Mundo da Rádio
Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.com .
Sábado, Maio 04, 2013
Rádio Renascença testa nova frequência em Penafiel
Desta vez, o concelho de Penafiel (mais concretamente, a freguesia de Santa Marta) foi contemplada com um novo emissor (ainda em fase de testes) destinado a servir os concelhos de Penafiel e Paredes. Esta nova (ao que parece) microcobertura emite a Rádio Renascença nos 102,3 MHz e alcança inclusivamente a área de serviço de Matosinhos da A4; mais próximo do Porto, chega, aparentemente em condições débeis, às proximidades do S. João e ao Monte dos Burgos. Tratando-se de um emissor em fase experimental, o seu eventual licenciamento definitivo carece de aprovação por parte da ANACOM.
Quinta-feira, Abril 11, 2013
r/com desliga temporariamente alguns dos emissores de Onda Média da Rádio Sim
Segundo o utilizador "TMG" do grupo Yahoo! "Mundo da Rádio", profissional da emissora católica portuguesa, a administração do grupo r/com, enfrentando uma forte diminuição das receitas publicitárias, decidiu desligar provisoriamente os emissores de Évora (927 kHz), Valongo (1251), Vila Verde (Braga- 576 kHz) e Viseu (1251 kHz), da Rádio Sim. A mesma fonte revela que está em estudo a eventual suspensão também dos 963 kHz Seixal. Esta opção visa, evidentemente, uma redução da pesada factura de electricidade que o grupo enfrenta, mercê dos consumos elevados aos quais não são alheios os emissores OM.
A escolha dos emissores afectados prende-se com a existência de alternativas de escuta da Rádio Sim em VHF-FM nas regiões em causa: 97,5 MHz Portel (Évora), 100,8 MHz Maia (Grande Porto), 106,4 MHz Viseu e 102,2 MHz Palmela. Os restantes emissores que constituem a rede em Onda Média da Rádio Sim continuarão activos. De referir que o emissor de Muge (594 kHz) está a operar com apenas 1 kW através do emissor de reserva (também por contenção de despesa).
Para já, não existe uma data para a reactivação dos emissores visados, sendo certo que a suspensão estará em vigor durante vários meses. A avaliação do processo incluirá uma análise da viabilidade da implementação do sistema DRM (Digital Radio Mondiale) nas rádios europeias e, em particular, em Portugal.
Esperemos que seja apenas um contratempo na longa história de 76 anos da Rádio Renascença e não o princípio do fim da Onda Média da emissora católica portuguesa...
Nota de redacção: por lapso, não incluí originalmente no artigo os 576 kHz Braga (em rigor, Vila Verde). Agradeço desde já ao "TMG" pela chamada de atenção.
Sábado, Abril 06, 2013
Rádio Renascença "regressa" a Viseu (103,6 MHz)
Esta alteração permite a melhoria significativa da cobertura da RR na cidade de Viriato, já que os 106,0 Lousã e os 93,8 MHz Pico da Pena (Vouzela) não servem adequado a região.
Quinta-feira, Março 21, 2013
Os americanos devem estar loucos...
Se, em teoria, a ideia poderá satisfazer os mais acérrimos defensores das novas tecnologias, a dependência da Internet para a escuta de rádio levanta um conjunto sério de problemas. A começar pelas estações de rádio, que deixam de competir entre si dentro da mesma região para terem de enfrentar a concorrência de, quase literalmente, todo o mundo. Por outro lado, Eric Rhoads, o autor do artigo mencionado, alerta para o facto de boa parte dos compradores de automóveis nos Estados Unidos serem pessoas menos jovens e mais apegadas à rádio. Pessoas que preferem ouvir a rádio da sua região e para quem ouvir rádio na Internet não é a mesma coisa - um factor que pode ser desfavorável às marcas de automóveis se a ideia for avante. Outro problema deriva da própria concepção do sistema: passando os automóveis a comunicar com a Internet através das redes de telemóvel, tal implica que, nos locais recônditos do território americano onde as redes móveis falham, o ouvinte fique impossibilitado de escutar rádio. Pode até acontecer que, ironicamente, o emissor FM mais próximo esteja a umas centenas de metros mas não seja escutado no carro...
