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quinta-feira, agosto 02, 2018

RTP: rádio pública faz anos - e recebeu uma "prenda" há muito esperada!

A rádio pública está por estes dias a celebrar 83 anos de vida (a antiga Emissora Nacional "nasceu" no dia 1 de Agosto de 1935, mas foi oficialmente inaugurada no dia 4 de Agosto) e acabou por receber a "prenda" reclamada há meses.

Num dia de calor tórrido, os técnicos da RTP, quais valentes "guerreiros do éter", foram incansáveis na sua missão de instalar, na nova torre da rádio pública, erguida há pouco tempo no alto do Monsanto, em Lisboa, os novos elementos radiantes e demais componentes necessários ao restabelecimento das condições adequadas de emissão para toda a Grande Lisboa, margem Sul do Tejo e restante área geográfica coberta pelos emissores FM implantados na serra lisboeta. O vídeo, publicado na rede social "Facebook" (mas é público, por isso pode ser visualizado por qualquer cibernauta) pelo jornalista da RTP Fernando Gonçalves de Andrade e com imagens  de Carlos Pinota, fala por si.

Finalmente! Quase 8 meses depois, as rádios do serviço público voltam a poder operar "a todo o gás" a partir de um dos centros emissores mais importantes do país. Obrigado e parabéns, RTP! E, em especial, o meu muito obrigado aos técnicos que colocam acima  de tudo o seu profissionalismo em prol dos ouvintes!


domingo, julho 22, 2018

Antena 1 transmitiu relato do europeu de hóquei em patins!

Se o futebol é o desporto-rei em Portugal, que, com ânimos mais calmos ou mais exaltados, consubstancia o cerne de inúmeras discussões a respeito da qualidade e da imparcialidade dos profissionais que fazem os relatos, nomeadamente nas rádios, não é menos verdade que há outras modalidades desportivas que mereciam (voltar a) ter destaque na programação e nos espaços informativos das rádios.

Para quem, nos últimos dias, não tenha acompanhado a televisão (RTP), não fosse as breves menções na Antena 1 e os ouvintes mal imaginavam que a Selecção portuguesa, não do futebol mas a do hóquei em patins, chegou à final do campeonato europeu. A única promessa da Antena 1? Se Portugal chegasse à final, então haveria direito ao relato do jogo, na Antena 1.

Domingo, dia 22 de Julho de 2018. Portugal joga contra a Espanha na final do Europeu de hóquei em patins. A Antena 1 é a única rádio portuguesa que, por um dia, volta a ter o relato de um jogo que não seja de futebol. O veredicto? Ainda que o nosso país não tenha ganho mais um título, quem ficou a ganhar foi a rádio. Nomeadamente a rádio pública, que prestou um verdadeiro serviço público ao cobrir um evento desportivo de uma modalidade com longa tradição em Portugal, mas quase que condenada ao ostracismo pelas rádios. Longe vão os tempos em que era habitual ouvir-se relatos de hóquei nas rádios em Portugal. Agora, é preciso que a Selecção nacional chegue ao final de um campeonato europeu para que alguém da rádio se lembre que há quem, por estar a conduzir ou por qualquer outra razão, não tenha acesso a um televisor para acompanhar um jogo decisivo para o desporto português e recorra ao som da Antena 1 para saber, em tempo real, quem ganhou. Apesar de tudo, lamento que a Antena 1 não tenha acompanhado os jogos anteriores, mormente os decisivos (quartos de final, meia final etc.). Todavia, considero que esta  transmissão já é um avanço, tendo em conta o menosprezo pelo desporto que a comunicação social mantém, quando se põe de lado o futebol. Em três palavras: Obrigado, Antena Um! (por nos fazerem lembrar que há mais desporto para além do omnipresente futebol)

Actualização: a TSF  também transmitiu o relato do jogo. Fica o reparo.

quinta-feira, junho 28, 2018

RTP - rádio em Lisboa: condições de recepção

Porque um vídeo vale por vezes mais que mil palavras, deixo aqui, sem mais comentários, o meu testemunho do "excelente" serviço público que a RTP tem prestado aos ouvintes de Lisboa. Para quando uma torre nova no alto do Monsanto, senhores da Rádio(?) e Televisão de Portugal?


sábado, junho 23, 2018

RTP - Raios Te Partam!

RTP. Podia ser a sigla de "Raios Te Partam", a julgar pelo enorme respeito que a Rádio (?) e Televisão de Portugal tem pela rádio pública.

Se não bastava o subfinanciamento da rádio, nos últimos dias assistiu-se ao lançamento de mais uma acha para a fogueira: a precarização do trabalho na RTP-rádio chegou ao ponto de, entre uma e outra promessa jamais cumprida, um dos maiores vultos da rádio em Portugal, o grande António Macedo, teve de recorrer à via judicial para cessar a actividade laboral na RTP  com direito a indemnização. Não foi um ano, não foram 2; foram 15 anos de trabalho na Antena 1, a marcar as manhãs da rádio pública, com um profissionalismo irrepreensível, respeitado por colegas e inúmeros ouvintes, sem direito a um contrato de trabalho digno. Uma década e meia a passar recibos verdes, como se apenas os profissionais da empresa que exibem a carinha laroca e bem maquilhada na televisão tivessem direito a um contrato efectivo.

Sendo certo que, mercê do acordo judicial entre as partes, o próprio António Macedo não se pode pronunciar acerca do processo, vale, contudo, a pena ouvir o último programa do Provedor do Ouvinte, transmitido ontem, dia 22 de Junho (intitulado "A saída de António Macedo e o desinvestimento na rádio pública"). Uma empresa pública como a RTP, com as obrigações de serviço público consagradas na lei, não devia dar-se ao luxo de desprezar um profissional com o calibre do António Macedo. Não havia dinheiro para um contrato, mas depois a empresa foi obrigada a arranjá-lo para pagar a indemnização? Porventura não seria mais vantajoso para ambas as partes jamais chegar-se ao actual estado de coisas e integrar, na altura devida,  o António Macedo nos quadros da RTP?

