domingo, fevereiro 25, 2024

Eleições legislativas: debate em simultâneo na Antena 1, RR, TSF e Rádio Observador

É já nesta segunda-feira, dia 26 de Fevereiro, que a Antena 1, a Rádio Renascença, a TSF e a Rádio Observador vão transmitir um debate com representantes de todos os partidos com assento parlamentar, com excepção do Chega, uma vez que o líder do partido, André Ventura, estará no Norte e não lhe foi permitido participar a partir dos estúdios do Porto. Para ouvir, a partir das 10 horas, numa das 4 rádios.

terça-feira, fevereiro 13, 2024

Dia Mundial da Rádio

Hoje celebra-se mais um Dia Mundial da rádio e importa falar sobre rádio. Muito se fala da rádio do passado e do presente mas é fundamental pensar o futuro do meio.

Podia debruçar-me sobre as novas tecnologias de transmissão de rádio, como o DAB+ ou novos codecs para emissão online, mas, de que serve as novas tendências da eletrónica e da informática se a rádio faz-se sobretudo de ouvintes?

Não tenho a menor dúvida que o grande desafio que as estações de rádio têm e cada vez mais terão de superar é não só segurar os ouvintes habituais como também, e principalmente, conseguir que um público mais jovem, que cresce na geração dos serviços de streaming de música, das plataformas digitais como o TikTok e dos podcasts comecem a gostar de ouvir rádio. Eu temo que as estações que se limitam a ser pouco mais do que máquinas a tocar música a seguir a música, talvez com um animador que pouco mais diz do que o nome das músicas, as horas e talvez o estado do tempo tenham, a médio prazo, os dias contados. Cada vez mais, é necessário que as rádios percebam que inovar, trazendo conteúdos interessantes e diferenciadores, que cativem os ouvintes, não vai ser uma opção mas sim uma imprescindibilidade para a sobrevivência das estações. A rádio do futuro não pode ser igual à rádio de há 40 anos. E eu acredito que a rádio tem futuro desde que se saiba adaptar a novas realidades de comunicação e de informação. Na rádio do futuro, não basta dizer as notícias por dizer ou tocar músicas por tocar; é preciso que a rádio marque a diferença recorrendo à criatividade, por forma a que diga aos ouvintes alguma coisa que os outros meios não dizem. Não é fácil, claro, mas todos os profissionais terão de estar envolvidos no processo de modernização da rádio.

Uma nota sobre inteligência artificial: também não tenho dúvida que a IA vai ter um papel muito importante no futuro da comunicação social, em especial da rádio. Contudo, os profissionais do meio jamais deverão esquecer-se que a rádio deve ser feita de humanos para humanos, com todas as virtudes e fraquezas da condição humana. Uma rádio de textos escritos e debitados por um computador, que também escolhe as músicas, jamais será uma rádio a sério. Os humanos gostam de ouvir outros humanos a falar com sentimento. Um profissional do microfone é aquele que por vezes ri, outras vezes chora, comete erros, mas não deixa de pensar e de agir como uma pessoa e não como é suposto que um algoritmo implementado num software actue. Por muito avançada que seja a tecnologia, os ouvintes continuarão a ser de carne e osso e vão sempre preferir jornalistas e animadores também humanos.

Não posso terminar sem antes agradecer aos profissionais das rádios o trabalho feito para que a rádio continue viva. Em particular, quero expressar a minha solidariedade com os trabalhadores da TSF, que estão a passar tempos muito difíceis. Esperemos que se concretize a venda da estação a pessoas que queiram voltar a fazer da TSF uma das grandes rádios de Portugal. Viva a rádio!

segunda-feira, janeiro 29, 2024

Rádio +Oeste (94,2 MHz Cadaval) vendida à Lister+ Saúde

A ERC autorizou a cessão da totalidade do capital social do operador Narrativas & Melodias, Lda. (Rádio +Oeste) a favor da empresa Lister+ Saúde, Unipessoal, Lda.

Desta forma, a Rádio +Oeste passa a ser detida pelo proprietário da RDS (87,6 MHz Seixal); tudo leva a crer que o objectivo é expandir o sinal da RDS à região Oeste.

quarta-feira, janeiro 10, 2024

Hoje somos todos TSF

Hoje, dia 10 de Janeiro de 2024, os trabalhadores do grupo Global Media, incluindo os da TSF, fazem greve - e há que dizer que têm todas as razões para reclamar do estado a que os meios de comunicação social da empresa chegaram.

Somos hoje todos TSF. A título pessoal, solidarizo-me com os profissionais da estação, esperando que a empresa, com a ajuda da ERC e de outras entidades, consiga superar a situação muito difícil em que se colocou - nem que seja preciso vender a TSF, o JN, o DN e outros activos.