Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.com .
sexta-feira, março 16, 2018
RTP- rádio: emissores da Foia (Serra de Monchique) com graves problemas técnicos!
Se o departamento técnico da rádio pública, quiçá o parente pobre de toda a empresa, faz os possíveis e os impossíveis (dentro do apertadíssimo orçamento) para manter os emissores da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, em Portugal continental, Madeira e Açores, a funcionar, a verdade é que, aparentemente, as condições técnicas de emissão se vão degradando dia após dia. Não bastava a queda da torre no alto do Monsanto, em Lisboa, agora tinha de vir outro importante emissor a sofrer uma avaria grave. Com efeito, desde há uns dias que as emissões da Antena 1 (88,9 MHz), Antena 2 (91,5 MHz) e Antena 3 (101,9 MHz) na Foia (cume da Serra de Monchique), se encontram a operar com potência reduzida. Ao que se sabe (informação da RTP dada a alguns ouvintes), os emissores estarão a funcionar com um sistema radiante provisório.
Como não chegava vermos a Grande Lisboa ter direito a ouvir as rádios públicas em condições sofríveis, chega a vez do Algarve, Baixo Alentejo e litoral alentejano provarem do mesmo triste "veneno".
Caro Dr. Gonçalo Reis, vou fazer-lhe uma proposta: que tal aprovar financeiramente um plano de reestruturação, renovação e manutenção do parque de emissores FM da rádio pública, do Monte de São Bartolomeu (Bragança) até à Serra de Monchique, de Valença a São Miguel (Faro), passando pelas ilhas açorianas e pelas ilhas da Madeira e do Porto Santo? Quiçá fosse uma boa ideia... Os ouvintes agradecem!
sexta-feira, março 09, 2018
Os "homens invisíveis" da rádio pública
Não tendo o protagonismo dos locutores e dos jornalistas, nem sendo, regra geral, mencionados nos programas de rádio, os técnicos são incansáveis na resolução dos problemas que afectam os emissores FM e de Onda Média da Antena 1, Antena 2, Antena 3 e RDP África em Portugal, mas também, ocasionalmente, nos PALOPS (nas zonas onde há cobertura FM da RDP África) e até em Timor-Leste (Antena 1 e RDP Internacional). Faça chuva ou faça sol, caia neve ou esteja um magnífico dia de Primavera, são estes homens corajosos quem, escalando de torre em torre, armados com ferramentas e equipamentos de segurança, permite aos ouvintes acompanharem a actualidade radiofónica. Pelo notável trabalho que fazem, certamente que mereceram a homenagem do Provedor do Ouvinte. E, a título pessoal, não posso deixar de agradecer a todos os técnicos, não só na RTP como também nos operadores privados, o verdadeiro serviço público que prestam às populações que escutam rádio.
terça-feira, março 06, 2018
RTP (Rádio e Televisão de Portugal)... ou TP (Televisão de Portugal)?
A rádio pública, a tal que, ao contrário dos operadores privados, é exclusivamente financiada pelo Estado e pela contribuição audiovisual (que, em 2018, se estima chegar aos 186.2 milhões de euros) não se ouve adequadamente na capital do país, em Lisboa, por causa de um problema técnico (destruição da torre na Serra do Monsanto) que pode ser mitigado por uns meros 150000 € (0,08%, disse bem: zero vírgula zero oito por cento da CAV)... e, volvidos 3 meses, os técnicos, que fazem o que podem com os parcos recursos disponíveis, continuam à espera que a administração da empresa desbloqueie a verba.
Já agora, e vindo em talho de foice, porque não encontrar uma solução para a (não) recepção satisfatória das três Antenas da RTP na região raiana do Baixo Alentejo, entre Barrancos e Mourão, passando por localidades como Vila Verde de Ficalho ou Sobral da Adiça? Ou quem vive no Alentejo profundo não tem o mesmo direito a ouvir as rádios ou públicas (pagas através da CAV) que os habitantes do Porto, de Coimbra ou de Faro? Que tal conceder à direcção técnica da rádio uma verba para a instalação de um emissor que solucione esta situação? Ou ninguém terá na sede da RTP um mapa de Portugal para concluir que o que está a leste de Beja não é um necessariamente deserto inserido no território espanhol, havendo várias localidades do nosso Portugal esquecidas pela rádio pública?
segunda-feira, março 05, 2018
Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) vandalizada por causa do futebol(!)