Como se não bastasse, a empresa que menospreza o elenco das estações de rádio do grupo, continua a manter a rádio pública impotente. Sim, impotente para se ouvir condignamente na Grande Lisboa. Impotente para se escutar em boas condições num pequeno rádio de bolso, nalgumas zonas de Lisboa. Impotente para se ouvir com som estereofónico cristalino em vários concelhos próximos da capital portuguesa. Impotente ao ponto de, se porventura não houvesse o centro emissor da Banática (Almada), uma boa parte do Sul da cidade das 7 colinas não conseguia sintonizar, com o mínimo de qualidade, a Antena 1, a Antena 2 e a Antena 3. Se a situação não fosse trágica, sobretudo quando, por força das circunstâncias, mantêm-se exactamente igual ao fim de 6 meses, poderia merecer a chacota de se ver a RTP receber o prémio europeu da rádio pública que se ouve pior dentro da própria capital do respectivo país! Repito: 6 longos meses, sem que se vislumbre a mais pálida intervenção técnica no sentido de se preparar a instalação de uma nova torre no alto da Serra do Monsanto.

Estimado Dr. Gonçalo Reis, como presidente da empresa, proponho-lhe um desafio: experimente dar um passeio no seu belo automóvel, por toda a Grande Lisboa, Estremadura e margem Sul do Tejo, com o rádio sintonizado na Antena 1. Diga-nos, no final, a nós, contribuintes da CAV e ouvintes da rádio pública, o que achou das condições de recepção. Se, porventura, considerou a recepção excelente, queira indicar-nos o modelo de auto-rádio que tem no seu carro e que antena tem instalada, porquanto creio tratarem-se de equipamentos especiais, com uma qualidade topo de gama, fora de série. Mais: mesmo dentro da capital, a recepção da RDP África falha, em certos pontos da cidade. Será que dentro da própria cidade de Lisboa, é justo haver ouvintes de 1ª que podem ouvir a RDP África e ouvintes de 2ª, que constatam a volatilidade do sinal, especialmente em movimento (auto-rádio)?

Dr. Gonçalo Reis e demais membros do Conselho de Administração da RTP, e que tal passar das palavras aos actos e discriminar a rádio de forma positiva, no próximo orçamento da empresa? Não chegam 15 anos de desprezo pela rádio, canalizando quase tudo para a televisão? Vamos recuperar o prestígio da rádio? Vamos disponibilizar meios financeiros para novos emissores, novas antenas, novas mesas de som, novos microfones, renovar os estúdios das rádios e o que mais for necessário para equipar a rádio pública com os meios técnicos e humanos imprescindíveis à prestação de um serviço público de rádio com qualidade?


terça-feira, junho 12, 2018

António Macedo sai da RTP (e, por conseguinte, da Antena 1)

O radialista António Macedo, que juntamente com o Francisco Sena Santos, fazia as manhãs da Antena 1, saiu da RTP , na sequência de um processo judicial resultante da continuação da actividade do profissional a recibos verdes, durante 15 anos. Farto da precariedade laboral na RTP, o António Macedo chegou a acordo com a entidade patronal, tendo a receber do operador público mais de 100000 euros.

Fazendo uma retrospectiva rápida pelo percurso profissional do António Macedo como profissional da rádio, iniciou a sua actividade na Rádio Comercial de Angola, tendo, mais tarde, ingressado na Rádio Comercial. Em 1988, foi, com o Emídio Rangel e outros profissionais, um dos fundadores da TSF. Mais tarde, entrou para a RTP, de onde saiu ontem.

Ao António Macedo, não posso deixar de esperar voltar a ouvi-lo tão brevemente quanto possível numa outra rádio (a não ser que deseje reformar-se). Um grande profissional com a qualidade do António Macedo não merece, seguramente, ficar "encostado" numa qualquer "prateleira" de um estúdio de rádio; merece, certamente, liderar um período horário numa TSF ou Rádio Renascença, por exemplo.

sexta-feira, junho 08, 2018

RTP vai relançar, mais uma vez, a "Rádio Mundial"

Por ocasião do Mundial de Futebol que se avizinha, a rádio pública prepara-se para, à semelhança do que fez noutros anos, emitir todos os relatos de futebol do Mundial através da Internet e da Onda Média da "Rádio Mundial" (desdobramento da emissão da Antena 1).

Quase que seria uma não-notícia, não fosse o quase caricato (o melhor adjectivo seria: "trágico") da situação; com a política de manutenção "esmerada" da rede de emissores em Onda Média, que se tem resumido à prática de encerrar de vez emissores quando a sua reparação é demasiado cara, os ouvintes que queiram ouvir a Rádio Mundial no Porto ou em Faro, por exemplo, são obrigados a recorrer à Internet, porque não há, praticamente, sinal da Antena 1 na Onda Média no Norte e no Algarve. Pode não ser a intenção da RTP, todavia, esta situação acaba por, em certa medida, a não ser que a rádio pública instale um emissor FM temporário no Grande Porto para a  Rádio Mundial (e, quiçá, em Faro), discriminar os ouvintes em função da região  do país onde se encontram,  Por um lado, os ouvintes em Lisboa, em Coimbra ou em Vila Real, para dar 3 exemplos de capitais de distrito, podem ouvir todos os jogos por via hertziana; por outro, quem vive na cidade do Porto, em Matosinhos, em Gaia, em Famalicão, em Braga, em Faro, em Olhão ou em Sagres, vai ter de se ligar à Internet se quiser ouvir a emissão desdobrada da Antena 1...

