quinta-feira, junho 28, 2018

AVFM (Ovar) regressa aos 98,7 MHz

Uma breve nota para referir que a "AVFM", estação local do concelho de Ovar, regressou recentemente à frequência original (98,7 MHz), depois de ter ter mudado de frequência a título experimental, dos 98,7 para os 98,6 MHz, há alguns meses.

sábado, junho 23, 2018

RTP - Raios Te Partam!

RTP. Podia ser a sigla de "Raios Te Partam", a julgar pelo enorme respeito que a Rádio (?) e Televisão de Portugal tem pela rádio pública.

Se não bastava o subfinanciamento da rádio, nos últimos dias assistiu-se ao lançamento de mais uma acha para a fogueira: a precarização do trabalho na RTP-rádio chegou ao ponto de, entre uma e outra promessa jamais cumprida, um dos maiores vultos da rádio em Portugal, o grande António Macedo, teve de recorrer à via judicial para cessar a actividade laboral na RTP  com direito a indemnização. Não foi um ano, não foram 2; foram 15 anos de trabalho na Antena 1, a marcar as manhãs da rádio pública, com um profissionalismo irrepreensível, respeitado por colegas e inúmeros ouvintes, sem direito a um contrato de trabalho digno. Uma década e meia a passar recibos verdes, como se apenas os profissionais da empresa que exibem a carinha laroca e bem maquilhada na televisão tivessem direito a um contrato efectivo.

Sendo certo que, mercê do acordo judicial entre as partes, o próprio António Macedo não se pode pronunciar acerca do processo, vale, contudo, a pena ouvir o último programa do Provedor do Ouvinte, transmitido ontem, dia 22 de Junho (intitulado "A saída de António Macedo e o desinvestimento na rádio pública"). Uma empresa pública como a RTP, com as obrigações de serviço público consagradas na lei, não devia dar-se ao luxo de desprezar um profissional com o calibre do António Macedo. Não havia dinheiro para um contrato, mas depois a empresa foi obrigada a arranjá-lo para pagar a indemnização? Porventura não seria mais vantajoso para ambas as partes jamais chegar-se ao actual estado de coisas e integrar, na altura devida,  o António Macedo nos quadros da RTP?

Como se não bastasse, a empresa que menospreza o elenco das estações de rádio do grupo, continua a manter a rádio pública impotente. Sim, impotente para se ouvir condignamente na Grande Lisboa. Impotente para se escutar em boas condições num pequeno rádio de bolso, nalgumas zonas de Lisboa. Impotente para se ouvir com som estereofónico cristalino em vários concelhos próximos da capital portuguesa. Impotente ao ponto de, se porventura não houvesse o centro emissor da Banática (Almada), uma boa parte do Sul da cidade das 7 colinas não conseguia sintonizar, com o mínimo de qualidade, a Antena 1, a Antena 2 e a Antena 3. Se a situação não fosse trágica, sobretudo quando, por força das circunstâncias, mantêm-se exactamente igual ao fim de 6 meses, poderia merecer a chacota de se ver a RTP receber o prémio europeu da rádio pública que se ouve pior dentro da própria capital do respectivo país! Repito: 6 longos meses, sem que se vislumbre a mais pálida intervenção técnica no sentido de se preparar a instalação de uma nova torre no alto da Serra do Monsanto.

Estimado Dr. Gonçalo Reis, como presidente da empresa, proponho-lhe um desafio: experimente dar um passeio no seu belo automóvel, por toda a Grande Lisboa, Estremadura e margem Sul do Tejo, com o rádio sintonizado na Antena 1. Diga-nos, no final, a nós, contribuintes da CAV e ouvintes da rádio pública, o que achou das condições de recepção. Se, porventura, considerou a recepção excelente, queira indicar-nos o modelo de auto-rádio que tem no seu carro e que antena tem instalada, porquanto creio tratarem-se de equipamentos especiais, com uma qualidade topo de gama, fora de série. Mais: mesmo dentro da capital, a recepção da RDP África falha, em certos pontos da cidade. Será que dentro da própria cidade de Lisboa, é justo haver ouvintes de 1ª que podem ouvir a RDP África e ouvintes de 2ª, que constatam a volatilidade do sinal, especialmente em movimento (auto-rádio)?

