais Luís Montez tem participação no capital não serão afectadas por estas decisões.

Altice compra Media Capital!

Já se sabia que era um negócio em vias de ser concretizado, mas foi hoje oficialmente anunciado. A Meo, empresa de telecomunicações do grupo Altice, lançou uma OPA (oferta pública de aquisição) sobre as acções da Media Capital, onde se inclui, naturalmente, além da estação de televisão TVI, as rádios do grupo (Rádio Comercial, M80 Rádio, Cidade, Smooth FM e Vodafone FM), entre outros activos. As estimativas apontam para um negócio que ascende a 440 milhões de euros.

Perante uma operação financeira desta envergadura, e tratando-se de um operador que detém um canal de televisão nacional, uma rádio nacional (Comercial), uma rádio regional (rede sul, ocupada pela M80), bem como várias cadeias de rádios locais, o negócio estará sujeito a avaliação pela autoridades da concorrência portuguesa e europeias, mas também passará, obviamente, pelos crivos da ERC e da ANACOM. Na prática, as diversas entidades que vão escrutinar o processo deverão impor alguns "remédios", no sentido de garantir a salutar concorrência face à aquisição de órgãos de comunicação social por parte de um operador de telecomunicações (Meo) que distribui aos seus clientes, mediante subscrição, canais de televisão e de rádio. É provável que a Altice seja obrigada pelos reguladores dos media a disponibilizar o sinal da TVI aos restantes operadores de telecomunicações e, por maioria de razão, por se tratar de uma estação de televisão de sinal aberto, obrigada, por força do chamado "must carry" imposto por lei, a transmitir na televisão digital terrestre (TDT).

Relativamente às rádios do grupo, desconhecem-se, para já, os planos da Altice. Todavia, é provável que a Rádio Meo Music (quiçá, "Rádio Altice Music"(?)) passe a ser directamente explorada pela Altice, passando para algumas das frequências detidas pela MCR. A Vodafone FM, tal e qual como a conhecemos, deverá ter os dias contados, por razões que, creio, serão óbvias para a maioria dos leitores do blogue; salvo se houver outro operador radiofónico interessado na realização de um contrato com a Vodafone.

Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa, a aquisição da Media Capital pela Altice vai ser um processo moroso e complexo, porquanto terá de existir uma profunda análise das entidades reguladoras no sentido de atestar a cabal legalidade do processo e a garantia de não distorção desleal do mercado dos media em Portugal.

sexta-feira, junho 30, 2017

Governo da Guiné-Bissau suspende emissões da RDP África e da RTP África e fecha a delegação da agência "Lusa" no país!

Más notícias vindas da Guiné-Bissau: o ministro guineense da Comunicação Social  anunciou a suspensão da actividade da RDP África, RTP África e da agência Lusa, no país, alegando que o contrato celebrado entre o Estado Português e o Estado guineense caducou.

A consequência directa desta decisão unilateral da Guiné-Bissau é o "silenciamento" dos emissores de rádio da RDP África e de televisão, da RTP África, neste país africano.

Independentemente de questões burocráticas, esta atitude da Guiné-Bissau pode ser visto como um atentado à liberdade de informação e de imprensa, porquanto priva o povo guineense do acesso aos meios de comunicação internacionais do Estado Português. Esta decisão política coloca em causa a democracia na Guiné-Bissau, impedindo o acesso a outras correntes de opinião e a uma informação que pode não se coadunar com a posição oficial do país.

É por estas e outras razões que critiquei, em 2011, o fim da Onda Curta da RDP Internacional. E mantenho, sem retirar uma vírgula sequer, tudo o que escrevi na altura. A Onda Curta e o satélite são tecnologias que não dependem da vontade política dos governos locais onde a emissão é escutada. O emissor FM pode ser desactivado, a Internet pode ser cortada. Até as antenas parabólicas podem ser proibidas. Todavia, a Onda Curta, aquela coisa obsoleta, monofónica, roufenha e distorcida (ironia), chega a um qualquer rádio de pilhas colocado numa mesa de uma qualquer casa, sendo que a única forma viável de censurar a emissão é o seu empastelamento (o que exige antenas e emissores, o que não fica barato, mormente para países sem grande folga económica). Pode parecer uma tecnologia do passado, mas a Onda Curta revela-se um meio eficaz de comunicação quando as alternativas são caras para os ouvintes, exigem estruturas tecnológicas para a recepção/ escuta bem mais complexas e, sobretudo, que podem depender, em última instância, das autoridades locais para que a rádio se faça ouvir no país-alvo. Esperemos que o Estado Português e o Estado da Guiné-Bissau se possam entender, no sentido de resolver este conflito.

