Mostrar mensagens com a etiqueta COVID-19. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta COVID-19. Mostrar todas as mensagens

domingo, novembro 08, 2020

Um mau serviço público: Antena 1 não transmite conferência de imprensa do Conselho de Ministros extraordinário!

Lamentável e vergonhoso. Duas palavras para descrever o exemplo de não serviço público que a Antena 1 desempenhou na noite passada. Estando Portugal em estado de emergência e havendo um Conselho de Ministros extraordinário com direito a uma conferência de imprensa onde o primeiro-ministro do país anunciou medidas excepcionais que restringem consideravelmente a liberdade de circulação dos portugueses, o primeiro canal da rádio pública limitou-se a passar música e a transmitir o noticiário das 0h00 deste domingo, onde até tentou entrar em directo para se ouvir em condições técnicas absolutamente execráveis algumas das declarações do chefe de governo. À mesma hora, a TSF e a Rádio Observador transmitiam na íntegra a intervenção de António Costa.

Não há desculpas, senhores da RTP-rádio e, em particular da Antena 1. Custava muito interromper os programas de "enlatados" de fim-de-semana e ter um jornalista de serviço munido de um microfone colocado ao lado do das televisões, a acompanhar em directo o anúncio das novas medidas que afectarão a vida da esmagadora maioria dos portugueses? Uma rádio pública que se preze tem de ter profissionais 24 horas por dia disponíveis para qualquer eventualidade informativa que justifique a interrupção dos programas habituais para cobrir uma situação que o justifique. Sobretudo quando a reunião estava agendada há algum tempo, a Antena 1 tinha toda a obrigação de se ter preparado para cobrir a conferência. A atitude da rádio pública foi, acima de tudo, uma tremenda falta de respeito por todos os portuguesas e todas as portuguesas que, não acompanharam através da televisão e queriam poder ouvir na rádio o primeiro-ministro numa altura tão complicada para todos - por maioria de razão quando nem a TSF, nem a Rádio Observador, se ouvem em todo o país! Espero que o Sr. Provedor do Ouvinte o jornalista João Paulo Guerra, tenha a coragem de abordar este assunto num dos próximos programas.

segunda-feira, julho 20, 2020

ARIC alerta que algumas rádios locais encontram-se a ponderar o encerramento nas próximas semanas

A ARIC (Associação de Rádios de Inspiração Cristã) publicou um comunicado em que afirma que muitas rádios locais estão a encarar a possibilidade de fechar nas próximas semanas, mercê das dificuldades agravadas pela quebra de actividade económica derivada da pandemia.

Trata-se, evidentemente, de uma notícia preocupante e triste, mas que reflecte os constrangimentos  pecuniários que afectam as rádios locais há muitos anos.

Eu compreendo que existam rádios locais bem geridas e que cumprem o seu papel a denunciar as dificuldades económicas. E, certamente, ainda haverá umas tantas. Todavia, e por mais desagradável que seja de ouvir, também existem rádios transformadas em pouco mais do que música atrás de música, seleccionada por um software de automação, um jornalista a ler as notícias e talvez até um programa religioso pago por uma instituição religiosa (nomeadamente na área do evangelismo) para equilibrar as contas. Por outro lado, há muitas rádios locais que foram despromovidas a meros retransmissores de estações de rádio com estúdios em Lisboa e que já nem disfarçam na hora de apresentar as notícias do concelho para o qual o alvará da rádio local foi atribuído, colocando um jornalista em Lisboa a relatar, em poucos minutos e a dezenas ou até a centenas de quilómetros da "terra", os últimos desenvolvimentos da política, da sociedade e eventualmente uma referência ao desporto regional.