Que o futebol move paixões, já sabemos. Não obstante, levar as guerras clubísticas ao ponto da violência exercida contra os meios de comunicação social, em nome de um fanatismo vazio de razão, jamais contribuirá para a defesa do verdadeiro espírito do desporto; saber respeitar os adversários é um exercício racional de cidadania e de inteligência. Estas provocações lamentáveis devem servir de incentivo às rádios para fazerem mais e melhor em prol do verdadeiro desporto, doa a quem doer, incomode quem tiverem de incomodar. Há quem não goste? Paciência. Se determinados espécimes animais Homo sapiens adultos não se sabem integrar numa sociedade civilizada, tais criaturas deviam simplesmente ser proibidas de entrar num estádio de futebol, quanto mais aproximar-se de um estúdio de rádio.
Lisboa: torre da RTP (rádio) no Monsanto colapsa!
Perante tal imprevisto, as emissões FM dos canais do serviço público de rádio (Antena 1- 95,7 MHz, Antena 2 - 94,4 MHz, Antena 3 - 100,3 MHz e RDP África - 101,5 MHz) estão, para já, a ser asseguradas provisoriamente a partir da torre da Rádio Renascença, ainda que os emissores das quatro frequências estejam a operar com potência reduzida (apenas 2 kW).
Tratando-se "apenas" do emissor mais importante da Grande Lisboa e da região Sul (margem Sul do Tejo, além de toda a região da Estremadura,e, inclusivamente, algumas zonas do Ribatejo), esta situação resulta numa grave perda da integridade da rede de emissores da RTP-rádio, tanto mais que boa parte dos concelhos com maior população em Portugal vê-se agora com dificuldade para sintonizar de forma adequada as rádios públicas.
O último programa "Em Nome do Ouvinte", do dia 2 de Março, revela-se deveras esclarecedor: segundo o departamento de engenharia da rádio pública, a instalação de uma torre nova, incluindo elementos radiantes novos, custa 150000€ (0.08 % da contribuição audiovisual). Na conversa com o Provedor do Ouvinte, a Engenheira Ana Cristina Falâncio revela que a direcção técnica da emissora espera por uma resposta da administração da RTP, no sentido de libertar tal verba. Entretanto, a torre da Marinha portuguesa, utilizada pela Rádio Renascença, "carrega" 4 elementos radiantes apontados a Norte (para evitar interacções com os sinais das emissões do grupo RR), prejudicando a cobertura a Sul.
Tendo em conta a prática na RTP, que continua com a política de obrigar os técnicos a fazer os possíveis e os impossíveis para irem resolvendo os problemas com os escassos recursos que dispõem, a máquina bur(r)ocrática da gestão financeira do serviço público impede que, um problema grave que prejudica consideravelmente a recepção das rádios públicas através dos receptores dos ouvintes, seja resolvido de forma tão célere quanto possível. Afinal, falamos da maior concentração populacional do país que se vê parcialmente amputada do serviço público de rádio, não há uma semana, não há um mês, mas há 3 meses!
Face a este cenário - e enquanto a situação não for devidamente resolvida - resta aconselhar os ouvintes localizados na área de influência dos emissores no Monsanto que perderam qualidade de sinal, o recurso a frequências alternativas, quando disponíveis. Neste sentido, os ouvintes situados na zona ribeirinha da cidade de Lisboa, na zona Oeste da Capital, no concelho de Almada e nalgumas zonas dos concelhos de Oeiras e Cascais, poderão sintonizar a Antena 1, a Antena 2 e a Antena 3 através do emissor da Banática, nas frequências 99,4; 88,9 e 100,0 MHz, respectivamente. Por outro lado, os ouvintes em Sintra podem optar pelo emissor de Janas. Quanto à cidade de Lisboa e parte significativa da região a Norte de Lisboa, uma boa alternativa de escuta será a sintonia das frequências do Montejunto (Antena 1 - 98,3 MHz, Antena 2 - 88,7 e Antena 3 - 105,2 MHz). A Sul de Lisboa, é possível, em várias zonas, sintonizar em boas condições os emissores de Grândola (Antena 1 - 99,2 MHz, Antena 2 - 90,6 MHz e Antena 3 - 103,6 MHz). Em certas zonas, é possível sintonizar outros emissores em condições aceitáveis (Fóia [Serra de Monchique], Lousã etc.), pelo que, à falta de melhor solução, constituem alternativas a considerar. De recordar que uma possibilidade de escuta da Antena 1 em grande parte da Estremadura, Ribatejo e litoral alentejano é a sintonia em Onda Média (666 kHz Castanheira do Ribatejo). Esperemos (nós, contribuintes que pagamos, através da factura de electricidade, a contribuição audiovisual ) que a nova administração da RTP tenha o decoro de desbloquear rapidamente esta lamentável situação. Estamos a falar claramente de uma emergência técnica de, repito, 150000€, uma ninharia em comparação com outros custos na empresa.