quinta-feira, maio 17, 2018

Vodafone Rally de Portugal 2018 com emissões na rádio pública:

O "Vodafone Rally de Portugal 2018" decorre de 17 a 20 de Maio e a rádio pública (RTP) está a transmitir em directo as várias etapas da competição. Além de alguns espaços na emissão nacional da Antena 1, o evento tem direito a uma rádio (Antena 1 Rali) que é transmitida via Internet, mas também no FM. A Antena 1 Rali é retransmitida por várias rádios locais, além de utilizar 2 emissores temporários, nas seguintes frequências:


  • 91,5 MHz - Exponor (Leça da Palmeira/ Matosinhos) - emissor temporário
  • 102,1 MHz - Avenida dos Aliados (Porto) - emissor temporário
Rádios locais:
  • 89,2 MHz - Golo FM (Amarante)
  • 97,0 + 101,7 MHz Viana do Castelo  - Rádio Alto Minho
  • 100,6 MHz Cabeceiras de Basto  - Rádio Voz de Basto
  • 96,3 MHz Vila Real -  Rádio Voz do Marão
  • 91,6 MHz Vieira do Minho - Rádio Alto Ave
Mais informações sobre as emissões especiais podem ser consultadas no "site" da RTP.

domingo, maio 13, 2018

Festival Eurovisão da Canção

Não podia escrever este texto sem começar por congratular os profissionais da RTP que, com o apoio da EBU e de outras entidades, foram, por estes dias, incansáveis a trabalhar para que nada faltasse, do ponto de vista técnico, à realização do Festival Eurovisão da Canção 2018. Sem o empenho dos profissionais da televisão (mas também da rádio), jamais seria possível organizar em Portugal, de forma irrepreensível, um  evento desta envergadura.

Não obstante a evidência de que o Festival da Eurovisão é um evento sobretudo televisivo, a rádio também esteve presente na cobertura em tempo real do que se passava na Altice Arena. Se a Antena 1 marcou presença, há que destacar também outras rádios europeias  que transmitiram a final para os respectivos países. A começar pela emissora pública britânica "BBC Radio 2", que por sinal teve um comentador à altura do evento; numa rápida incursão pelo universo das rádios  online, constatei que o Festival estava também a ser transmitido na Noruega (NRK P1), Itália (RAI Radio 2), Islândia (RÚV Rás 2), Ucrânia (UR 2 Promin), Albânia (Radio Tirana 2), Finlândia (YLE Etela-Savon Radio), Estónia (ERR Raadio 2) e Moldávia (Radio Moldova), pelo menos.

Por outras palavras, aos 200 milhões de espectadores (400 milhões de olhos (!) ) que viram o espectáculo através da televisão, há que somar os ouvintes de pelo menos 10 rádios! Estamos certos que, antes da Eurovisão, nenhum outro evento havia sido feito em Portugal com uma cobertura radiofónica simultânea tão vasta, do ponto de vista geográfico - nem mesmo o Euro 2004 (acredito que também houve outras rádios europeias e, quem sabe, australianas, a retransmitir o sinal da Eurovisão).

Portugal está  de parabéns pelo êxito na organização exemplar do Festival. E, neste aspecto, a RTP merece os mais sonoros aplausos. Porque o serviço público de rádio e televisão também passa pela capacidade de mostrar um Portugal moderno e competente para realizar um espectáculo internacional desta dimensão.

segunda-feira, maio 07, 2018

Antena 1 no Festival Eurovisão da Canção 2018

Pela primeira vez na história da música, o Festival Eurovisão da Canção realiza-se em Portugal e, se a RTP é a televisão organizadora do evento, a rádio pública não fica de fora da cobertura do maior espectáculo internacional de música do mundo. A Antena 1 está a realizar vários directos a partir dos locais de reportagem que o justifiquem; os horários da programação especial podem ser consultados no sítio da RTP. Parece que a rádio vai, inclusivamente, transmitir a final do Festival, na noite do próximo sábado, dia 12 de Maio.

Se o Festival da Eurovisão movimenta cerca de 200 milhões de telespectadores em todo o mundo, a rádio também se alia à televisão e, a par da portuguesa "Antena 1", outras rádios europeias (e, quiçá, mundiais) associadas à EBU, incluindo a rádio pública britânica "BBC Radio 2", transmitirão, a partir de Lisboa, a final.

sábado, março 24, 2018

RTP: rádio pública a cair aos bocados (quase literalmente)

Que a rádio pública enfrenta os constrangimentos decorrentes da falta de investimento ao longo de anos, já sabíamos. Todavia, o programa "Em nome do ouvinte", do passado dia 16 de Março, mas sobretudo o comunicado recente da Comissão dos Trabalhadores da RTP, colocam a nu a verdadeira dimensão do problema, depois de uma reunião com o Conselho de  Administração, o Director de Engenharia, Sistemas e Tecnologia, Eng. Carlos Gomes e o Diretor de Produção, Eng. Carlos Barrocas.

Ficou-se a saber que o principal estúdio da Antena 1,  o Estúdio 5/6, esteve inoperacional durante mais de uma semana, devido a avaria na mesa de emissão. obrigando a rádio pública a utilizar outro estúdio e, como sempre, a improvisar para assegurar as emissões.