Dr. Gonçalo Reis e demais membros do Conselho de Administração da RTP, e que tal passar das palavras aos actos e discriminar a rádio de forma positiva, no próximo orçamento da empresa? Não chegam 15 anos de desprezo pela rádio, canalizando quase tudo para a televisão? Vamos recuperar o prestígio da rádio? Vamos disponibilizar meios financeiros para novos emissores, novas antenas, novas mesas de som, novos microfones, renovar os estúdios das rádios e o que mais for necessário para equipar a rádio pública com os meios técnicos e humanos imprescindíveis à prestação de um serviço público de rádio com qualidade?


quinta-feira, junho 21, 2018

Rádio Nova Antena (101,3 MHz Montemor-o-Novo) sem emissão devido ao mau tempo!

A Rádio Nova Antena (101,3 MHz Montemor-o-Novo) não se encontra a emitir desde a noite de ontem, mercê da forte trovoada que se abateu sobre a região, que terá provocado danos em equipamentos da estação. Não se conhece a dimensão dos prejuízos, mas a estação promete voltar ao ar assim que seja possível.


Actualização (22/06): situação aparentemente normalizada, segundo a própria estação.

domingo, junho 17, 2018

Rádio Comercial tem nova frequência em Viana do Castelo

Porque nunca é tarde para corrigir um erro técnico evidente, a Média Capital Rádios  desactivou, há uns meses, o emissor da Rádio Comercial em Esposende (89,3 MHz). Em contrapartida, os técnicos da MCR instalaram um emissor no Alto da Galeão, em Darque (Viana do Castelo), que irradia a Rádio Comercial na mesma frequência (89,3 MHz).

Na prática, podemos considerar que a estação de âmbito nacional deslocalizou o emissor de Esposende (que era praticamente inútil, porquanto servia uma área bem servida por outros emissores), para Viana do Castelo (onde a recepção da Comercial sempre foi condicionada pelo facto de não haver emissor no Muro (Serra Amarela)). Segundo o nosso forense P.Pinto, o novo emissor (em fase de testes), que serve não só a própria cidade de Viana do Castelo como também algumas localidades da região, nomeadamente as zonas de Darque, Anha, Castelo do Neiva, Meadela e Santa Marta de Portuzelo, utiliza a torre da RDP/RTP  instalada em Darque e que outrora transmitia as rádios públicas através do sistema DAB.

Com esta alteração técnica, a Rádio Comercial passa a escutar-se de forma cristalina em praticamente todas as capitais de distrito do continente (quiçá à excepção de Setúbal). A nível nacional, a Rádio Comercial continua a não se fazer ouvir por via hertziana nos arquipélagos da Madeira e dos Açores; no continente, seria importante instalar um emissor na Serra da Marofa  ou noutra localização que servisse o Vale do Côa, além de uma microcobertura em Setúbal. Depois de Moledo e de Viana do Castelo, talvez  fosse importante pensar na possibilidade de reforçar o sinal noutros concelhos do Alto Minho, tendo em conta que a não existência de um emissor no Muro (e a inviabilidade técnica de o activar, mercê da saturação do espectro) dificulta  a recepção da Rádio Comercial em boa parte da região, que depende das frequências de Braga (99,2) e do Monte da Virgem (97,7 MHz) para sintonizar a emissora.

terça-feira, junho 12, 2018

António Macedo sai da RTP (e, por conseguinte, da Antena 1)

O radialista António Macedo, que juntamente com o Francisco Sena Santos, fazia as manhãs da Antena 1, saiu da RTP , na sequência de um processo judicial resultante da continuação da actividade do profissional a recibos verdes, durante 15 anos. Farto da precariedade laboral na RTP, o António Macedo chegou a acordo com a entidade patronal, tendo a receber do operador público mais de 100000 euros.