terça-feira, fevereiro 27, 2018
TSF comemora 30 anos de vida
Sem dúvida, uma excelente iniciativa para aproximar a rádio aos ouvintes, numa altura em que, mais do apenas comemorar o aniversário da TSF, deve-se comemorar o aniversário de uma rádio jornal que mudou o panorama radiofónico e jornalístico em Portugal.
terça-feira, fevereiro 13, 2018
Dia Mundial da Rádio
Em pleno Dia Mundial da Rádio, sinto-me compelido a lançar uma questão: onde está a rádio? A resposta, quiçá um pouco inesperada, será, a meu ver, que a rádio está em casa, no carro, no escritório, na fábrica, na rua, no estádio de futebol, no comboio, no autocarro, até no metropolitano, no avião, para nem falar locais menos agradáveis como o hospital ou a prisão. Com efeito, a rádio está em todo o lado, assim haja um ouvinte interessado em ouvi-la e tenha um meio tecnológico (receptor, telefone etc.) para o fazer.
Atrever-me-ia a afirmar que o maior trunfo da rádio sobre os restantes meios de comunicação social, de informação e entretenimento, não será somente facilidade de acesso, mas também a inegável vantagem de se concentrar num único sentido, o da audição. A trabalhar, a estudar ou a viajar, é possível ter o som da rádio a acompanhar-nos enquanto estamos ocupados com alguma tarefa. Esta flexibilidade contribui para o sucesso da rádio perante o advento de outros meios, como a televisão ou a Internet, que poderiam ameaçar o futuro da rádio. Em vez disso, a rádio soube adaptar-se a novos paradigmas de comunicação, mantendo a sua inconfundível "magia", que atrai milhões de ouvintes em todo o mundo.
Não podemos ignorar que o perfil de consumo das emissões radiofónicas mudou ao longo dos anos. As novas tecnologias influenciam a forma como se ouve rádio e se acede aos conteúdos oferecidos pelas estações de rádio; a emergência da Internet veio quebrar as barreiras geográficas que limitavam o alcance de uma emissão de rádio a uma região, a um país ou até a outros países. A massificação do "online" permite a uma rádio local algarvia ou transmontana fazer-se ouvir em Paris ou Toronto. Nunca, na História da humanidade, foi tão fácil como hoje escolher entre, literalmente, milhares de rádios oriundas dos 4 cantos do mundo e ouvir num aparelho que cabe no bolso. Estou convicto que o grande desafio das emissoras será a produção de conteúdos inovadores que se destaquem entre as inúmeras alternativas, incluindo os serviços de música via "streaming", como o "Spotify" ou a "Apple Music". O "podcasting" é uma ferramenta extremamente útil para aproximar os ouvintes da "sua" rádio, permitindo-lhes ouvir os seus programas favoritos onde e quando quiserem. As webrádios podem oferecer conteúdos diferentes dos transmitidos pelas rádios hertzianas. O que não falta, em 2018, são meios para aproveitar o melhor da Internet a favor da rádio.