A Comissão de Trabalhadores refere também,  como seria da esperar, o colapso da torre na Serra de Monsanto, em Lisboa. O Conselho de Administração da RTP respondeu que, dos 150000€ necessários à reposição de uma torre e antenas novas em Monsanto,  foram já adjudicados 50 mil euros para comprar novas antenas, esperando-se que a conclusão do processo ocorra no próximo mês de Junho.

Ainda a respeito da rede nacional de emissores da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, o Engº Carlos Gomes  afirmou que, neste momento, existe apenas um centro emissor a precisar de uma antena, que é o emissor da Foia (Serra de Monchique). O equipamento já terá sido adquirido, todavia ainda não foi instalado mercê das condições atmosféricas.

Uma avaria aqui, uma avaria ali, um estúdio sem mesa, porventura uma mesa sem estúdio, um emissor sem torre, porventura uma torre sem antena, um mobiliário a cair de podre, equipamento avariado que não é alvo de reparação por receio de estragar mais do que está... e assim vai a rádio do Estado, paga através da Contribuição Audiovisual. Um dia falta o queijo, outro dia não há azeite, no outro dia, nem azeite nem ovos, no outro dia não há prato para bater os ovos, no outro dia o fiambre está já com bolor e escasseia o leite para juntar aos ovos a serem batidos, no dia seguinte, nem há garfo para bater os ovos... e os profissionais da rádio são obrigados a "cozinhar" uma "omelete" com a vergonhosa falta de "ingredientes" e "utensílios de cozinha" que têm de enfrentar.  Porque a grande "fatia" do "bolo" fica-se pela televisão, obrigando a rádio  a aproveitar as miseráveis "migalhas" para cozinhar a "omelete". Até quando?

sexta-feira, março 16, 2018

RTP- rádio: emissores da Foia (Serra de Monchique) com graves problemas técnicos!

Não costumo utilizar o blogue para relatar avarias técnicas, todavia a situação na RTP merece mais um artigo.

Se o departamento técnico da rádio pública, quiçá o parente pobre de toda a empresa, faz os possíveis e os impossíveis (dentro do apertadíssimo orçamento) para manter os emissores da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, em Portugal continental,  Madeira e Açores, a funcionar, a verdade é que, aparentemente, as condições técnicas de emissão se vão degradando dia após dia. Não bastava a queda da torre no alto do Monsanto, em Lisboa, agora tinha de vir outro importante emissor a sofrer uma avaria grave. Com efeito, desde há uns dias que as emissões da Antena 1 (88,9 MHz), Antena 2 (91,5 MHz) e Antena 3 (101,9 MHz) na Foia (cume da Serra de Monchique), se encontram a operar com  potência reduzida. Ao que se sabe (informação da RTP dada a alguns ouvintes), os emissores estarão a funcionar com um sistema radiante provisório.

Como não chegava vermos a Grande Lisboa ter direito a ouvir as rádios públicas em condições sofríveis, chega a vez do Algarve, Baixo Alentejo e litoral alentejano provarem do mesmo triste "veneno".

Caro Dr. Gonçalo Reis, vou fazer-lhe uma proposta: que tal aprovar financeiramente um plano de reestruturação, renovação e manutenção do parque de emissores FM da rádio pública, do Monte de São Bartolomeu (Bragança) até à Serra de Monchique, de Valença a São  Miguel (Faro), passando pelas ilhas açorianas e pelas ilhas da Madeira e do Porto Santo? Quiçá fosse uma boa ideia... Os ouvintes agradecem!

sexta-feira, março 09, 2018

Os "homens invisíveis" da rádio pública

Ainda na sequência da queda da torre no alto do Monsanto, em Lisboa, o Provedor do Ouvinte da RTP dedicou o último programa "Em Nome do Ouvinte", que foi hoje para o ar, aos - e cito - "homens invisíveis" que sobem às torres da RTP para assegurar as emissões da rádio pública.

Não tendo o protagonismo dos locutores e dos jornalistas, nem sendo, regra geral, mencionados nos programas de rádio, os técnicos são incansáveis na resolução dos problemas que afectam os emissores FM e de Onda Média da Antena 1, Antena 2, Antena 3 e RDP África em Portugal, mas também, ocasionalmente, nos PALOPS (nas zonas onde há cobertura FM da RDP África) e até em Timor-Leste (Antena 1 e RDP Internacional). Faça chuva ou faça sol, caia neve ou esteja um magnífico dia de Primavera, são estes homens corajosos quem, escalando de torre em torre, armados com ferramentas e equipamentos de segurança, permite aos ouvintes acompanharem a actualidade radiofónica. Pelo notável trabalho que fazem, certamente que mereceram a homenagem do Provedor do Ouvinte. E, a título pessoal, não posso deixar de agradecer a todos os técnicos, não só na RTP como também nos operadores privados, o verdadeiro serviço público que prestam às populações que escutam rádio.

terça-feira, março 06, 2018

RTP (Rádio e Televisão de Portugal)... ou TP (Televisão de Portugal)?

Como diz o povo, há que chamar os bois pelos nomes.