Fazendo uma retrospectiva rápida pelo percurso profissional do António Macedo como profissional da rádio, iniciou a sua actividade na Rádio Comercial de Angola, tendo, mais tarde, ingressado na Rádio Comercial. Em 1988, foi, com o Emídio Rangel e outros profissionais, um dos fundadores da TSF. Mais tarde, entrou para a RTP, de onde saiu ontem.

Ao António Macedo, não posso deixar de esperar voltar a ouvi-lo tão brevemente quanto possível numa outra rádio (a não ser que deseje reformar-se). Um grande profissional com a qualidade do António Macedo não merece, seguramente, ficar "encostado" numa qualquer "prateleira" de um estúdio de rádio; merece, certamente, liderar um período horário numa TSF ou Rádio Renascença, por exemplo.

sexta-feira, junho 08, 2018

RTP vai relançar, mais uma vez, a "Rádio Mundial"

Por ocasião do Mundial de Futebol que se avizinha, a rádio pública prepara-se para, à semelhança do que fez noutros anos, emitir todos os relatos de futebol do Mundial através da Internet e da Onda Média da "Rádio Mundial" (desdobramento da emissão da Antena 1).

Quase que seria uma não-notícia, não fosse o quase caricato (o melhor adjectivo seria: "trágico") da situação; com a política de manutenção "esmerada" da rede de emissores em Onda Média, que se tem resumido à prática de encerrar de vez emissores quando a sua reparação é demasiado cara, os ouvintes que queiram ouvir a Rádio Mundial no Porto ou em Faro, por exemplo, são obrigados a recorrer à Internet, porque não há, praticamente, sinal da Antena 1 na Onda Média no Norte e no Algarve. Pode não ser a intenção da RTP, todavia, esta situação acaba por, em certa medida, a não ser que a rádio pública instale um emissor FM temporário no Grande Porto para a  Rádio Mundial (e, quiçá, em Faro), discriminar os ouvintes em função da região  do país onde se encontram,  Por um lado, os ouvintes em Lisboa, em Coimbra ou em Vila Real, para dar 3 exemplos de capitais de distrito, podem ouvir todos os jogos por via hertziana; por outro, quem vive na cidade do Porto, em Matosinhos, em Gaia, em Famalicão, em Braga, em Faro, em Olhão ou em Sagres, vai ter de se ligar à Internet se quiser ouvir a emissão desdobrada da Antena 1...

quinta-feira, maio 17, 2018

Vodafone Rally de Portugal 2018 com emissões na rádio pública:

O "Vodafone Rally de Portugal 2018" decorre de 17 a 20 de Maio e a rádio pública (RTP) está a transmitir em directo as várias etapas da competição. Além de alguns espaços na emissão nacional da Antena 1, o evento tem direito a uma rádio (Antena 1 Rali) que é transmitida via Internet, mas também no FM. A Antena 1 Rali é retransmitida por várias rádios locais, além de utilizar 2 emissores temporários, nas seguintes frequências:


  • 91,5 MHz - Exponor (Leça da Palmeira/ Matosinhos) - emissor temporário
  • 102,1 MHz - Avenida dos Aliados (Porto) - emissor temporário
Rádios locais:
  • 89,2 MHz - Golo FM (Amarante)
  • 97,0 + 101,7 MHz Viana do Castelo  - Rádio Alto Minho
  • 100,6 MHz Cabeceiras de Basto  - Rádio Voz de Basto
  • 96,3 MHz Vila Real -  Rádio Voz do Marão
  • 91,6 MHz Vieira do Minho - Rádio Alto Ave
Mais informações sobre as emissões especiais podem ser consultadas no "site" da RTP.

domingo, maio 13, 2018

Festival Eurovisão da Canção

Não podia escrever este texto sem começar por congratular os profissionais da RTP que, com o apoio da EBU e de outras entidades, foram, por estes dias, incansáveis a trabalhar para que nada faltasse, do ponto de vista técnico, à realização do Festival Eurovisão da Canção 2018. Sem o empenho dos profissionais da televisão (mas também da rádio), jamais seria possível organizar em Portugal, de forma irrepreensível, um  evento desta envergadura.