Inobstante as considerações anteriores e a título pessoal, eu acredito que a rádio hertziana vai conviver com a rádio "online" por muito tempo. Se a Internet ainda não é um direito universal, não é menos verdade que se trata de um serviço pago, ao qual acresce o custo do equipamento informático para o acesso à rede global (computador, smartphone, tablet etc.). Além disso, a Internet depende de uma complexa infra-estrutura que tem vulnerabilidades que comprometem o seu funcionamento, mormente em situações de catástrofe. A contrastar com estas contingências, um pequeno receptor de rádio hoje pode ser ridiculamente barato e, inclusivamente, pode nem precisar da rede eléctrica ou de pilhas, porquanto tem uma bateria que pode ser carregada por uma pequena manivela (dínamo) ou até por energia solar. As tragédias ocorridas em Portugal no ano passado (2017) demonstraram claramente a importância das emissões FM quando não havia corrente eléctrica, as redes móveis estavam inoperacionais, a televisão não tinha sinal e a Internet fixa também não funcionava. Até a continuação do FM pode ser colocado em causa, como ocorre na Noruega, todavia a rádio hertziana, analógica ou digital (DAB, satélite etc.), apresenta uma versatilidade inigualável, incluindo o acesso gratuito.
Para terminar, é minha convicção que a rádio, no sentido mais genérico da palavra, pode ter futuro, assim saiba arriscar e moldar-se aos interesses e ambições das gerações mais novas. Porque, como dizia Antoine de Saint-Exupéry, "o essencial é invisível aos olhos".
segunda-feira, fevereiro 05, 2018
Faleceu o jornalista Pedro David
À família enlutada e aos amigos do Pedro David, apresento as minhas condolências. Que descanse em paz.
quarta-feira, janeiro 31, 2018
SIRESP: depois de casa ardida, antenas novas!
Depois das tragédias fatídicas do Verão e Outono do ano passado, alturas em que o SIRESP falhou enquanto grande parte do país ardia, parece que alguém percebeu finalmente o conceito de redundância da rede. O SIRESP prepara-se para instalar 451 antenas até Maio. Este investimento visa reforçar o sinal nas regiões com risco considerável de incêndio.
Quem acompanha o meu trabalho neste blogue e no site "Mundo da Rádio" sabe que não é a primeira vez que aponto as vulnerabilidades do sistema SIRESP. Parece que a classe política só acordou para os problemas de concepção e implementação do SIRESP depois de lerem os relatórios que "puseram a nu" o que os técnicos e os utilizadores da rede receavam há anos.. Infelizmente, para os mais de 100 mortos, o reforço de sinal do SIRESP vem tarde demais.
AVFM (Ovar) vai mudar de frequência, dos 98,7 para os 98,6 MHz
Esta alteração, feita, para já, a título experimental com o aval da ANACOM, visa a minimização das interferências dos sinais de outros emissores (Antena 1 - emissor na Maunça e R. Voz do Neiva (Vila Verde), ambos também a operar nos 98,7) na AVFM, que prejudicam a cobertura da rádio inclusivamente dentro do perímetro do concelho de Ovar.
quinta-feira, janeiro 25, 2018
Bélgica: RTBF decreta o fim das emissões na Onda Média para o final deste ano
De referir que, na OM, a RTBF opera os canais de rádio "RTBF Internacional" (621 kHz) e o "Vivacité" (1125 kHz).
Nuno Artur Santos sai da administração da RTP
sábado, janeiro 13, 2018
Angola: Rádio Ecclesia com cobertura nacional?
De recordar que a Rádio Ecclesia só tem direito a uma frequência VHF-FM, nos 97,5 MHz, servindo a região de Luanda. Aparentemente, a nova presidência, na pessoa de João Lourenço, continua a confrontar os poderes instalados no país e o nepotismo em sectores vitais do país, incluindo a comunicação social. Esperemos para ver...
domingo, dezembro 31, 2017
Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) e Rádio Linear (Vila do Conde) mudam de mãos
Duas rádios locais no Norte do país estão em vias de ser vendidas. A Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim), cuja tentativa infrutífera de alteração da frequência foi recentemente noticiada, estará em processo de transferência de 5000 acções a 10€ cada, a favor do Jornal Póvoa Semanário. Ao que se sabe, a ERC e a ANACOM ainda não se terão pronunciado a respeito desta alienação.
Também a Rádio Linear (104,6 MHz Vila do Conde) está em processo de venda, tendo a ANACOM aprovado a transmissão do direito de utilização da frequência a favor da empresa "M90 - Radiodifusão, Lda".
terça-feira, dezembro 26, 2017
Rádio São Miguel (Penela) testa nova frequência: 93,4 MHz
Crê-se que tal mudança terá como objectivo a minimização das interferências provocadas pela Rádio Cultura de Seia (93,6 MHz) e, eventualmente, por outros emissores.