A rádio pública, a tal que, ao contrário dos operadores privados, é exclusivamente financiada pelo Estado e pela contribuição audiovisual (que, em 2018, se estima chegar aos 186.2 milhões de euros) não se ouve adequadamente na capital do país, em Lisboa, por causa de um problema técnico (destruição da torre na Serra do Monsanto) que pode ser mitigado por uns meros 150000 € (0,08%, disse bem: zero vírgula zero oito por cento da CAV)... e, volvidos 3 meses, os técnicos, que fazem o que podem com os parcos recursos disponíveis, continuam à espera que a administração da empresa desbloqueie a verba.
A mesmíssima RTP que "matou" a Onda Curta da RDP Internacional, que vai "matando" a Onda Média, que desligou os emissores DAB, que aliena o centro emissor de Miramar (Vila Nova de Gaia) e que pretende vender o CEOC- S. Gabriel (Canha - concelho do Montijo)... nem sequer se digna a garantir o funcionamento da rede de emissores FM das estações de serviço público!
Não há dinheiro disponível? É preciso tanta burocracia para o departamento de engenharia conseguir os fundos de que precisa para cumprir a sua função? Para se pagar os direitos de transmissão do futebol na televisão pública é preciso tanta burocracia? Para se pagar 7500€ por mês ao José Carlos Malato (ainda que a RTP- televisão seja também financiada por publicidade comercial), será necessário esperar tanto tempo pela luz verde da administração da casa? Para se pagar 15000€ por mês ao Fernando Mendes e à Catarina Furtado, haverá que colocar tantos constrangimentos? Para se pagar certas mordomias, os gestores financeiros levam também meses a decidir? 
Mas afinal, e voltando ao princípio do texto, a empresa chama-se "Rádio e Televisão de Portugal" ou chama-se simplesmente "Televisão de Portugal"? A rádio pública é o parente pobre da televisão? A rádio funciona sem a intervenção dos técnicos que asseguram o bom funcionamento dos emissores? Ou vai-se reduzindo de forma ridícula as condições técnicas da RTP-rádio ao ponto de se achar que nem sequer vale a pena investir a sério no FM? Depois da Onda Curta, da Onda Média, desinveste-se no FM... e a seguir vem o quê? Desinvestir no satélite e na Internet? E, finalmente, desinvestimento por desinvestimento, sem OC, sem OM, sem FM, sem DAB, porventura sem satélite e Internet, o que se faz a seguir? Fecha-se a rádio pública?
Que diria um português se chegasse a Paris e constatasse que a France Inter se escutava há 3 meses de forma medíocre na capital francesa? Que diria um responsável da RTP que fosse a um subúrbio de Londres e verificasse que a cobertura FM da BBC Radio 2 era deficiente? Será tão complicado facilitar os meios económicos para a aquisição de uma torre e um conjunto de antenas? Ou esgotaram o orçamento na organização do Festival da Eurovisão?

Já agora, e vindo em talho de foice, porque não encontrar uma solução para a (não) recepção satisfatória das três Antenas da RTP na região raiana do Baixo Alentejo, entre Barrancos e Mourão, passando por localidades como Vila Verde de Ficalho ou Sobral da Adiça? Ou quem vive no Alentejo profundo não tem o mesmo direito a ouvir as rádios ou públicas (pagas através da CAV) que os habitantes do Porto, de Coimbra ou de Faro? Que tal conceder à direcção técnica da rádio uma verba para a instalação de um emissor que solucione esta situação? Ou ninguém terá na sede da RTP um mapa de Portugal para concluir que o que está a leste de Beja não é um necessariamente deserto inserido no território espanhol, havendo várias localidades do nosso Portugal esquecidas pela rádio pública?

Afinal, a julgar pelos avultados investimentos nas redes de emissores da Antena 1, da Antena 2 e da Antena 3, efectuados nos últimos tempos, os lisboetas não têm direito a escutar condignamente as rádios públicas. Ironia à parte, os alentejanos da raia não têm direito a escutar as três Antenas. Outras situações haverá, de Norte a Sul do continente e passando pelas ilhas da Madeira e dos Açores, onde a obrigação de cobertura nacional da rádio pública não se encontra, claramente, a ser cumprida. Não seria altura de se ver, ainda em 2018, a nova administração da RTP aprovar um plano de manutenção e renovação, a curto e médio prazo, do parque de emissores das rádios? Ou as recomendações do Conselho Geral Independente da RTP caem em saco roto? Para a RTP, há ouvintes de primeira e ouvintes de segunda (excepto na hora de pagar a Contribuição Audiovisual), conforme a região do país onde vivem? Espero bem que não, mas...

Por último, senhores administradores da RTP, por que não aceitar o desafio de atribuir 1% da CAV directamente à direcção de engenharia da rádio? O dinheiro não chega para o marisco? Almoça-se carapau, de modo a haver meios para pagar as contas do mês.

segunda-feira, março 05, 2018

Lisboa: torre da RTP (rádio) no Monsanto colapsa!

A RTP "viu", há uns meses (em Dezembro de 2017), a torre da rádio pública na Serra do Monsanto, em Lisboa, não resistir ao mau tempo, tendo esta sofrido danos consideráveis.

Perante tal imprevisto, as emissões FM dos canais do serviço público de rádio (Antena 1- 95,7 MHz, Antena 2 - 94,4 MHz, Antena 3 - 100,3 MHz e RDP África - 101,5 MHz) estão, para já, a ser asseguradas provisoriamente a partir da torre da Rádio Renascença, ainda que os emissores das quatro frequências estejam a operar com potência reduzida (apenas 2 kW).

Tratando-se "apenas" do emissor mais importante da Grande Lisboa e da região Sul (margem Sul do Tejo, além de toda a região da Estremadura,e, inclusivamente, algumas zonas do Ribatejo), esta situação resulta numa grave perda da integridade da rede de emissores da RTP-rádio, tanto mais que boa parte dos concelhos com maior população em Portugal vê-se agora com dificuldade para sintonizar de forma adequada as rádios públicas.

O último programa "Em Nome do Ouvinte", do dia 2 de Março, revela-se deveras esclarecedor: segundo o departamento de engenharia da rádio pública, a instalação de uma torre nova, incluindo elementos radiantes novos, custa 150000€ (0.08 % da contribuição audiovisual). Na conversa com o Provedor do Ouvinte, a Engenheira Ana Cristina Falâncio revela que a direcção técnica da emissora espera por uma resposta da administração da RTP, no sentido de libertar tal verba. Entretanto, a torre da Marinha portuguesa, utilizada pela Rádio Renascença, "carrega" 4 elementos radiantes apontados a Norte (para evitar interacções com os sinais das emissões do grupo RR), prejudicando a cobertura a Sul.