Não obstante a evidência de que o Festival da Eurovisão é um evento sobretudo televisivo, a rádio também esteve presente na cobertura em tempo real do que se passava na Altice Arena. Se a Antena 1 marcou presença, há que destacar também outras rádios europeias  que transmitiram a final para os respectivos países. A começar pela emissora pública britânica "BBC Radio 2", que por sinal teve um comentador à altura do evento; numa rápida incursão pelo universo das rádios  online, constatei que o Festival estava também a ser transmitido na Noruega (NRK P1), Itália (RAI Radio 2), Islândia (RÚV Rás 2), Ucrânia (UR 2 Promin), Albânia (Radio Tirana 2), Finlândia (YLE Etela-Savon Radio), Estónia (ERR Raadio 2) e Moldávia (Radio Moldova), pelo menos.

Por outras palavras, aos 200 milhões de espectadores (400 milhões de olhos (!) ) que viram o espectáculo através da televisão, há que somar os ouvintes de pelo menos 10 rádios! Estamos certos que, antes da Eurovisão, nenhum outro evento havia sido feito em Portugal com uma cobertura radiofónica simultânea tão vasta, do ponto de vista geográfico - nem mesmo o Euro 2004 (acredito que também houve outras rádios europeias e, quem sabe, australianas, a retransmitir o sinal da Eurovisão).

Portugal está  de parabéns pelo êxito na organização exemplar do Festival. E, neste aspecto, a RTP merece os mais sonoros aplausos. Porque o serviço público de rádio e televisão também passa pela capacidade de mostrar um Portugal moderno e competente para realizar um espectáculo internacional desta dimensão.

segunda-feira, maio 07, 2018

Antena 1 no Festival Eurovisão da Canção 2018

Pela primeira vez na história da música, o Festival Eurovisão da Canção realiza-se em Portugal e, se a RTP é a televisão organizadora do evento, a rádio pública não fica de fora da cobertura do maior espectáculo internacional de música do mundo. A Antena 1 está a realizar vários directos a partir dos locais de reportagem que o justifiquem; os horários da programação especial podem ser consultados no sítio da RTP. Parece que a rádio vai, inclusivamente, transmitir a final do Festival, na noite do próximo sábado, dia 12 de Maio.

Se o Festival da Eurovisão movimenta cerca de 200 milhões de telespectadores em todo o mundo, a rádio também se alia à televisão e, a par da portuguesa "Antena 1", outras rádios europeias (e, quiçá, mundiais) associadas à EBU, incluindo a rádio pública britânica "BBC Radio 2", transmitirão, a partir de Lisboa, a final.

quarta-feira, maio 02, 2018

Antena 9 (Horta - ilha do Faial, Açores) testa mudança de frequência numa das microcoberturas: 94,4 MHz

A Antena 9, rádio local da cidade da Horta (o único concelho na ilha açoriana do Faial), está a testar uma nova frequência para uma das suas microcoberturas. A estação, que tem o seu emissor principal a  irradiar nos 91,3 MHz com 500 W a partir do Cabeço Gordo, opera também através de 3 microcoberturas de 50 W, a saber: 95,9 MHz (Espalhafatos - Ribeirinha), 102,2 MHz (Espalamaca) e, agora, nos 94,4 MHz (substituindo a frequência 94,9 MHz  no emissor de Cabeço Verde).

quarta-feira, abril 25, 2018

26-04-2018: Antena 3 comemora 24 anos de vida!

É já amanhã, dia 26 de Abril de 2018, que a Antena 3 celebra o seu 24º aniversário. O terceiro canal da rádio pública prepara uma emissão especial, que decorre das 7h00 do dia 26 até às 7h00 do dia 27; durante 24 horas, a estação fará uma viagem sonora pelos arquivos históricos de 24 anos, desde o ano de 1994 até 2018.

