De referir que o centro emissor de Macela serve o Norte da ilha do Pico, o Oeste da ilha de São Jorge e o Leste da ilha do Faial.
Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.info .
sábado, maio 30, 2026
Antena 3 com nova frequência nos Açores, na ilha de São Jorge
A RTP colocou em funcionamento, aparentemente há uns bons meses, uma nova frequência para a Antena 3 nos Açores, concretamente na ilha de São Jorge. Trata-se do centro emissor de Macela, que opera a Antena 3 na frequência de 97,7 MHz, além da Antena 1 Açores nos 87,6 e a Antena 2 nos 93,2 MHz. A potência de emissão será de cerca de 1 kW.
domingo, maio 03, 2026
Faleceu Cândido Mota
Faleceu o antigo locutor de rádio Cândido Mota, que também foi "voz-off" de concursos de televisão e apresentador de televisão.
Começou no Rádio Clube Português, mas foi na Rádio Comercial que ganhou notoriedade com programas como "Em Órbita", "Dançatlântico" e "O Passageiro da Noite". Ficou também conhecido por ter trabalhado em televisão, sendo "voz-off" de concursos de televisão, tendo estabelecido uma relação duradoura de colaboração com Herman José.
Aos familiares, colegas e amigos do Cândido Mota, apresento as minhas condolências. Que descanse em paz.
segunda-feira, março 30, 2026
Erretêpê Antena 1, Erretêpê Antena 2, Erretêpê Antena 3, Erretêpê África, Erretêpê Mundo e mais umas tantas Erretêpês...
O título em epígrafe é, obviamente, irónico, mas serve para ressalvar a ideia infeliz de rebaptizar tudo dentro da RTP, incluindo as rádios, com as três letras da sigla. Depois de tantos anos a promover a Antena 1, a Antena 2, a Antena 3, a RDP África e a RDP Internacional, o operador público decidiu acrescentar confusão para os ouvintes. Afinal, quando alguém diz "ouvi na RTP África ", essa pessoa ouviu no canal de rádio ou no de televisão? Não faz sentido!
Resta esperar que a administração da RTP tenha o bom senso de reavaliar se o rebranding vale a pena...
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
Dia Mundial da Rádio
Hoje não é mais um Dia Mundial da Rádio. É, na verdade, o dia em que se deve falar de duas situações recentes, em Portugal, em que a rádio foi (e ainda é) fundamental para informar os portugueses do que aconteceu e estava a acontecer.
Dia 28 de Abril de 2025. Portugal ficou, subitamente, sem energia eléctrica em todo o país. Os routers da Internet que temos em casa, ficaram sem energia. Os televisores, idem. Os telemóveis não podiam ser carregados a não ser no carro ou recorrendo a um power bank. E mesmo nem todas as antenas das operadoras de telecomunicações conseguiram manter-se activas durante tantas horas. Qual a fonte de informação que sobreviveu o dia todo até ao restabelecimento da luz? A rádio, e, em especial, a rádio pública.
Milhões de portugueses voltaram a descobrir a "magia" de rodar o botão do rádio a pilhas. E os receptores esgotaram nas lojas.
A rádio evitou que muitas pessoas sofressem com um apagão duplo: como não bastava o apagão eléctrico, se não fosse a rádio a funcionar haveria um "apagão" informativo, que privava as pessoas de saberem o quê, onde e como as coisas aconteciam para tentar recuperar a normalidade.
Menos de um ano depois, a depressão Kristin atingiu com força algumas zonas do país, em especial na região Centro. Em poucas horas, muitas casas sofreram danos e, para complicar as coisas, muitas zonas ficaram sem electricidade e sem sinais das redes móveis. Em Leiria, na Marinha Grande, em Ourém e noutros concelhos, muitos moradores ficaram sem ter acesso à televisão ou à Internet. Nem sequer podiam fazer uma chamada telefónica. O único meio de informação em tempo real que conseguiu chegar a toda a região foi a rádio. Mais uma vez, o bom e "velho" rádio a pilhas ou a bateria continuou a funcionar. E ainda no dia de hoje existem locais onde existem populações que ainda não têm acesso à electricidade ou ao telemóvel.
A Rádio não se calou. E nem mesmo a queda da torre da rádio pública na Serra de Montejunto, ou a da torre da Rádio Observador em Leiria, impediram as rádios de colocar em funcionamento soluções provisórias para assegurar as emissões nas condições possíveis. Mais uma vez, a rádio salvou muitos portugueses de sofrerem um "apagão" a nível da informação.