Talvez a melhor solução para os problemas das rádios em Portugal passasse, houvesse vontade política, pela criação de rádios distritais que cobrissem todo o distrito e que acompanhassem a actualidade numa perspectiva regional. Também o estabelecimento de cadeias de rádios, que fossem autorizadas a emitir 24 horas por dia a mesma programação regional em todas as frequências, na condição de prestarem um verdadeiro serviço público de informação na região onde se inserem, fosse uma boa ideia. Porque, mais do que cadeias de rádios a tocarem playlists repetitivas ou a passarem propaganda religiosa, Portugal precisa de rádios locais que se unam no sentido de servir realmente as populações. Se não há condições para termos uma rádios local em cada concelho a querer concorrer com a rádio do concelho vizinho, que haja coragem política e empresarial para facilitar a criação de rádios regionais. Também ajudava uma alteração legislativa que autorizasse a criação de rádios comunitárias sujeitas a um regime fiscal, de pagamento de direitos de autor e direitos conexos, substancialmente mais favorável do que o aplicado aos grandes operadores radiofónicos. Mais do que "migalhas" dos 15 milhões de euros em publicidade comprados pelo Estado, as rádios precisam que o Estado lhes facilite a vida, reduzindo a burocracia e as exigências fiscais, enquanto facilita a reinvenção necessária à sobrevivência das estações e a sua adaptação a uma nova realidade decorrente das mudanças no mundo provocadas pela pandemia.

domingo, maio 24, 2020

Rádio Aktiv: a liberdade de se atravessar fronteiras através das ondas de rádio

A edição deste sábado do "Diário de Notícias" inclui um artigo muito interessante, publicado originalmente num site de notícias luxemburguês feito para a comunidade portuguesa e lusófona do Grão-ducado, que fala da Rádio Aktiv, uma pequena estação comunitária, com um raio de cobertura radioeléctrica de cinco quilómetros, que serve as localidades de Echternach (no Luxemburgo) e Echternacher bruck (na Alemanha). Duas terras raianas separadas por uma ponte internacional que, de repente e mercê da pandemia, viram a fronteira ser fechada.

Se as populações se viram isoladas por pelo menos dois meses, num cenário que, salvo as devidas diferenças, faz lembrar uma espécie de "Muro de Berlim sem muro", a Rádio Aktiv continuou a servir os dois países. E como o Luxemburgo tem uma comunidade portuguesa assinalável, a rádio não é feita apenas por luxemburgueses, como tem igualmente portugueses a apresentar programas na língua de Camões, de Fernando Pessoa, de Machado de Assis, entre outros.

As fronteiras podem ser repostas, as pessoas podem ser proibidas de sair de casa, todavia, as ondas electromagnéticas não querem saber de saúde pública, de política ou de outros assuntos humanos; não importa se as pessoas não se podem encontrar umas com as outras, de um ou de outro lado da ponte; a rádio faz chegar a voz do locutor a todas. A fugir de tantas interdições, a "revolução" radiofónica fazia-se com músicas como "Freedom", de George Michael, "I Fought the Law", dos The Clash, ou, pasme-se o leitor,  "Grândola, Vila Morena", de José Afonso. Vale a pena ler o artigo completo.

sábado, maio 23, 2020

" Twój ból jest lepszy niż mój": "lápis azul" da censura "ataca" na rádio pública polaca!

Que a liberdade de expressão é um direito para muitos de nós inalienável, não é menos verdade que, infelizmente, há gente neste mundo que não resiste a laivos de autoritarismo que fazem lembrar outros tempos.

Twój ból jest lepszy niż mój". Traduzindo do polaco, "A tua dor vale mais do que a minha". Este é o título de uma canção do artista Kazik Staszewski, cuja letra critica Jarosław Kaczyński,  líder do partido Lei e Justiça (PIS) actualmente no poder na Polónia, que foi visitar a campa do seu irmão, o antigo presidente polaco Lech  Kaczyński, morto num acidente de avião em 2010, numa altura em que, mercê do confinamento obrigatório imposto aos polacos na sequência da pandemia que o mundo está a enfrentar, ao cidadão comum não era permitido visitar os seus entes queridos no cemitério.

Acontece que a tal canção foi a mais votada dentro da "lista de êxitos" de um programa da rádio pública "Radio Trojka"; não obstante, foi rapidamente removida da lista presente no "site" da estação, o que foi interpretado por muitos como um acto de censura. A polémica estalou no país do pianista Frédéric Chopin e vários profissionais da rádio pediram a demissão. Além disso, vários músicos polacos anunciaram um boicote à estação.

