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quinta-feira, fevereiro 24, 2022

A guerra ao vivo contada através das ondas de rádio

Hoje, dia 24 de Fevereiro de 2022, Portugal e o mundo ocidental acordaram com más notícias vindas da Ucrânia. Se os canais de televisão não têm poupado esforços no sentido de acompanhar em tempo real a invasão da Ucrânia pela Rússia, as rádios não têm ficado de fora da cobertura informativa.

A Antena 1 esteve, até depois das 17h, a realizar uma emissão especial. Também a TSF, a Rádio Observador e a RR têm acompanhado a situação na Ucrânia.

Fora de Portugal, a Rádio Nacional de Espanha, a Radio France Internationale, a BBC e muitas outras estações de outros países, sobretudo europeus, têm falado bastante do conflito.

A rádio é, definitivamente, o meio de comunicação social que mesmo nos  momentos mais complicados do mundo,  está sempre disponível para, sem precisar do aparato visual exigido pela televisão, falar, em tempo real, do que aconteceu, do que acontece e do que acontecerá. Da Segunda Guerra Mundial à guerra na Ucrânia provocada pelo déspota Vladimir Putin, o maior tirano expansionista das últimas décadas, a rádio não pára de deixar de informar o mundo do que sucede nos cenários de combate. E acrescento: os jornalistas que eu mais respeito, sem menosprezo pelos grandes profissionais que não saem do conforto das redacções, são aqueles que, trabalhando para a rádio e/ou para a televisão, arriscam a vida entre balas para relatar cada movimento, cada acção militar ou civil, em nome do direito à informação exigido pelos ouvintes e/ou telespectadores.

Homens e mulheres de coragem, com a mão no microfone para contar as histórias de quem ataca militares e, infelizmente, civis, e de quem  defende a sua vida como pode. Uma guerra é sempre triste e cruel.

terça-feira, novembro 09, 2004

RFI Pensa Encerrar Serviços em Língua Portuguesa:

Mais uma triste notícia para os ouvintes de Onda Curta:

"A Rádio France International (RFI), que é a divisão internacional da rádio estatal francesa, poderá em breve suprimir as emissões em língua portuguesa para África. A medida está a ser preparada desde Setembro e poderá entrar em vigor "ainda este mês", de acordo com elementos da redacção da RFI.
Emitindo actualmente em 19 línguas, para mais de 30 milhões de ouvintes espalhados pela Europa, Ásia, África e América do Norte e Latina, a RFI poderá sofrer em breve uma reestruturação, com base numa nova estratégia de "expansão e descentralização".
Esta expansão será, alegadamente, feita com a abertura de novas redacções no estrangeiro, pelo aumento da duração das emissões em inglês, árabe e mandarim para 24 horas por dia, e pela redução ou extinção simultânea dos serviços nas outras línguas.
"O português não é uma prioridade" terá afirmado publicamente o director da estação, citado pelo "Jornal de Notícias". "Querem criar uma CNN à francesa para a televisão e rádio, mas não têm meios para isso", explica uma fonte da redacção, que diz ter tido acesso a um "roteiro" que, alegadamenete, contém uma descrição desta estratégia. "Há problemas de ordem financeira", explica outro membro da redacção, que diz estar "na expectativa".
Fundada em 1975, a RFI teve inicialmente como objectivo a emissão de programas em francês para os países francófonos, mas rapidamente se tornou multilingue e multicultural.
As emissões em português realizam-se desde 1977, abrangendo todo o continente africano (excepto Angola). Trabalham na redacção de língua portuguesa cerca de 15 pessoas, 11 das quais são jornalistas com estatuto permanente. O serviço em português para África é de duas horas diárias, sendo dada especial atenção aos assuntos luso-africanos, desde a política à economia, passando pela cultura e pelo desporto.
Existe também na RFI uma divisão em português brasileiro para o Brasil, com um número total de horas e de trabalhadores semelhante, que também poderá estar ameaçado. "Se o nosso estiver ameaçado, o deles também está", assegurou ao PÚBLICO outra fonte da redacção.
Um assessor do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pelo mesmo jornal, limitou-se a dizer que o Governo português "desconhece" a intenção da RFI acabar com as emissões em português.
O PÚBLICO contactou ontem a RFI várias vezes, mas os seus responsáveis não estiveram disponíveis para falar sobre o assunto. "

Fonte: Público