Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.info .
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
Dia Mundial da Rádio
quinta-feira, fevereiro 13, 2025
Dia Mundial da Rádio
terça-feira, fevereiro 13, 2024
Dia Mundial da Rádio
Hoje celebra-se mais um Dia Mundial da rádio e importa falar sobre rádio. Muito se fala da rádio do passado e do presente mas é fundamental pensar o futuro do meio.
Podia debruçar-me sobre as novas tecnologias de transmissão de rádio, como o DAB+ ou novos codecs para emissão online, mas, de que serve as novas tendências da eletrónica e da informática se a rádio faz-se sobretudo de ouvintes?
Não tenho a menor dúvida que o grande desafio que as estações de rádio têm e cada vez mais terão de superar é não só segurar os ouvintes habituais como também, e principalmente, conseguir que um público mais jovem, que cresce na geração dos serviços de streaming de música, das plataformas digitais como o TikTok e dos podcasts comecem a gostar de ouvir rádio. Eu temo que as estações que se limitam a ser pouco mais do que máquinas a tocar música a seguir a música, talvez com um animador que pouco mais diz do que o nome das músicas, as horas e talvez o estado do tempo tenham, a médio prazo, os dias contados. Cada vez mais, é necessário que as rádios percebam que inovar, trazendo conteúdos interessantes e diferenciadores, que cativem os ouvintes, não vai ser uma opção mas sim uma imprescindibilidade para a sobrevivência das estações. A rádio do futuro não pode ser igual à rádio de há 40 anos. E eu acredito que a rádio tem futuro desde que se saiba adaptar a novas realidades de comunicação e de informação. Na rádio do futuro, não basta dizer as notícias por dizer ou tocar músicas por tocar; é preciso que a rádio marque a diferença recorrendo à criatividade, por forma a que diga aos ouvintes alguma coisa que os outros meios não dizem. Não é fácil, claro, mas todos os profissionais terão de estar envolvidos no processo de modernização da rádio.
Uma nota sobre inteligência artificial: também não tenho dúvida que a IA vai ter um papel muito importante no futuro da comunicação social, em especial da rádio. Contudo, os profissionais do meio jamais deverão esquecer-se que a rádio deve ser feita de humanos para humanos, com todas as virtudes e fraquezas da condição humana. Uma rádio de textos escritos e debitados por um computador, que também escolhe as músicas, jamais será uma rádio a sério. Os humanos gostam de ouvir outros humanos a falar com sentimento. Um profissional do microfone é aquele que por vezes ri, outras vezes chora, comete erros, mas não deixa de pensar e de agir como uma pessoa e não como é suposto que um algoritmo implementado num software actue. Por muito avançada que seja a tecnologia, os ouvintes continuarão a ser de carne e osso e vão sempre preferir jornalistas e animadores também humanos.
Não posso terminar sem antes agradecer aos profissionais das rádios o trabalho feito para que a rádio continue viva. Em particular, quero expressar a minha solidariedade com os trabalhadores da TSF, que estão a passar tempos muito difíceis. Esperemos que se concretize a venda da estação a pessoas que queiram voltar a fazer da TSF uma das grandes rádios de Portugal. Viva a rádio!
segunda-feira, fevereiro 13, 2023
13.02.2023 Dia Mundial da Rádio
domingo, fevereiro 13, 2022
13 de Fevereiro de 2022: Dia Mundial da Rádio
sábado, fevereiro 13, 2021
13 de Fevereiro de 2021: Dia Mundial da Rádio
quinta-feira, fevereiro 13, 2020
13.02.2020 Dia Mundial da Rádio... e do "Manual da Rádio"!
A todos os visitantes do blogue e do site "Mundo da Rádio", é com o maior prazer que vos apresento o "Manual da Rádio": um pequeno livro digital inteiramente gratuito que tanta explicar de uma forma descomplicada as questões técnicas subjacentes ao funcionamento das emissões de radiodifusão. Que melhor homenagem poderia fazer eu a esta grande senhora, a Rádio, a não ser no seu dia mundial publicar mais de 50 páginas de informação útil para quem não tem muitos conhecimentos técnicos e quer ter uma noção de como as coisas funcionam?