Sem dúvida, uma excelente iniciativa da rádio "Alternativa Pop", que, seguramente, merece, no mínimo, que amanhã "piquemos o ponto" no som da 3.

domingo, abril 22, 2018

Rádio Jornal do Centro (Carregal do Sal) testa nova frequência (98,9 MHz)...

A Rádio Jornal do Centro ( Carregal do Sal - distrito de Viseu) encontra-se (novamente) a testar uma nova frequência. Recorde-se que, há cerca de 2 anos, a estação mudou dos 101,4 para os 98,8 MHz, depois de, em 2012, ter testado os 101,3 MHz; aparentemente, os 98,8 são também uma frequência que não está também isenta de problemas, pelo que a estação está a testar  os 98,9 MHz.

sábado, abril 14, 2018

Reino Unido: "Absolute Radio" reduz cobertura diurna na Onda Média!

Mais um triste sinal dos tempos, respeitante às emissões em amplitude modulada na faixa de Onda Média, desta vez vindo do Reino Unido.  A "Absolute Radio", estação de música que, em certa medida, pode ser comparada à M80 portuguesa,  vai reduzir a cobertura diurna na faixa de Onda Média, de cerca de 90% da população para 85%. Esta decisão já terá sido aprovada pela Ofcom (a congénere britânica da ANACOM) e visa, à semelhança do que já aconteceu, infelizmente, com muitas estações (incluindo por cá, a Rádio Sim), a redução de custos; tal será feito à custa do encerramento de alguns emissores e a redução da potência de outros (Brookmans Park, Droitwich, Moorside Edge, Westerglen e Washford).

Com as alterações técnicas aprovadas e que deverão ser implementadas em breve, algumas zonas do território britânico perderão o sinal hertziano analógico da estação (não obstante, grande parte da população poderá ouvir a "Absolute Radio" também por via digital através do sistema DAB, além de estar igualmente disponível em vários serviços de televisão e, naturalmente, também pode ser escutada via Internet). De referir que a rádio também é servida via FM em Londres e no condado de West Midlands. Voltando à Onda Média, não deixa de ser curioso notar que, mercê da redução de interferência entre emissores (por operarem com menos potência), há um pequeno conjunto de regiões onde a recepção, em vez de piorar, deverá melhorar. Por cá, em Portugal, a "Absolute Radio" é audível de noite nas diversas frequências em que opera (maioritariamente nos 1215 kHz, mas também nos 1197, 1233, 1242 e 1260 kHz).

E assim a Onda Média vai, infelizmente, e de forma lenta, morrendo...

M80 lança 11 webrádios!

A M80 Rádio renovou recentemente o "site" da estação e os ouvintes ganhavam uma grande novidade: a partir de agora, além da emissão online da rádio, há mais 11 webrádios que podem ser escutadas; a saber: M80 60's, M80 70's, M80 80's, M80 90's, M80 Rock, M80 Ballads, M80 Pop, M80 Dance, M80 Indie, M80 Soul e M80 Portugal.  Estas estações podem também ser ouvidas através da aplicação móvel da estação.

Uma boa decisão por parte da MCR, numa época em que a audição de rádio via Internet já é um hábito comum a muitos ouvintes. A título pessoal, considero que as "playlists" poderiam ser melhoradas, mas não deixa de ser uma excelente iniciativa (ao nível do conceito).

terça-feira, abril 03, 2018

Rádio Valdevez com centro emissor "totalmente destruído" por uma trovoada!

A Rádio Valdevez, estação local do concelho de Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), que opera nos 96,4 MHz 1 kW e 100,8 MHz 0,05 kW, encontra-se sem emitir por via hertziana desde a passada sexta-feira, dia 30 de Março, depois de ter visto o seu centro emissor principal sofrer danos graves na sequência  de uma trovoada que se abateu sobre a região. Consequentemente, a estação encontra-se, aparentemente,  a emitir apenas via Internet.