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domingo, dezembro 17, 2017
Rádio Riba Távora (Moimenta da Beira) com nova microcobertura (100,4 MHz)
Assim, a estação passa a operar em três frequências: o emissor principal, nos 90,5 MHz (1 kW) e duas microcoberturas; a primeira, nos 100,8 (em Sanfins (Moimenta da Beira)) e a nova nos 100,4 MHz (ambas com 50W). Desconhece-se , para já, a localização do novo emissor.
sexta-feira, dezembro 15, 2017
Tudo o que se passou nos incêndios de 2017, passa na TSF
Sem a menor dúvida, um bom exemplo de como uma rádio de informação pode aliar-se a grandes causas, no sentido de informar os ouvintes e fazê-los reflectir a respeito de como as coisas aconteceram, mas, sobretudo, o que pode e deve ser feito para evitar situações futuras. Sendo certo que as rádios da RTP têm obrigações de serviço público, não é menos verdade que há, nos operadores privados, quem também eleve o jornalismo, no sentido de abordar temas importantes para a sociedade, mesmo quando se torna fundamental o tratamento jornalístico delicado das situações cobertas pelas reportagens (saber respeitar mais de uma centenas de mortos e inúmeros feridos).
quinta-feira, novembro 30, 2017
Faleceu o Zé Pedro, dos "Xutos e Pontapés"
Hoje é um dia muito triste para a música portuguesa. Zé Pedro, guitarrista dos "Xutos e Pontapés" faleceu hoje e a rádio não podia ficar indiferente. Tanto mais que o Zé Pedro colaborou com várias estações de rádio, incluindo a então RDP- Rádio Comercial (onde colaborou com o mítico António Sérgio, que, aliás, foi o produtor do primeiro álbum dos Xutos). Colaborou também na realização de programas na Antena 3, entre outros projectos.
Assim que a notícia chegou à comunicação social, as rádios reagiram, efectuando emissões especiais. A Antena 3 realizou um programa especial improvisado, com a intervenção (por via telefónica) de várias individualidades ligadas à vida pessoal e/ou à carreira do músico. A Rádio Comercial também realizou uma emissão especial de homenagem ao Zé Pedro. Aliás, à hora a que escrevo, a Comercial tem estado a passar músicas dos Xutos.
A notícia também não foi escamoteada pela RR ou pela RFM, que passaram algumas músicas da banda...mesmo que, ao longo da vida de uma das maiores, se não a maior, banda rock portuguesa de sempre, a emissora católica portuguesa tenha censurado, por razões óbvias, alguns temas dos Xutos e Pontapés. A M80 também tem também passado alguns temas da banda.
De uma coisa não há dúvida: a rádio está sempre presente para o bem e para o mal. Para dar as boas notícias mas também para digerir as piores notícias. Que o grande Zé Pedro descanse em paz.
Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) muda de frequência - parte II : o regresso aos 96,1 MHz
Tal e qual como o título sugere: a Rádio Onda Viva regressou, finalmente, aos 96,1 MHz. Parece que, felizmente, alguém percebeu a tempo o monumental disparate que a rádio estava a fazer ao emitir numa frequência (107,5) bastante pressionada não por um, mas por dois emissores da TSF (107,4 Lousã e 107,6 MHz Marão).
sexta-feira, novembro 24, 2017
Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte
Mais uma grande perda para a rádio em Portugal. O jornalista Pedro Rolo Duarte faleceu na manhã desta sexta-feira, vítima de cancro, aos 53 anos.
Tendo passado também pela imprensa escrita e pela televisão, Pedro Rolo Duarte trabalhou na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Nos últimos anos, realizava, na Antena 1, conjuntamente com o jornalista João Gobern, o programa "Hotel Babilónia".
A não perder, amanhã de manhã, entre as 10 e as 12 horas, na Antena 1, a reposição do "Hotel Babilónia". Também vale a pena marcar no calendário o dia 2 de Dezembro, altura em que será transmitido o último programa, especial, feito pelo João Gobern, de homenagem ao excelente trabalho do Pedro Rolo Duarte. Que descanse em paz.