Tendo em conta a prática na RTP, que continua com a política de obrigar os técnicos a fazer os possíveis e os impossíveis para irem resolvendo os problemas com os escassos recursos que dispõem, a máquina bur(r)ocrática da gestão financeira do serviço público impede que, um problema grave que prejudica consideravelmente a recepção das rádios públicas através dos receptores dos ouvintes, seja resolvido de forma tão célere quanto possível. Afinal, falamos da maior concentração populacional do país que se vê parcialmente amputada do serviço público de rádio, não há uma semana, não há um mês, mas há 3 meses!

Face a este cenário - e enquanto a situação não for devidamente resolvida - resta aconselhar os ouvintes localizados na área de influência dos emissores no Monsanto que perderam qualidade de sinal, o recurso a frequências alternativas, quando disponíveis. Neste sentido, os ouvintes situados na zona ribeirinha da cidade de Lisboa, na zona Oeste da Capital, no concelho de Almada e nalgumas zonas dos concelhos de Oeiras e Cascais, poderão sintonizar a Antena 1, a Antena 2 e a Antena 3 através do emissor da Banática, nas frequências 99,4; 88,9 e 100,0 MHz, respectivamente. Por outro lado, os ouvintes em Sintra podem optar pelo emissor de Janas. Quanto à cidade de Lisboa e parte significativa da região a Norte de Lisboa, uma boa alternativa de escuta será a sintonia das frequências do Montejunto (Antena 1 - 98,3 MHz, Antena 2 - 88,7 e Antena 3 - 105,2 MHz). A Sul de Lisboa, é possível, em várias zonas, sintonizar em boas condições os emissores de Grândola (Antena 1 - 99,2 MHz, Antena 2 - 90,6 MHz e Antena 3 - 103,6 MHz). Em certas zonas, é possível sintonizar outros emissores em condições aceitáveis (Fóia [Serra de Monchique], Lousã etc.), pelo que, à falta de melhor solução, constituem alternativas a considerar. De recordar que uma possibilidade de escuta da Antena 1 em grande parte da Estremadura, Ribatejo e litoral alentejano é a sintonia em Onda Média (666 kHz Castanheira do Ribatejo). Esperemos (nós, contribuintes que pagamos, através da factura de electricidade, a contribuição audiovisual ) que a nova administração da RTP tenha o decoro de desbloquear rapidamente esta lamentável situação. Estamos a falar claramente de uma emergência técnica de, repito, 150000€, uma ninharia em comparação com outros custos na empresa.

sexta-feira, novembro 24, 2017

Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte

Mais uma grande perda para a rádio em Portugal. O jornalista Pedro Rolo Duarte faleceu na manhã desta sexta-feira, vítima de cancro, aos 53 anos.

Tendo passado também pela imprensa escrita e pela televisão, Pedro Rolo Duarte trabalhou na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Nos últimos anos, realizava, na Antena 1, conjuntamente com o jornalista João Gobern, o programa "Hotel Babilónia".

A não perder, amanhã de manhã, entre as 10 e as 12 horas, na Antena 1, a reposição do "Hotel Babilónia". Também vale a pena marcar no calendário o dia 2 de Dezembro, altura em que será transmitido o último programa, especial, feito pelo João Gobern, de homenagem ao excelente trabalho do Pedro Rolo Duarte. Que descanse em paz.

sábado, setembro 30, 2017

Antena 1 no dia 1 de Outubro: como não prestar um serviço público de rádio

Há decisões incompreensíveis para quem defende um modelo de verdadeiro serviço público de rádio. Sendo certo que amanhã, dia 1 de Outubro, é dia de Eleições Autárquicas, razão para que a Antena 1, o principal canal do serviço público de rádio efectue - e bem! - uma emissão especial destinada a cobrir a noite eleitoral, há outras opções do serviço público que são, simplesmente lamentáveis.

Encontrando-se a emissão FM da Antena 1 preenchida com a cobertura das eleições, na mesma noite em que ocorrem jogos de futebol importantes (Porto vs Sporting e Benfica vs  Marítimo), a rádio pública decidiu colocar a tarde desportiva na Onda Média da Antena 1, na RDP África e numa emissão online.

Ironia: tendo em conta a política de lenta destruição da Onda Média levada a cabo pela RTP, que quando tem problemas técnicos graves desliga de vez os emissores, chega-se à caricata situação em que um adepto portista que more na Cidade Invicta não possa ouvir na Antena 1 (a não ser através da Internet) o jogo frente ao clube leonino, simplesmente porque já não existe um emissor de Onda Média que cubra eficientemente o Grande Porto e a maior parte da região Norte. Da mesma forma, um ouvinte de Faro também não consegue sintonizar a emissão OM da Antena 1. Felizmente que, neste último caso, ainda tem a RDP África nos 99,1 MHz. Todavia, um ouvinte de Portimão terá dificuldade em escutar condignamente a tarde desportiva. Para nem falar de outras regiões do país onde a recepção da Antena 1 via Onda Média é notoriamente fraca, até nula (por exemplo, no arquipélago da Madeira).