Ao que se sabe, os prejuízos ascendem às dezenas de milhares de euros. Esperemos que a Rádio Valdevez consiga satisfazer as condições necessárias à recuperação das emissões FM tão depressa quanto possível.

sábado, março 24, 2018

RTP: rádio pública a cair aos bocados (quase literalmente)

Que a rádio pública enfrenta os constrangimentos decorrentes da falta de investimento ao longo de anos, já sabíamos. Todavia, o programa "Em nome do ouvinte", do passado dia 16 de Março, mas sobretudo o comunicado recente da Comissão dos Trabalhadores da RTP, colocam a nu a verdadeira dimensão do problema, depois de uma reunião com o Conselho de  Administração, o Director de Engenharia, Sistemas e Tecnologia, Eng. Carlos Gomes e o Diretor de Produção, Eng. Carlos Barrocas.

Ficou-se a saber que o principal estúdio da Antena 1,  o Estúdio 5/6, esteve inoperacional durante mais de uma semana, devido a avaria na mesa de emissão. obrigando a rádio pública a utilizar outro estúdio e, como sempre, a improvisar para assegurar as emissões.

A Comissão de Trabalhadores refere também,  como seria da esperar, o colapso da torre na Serra de Monsanto, em Lisboa. O Conselho de Administração da RTP respondeu que, dos 150000€ necessários à reposição de uma torre e antenas novas em Monsanto,  foram já adjudicados 50 mil euros para comprar novas antenas, esperando-se que a conclusão do processo ocorra no próximo mês de Junho.

Ainda a respeito da rede nacional de emissores da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, o Engº Carlos Gomes  afirmou que, neste momento, existe apenas um centro emissor a precisar de uma antena, que é o emissor da Foia (Serra de Monchique). O equipamento já terá sido adquirido, todavia ainda não foi instalado mercê das condições atmosféricas.

Uma avaria aqui, uma avaria ali, um estúdio sem mesa, porventura uma mesa sem estúdio, um emissor sem torre, porventura uma torre sem antena, um mobiliário a cair de podre, equipamento avariado que não é alvo de reparação por receio de estragar mais do que está... e assim vai a rádio do Estado, paga através da Contribuição Audiovisual. Um dia falta o queijo, outro dia não há azeite, no outro dia, nem azeite nem ovos, no outro dia não há prato para bater os ovos, no outro dia o fiambre está já com bolor e escasseia o leite para juntar aos ovos a serem batidos, no dia seguinte, nem há garfo para bater os ovos... e os profissionais da rádio são obrigados a "cozinhar" uma "omelete" com a vergonhosa falta de "ingredientes" e "utensílios de cozinha" que têm de enfrentar.  Porque a grande "fatia" do "bolo" fica-se pela televisão, obrigando a rádio  a aproveitar as miseráveis "migalhas" para cozinhar a "omelete". Até quando?

segunda-feira, março 19, 2018

"Mundo da Rádio" agora também no Twitter

Uma breve nota para informar os caros visitantes do blogue que o "Mundo da Rádio" já está (novamente) na rede social "Twitter". Dado que a conta anterior foi suspensa, tive de criar uma conta nova no endereço: https://twitter.com/mundo_da_radio .

Naturalmente que este serviço permite não só visualizar as mensagens por mim publicadas, mas também aos seguidores colocarem questões que possam ser respondidas de uma forma muito sucinta, ou tecerem comentários úteis, bastando mencionar a conta (@mundo_da_radio).

sexta-feira, março 16, 2018

RTP- rádio: emissores da Foia (Serra de Monchique) com graves problemas técnicos!

Não costumo utilizar o blogue para relatar avarias técnicas, todavia a situação na RTP merece mais um artigo.