Auto-censura ou pressão política, certo é que parece coisa tirada de um livro de História do século XX, da época em que muitos países tinham comissões de censura a aprovar ou a proibir o que as rádios podiam passar. Velhos tempos em que, por cá em Portugal, a PIDE, quando não apreendia discos, chegava a riscar com um prego o sulco de forma a que determinada canção não pudesse ser tocada devidamente no gira-discos.

Na verdade, muitas rádios públicas, incluindo a famigerada BBC britânica, praticam alguma auto-censura, no sentido de evitar tocar músicas com letra indecente ou que, de outro modo, não sejam aceitáveis numa estação que estabelece um determinado patamar de qualidade. Até em Portugal, a Rádio Renascença sempre baniu alguns temas considerados ofensivos ou atentatórios à moral cristã. Outro tipo de censura, bem mais perigoso, é o que se baseia em critérios políticos ou de outra natureza pouco clara e muitas vezes sem escrúpulos, na tentativa de instrumentalizar uma rádio em nome de uma agenda ideológica. Esperemos que este caso não seja o prenúncio do que está para acontecer na Polónia...

quinta-feira, maio 07, 2020

Serenata da Queima das Fitas de Coimbra transmitida na Antena 1 e na RUC

Se o COVID-19 obrigou ao cancelamento das tradições académicas nos moldes habituais, a rádio faz chegar o som da Serenata da Queima das Fitas de Coimbra aos estudantes, aos conimbricenses e a todos os portugueses. A Rádio Universidade de Coimbra (RUC) e a Antena 1 transmitem esta noite, a partir das 0h00, uma serenata sem público presente no local, mas que se espera que tenha público através do altifalante do receptor de rádio.

Sendo certo que estamos a viver um tempo excepcional na história contemporânea, a rádio dá voz a quem não pode ter público a assistir ao vivo - basta pouco mais do que um microfone para cantar para todo o país - incluindo para quem não tiver Internet.

domingo, abril 19, 2020

One World Together at Home: música a favor da luta contra a COVID-19

Uma noite (no horário em vigor em Portugal) histórica. O "One World Together at Home", mais do que um "Live Aid" em versão feita a partir de casa, celebrou não só a boa música mas também todos os que em trabalho têm de sair à rua para assegurar o fornecimento de bens e serviços essenciais às populações isoladas pela pandemia.

Para quem não madrugou até às 3 horas da manhã para ver o evento na TVI ou ouvir na Rádio Comercial, com comentários do Nuno Markl e do Diogo Beja, a estação de rádio vai voltar a transmitir hoje à tarde, a partir das 16 horas. O cartaz, de luxo e tão variado, seria altamente improvável num mesmo festival de música: Lady Gaga, Paul McCartney, Elton John, Camila Cabello e Shawn Mendez, Eddie Vedder, Billie Eilish & Finneas, Taylor Swift, Celine Dion, Andrea Bocelli, Lady Gaga, Lang Lang, John Legend , entre outros.

Ainda que o One World Together at Home" não tenha como objectivo imediato a recolha de donativos, nunca é demais recordar que ninguém está livre de contrair o coronavírus e necessitar de cuidados médicos intensivos. Neste sentido, quem estiver em condições de o fazer, que não deixe de apoiar as instituições e as pessoas que, aqui em Portugal, ajudam quem mais precisa, seja no ramo da medicina, seja no campo económico de quem se vê sem meios de subsistência.

sexta-feira, abril 17, 2020

"Diário de Notícias" e TSF entram em "lay off" parcial a partir de segunda-feira

Mais uma notícia menos positiva para a comunicação social: o jornal "Diário de Notícias" e a rádio TSF vão entrar em regime de layoff a partir da próxima segunda-feira, dia 20 de Abril. No caso dos trabalhadores da TSF, sofrerão um corte de 25% nas horas trabalhadas, redução que será repercutida no vencimento.