Não obstante a importância dos pontos anteriores, existe um quarto argumento verdadeiramente preocupante: numa emergência real, em que os condutores são aconselhados a acompanhar as emissões de rádio, confiar numa estrutura de comunicações tão complexa que assegura a transmissão dos dados desde o servidor ao fornecedor de acesso (ISP) contratado pelo ouvinte, passando pela célula da rede de telemóveis ao qual o ouvinte se encontra ligado e terminando na antena de telemóvel instalada no carro é, se me permitem a analogia, como confiar no INEM a partir do momento em que o serviço de emergência médica deixasse de usar quaisquer helicópteros - se, em condições normais de circulação rodoviária, as ambulâncias têm -em maior ou menor grau - de se sujeitar às circunstâncias do trânsito, imagine-se uma situação em que dezenas de acidentados têm de circular por uma estrada onde, além das respectivas ambulâncias, circula uma quantidade elevada de veículos não prioritários que acaba por causar engarrafamentos. Pior: e se uma das estradas vitais para o escoamento dos pacientes estiver cortada? O helicóptero pode ser mais caro e ter outros problemas, mas voa (literalmente) por cima de quaisquer problemas de tráfego rodoviário. Voltando à rádio, o que seria se a quantidade de ouvintes preocupados com uma catástrofe em solo americano se ligasse à Internet numa altura em que parte das infra-estruturas de dados estivesse destruída, sujeitando-se ao congestionamento da rede global, para não falar de zonas do país onde as células das redes móveis não resistissem à calamidade? Com uma recepção de rádio por via hertziana, desde que as antenas de radiodifusão não sejam afectadas, milhões de condutores podem ter acesso instantâneo a informação em tempo real, uma vez que a qualidade da transmissão não depende do número de ouvintes. Na Internet, a largura de banda disponível no servidor tem de ser partilhada pelos ouvintes - se demasiados ouvintes tentam acompanhar a emissão, a rede não dá vazão a tantos pedidos e uma parte significativa dos cibernautas simplesmente não consegue ouvir rádio via Internet. Num país caracterizado por regiões frequentemente sujeitas a furacões e onde já ocorreram ataques terroristas graves, além de outras tragédias, depender da Internet numa situação de emergência pode agravar ainda mais o sofrimento físico e psíquico das populações, se estas ficarem impossibilitadas de escutar rádio no intuito de recolher informação que, em última análise, pode salvar vidas!
Último argumento, intimamente ligado ao quarto: uma célula de telemóvel cobre uns escassos quilómetros. Um emissor FM de média/elevada potência cobre dezenas até mais de uma centena de quilómetros. Em caso de emergência, o emissor FM pode ser escutado em áreas altamente desvastadas. As células da rede móvel, se não colapsarem, podem ficar inoperacionais por perderem o contacto com outras infra-estruturas. Se o comum do cidadão pudesse optar, qual dos sistema preferiria, considerando a fiabilidade e eficiência?
Quarta-feira, Março 13, 2013
Habemus Papam!
Por cá, em Portugal, como não poderia deixar de ser, a Rádio Renascença e a Rádio Sim estiveram, naturalmente, em simultâneo a acompanhar em tempo real o desenrolar da situação no Vaticano. A Antena 1 e a TSF também alteraram a sua programação no intuito de seguir a apresentação pública do cardeal Jorge Bergoglio como o sumo pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana.
No plano internacional, a cobertura das cerimónias protocolares era também acessível recorrendo à Onda Média, faixa de radiodifusão onde se escuta, entre outras, a Cadena COPE, a RNE 1, a France Info, sem esquecer a BBC (R. 5); socorrendo-me da Internet, constatei que a MDR (Alemanha), a R. Polska (Polónia), a RAI 1 italiana e, claro, a própria Rádio Vaticano transmitiam programação semelhante. Decerto que muitas outras rádios no mundo inteiro divulgaram em directo o momento em que a Igreja Católica ganhou um novo líder e onde o Estado do Vaticano passou a ter um novo chefe. De referir que esse momento também fica para a história mundial mercê de uma particularidade verdadeiramente interessante: Jorge Bergoglio não é apenas o primeiro papa sul-americano como também é o primeiro jesuíta e, acima de tudo, o primeiro pontífice a adoptar o nome de Francisco, fazendo recordar S. Francisco de Assis.
Independentemente da convicção religiosa de cada um, há que reconhecer o verdadeiro fenómeno de cobertura mediática em torno de uma eleição de um líder religioso, sobretudo quando a rádio, o meio de comunicação social por excelência, divulga literalmente para todo o mundo a escolha do sucessor de S. Pedro. Poucos são os eventos que merecem um tratamento tão alargado na rádio, em muitos países e nas mais variadas línguas faladas nos quatro cantos do planeta. Acima de tudo, esta é a magia da rádio: ligar povos e culturas em torno de um assunto ao qual a esmagadora maioria dos ouvintes não é simplesmente indiferente.
Segunda-feira, Março 04, 2013
Rádio XL Romântica troca de frequência com a Rádio Voz de Santo Tirso
As mesmas fontes revelam que a RVST emite RDS [PS: "RVSTIRSO"] nos 88,6, enquanto que a XL Romântica não activou ainda esta funcionalidade. Aparentemente, a XL emite em mono, apesar do piloto estéreo. Crê-se que o objectivo da troca será a melhoria das condições de recepção da XL Romântica no Grande Porto, já que os 88,6 MHz são pressionados pela NFM nos 88,4 MHz Monte da Virgem, especialmente em receptores de selectividade medíocre, enquanto que os 98,4 são uma frequência mais "limpa".
Esta não é a primeira vez que duas rádios locais do Grande Porto trocam de frequência por forma a melhorar a recepção de uma delas em detrimento da outra: o precedente foi aberto quando a então Rádio Lidador/actual Rádio Sim-Porto e a Vodafone FM (ambas licenciadas para o concelho da Maia) efectuaram uma operação semelhante, colocando esta última nos 94,3 MHz e migrando a Lidador (mais tarde Rádio 5 e Rádio Sim - Porto) para os 100,8 MHz.