Actualização: Afinal, a actividade da Lusa não será suspensa. Todavia, parece que a suspensão das emissões da RTP vai ser mesmo imposta.

quarta-feira, junho 28, 2017

Rádios que se encontram a transmitir o concerto solidário "Juntos Por Todos"

Uma rápida passagem pelo éter e pelas emissões online de muitas das rádios locais portuguesas, resultou num número nada modesto: contabilizei 62 rádios a transmitir a emissão conjunta a partir da Meo Arena. Porventura o número real seja superior, por isso exorto os leitores do blogue que estejam a escutar rádio que me informem caso tomem conhecimento de mais rádios que se aliaram a este projecto solidário.

Rádios nacionais e cadeias de rádios: Antena 1,  RR, RFM, Mega Hits, Rádio Sim, Rádio Comercial, M80 Rádio, Rádio Amália, Rádio Regional, Rádio 5

Rádios internacionais: RDP ÁfricaRDP Internacional

Rádios fora de Portugal: WJFD (97,3 New Bedford, Estados Unidos)

Distrito de Aveiro: Rádio Terra Nova (105,0 Ílhavo), Rádio Voz da Ria (90,2 Estarreja), Rádio Ovos Moles (webrádio de Aveiro)

Distrito de Beja:
Rádio Vidigueira (90,0), Rádio Voz da Planície (104,5 Beja),  Singa FM (104,0 Ferreira do Alentejo), TLA Rádio (92,6 Aljustrel),


Distrito de Braga: Rádio Barca (99,6 Ponte da Barca), Rádio Ondas do Lima (95,0 Ponte de Lima), Rádio Popular Afifense (87,6 Viana do Castelo)

Distrito de Bragança: Rádio Terra Quente (105,2 e 105,5 Mirandela)

Distrito de Castelo Branco: Rádio Castelo Branco (92,0), Rádio Covilhã (95,6),  Rádio Clube de Monsanto (98,7 e 107,8 Idanha-a-Nova), Rádio Condestável (91,3 + 97,5 + 107,0 Sertã)


Distrito de Coimbra: RCP (92,6 Mealhada), Rádio Boa Nova (100,2 Oliveira do Hospital), Rádio Clube de Arganil (88,5 e 97,3 MHz)
Distrito de Évora: Rádio Telefonia do Alentejo (103,2 Évora), Rádio Despertar (94,5 MHz Estremoz), RC Alentejo (96,2 Mourão), Granada FM (100,1 Vendas Novas)

Distrito de Faro: Rádio Gilão (94,8 e 98,4 Tavira), Rádio Horizonte Algarve (96,9 e 106,8 Tavira), Rádio Guadiana (90,5 Vila Real de Santo António)

Distrito da Guarda: Rádio Antena Livre de Gouveia (89,6 Gouveia)

Distrito de Leiria: 94 FM (94,0 Leiria)

Distrito de Lisboa: Rádio Voz de Alenquer (93,5 e 100,6), Ultra FM (88,2 Vila Franca de Xira)

Distrito do Porto: Jornal FM (103,6 Paredes), Rádio Clube de Penafiel (91,8), Rádio Linear (104,6 Vila do Conde), Rádio No Ar (107,8 Santo Tirso), Rádio Onda Viva (96,1 Póvoa de Varzim)

Distrito de Santarém: Rádio Voz do Sorraia (94,7 Coruche), Tejo Rádio Jornal (102,9 Cartaxo)

Distrito de Setúbal: Antena Miróbriga (102,7 Santiago do Cacém), Rádio Sines (95,9), Sesimbra FM (103,9), Rádio Clube de Grândola (91,3)

Distrito de Viseu: Alive FM (89,9 Sátão), VFM (94,6 Vouzela), Douro FM (91,4 Tabuaço), Emissora das Beiras (91,2 Tondela),


Açores: R. Horizonte Açores, Top FM (Açores), 105 FM (Vila Franca do Campo), Rádio Atlântida (Ponta Delgada)

Madeira: Posto Emissor do Funchal (emissões FM e OM), Rádio Calheta (98,8)

segunda-feira, junho 26, 2017

"Juntos Por Todos": o concerto solidário por Pedrógão Grande

É já amanhã (terça-feira dia 27/06/2017), que os principais operadores de televisão em Portugal (RTP, SIC E TVI), mas também as principais rádios, transmitem, em directo, o concerto "Juntos Por Todos", evento solidário no Meo Arena, destinado a arrecadar receitas para as vítimas do grande incêndio em Pedrógão Grande e concelhos adjacentes.

