terça-feira, setembro 12, 2017

TSF tem novo editor das manhãs: Fernando Alves

Um dos grandes nomes da rádio vai liderar as manhãs noticiosas da TSF: Fernando Alves, um dos fundadores da estação, vai, a partir do próximo dia 18 (segunda-feira), ocupar o cargo de editor das manhãs da TSF (das 8 às 10 horas, de segunda a sexta-feira).

De referir que a TSF prepara-se também para realizar, durante duas semanas, emissões especiais a partir de 10 mercados municipais de vários concelhos da Grande Lisboa e do Grande Porto. Sem dúvida, uma boa iniciativa em vésperas de eleições autárquicas, que permite aproximar as populações  locais da rádio, dando voz às suas preocupações e aspirações a respeito do futuro da sua terra. É pena que se limite às duas principais regiões do país, ignorando a realidade de quem vive em Bragança ou, quiçá, em Proença-a-Nova, por exemplo. Para quem tem, do ponto de vista oficial, uma rede de emissores dita "regional", soa a pouco.

sexta-feira, setembro 08, 2017

Antena 2 reforça cobertura radioeléctrica na ilha da Madeira (Pico do Areeiro - 88,4 MHz)

A Antena 2 da RTP conta agora, na ilha da Madeira, com um reforço de peso. Com efeito, a RDP Madeira instalou recentemente um novo emissor da Antena 2 no Pico do Areeiro, a operar nos 88,4 MHz. Deste modo, o principal centro emissor da rádio pública na ilha, que serve grande parte da região e até se escuta na ilha de Porto Santo, passa a irradiar as 3 rádios públicas nacionais.

Era, sem dúvida, uma velha aspiração dos ouvintes da Antena 2 que se encontram no arquipélago, porquanto a cobertura da rádio clássica da RTP estava condicionada pelo número relativamente reduzido de emissores, dificultando ou até inviabilizando a sua recepção em vários pontos da ilha. Com a entrada em funcionamento do emissor mais potente na ilha, espera-se que as condições de escuta da estação tenham melhorado significativamente.

quarta-feira, agosto 02, 2017

TSF tem novo emissor em Moledo (94,4 MHz)

A TSF instalou recentemente um novo emissor em Moledo (concelho de Caminha), que opera nos 94,4 MHz. A nova frequência, que se encontra em fase de testes mediante autorização da ANACOM, reforça o sinal da estação numa zona do Alto Minho onde as frequências de Valongo, Muro ou Valença escutam-se com bastante dificuldade. Desconhece-se, para já, a potência autorizada pela ANACOM, todavia crê-se que se trata de uma microcobertura que serve o concelho de Caminha e as localidades no Norte do concelho de Viana do Castelo.

Esta frequência, a ser licenciada pela ANACOM a título definitivo, junta-se, assim, às das rádios públicas (Antena 1, Antena 2, Antena 3) e à da Rádio Comercial, que agora já são ouvidas em boas condições na vila de Moledo e, numa visão mais abrangente, no concelho de Caminha. Falta a Rádio Renascença seguir o exemplo, instalando emissores em Moledo para a RR e a RFM.

segunda-feira, julho 31, 2017

Faleceu Sofia Morais, jornalista da TSF

Uma breve nota para lamentar o falecimento da jornalista Sofia Morais, que trabalhava na TSF desde 1996. À família enlutada, bem como aos colegas da rádio, apresento as minhas condolências.

terça-feira, julho 25, 2017

"Telefonia do Sul" tem uma nova frequência (microcobertura nos 104,7 MHz)

A TDS (Telefonia do Sul), estação local de Alcácer do Sal, colocou, muito recentemente, em funcionamento uma nova microcobertura, destinada a reforçar o sinal na própria sede de concelho. Assim, além do emissor principal nos 93,9 MHz (2kW), que serve uma vasta região, ouvindo-se nalgumas zonas de Lisboa, mas também em grande parte do distrito de Setúbal e, mais para o interior, até às portas de Évora, a TDS emite agora também nos 104,7 MHz, uma microcobertura cuja localização exacta ainda não foi apurada, mas que promete fazer-se ouvir na cidade de Alcácer.

De referir, a título de curiosidade, que a frequência 104,7 MHz já foi utilizada num emissor não muito longe do concelho de Alcácer. Com efeito, a Antena Sul (95,5 MHz Viana do Alentejo), pertencente a um concelho adjacente ao de Alcácer do Sal, teve, em tempos, uma microcobertura nas Alcáçovas, que operava precisamente nos 104,7 MHz.

sexta-feira, julho 14, 2017

Luís Montez e Álvaro Covões: "divórcio" consumado

Já é oficial: a ERC aprovou a cessão das participações do empresário Luís Montez nas rádios "Radar"  (97,8 MHz Almada) e "Oxigénio" (102,6 Oeiras). Entretanto, o até agora sócio Álvaro Covões vende a sua participação na "Rádio Marginal" ao engº Montez.