Se o departamento técnico da rádio pública, quiçá o parente pobre de toda a empresa, faz os possíveis e os impossíveis (dentro do apertadíssimo orçamento) para manter os emissores da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, em Portugal continental,  Madeira e Açores, a funcionar, a verdade é que, aparentemente, as condições técnicas de emissão se vão degradando dia após dia. Não bastava a queda da torre no alto do Monsanto, em Lisboa, agora tinha de vir outro importante emissor a sofrer uma avaria grave. Com efeito, desde há uns dias que as emissões da Antena 1 (88,9 MHz), Antena 2 (91,5 MHz) e Antena 3 (101,9 MHz) na Foia (cume da Serra de Monchique), se encontram a operar com  potência reduzida. Ao que se sabe (informação da RTP dada a alguns ouvintes), os emissores estarão a funcionar com um sistema radiante provisório.

Como não chegava vermos a Grande Lisboa ter direito a ouvir as rádios públicas em condições sofríveis, chega a vez do Algarve, Baixo Alentejo e litoral alentejano provarem do mesmo triste "veneno".

Caro Dr. Gonçalo Reis, vou fazer-lhe uma proposta: que tal aprovar financeiramente um plano de reestruturação, renovação e manutenção do parque de emissores FM da rádio pública, do Monte de São Bartolomeu (Bragança) até à Serra de Monchique, de Valença a São  Miguel (Faro), passando pelas ilhas açorianas e pelas ilhas da Madeira e do Porto Santo? Quiçá fosse uma boa ideia... Os ouvintes agradecem!

sexta-feira, março 09, 2018

Os "homens invisíveis" da rádio pública

Ainda na sequência da queda da torre no alto do Monsanto, em Lisboa, o Provedor do Ouvinte da RTP dedicou o último programa "Em Nome do Ouvinte", que foi hoje para o ar, aos - e cito - "homens invisíveis" que sobem às torres da RTP para assegurar as emissões da rádio pública.

Não tendo o protagonismo dos locutores e dos jornalistas, nem sendo, regra geral, mencionados nos programas de rádio, os técnicos são incansáveis na resolução dos problemas que afectam os emissores FM e de Onda Média da Antena 1, Antena 2, Antena 3 e RDP África em Portugal, mas também, ocasionalmente, nos PALOPS (nas zonas onde há cobertura FM da RDP África) e até em Timor-Leste (Antena 1 e RDP Internacional). Faça chuva ou faça sol, caia neve ou esteja um magnífico dia de Primavera, são estes homens corajosos quem, escalando de torre em torre, armados com ferramentas e equipamentos de segurança, permite aos ouvintes acompanharem a actualidade radiofónica. Pelo notável trabalho que fazem, certamente que mereceram a homenagem do Provedor do Ouvinte. E, a título pessoal, não posso deixar de agradecer a todos os técnicos, não só na RTP como também nos operadores privados, o verdadeiro serviço público que prestam às populações que escutam rádio.

terça-feira, março 06, 2018

RTP (Rádio e Televisão de Portugal)... ou TP (Televisão de Portugal)?

Como diz o povo, há que chamar os bois pelos nomes.