Não termino sem, neste dia de celebração da que considero ser a maior invenção tecnológica depois da electricidade, agradecer a todos os profissionais de rádio que trabalham todos os dias para informar e entreter os ouvintes. E agradecer a todos os visitantes do "Mundo da Rádio", utilizadores do "Fórum da Rádio" e demais serviços do site e a todos os que falam da rádio nas redes sociais.
quarta-feira, fevereiro 13, 2019
13 de Fevereiro: Dia Mundial da Rádio
A rádio é feita por pessoas, para pessoas; é feita por jornalistas que trabalham todos os dias para informar os ouvintes acerca do que se passa na sua terra, no seu país ou no mundo. A rádio é feita pelos animadores que dão a voz a programas. A rádio é feita por quem empresta a sua voz às ondas do éter ou às emissões online. Permitam-me que saúde todos os homens e todas as mulheres que, dia após dia, falam para o microfone de uma estação de rádio, qual dispositivo eléctrico quase mágico que permite à voz humana "viajar" quilómetros e quilómetros até aos aparelhos de recepção dos ouvintes.
Sem menosprezo por quem faz ouvir o som da sua voz através da rádio, gostaria de destacar especialmente aqueles que trabalham nas rádios mas "não têm voz". A rádio funciona porque há homens e mulheres "invisíveis" (melhor dizendo, invisíveis e inaudíveis), pessoas cujos nomes são quase sempre desconhecidos dos ouvintes. Estou-me a referir aos profissionais que, não tendo o protagonismo de quem está à frente de um microfone, são essenciais para que as emissões decorram normalmente e para que os demais funcionários da estação possam trabalhar nas melhores condições possíveis. Gente que trabalha dentro e fora do estúdio ajudando quem tem alguma coisa a dizer ao mundo.
Gostaria de aludir, em particular, aos homens que trocam o conforto dos estúdios pelo calor e pelo frio, aqueles que, no sentido mais literal da expressão, trabalham à chuva e ao sol, à neve e ao nevoeiro, ao vento e ao granizo, ao bom e ao mau tempo, subindo e descendo montanhas e vales. Homens corajosos que sobem e descem torres de Norte a Sul de Portugal e dos outros países. Refiro-me, naturalmente, aos técnicos, quais paramédicos das ondas hertzianas, montam e desmontam antenas, ligam e desligam cabos. Tudo para que a emissão chegue nas melhores condições aos receptores dos ouvintes. Verdadeiros "guerreiros do éter", cujo trabalho que é raramente evocado pelas vozes da rádio (com a honrosa excepção do Provedor do Ouvinte da RTP), é fundamental para que os ouvintes possam escutar as suas rádios favoritas com a melhor qualidade de recepção.
Neste dia especial, gostaria de cumprimentar todos os profissionais da área da radiodifusão que visitam o blogue "Mundo da Rádio", agradecendo o trabalho desenvolvido em prol da rádio. Como referi, a rádio encontra o sentido da sua existência na natureza humana. Quem ouve rádio espera encontrar alguém que fala como um ser humano, pensa como um humano, sente como um humano e age como um humano. Que outra coisa consegue ter um comportamento humano tão natural quanto os humanos a não ser os próprio seres humanos? Por mais evoluídos que sejam os sistemas de automação das emissões de rádio, por maiores evoluções que surjam nas tecnologias, nenhuma máquina será capaz de substituir umas das características intrínsecas à condição humana: ter sentimentos. A extraordinária reacção de riso motivada por uma situação caricata ou de choro perante uma tragédia. Aliás, a capacidade de transmitir, unicamente através da voz tal estado de espírito, despertando a imaginação dos ouvintes. Nenhum algoritmo implementado num software informático será capaz de organizar uma "playlist" que espelhe o pensamento de uma pessoa que selecciona criteriosamente as músicas baseado no seu gosto e na ideia que quer transmitir aos ouvintes.
Numa era em que a tentação por automatizar operações leva à descaracterização de algumas rádios, diria que um computador a "debitar" música escolhida sem critério e com escassa intervenção humana, é um sistema de difusão de música a metro. Não é uma rádio, no verdadeiro sentido da palavra. É uma máquina automática desprovida de qualquer sentimento e incapaz de compreender o ouvinte. Na rádio, o que realmente importa é o som. O som de uma má notícia e o som empolgante de um relato de futebol. O som da música e o som de uma chamada telefónica de um ouvinte. O som, a vibração de ondas sonoras produzida por profissionais no estúdio. Não o som de um computador desprovido de inteligência emocional.