Assim, e como foi noticiado no blogue em meados de Novembro de 2016, o proprietário da "Meo Arena" fica com 100% do capital da Rádio Marginal, enquanto que o fundador da "Everything is New" passa a deter a totalidade do capital das rádios Radar e Oxigénio. Naturalmente que as restantes rádios nas quais Luís Montez tem participação no capital não serão afectadas por estas decisões.

Altice compra Media Capital!

Já se sabia que era um negócio em vias de ser concretizado, mas foi hoje oficialmente anunciado. A Meo, empresa de telecomunicações do grupo Altice, lançou uma OPA (oferta pública de aquisição) sobre as acções da Media Capital, onde se inclui, naturalmente, além da estação de televisão TVI, as rádios do grupo (Rádio Comercial, M80 Rádio, Cidade, Smooth FM e Vodafone FM), entre outros activos. As estimativas apontam para um negócio que ascende a 440 milhões de euros.

Perante uma operação financeira desta envergadura, e tratando-se de um operador que detém um canal de televisão nacional, uma rádio nacional (Comercial), uma rádio regional (rede sul, ocupada pela M80), bem como várias cadeias de rádios locais, o negócio estará sujeito a avaliação pela autoridades da concorrência portuguesa e europeias, mas também passará, obviamente, pelos crivos da ERC e da ANACOM. Na prática, as diversas entidades que vão escrutinar o processo deverão impor alguns "remédios", no sentido de garantir a salutar concorrência face à aquisição de órgãos de comunicação social por parte de um operador de telecomunicações (Meo) que distribui aos seus clientes, mediante subscrição, canais de televisão e de rádio. É provável que a Altice seja obrigada pelos reguladores dos media a disponibilizar o sinal da TVI aos restantes operadores de telecomunicações e, por maioria de razão, por se tratar de uma estação de televisão de sinal aberto, obrigada, por força do chamado "must carry" imposto por lei, a transmitir na televisão digital terrestre (TDT).

Relativamente às rádios do grupo, desconhecem-se, para já, os planos da Altice. Todavia, é provável que a Rádio Meo Music (quiçá, "Rádio Altice Music"(?)) passe a ser directamente explorada pela Altice, passando para algumas das frequências detidas pela MCR. A Vodafone FM, tal e qual como a conhecemos, deverá ter os dias contados, por razões que, creio, serão óbvias para a maioria dos leitores do blogue; salvo se houver outro operador radiofónico interessado na realização de um contrato com a Vodafone.

Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa, a aquisição da Media Capital pela Altice vai ser um processo moroso e complexo, porquanto terá de existir uma profunda análise das entidades reguladoras no sentido de atestar a cabal legalidade do processo e a garantia de não distorção desleal do mercado dos media em Portugal.

sexta-feira, junho 30, 2017

Governo da Guiné-Bissau suspende emissões da RDP África e da RTP África e fecha a delegação da agência "Lusa" no país!

Más notícias vindas da Guiné-Bissau: o ministro guineense da Comunicação Social  anunciou a suspensão da actividade da RDP África, RTP África e da agência Lusa, no país, alegando que o contrato celebrado entre o Estado Português e o Estado guineense caducou.

A consequência directa desta decisão unilateral da Guiné-Bissau é o "silenciamento" dos emissores de rádio da RDP África e de televisão, da RTP África, neste país africano.

Independentemente de questões burocráticas, esta atitude da Guiné-Bissau pode ser visto como um atentado à liberdade de informação e de imprensa, porquanto priva o povo guineense do acesso aos meios de comunicação internacionais do Estado Português. Esta decisão política coloca em causa a democracia na Guiné-Bissau, impedindo o acesso a outras correntes de opinião e a uma informação que pode não se coadunar com a posição oficial do país.

É por estas e outras razões que critiquei, em 2011, o fim da Onda Curta da RDP Internacional. E mantenho, sem retirar uma vírgula sequer, tudo o que escrevi na altura. A Onda Curta e o satélite são tecnologias que não dependem da vontade política dos governos locais onde a emissão é escutada. O emissor FM pode ser desactivado, a Internet pode ser cortada. Até as antenas parabólicas podem ser proibidas. Todavia, a Onda Curta, aquela coisa obsoleta, monofónica, roufenha e distorcida (ironia), chega a um qualquer rádio de pilhas colocado numa mesa de uma qualquer casa, sendo que a única forma viável de censurar a emissão é o seu empastelamento (o que exige antenas e emissores, o que não fica barato, mormente para países sem grande folga económica). Pode parecer uma tecnologia do passado, mas a Onda Curta revela-se um meio eficaz de comunicação quando as alternativas são caras para os ouvintes, exigem estruturas tecnológicas para a recepção/ escuta bem mais complexas e, sobretudo, que podem depender, em última instância, das autoridades locais para que a rádio se faça ouvir no país-alvo. Esperemos que o Estado Português e o Estado da Guiné-Bissau se possam entender, no sentido de resolver este conflito.

Actualização: Afinal, a actividade da Lusa não será suspensa. Todavia, parece que a suspensão das emissões da RTP vai ser mesmo imposta.