As rádios passam por tempos difíceis. O governo promete investir 15 milhões de euros em publicidade institucional no intuito de mitigar os constrangimentos económicos decorrentes da crise e que afectam também os meios de comunicação social. Esperemos que uma "fatia" decente do "bolo" chegue aos operadores radiofónicos, em particular, às estações locais...

terça-feira, abril 07, 2020

Rádio Renascença não pondera avançar para "lay-off"

Numa altura em que as rádios se deparam com o agravamento das dificuldades no cumprimento dos compromissos financeiros, mercê da situação extraordinária que estamos a viver, há notícias mais animadoras: o bispo auxiliar de Lisboa e presidente do Conselho de Administração do Grupo Renascença Comunicação Multimédia, D. Américo Aguiar, anunciou que a emissora católica portuguesa afasta, para já, a possibilidade de colocar trabalhadores em "lay-off".

Estamos certos que, para as estações de rádio, não será fácil passar estas semanas de incerteza, sabendo que o futuro próximo, nos meses que se seguem à fase de confinamento obrigatório, vai ser de grandes dificuldades financeiras para muitas empresas. Todavia, não há que perder a esperança na superação das duas crises, a começar na saúde pública e a acabar na retracção da economia. Permitam-me que aproveite esta publicação para, mais uma vez, agradecer a todos os profissionais da comunicação social, em especial aos das rádios, que fazem todos os possíveis para assegurar a normalidade possível nas estações de radiodifusão, num contexto de anormalidade inédita em mais de um século. Mesmo tendo de fazer das próprias casas "quartéis-generais" equipados com um microfone e um computador, não deixam de cumprir o papel fundamental de uma rádio: informar e entreter os ouvintes. A todos os que trabalham para as rádios a partir de casa, bem como aos que têm de ganhar coragem todos os dias para sair à rua e deslocar-se aos estúdios, tenho a dizer: muito obrigado!

quarta-feira, abril 01, 2020

Isolamento social leva portugueses a "sintonizar" via Internet uma rádio que emite do Pólo Norte!

Parece uma brincadeira do dia 1 de Abril mas é verdade: depois do Nuno Markl ter falado, no programa de Bruno Nogueira no Instagram chamado "Como é que o bicho mexe",  de uma estação de rádio que passa músicas antigas tocadas de discos de vinil e de goma-laca, sobretudo de jazz e de blues, eis que a "Arctic Outpost", a tal estação, que emite na Onda Média (1270 kHz) e na Internet, a partir de Longyearbyen, capital do arquipélago de Svalbard, pertencente à Noruega, ganhou mais de 40000 seguidores portugueses.

O crescimento súbido da audiência através da Internet levou a estação a esgotar a capacidade do servidor, tal foi a adesão dos portugueses a este projecto radiofónico. O responsável pela estação, Carl Lockwood, promete reforçar a capacidade dos servidores de "streaming".

Em tempos de "guerra" contra um vírus invisível, a rádio tem a magia de unir Portugal e o Pólo Norte, mesmo que seja via Internet. Não importa a língua nativa, não importa a cultura, não importa as ideias políticas, não importa as divergências desportivas: a rádio consegue unir povos em tempos de crise. Esta é, seguramente, a melhor prova da beleza da rádio.

quinta-feira, março 19, 2020

Gerry & The Pacemakers - You'll Never Walk Alone: uma música para levantar o moral numa hora tão difícil

Permitam-me que cite o texto de João Saavedra, publicado na rede social Facebook:


"Esta 6ª feira, a música de Gerry & The Pacemakers vai unir rádios de toda a Europa. São cerca de 200 rádios que ao mesmo tempo esta 6ª feira, às 8:45h CET, 7:45 em Portugal continental, vão em simultâneo tocar o tema.
A canção foi ao longo dos tempos tornada popular como um hino de força e ânimo em tempos de grande adversidade. Durante a 2ª guerra mundial, era um hino de esperança para os ingleses.
Juntas, rádios públicas e privadas, dos Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Georgia, Irlanda, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Romênia, Suíça e Turquia".

Por cá, esta iniciativa já tem a confirmação da Antena 1, Antena 3, RDP África e Rádio ZigZag.


COVID-19: Ponto de situação das rádios

Na sequência da situação de ameaça à saúde pública que estamos a viver, as rádios têm estado a trabalhar sob um regime de contingência que tem afectado o funcionamento das estações.