Para terminar, acredito que, se a rádio tem passado, se a rádio tem presente, a rádio terá futuro, assim haja quem tenha algo de útil e interessante a dizer e exista quem queira ouvir. As tecnologias podem mudar, os gostos podem variar, mas a rádio sobreviveu à chagada da televisão e soube adaptar-se à emergência da Internet. Viva a rádio!
terça-feira, fevereiro 13, 2018
Dia Mundial da Rádio
Em pleno Dia Mundial da Rádio, sinto-me compelido a lançar uma questão: onde está a rádio? A resposta, quiçá um pouco inesperada, será, a meu ver, que a rádio está em casa, no carro, no escritório, na fábrica, na rua, no estádio de futebol, no comboio, no autocarro, até no metropolitano, no avião, para nem falar locais menos agradáveis como o hospital ou a prisão. Com efeito, a rádio está em todo o lado, assim haja um ouvinte interessado em ouvi-la e tenha um meio tecnológico (receptor, telefone etc.) para o fazer.
Atrever-me-ia a afirmar que o maior trunfo da rádio sobre os restantes meios de comunicação social, de informação e entretenimento, não será somente facilidade de acesso, mas também a inegável vantagem de se concentrar num único sentido, o da audição. A trabalhar, a estudar ou a viajar, é possível ter o som da rádio a acompanhar-nos enquanto estamos ocupados com alguma tarefa. Esta flexibilidade contribui para o sucesso da rádio perante o advento de outros meios, como a televisão ou a Internet, que poderiam ameaçar o futuro da rádio. Em vez disso, a rádio soube adaptar-se a novos paradigmas de comunicação, mantendo a sua inconfundível "magia", que atrai milhões de ouvintes em todo o mundo.
Não podemos ignorar que o perfil de consumo das emissões radiofónicas mudou ao longo dos anos. As novas tecnologias influenciam a forma como se ouve rádio e se acede aos conteúdos oferecidos pelas estações de rádio; a emergência da Internet veio quebrar as barreiras geográficas que limitavam o alcance de uma emissão de rádio a uma região, a um país ou até a outros países. A massificação do "online" permite a uma rádio local algarvia ou transmontana fazer-se ouvir em Paris ou Toronto. Nunca, na História da humanidade, foi tão fácil como hoje escolher entre, literalmente, milhares de rádios oriundas dos 4 cantos do mundo e ouvir num aparelho que cabe no bolso. Estou convicto que o grande desafio das emissoras será a produção de conteúdos inovadores que se destaquem entre as inúmeras alternativas, incluindo os serviços de música via "streaming", como o "Spotify" ou a "Apple Music". O "podcasting" é uma ferramenta extremamente útil para aproximar os ouvintes da "sua" rádio, permitindo-lhes ouvir os seus programas favoritos onde e quando quiserem. As webrádios podem oferecer conteúdos diferentes dos transmitidos pelas rádios hertzianas. O que não falta, em 2018, são meios para aproveitar o melhor da Internet a favor da rádio.
Inobstante as considerações anteriores e a título pessoal, eu acredito que a rádio hertziana vai conviver com a rádio "online" por muito tempo. Se a Internet ainda não é um direito universal, não é menos verdade que se trata de um serviço pago, ao qual acresce o custo do equipamento informático para o acesso à rede global (computador, smartphone, tablet etc.). Além disso, a Internet depende de uma complexa infra-estrutura que tem vulnerabilidades que comprometem o seu funcionamento, mormente em situações de catástrofe. A contrastar com estas contingências, um pequeno receptor de rádio hoje pode ser ridiculamente barato e, inclusivamente, pode nem precisar da rede eléctrica ou de pilhas, porquanto tem uma bateria que pode ser carregada por uma pequena manivela (dínamo) ou até por energia solar. As tragédias ocorridas em Portugal no ano passado (2017) demonstraram claramente a importância das emissões FM quando não havia corrente eléctrica, as redes móveis estavam inoperacionais, a televisão não tinha sinal e a Internet fixa também não funcionava. Até a continuação do FM pode ser colocado em causa, como ocorre na Noruega, todavia a rádio hertziana, analógica ou digital (DAB, satélite etc.), apresenta uma versatilidade inigualável, incluindo o acesso gratuito.
Para terminar, é minha convicção que a rádio, no sentido mais genérico da palavra, pode ter futuro, assim saiba arriscar e moldar-se aos interesses e ambições das gerações mais novas. Porque, como dizia Antoine de Saint-Exupéry, "o essencial é invisível aos olhos".