Visto que o serviço público aposta no desporto, ainda que tenha de cobrir uma actualidade política importante para o futuro de cada concelho, de cada freguesia do país, esperava-se que, concorde-se ou não com o futebol na rádio, o concessionário desse serviço público garantisse a cobertura universal do território dos eventos desportivos importantes , utilizando uma verdadeira rede nacional de emissores para assegurar as emissões. Qual ovo de Colombo, a solução está na "prata da casa": com três rádios nacionais, não se percebe por que razão a RTP não utiliza esporadicamente a Antena 3 para transmitir programas desportivos de interesse nacional ou a cobertura de outros eventos que se justifiquem, quando a Antena 1 tem de cobrir outro evento ou questão de interesse nacional mais importante. Tanto mais que a Antena 3 nem tem nenhum programa importante que justificasse a sua difusão no período horário em causa. Na prática, e de forma implícita, esta atitude da RTP está a discriminar os ouvintes em função da geografia, passando a mensagem: «Mora em Lisboa, em Évora, em Coimbra? Ouça a tarde desportiva na Onda Média. Mora no Porto? Ouça na Internet se quiser, ou escute o relato noutra rádio». Como diria uma das míticas personagens imortalizadas pelo Herman José, "não havia necessidade".

quarta-feira, junho 28, 2017

Rádios que se encontram a transmitir o concerto solidário "Juntos Por Todos"

Uma rápida passagem pelo éter e pelas emissões online de muitas das rádios locais portuguesas, resultou num número nada modesto: contabilizei 62 rádios a transmitir a emissão conjunta a partir da Meo Arena. Porventura o número real seja superior, por isso exorto os leitores do blogue que estejam a escutar rádio que me informem caso tomem conhecimento de mais rádios que se aliaram a este projecto solidário.

Rádios nacionais e cadeias de rádios: Antena 1,  RR, RFM, Mega Hits, Rádio Sim, Rádio Comercial, M80 Rádio, Rádio Amália, Rádio Regional, Rádio 5

Rádios internacionais: RDP ÁfricaRDP Internacional

Rádios fora de Portugal: WJFD (97,3 New Bedford, Estados Unidos)

Distrito de Aveiro: Rádio Terra Nova (105,0 Ílhavo), Rádio Voz da Ria (90,2 Estarreja), Rádio Ovos Moles (webrádio de Aveiro)

Distrito de Beja:
Rádio Vidigueira (90,0), Rádio Voz da Planície (104,5 Beja),  Singa FM (104,0 Ferreira do Alentejo), TLA Rádio (92,6 Aljustrel),


Distrito de Braga: Rádio Barca (99,6 Ponte da Barca), Rádio Ondas do Lima (95,0 Ponte de Lima), Rádio Popular Afifense (87,6 Viana do Castelo)

Distrito de Bragança: Rádio Terra Quente (105,2 e 105,5 Mirandela)

Distrito de Castelo Branco: Rádio Castelo Branco (92,0), Rádio Covilhã (95,6),  Rádio Clube de Monsanto (98,7 e 107,8 Idanha-a-Nova), Rádio Condestável (91,3 + 97,5 + 107,0 Sertã)


Distrito de Coimbra: RCP (92,6 Mealhada), Rádio Boa Nova (100,2 Oliveira do Hospital), Rádio Clube de Arganil (88,5 e 97,3 MHz)
Distrito de Évora: Rádio Telefonia do Alentejo (103,2 Évora), Rádio Despertar (94,5 MHz Estremoz), RC Alentejo (96,2 Mourão), Granada FM (100,1 Vendas Novas)

Distrito de Faro: Rádio Gilão (94,8 e 98,4 Tavira), Rádio Horizonte Algarve (96,9 e 106,8 Tavira), Rádio Guadiana (90,5 Vila Real de Santo António)

Distrito da Guarda: Rádio Antena Livre de Gouveia (89,6 Gouveia)

Distrito de Leiria: 94 FM (94,0 Leiria)

Distrito de Lisboa: Rádio Voz de Alenquer (93,5 e 100,6), Ultra FM (88,2 Vila Franca de Xira)

Distrito do Porto: Jornal FM (103,6 Paredes), Rádio Clube de Penafiel (91,8), Rádio Linear (104,6 Vila do Conde), Rádio No Ar (107,8 Santo Tirso), Rádio Onda Viva (96,1 Póvoa de Varzim)

Distrito de Santarém: Rádio Voz do Sorraia (94,7 Coruche), Tejo Rádio Jornal (102,9 Cartaxo)

Distrito de Setúbal: Antena Miróbriga (102,7 Santiago do Cacém), Rádio Sines (95,9), Sesimbra FM (103,9), Rádio Clube de Grândola (91,3)

Distrito de Viseu: Alive FM (89,9 Sátão), VFM (94,6 Vouzela), Douro FM (91,4 Tabuaço), Emissora das Beiras (91,2 Tondela),


Açores: R. Horizonte Açores, Top FM (Açores), 105 FM (Vila Franca do Campo), Rádio Atlântida (Ponta Delgada)

Madeira: Posto Emissor do Funchal (emissões FM e OM), Rádio Calheta (98,8)

segunda-feira, junho 26, 2017

"Juntos Por Todos": o concerto solidário por Pedrógão Grande

É já amanhã (terça-feira dia 27/06/2017), que os principais operadores de televisão em Portugal (RTP, SIC E TVI), mas também as principais rádios, transmitem, em directo, o concerto "Juntos Por Todos", evento solidário no Meo Arena, destinado a arrecadar receitas para as vítimas do grande incêndio em Pedrógão Grande e concelhos adjacentes.