O espectáculo, que inclui artistas como AGIR, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra, Gisela João, Hélder Moutinho, João Gil, Jorge Palma, Luísa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso, Salvador Sobral e Sérgio Godinho, será transmitido, em directo, pela rádio. À hora a que escrevo esta mensagem, sabe-se que o concerto vai ser transmitido na Antena 1, Rádio Comercial, M80 Rádio, Cidade, Smooth FMRádio Renascença, RFM, Mega Hits, Rádio SimAntena Miróbriga (102,7 MHz Santiago do Cacém), Rádio Sines (95,9 MHz), Rádio Condestável (91,3 + 97,5 + 107,0 MHz Sertã), Rádio Dom Fuas (100,1 + 98,5 Porto de Mós), Rádio Cidade de Tomar (90,5 MHz), Rádio Horizonte (96,9 + 106,8 MHz Tavira), Rádio Boa Nova (100,2 MHz Oliveira do Hospital), Rádio Cister (95,5 + 102,5 MHz Alcobaça), entre outras.

De referir que, apesar da Meo Arena já estar com lotação esgotada, é possível contribuir para esta causa, comprando um bilhete solidário no sítio blueticket.pt .

sexta-feira, junho 23, 2017

SIRESP: Sistema Inoperacional (de) Rádio (para) Emergências Surpreendentemente Perigosas?

Infelizmente, parece que se confirma o que se temia: o tristemente famoso "SIRESP", o sistema de comunicação via rádio destinado à Protecção Civil, forças de segurança, bombeiros e outros actores em cenários de catástrofe, esteve inoperacional na área de influência do fatídico incêndio de Pedrógão Grande, durante 14 horas e meia (!).

Entre as 19 horas de sábado (dia 17) e as 9h30 de domingo (dia 18/06/2017), a rede SIRESP falhou na região de Pedrógão Grande, inviabilizando as comunicações entre a Protecção Civil, a GNR e as corporações de bombeiros. Sabe-se que várias das antenas do SIRESP foram destruídas pelo fogo e que diversas estruturas essenciais para o funcionamento da rede, incluindo cabos de fibra óptica, foram afectadas. A alternativa encontrada foi o recurso a uma antena móvel, instalada numa carrinha proveniente de Lisboa. De referir que, das 4 estações móveis pertencentes à empresa do SIRESP, apenas UMA reunia as condições para ser instalada no terreno.

Sendo o blogue "Mundo da Rádio" um espaço dedicado à rádio e às radiocomunicações, coíbo-me de tecer quaisquer comentários políticos, sobretudo quando importa esperar pelo resultado das investigações que devem ser feitas, no sentido de esclarecer cabalmente em que condições específicas ocorreu a maior tragédia associada a incêndios florestais, de que há memória em Portugal. Não obstante, existem questões técnicas relacionadas com a rede de comunicações de emergência que devem ser discutidas.

Se o SIRESP é (ou devia ser) uma rede de comunicações concebida para estar operacional mesmo em situações de desastre natural, onde as redes convencionais (telefone, redes móveis, Internet, etc) podem falhar, então Portugal deveria ter uma rede SIRESP com diversos níveis de redundância que assegurassem o funcionamento do sistema inclusivamente em situações de corte de energia eléctrica durante largas horas, destruição de cabos de comunicação de dados (fibra óptica, etc), destruição de torres, etc. Esperava-se que a electricidade falhasse, as redes móveis falhassem, a Internet deixasse de funcionar... mas o SIRESP continuasse a funcionar, apesar das contingências. Se o SIRESP falha num incêncio, o que dizer do dia em que houver um sismo violento, um tornado, inundações ou outro evento de gravidade extrema, que possa pericitar a vida de milhares de pessoas? De que servem dezenas de walkie-talkies que, de um momento para o outro, deixam de comunicar uns com os outros, porque a base deixou de operar? Quantos riscos não podem ser evitados em 14 horas? Quantas vidas podem ser salvas se, durante 14 horas e meia, a rede de emergência continuar a funcionar adequadamente, não perdendo o sinall? Apesar do SIRESP permitir a comunicação directa entre transceptores, esta limita-se aos equipamentos geograficamente próximos, inviabilizando uma operação em larga escala, como é exigível num combate a um incêndio violento.

Havendo muito para investigar, não tiro, para já, qualquer ilação a respeito das causas específicas das causas das falhas de comunicação, mas, se me é permitido a ironia, quiçá fosse mais vantajoso oferecer às corporações de bombeiros walkie-talkies PMR446. Ao menos funcionam sem falhas mesmo quando as antenas do SIRESP deixam de conseguir "falar" entre si. Felizmente que ainda há veículos dos bombeiros com rádios analógicos... Por este andar, um dia assistimos a bombeiros a comunicar com a GNR através de... sinais de fumo.