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Dia Mundial da Rádio
sábado, fevereiro 13, 2016
"Fórum da Rádio" renasce!
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
Renascença em "Open Day" na véspera do Dia Mundial da Rádio... e a despedir-se dos estúdios da Rua Ivens
quinta-feira, fevereiro 11, 2016
13 de Fevereiro: Dia da Rádio... com direito a uma grande surpresa no "Mundo da Rádio"
Dia 13 de Fevereiro de 2016 vai ser o Dia Mundial e neste "Mundo da Rádio" vai ser comemorado com uma surpresa que deverá aprazer aos visitantes mais assíduos dos serviços disponibilizados pelo sítio.
Para quem almejava há muito, um dos projectos integrados no "Mundo da Rádio", porventura um dos mais populares, renascerá. Não sendo possível regressar ao passado como gostaríamos, podemos olhar para o futuro e construir uma nova empreitada. Fiquem atentos!
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
Viva a rádio!
Comemorando o dia mundial da Rádio, diria que o mundo muda, a rádio muda, as pessoas mudam, mas a rádio jamais morrerá! Nem televisão, nem Internet nem outra tecnologia, conseguiram aniquilar a magia da rádio.
Do centro da maior cidade do mundo a uma pequena ilha deserta perdida no meio do oceano, a rádio é decerto o meio de comunicação mais acessível a qualquer cidadão. Basta um pequeno receptor que até pode dispensar a rede eléctrica ou pilhas para estar em contacto com a actualidade da região, do país ou até do mundo. E se a rádio fala do mundo, nós prometemos continuar a falar do "Mundo da Rádio".
Muito obrigado a todos os que fazem com que a rádio exista e esteja viva!
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
13 de Fevereiro de 2014: Dia mundial da Rádio
A rádio é notícia; para o bem e para o mal, rádio é política, de Oliveira Salazar passando por Marcello Caetano, Movimento das Forças Armadas, PREC, democracia, queda do avião onde Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e outros pereceram; rádio é Mário Soares e Mota Pinto; rádio é CEE, incêndio no Chiado lisboeta, buzinão na Ponte 25 de Abril, Expo'98, Euro 2004. Rádio é Troika, austeridade e desespero. A rádio transmite esperança no futuro.
A rádio é uma revolução tecnológica no jornalismo: teve a fantástica inovação de trazer aos ouvintes as notícias em directo, em cima do acontecimento. Durante séculos, notícia de última hora significava ter de esperar dias pela próxima edição do jornal. Com a rádio, a notícia passou a ser divulgada no exacto momento em que se desenrola a acção.
A rádio permite o arranque de revoluções, a rádio constrói personalidades de vários quadrantes da sociedade. A rádio destrói ministros que se decidem por contar anedotas de humor negro aos microfones. A rádio descredibiliza políticos que se esquecem do microfone ligado. Mas a rádio também permite ganhar eleições, credibilizar instituições, lançar ondas de solidariedade e motivar pessoas.
A rádio é desporto: é pedaladas do Joaquim Agostinho, são os golos do Eusébio e do Cristiano Ronaldo; rádio é Rosa Mota, Carlos Lopes, Nelson Évora. Rádio são relatos imortais de Artur Agostinho a Jorge Perestrelo, a Nuno Matos. Rádio são medalhas olímpicas, taças da Liga dos Campeões, europeus e mundiais de futebol. Todavia, a rádio também revela ao mundo autênticas decepções e até fraudes no desporto.
A rádio é música de A de ABBA até Z de ZZ Top. Rádio é fado da Amália. Rádio é A de Amália Rodrigues, B de Blind Zero, C de Carlos do Carmo, D de Deolinda,... até X de Xutos e Pontapés e X-Wife, Z de ZEM.
A rádio é cultura, é literatura, é arte, é religião, é humor, é debate, é entrevista, é opinião. Rádio é Martin Luther King e Nelson Mandela, rádio é Dalai Dama e José Ramos-Horta.
A rádio é Emissora Nacional, Radiodifusão Portuguesa, Rádio e Televisão de Portugal, Rádio Renascença, Rádio Clube Português, Emissores Associados de Lisboa, Emissores do Norte Reunidos... Rádio é RDP-Rádio Comercial, rádio são rádios locais, é Antena 3, Correio da Manhã Rádio, é TSF, Rádio Cidade e Rádio Nostalgia, é Super FM, XFM e Rádio Capital. Rádio é Mega FM, Cidade FM, Foxx FM, Rádio Clube, Star FM. Rádio é M80, Rádio Sim, Smooth FM e muitas outras estações.