O espectáculo, que inclui artistas como AGIR, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra, Gisela João, Hélder Moutinho, João Gil, Jorge Palma, Luísa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso, Salvador Sobral e Sérgio Godinho, será transmitido, em directo, pela rádio. À hora a que escrevo esta mensagem, sabe-se que o concerto vai ser transmitido na Antena 1, Rádio Comercial, M80 Rádio, Cidade, Smooth FMRádio Renascença, RFM, Mega Hits, Rádio SimAntena Miróbriga (102,7 MHz Santiago do Cacém), Rádio Sines (95,9 MHz), Rádio Condestável (91,3 + 97,5 + 107,0 MHz Sertã), Rádio Dom Fuas (100,1 + 98,5 Porto de Mós), Rádio Cidade de Tomar (90,5 MHz), Rádio Horizonte (96,9 + 106,8 MHz Tavira), Rádio Boa Nova (100,2 MHz Oliveira do Hospital), Rádio Cister (95,5 + 102,5 MHz Alcobaça), entre outras.

De referir que, apesar da Meo Arena já estar com lotação esgotada, é possível contribuir para esta causa, comprando um bilhete solidário no sítio blueticket.pt .

segunda-feira, junho 19, 2017

18 de Junho de 2017: a rádio ao serviço de um país devastado por uma enorme tragédia...

18 de Junho de 2017. O  dia que não devia existir em Portugal. Desde a noite do dia 17 que as notícias vindas de Pedrógão Grande davam conta da dramática perda de vidas. Todavia, durante o dia 18, a comunicação social foi revelando a verdadeira dimensão da tragédia. À hora de publicação desta mensagem (madrugada do dia 19), estão contabilizadas 62 mortes, havendo igualmente 62 feridos. (*) Estes números podem, infelizmente, ser actualizados para pior, à medida que as autoridades avaliam o terreno.

No meio de tamanha catástrofe, o pior incêndio florestal do qual há memória em Portugal, a importância da rádio enquanto rainha da comunicação social torna-se evidente à medida que algumas populações ficam sem electricidade, ficam sinal de televisão, sem Internet, sem sinal das redes móveis e sem acesso a outros meios de comunicação. Enquanto se assiste à falha (e até destruição) de algumas infra-estruturas de comunicação, a rádio continua a emitir normalmente a partir do centro emissor do Trevim, no alto da Serra da Lousã, de Coimbra, de Montemor-o-Velho (no caso da Onda Média da Antena 1), ou de outros locais que coloquem sinal em Pedrógão Grande.

Neste domingo negro, a Antena 1, a Rádio Renascença, a TSF e até rádios locais como a Rádio Condestável (Sertã) não se cansaram de ir acompanhando a actualidade do teatro de operações. Nem mesmo durante a tarde desportiva de futebol da Taça das Confederações, os relatos do jogo Portugal vs. México ignoraram a realidade em Pedrógão Grande.

A rádio está presente nos bons e nos maus momentos. E o profissionalismo de quem, incansavelmente, não largava o microfone para descrever o cenário dantesco e chocante que via à frente dos olhos, merece ser reconhecido. A todos os jornalistas da rádio que fizeram (e continuam a fazer) os possíveis e os impossíveis para cobrir uma catástrofe implacável, dando a conhecer aos ouvintes as consequências de um fogo infernal, quero dizer: muito obrigado. Sem um jornalismo de qualidade, não seria fácil tomar conhecimento do que se está a passar em Pedrógão Grande e nos concelhos vizinhos por onde o fogo ainda passa, infelizmente. Esperemos que os soldados da paz, auxiliados por outros meios, consigam vencer rapidamente esta guerra... Que as 62 almas perdidas descansem em paz.

(*) Actualização às 18h do dia 19: 63 mortos e 135 feridos. De referir que, além da Rádio Condestável, pelo menos a Rádio Clube de Pombal (97,0) e a Rádio São Miguel (93,5 MHz Penela) têm estado a cobrir a tragédia. Seria interessante apurar se existem outras rádios locais a terem uma atitude louvável de prestar um grande e inestimável serviço público às populações afectadas pelo incêndio. De referir que, ainda ontem, o primeiro-ministro António Costa aludiu à importância da rádio para as populações que não têm acesso a outros meios.

Actualização às 23h do dia 19/06/2017: 64 vítimas mortais

P.S. Agora é que faltava uma "Rádio Triângulo" (até podia ter outro nome...) operacional e a prestar um verdadeiro serviço público local...

domingo, maio 14, 2017

13 de Maio de 2017: o dia em que a rádio em Portugal não descansa!

Fátima, futebol e festival (da Eurovisão). Três razões pelas quais o dia 13 de Maio de 2017 fica para a História de Portugal como o dia da coincidência de três grandes eventos que mobilizaram os portugueses. E a rádio não ficou de fora.

Desde a tarde do dia 12 que a Antena 1, a Rádio Renascença (incluindo a Rádio Sim) e a TSF, acompanharam em permanência a visita do Papa Francisco a Fátima. Como seria de esperar, o profissionalismo da emissora católica portuguesa foi irrepreensível, todavia a cobertura radiofónica feita pela Antena 1 e a TSF revelou-se muito boa.

Terminadas as cerimónias no Santuário de Fátima e o regresso do Sumo Pontífice ao Vaticano, as rádios viraram-se para a tarde desportiva,  O som da vitória do Sport Lisboa e Benfica frente ao Vitória de Guimarães entrou pelos microfones das três rádios, chegando a milhares de ouvintes. As celebrações do "tetra" não deram descanso aos jornalistas.

Se dois eventos de grande dimensão humana não bastavam, a cereja em cima do bolo tinha de vir de noite. Não obstante o Festival da Eurovisão ser um formato claramente televisivo, a rádio, em especial a Antena 1, não ficou indiferente à vitória do Salvador Sobral, tendo entrevistado telefonicamente o cantor.

Permitam-me que adapte um conhecido slogan de uma rádio: «tudo o que se passa, passa, passa nas rádios portuguesas ».