Entre as medidas adoptadas, a RTP transmite os noticiários da Antena 1, RDP Internacional e RDP África em simultâneo na Antena 3. No caso do Grupo Renascença, as emissões da RFM e da Mega Hits já são feitas integralmente a partir de casa dos profissionais. Grande parte da programação da Rádio Renascença é igualmente feita remotamente.

Podia falar em muitas outras rádios, mas tenho que destacar o verdadeiro papel de serviço público e responsabilidade social que a Rádio Comercial tem desempenhado neste período de excepção. É sempre difícil, mesmo para as rádios, ter de assegurar as emissões a partir das casas dos profissionais, recorrendo a uma Internet que nunca havia sido tão solicitada até ao limite da capacidade da rede como tem sido nos últimos dias. É complicado gerir uma equipa de profissionais de rádio que trabalha em vários "estúdios" improvisados nas salas ou nos quartos dos animadores, todavia, no pior momento que Portugal e a Europa alguma vez enfrentaram no último século, as rádios têm provado que conseguem informar o país acerca da evolução da pandemia mesmo quando sujeitas às restrições derivadas do teletrabalho. A todos os profissionais de todas as estações de rádio portuguesas, não somente nacionais ou regionais mas também locais, que dão o seu melhor para assegurar as emissões e o direito dos portugueses à informação, tenho a dizer: muito obrigado por tudo o que têm feito nos últimos dias!

quarta-feira, março 18, 2020

Presidente da República fala esta noite ao país

Para quem prefere acompanhar a actualidade informativa através da rádio, recomendo vivamente que sintonize esta noite a Antena 1. O Presidente da República prepara-se, na sequência da reunião do Conselho de Estado realizada nesta manhã, para falar ao país à noite através da RTP, intervenção que será, decerto, transmitida igualmente em directo pela Antena 1, e onde muito provavelmente irá anunciar a declaração do estado de emergência.

Mais do que nunca, os portugueses devem estar atentos às notícias e acompanhar o desenrolar da pandemia, sem alarmismo ou pânico, se possível, mas conscientes do que efectivamente se passa. Por muitos defeitos que tenha a comunicação social, as notícias continuam a ser muito mais credíveis do que as publicações nas redes sociais feitas por pessoas sem conhecimento da realidade no terreno e querendo aproveitar-se do clima de receio. Fiquemos em casa, acompanhemos as notícias e mantenhamos a calma. Sobrevivermos à pandemia depende de todos nós. Por nós, pela nossa família, pelos vizinhos, pelos amigos, sejamos responsáveis e respeitemos as indicações das autoridades de saúde.

domingo, março 15, 2020

Antena 1 suspende programa de José Candeias

Atendendo às circunstâncias extraordinárias que condicionam o nosso país, a Antena 1 decidiu suspender a participação do locutor José Candeias nas madrugadas da rádio pública. A alteração foi anunciada pelo próprio profissional na rede social Facebook. É bem provável que outros programas das várias rádios da RTP sofram igualmente alterações significativas nos próximos dias.

Horário da transmissão da missa dominical nas rádios

Portugal vive tempos de excepção, mercê do perigo do coronavírus COVID-19. Considerando a gravidade da situação, o blogue "Mundo da Rádio" não se vai limitar a falar do que as rádios fazem a nível de conteúdos ou ao nível técnico, tomando a iniciativa de prestar serviço público através da divulgação de qualquer programa de rádio que seja importante escutar neste período complicado para todos, incluindo conferências de imprensa ou declarações oficiais das autoridades de saúde, Governo ou até da Presidência da República. Considero que quem é produtor de conteúdo na Internet, como quem desenvolve o site e o blogue "Mundo da Rádio", deve contribuir proactivamente para a promoção da informação credível apresentada pelas rádios a respeito da evolução da ameaça e ajudar os ouvintes a não perderem um programa de rádio que seja particularmente importante, por prestar informações fundamentais à segurança de todos ou que seja imprescindível para muitos ouvintes, por razões religiosas ou outras.