A rádio é BBC, Deutsche Welle, RFI, Voz da América, Rádio Moscovo / Voz da Rússia, é Rádio Nacional de Espanha e National Public Radio. Rádio é Portugal, é Europa, é África, é América, é Oceania e até Antárctida. Rádio é Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Faro. Rádio é Alfândega da Fé e São Brás de Alportel. Rádio é Tóquio, é Londres e Honolulu.
A rádio é alegria e liberdade. Rádio é guerra civil espanhola, II Guerra Mundial, Guerra do Vietname e Guerra do Iraque. Rádio é queda da ditadura fascista e instauração da democracia.É capitalismo e comunismo soviético. Rádio são desastres como Chernobyl ou o sismo e tsunami asiático de 2004 mas também festas como a queda do Muro de Berlim ou a morte de Saddam Hussein.
Rádio são pessoas como Marques Vidal ou Maria Teresa Quintas; rádio é Pedro Rolo Duarte, Luís Filipe Barros, António Sérgio, António Sala, sem desprimor por muitos outros profissionais que merecem o maior respeito pela sua carreira aos microfones da rádio.
Rádio é Onda Longa, Onda Média e Onda Curta; rádio é VHF-FM, DAB, DRM, satélite; rádio é computador, smartphone e tablet. Rádio, qualquer que seja o meio de escuta, é companhia nos bons e maus momentos.
De forma lacónica: rádio é passado, presente e futuro. A rádio mudou o mundo e o mundo mudou a rádio. E, do mundo da rádio, venho partilhando as mudanças há 10 anos, neste blog. Porque a rádio é o camaleão dos media: adaptou-se à vinda da televisão, adapta-se ao advento da Internet e, acredito, jamais morrerá enquanto houver quem tiver algo a dizer e existirem pessoas interessadas em escutar.
A todos os profissionais que trabalham incansavelmente dia após dia para que a rádio continue viva, sejam jornalistas, locutores, técnicos, engenheiros de comunicações e muitas outras actividades profissionais, cinjo-me a quatro palavras: muito obrigado por tudo!
quarta-feira, fevereiro 13, 2013
13 de Fevereiro de 2013 - Dia Mundial da Rádio
Não podia deixar passar o dia 13 de Fevereiro sem recordar que hoje é o Dia Mundial da Rádio. Como proprietário deste blogue, mas sobretudo como um ouvinte de rádio há longos anos, venho, mais uma vez, agradecer a todos os jornalistas, a todos os locutores, aos técnicos e a todos os restantes profissionais que me permitiram e continuam a permitir conhecer novas realidades do país e do mundo através das emissões de rádio. Porque a grande senhora, antiga mas ainda jovem Rádio (que hoje merece a inicial maiúscula) é o meio de comunicação social por excelência, que está em todo o lado em qualquer hora, sobrevivendo a ameaças como a televisão ou a Internet, que em vez de a matarem, obrigaram-na a adaptar-se a novos tempos. Porque a Rádio é a verdadeira inspiração para este blogue, sem a qual este espaço na Internet faria sentido. Mas principalmente porque a rádio revolucionou o mundo, divulgando informação, cultura, música, desporto e tantas outras necessidades da sociedade contemporânea que nunca chegariam onde chegaram sem recurso a um meio de comunicação social simples mas rápido onde basta pouco mais que um microfone para fazer-se ouvir em todo o mundo.
Sem a rádio, o mundo "girava" muito mais devagar; as notícias levavam dias a chegar a todo o país, a cultura estava circunscrita às bibliotecas, aos teatros, às salas de espectáculos; a música limitava-se a concertos ao vivo e às gravações que também levariam muito tempo a chegar a quem quisesse ouvir; o desporto só era acompanhado nos estádios ou, na pior das hipóteses, através do resumo escrito no jornal do dia seguinte. Sem os estudos acerca da propagação das ondas electromagnéticas efectuados graças à rádio, a televisão e a Internet seriam hoje uma miragem. Razões de sobra para comemorar este dia.
Novamente, a todos os profissionais que me ensinaram a gostar da rádio, o meu muito obrigado! A rádio jamais morrerá!