A rádio pública, a tal que, ao contrário dos operadores privados, é exclusivamente financiada pelo Estado e pela contribuição audiovisual (que, em 2018, se estima chegar aos 186.2 milhões de euros) não se ouve adequadamente na capital do país, em Lisboa, por causa de um problema técnico (destruição da torre na Serra do Monsanto) que pode ser mitigado por uns meros 150000 € (0,08%, disse bem: zero vírgula zero oito por cento da CAV)... e, volvidos 3 meses, os técnicos, que fazem o que podem com os parcos recursos disponíveis, continuam à espera que a administração da empresa desbloqueie a verba.
A mesmíssima RTP que "matou" a Onda Curta da RDP Internacional, que vai "matando" a Onda Média, que desligou os emissores DAB, que aliena o centro emissor de Miramar (Vila Nova de Gaia) e que pretende vender o CEOC- S. Gabriel (Canha - concelho do Montijo)... nem sequer se digna a garantir o funcionamento da rede de emissores FM das estações de serviço público!
Não há dinheiro disponível? É preciso tanta burocracia para o departamento de engenharia conseguir os fundos de que precisa para cumprir a sua função? Para se pagar os direitos de transmissão do futebol na televisão pública é preciso tanta burocracia? Para se pagar 7500€ por mês ao José Carlos Malato (ainda que a RTP- televisão seja também financiada por publicidade comercial), será necessário esperar tanto tempo pela luz verde da administração da casa? Para se pagar 15000€ por mês ao Fernando Mendes e à Catarina Furtado, haverá que colocar tantos constrangimentos? Para se pagar certas mordomias, os gestores financeiros levam também meses a decidir? 
Mas afinal, e voltando ao princípio do texto, a empresa chama-se "Rádio e Televisão de Portugal" ou chama-se simplesmente "Televisão de Portugal"? A rádio pública é o parente pobre da televisão? A rádio funciona sem a intervenção dos técnicos que asseguram o bom funcionamento dos emissores? Ou vai-se reduzindo de forma ridícula as condições técnicas da RTP-rádio ao ponto de se achar que nem sequer vale a pena investir a sério no FM? Depois da Onda Curta, da Onda Média, desinveste-se no FM... e a seguir vem o quê? Desinvestir no satélite e na Internet? E, finalmente, desinvestimento por desinvestimento, sem OC, sem OM, sem FM, sem DAB, porventura sem satélite e Internet, o que se faz a seguir? Fecha-se a rádio pública?
Que diria um português se chegasse a Paris e constatasse que a France Inter se escutava há 3 meses de forma medíocre na capital francesa? Que diria um responsável da RTP que fosse a um subúrbio de Londres e verificasse que a cobertura FM da BBC Radio 2 era deficiente? Será tão complicado facilitar os meios económicos para a aquisição de uma torre e um conjunto de antenas? Ou esgotaram o orçamento na organização do Festival da Eurovisão?

Já agora, e vindo em talho de foice, porque não encontrar uma solução para a (não) recepção satisfatória das três Antenas da RTP na região raiana do Baixo Alentejo, entre Barrancos e Mourão, passando por localidades como Vila Verde de Ficalho ou Sobral da Adiça? Ou quem vive no Alentejo profundo não tem o mesmo direito a ouvir as rádios ou públicas (pagas através da CAV) que os habitantes do Porto, de Coimbra ou de Faro? Que tal conceder à direcção técnica da rádio uma verba para a instalação de um emissor que solucione esta situação? Ou ninguém terá na sede da RTP um mapa de Portugal para concluir que o que está a leste de Beja não é um necessariamente deserto inserido no território espanhol, havendo várias localidades do nosso Portugal esquecidas pela rádio pública?

Afinal, a julgar pelos avultados investimentos nas redes de emissores da Antena 1, da Antena 2 e da Antena 3, efectuados nos últimos tempos, os lisboetas não têm direito a escutar condignamente as rádios públicas. Ironia à parte, os alentejanos da raia não têm direito a escutar as três Antenas. Outras situações haverá, de Norte a Sul do continente e passando pelas ilhas da Madeira e dos Açores, onde a obrigação de cobertura nacional da rádio pública não se encontra, claramente, a ser cumprida. Não seria altura de se ver, ainda em 2018, a nova administração da RTP aprovar um plano de manutenção e renovação, a curto e médio prazo, do parque de emissores das rádios? Ou as recomendações do Conselho Geral Independente da RTP caem em saco roto? Para a RTP, há ouvintes de primeira e ouvintes de segunda (excepto na hora de pagar a Contribuição Audiovisual), conforme a região do país onde vivem? Espero bem que não, mas...

Por último, senhores administradores da RTP, por que não aceitar o desafio de atribuir 1% da CAV directamente à direcção de engenharia da rádio? O dinheiro não chega para o marisco? Almoça-se carapau, de modo a haver meios para pagar as contas do mês.