Neste contexto, e tendo em conta a grande tradição católica em Portugal, tomei a iniciativa de compilar o horário da missa de Domingo nas rádios portuguesas. Não é uma lista exaustiva, mas espero ajudar os crentes, que não devem sair de casa sem motivo de força maior, a acompanhar, através da rádio, as celebrações religiosas.

Antena 1: 08h02
Rádio Renascença: 11h
Rádio Vagos: 10h30
Rádio Canção Nova (103,7 MHz Ourém): 11h/12h
Rádio Condestável (Sertã): 11h
Rádio Cova da Beira (100,0 + 92,5 MHz Fundão): 11h
Rádio Despertar (94,5 Estremoz): 11h
Rádio Elvas/ Rádio Campo Maior/ Rádio Nova Antena (Montemor-o-Novo): 10h

sexta-feira, março 13, 2020

Covid 19 obriga rádios a desenvolver planos de contingência

Portugal e a Europa enfrentam o que muito provavelmente será o maior desafio à sobrevivência humana das últimas décadas e que condicionará, pelo menos nas próximas semanas, as nossas vidas. A emergência do coronavírus "COVID-19" em Portugal tem levado as rádios generalistas e informativas a alargarem os espaços de informação, fornecendo aos ouvintes a actualização regular do ponto de situação da pandemia no país. Há que sublinhar o verdadeiro papel de serviço público levado a cabo não só pela Antena1 mas também pela Rádio Renascença, TSF e Rádio Observador, estações que, não entrando no sensacionalismo em busca do crescimento da audiência, têm contribuído para o esclarecimento dos portugueses a respeito da evolução da doença.

Vivemos tempos de excepção - e urge minimizar o contacto físico entre pessoas. Neste contexto, importa referir que muitos dos locutores da Rádio Comercial passaram a trabalhar a partir de casa. Entretanto, na sequência do cancelamento das missas e outras celebrações religiosas presenciais, a Rádio Renascença vai passar, a partir da próxima segunda-feira dia 16 de Março, a transmitir diariamente missa, de segunda a sábado às 12 horas, mantendo-se a Eucaristia dominical às 11 horas. É provável que, à medida da progressão da epidemia, muitos profissionais das rádios do grupo (RR, RFM e Mega Hits) passem, à semelhança do que já acontece na Comercial, a trabalhar de forma remota. A mesma alternativa deverá ser implementada noutros operadores radiofónicos.

Todo o cuidado é pouco - e os últimos desenvolvimentos na Itália e na vizinha Espanha, para nem falar da China, não são tranquilizadores. A palavra de ordem, para os profissionais das rádios mas também para quem está empregado em qualquer outra área, tem de ser: sempre que possível, trabalhem a partir de casa. Evitem ao máximo o contacto presencial com outras pessoas e respeitem as indicações das autoridades de saúde e de segurança. As notícias dos próximos dias tenderão, segundo os especialistas, a não ser animadoras, todavia sempre tive fé na humanidade. Não interessa as divergências políticas, as preferências desportivas, as opções de vida: somos todos humanos. Em 1918, Portugal sobreviveu não só à 1ª Guerra Mundial mas também à denominada Gripe Espanhola; a Europa sobreviveu a uma 2ª Guerra Mundial. Evitar a disseminação descontrolada do coronavírus depende de todos. Para quem pensa que passar mais tempo em casa vai ser um enorme aborrecimento, tenho uma sugestão: e que tal pegar no rádio portátil a pilhas encostado a um canto e "brincar" a explorar as faixas de radiodifusão? Sugiro a quem tiver um rádio com Onda Média, Onda Longa e Onda Curta, sobretudo para quem tiver crianças e jovens "presos" em casa sem ir à escola durante estes dias, comece a descobrir em família o verdadeiro "mundo da rádio", analógico e antigo, mas que funciona a custo quase zero para o ouvinte (custa apenas o preço de um rádio e de umas pilhas) e que está disponível mesmo que a Internet falhe ou até na eventualidade de surgir um "apagão" na rede eléctrica. Quiçá os mais novos fiquem deveras surpreendidos ao descobrir que, muitos anos antes dos smartphones e da Internet, as pessoas ouviam notícias e programas de rádio de outros países e de outros continentes recorrendo a um receptor de rádio.