E por falar em problemas técnicos, não posso deixar de referir as pessoas "invisíveis" aos ouvintes, mas que são essenciais para que as ondas de rádio cheguem à antena do receptor: os técnicos das estações de rádio, que muitas vezes têm de subir a torres, ao sol ou à chuva, com calor ou com frio, às vezes com neve e até granizo. Cumprem a missão de restabelecer as emissões, mesmo aceitando o sacrifício de trabalhar, não raras vezes, em condições muito desagradáveis. Como ouvinte, quero agradecer, a todos os técnicos, o empenho e dedicação na resolução dos problemas que impedem que os ouvintes escutem satisfatoriamente as rádios.
As rádios não são apenas as nacionais e as regionais. Há ainda, embora, infelizmente, cada vez menos, rádios locais. E num dia em que os efeitos do mau tempo ainda se fazem sentir, não esqueçamos as rádios locais afectadas pela calamidade. Urge apoiarmos as rádios que sofreram prejuízos significativos com os fenómenos metereológicos; em especial, as rádios que perderam as torres de emissão.
Entre as várias iniciativas que as rádios têm neste dia 13 de Fevereiro, destaco as emissões especiais da Antena 1, Antena 2, Antena 3 e da RDP Internacional, realizadas a partir das regiões mais afectadas pela Kristin. A rádio pública tem estado, desde as 7h e até às 10h, no Quartel dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande; entre as 16 e as 18h vai estar na Biblioteca Municipal de Pombal e, desde as 7h e até às 19h, tem estado também em directo da Praça Caffé - Praça Rodrigues Lobo, em Leiria.
Não termino sem agradecer também a todos os jornalistas e demais profissionais das rádios o trabalho que desenvolvem em prol dos ouvintes, mormente aqueles que dependem exclusivamente da rádio para conseguir saber o que se passa na sua terra, na sua região, no país e no mundo. Viva a rádio!
Actualização (10h15): a rádio pública cancelou as emissões especiais a partir da Marinha Grande e de Pombal, devido à situação complicada que decorre em Coimbra e nas margens do Rio Mondego.
sexta-feira, janeiro 30, 2026
Depressão Kristin: mais rádios afectadas pelo mau tempo
A depressão Kristin afectou várias rádios locais, em especial na região Centro. Até agora, sabe-se que as estações que estão sem emissão FM devido à queda da torre são as seguintes:
- Mundial FM (100,5 MHz Vila Nova de Poiares)
- Rádio Observador (94,0 MHz Leiria)
- On FM (93,8 MHz Torres Vedras)
- Rádio Cardal (87,6 MHz Pombal)
- Emissor Regional do Zêzere (102,7 MHz Ferreira do Zêzere)
- Rádio Clube Marinhense (96,0 MHz Marinha Grande)
- Rádio Popular de Soure (104,4 MHz Soure)
Outras rádios que ficaram sem emissão FM incluem a Rádio Condestável (91,3 + 97,5 + 107,0 MHz Sertã), a Rádio Vida Nova (105,5 MHz Ansião) e a Rádio Marginal (98,1 MHz Cascais). Saliento que esta lista de rádios que se encontram inoperacionais no FM não é exaustiva e que é provável que existam outras estações que tenham sido afectadas pela catástrofe.
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quarta-feira, janeiro 28, 2026
Depressão Kristin: as "vítimas" radiofónicas e o papel de serviço público de informação que as rádios desempenham
Portugal sentiu, na madrugada desta quarta-feira, dia 28 de Janeiro de 2026, os efeitos da depressão Kristin. A chuva e, em especial, os ventos fortes, afectaram o país, em especial na região de Leiria e Marinha Grande, na Figueira da Foz e, com menor intensidade, noutros locais. Infelizmente, a noite terminou com pelo menos cinco vítimas mortais a lamentar. Que descanse em paz.
Sem menosprezo pelas vítimas humanas, importa falar de algumas "vítimas" materiais, nomeadamente ao nível das torres de emissão das rádios. Tanto quanto se sabe, houve três torres que não resistiram à força do vento.
A torre da RTP-rádio na Serra de Montejunto colapsou, comprometendo a escuta das emissões FM da Antena 1, Antena 2 e Antena 3 na região Oeste, no Ribatejo e até em certos pontos da região de Lisboa. A solução que a rádio pública encontrou, ao que se sabe, terá sido a montagem de una instalação provisória para assegurar, na medida do possível, a cobertura das rádios na região. Como é normal nestes casos, é bem provável que a solução provisória esteja a operar com potência reduzida, não oferecendo o mesmo conforto de escuta que o sistema radiante optimizado que estava instalado na torre proporcionava.
Já na região Centro, a Mundial FM (100,5 MHz Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra), viu também a torre cair por causa do mau tempo. A rádio suspendeu a emissão FM e só transmite via Internet.
A Rádio Observador também teve uma má notícia: a torre do emissor de Leiria (94,0 MHz) também não resistiu, fazendo com que a estação noticiosa deixasse de ser ouvida na cidade banhada pelo Rio Lis.
E por falar em Leiria, que foi a zona mais afetada pelo fenómeno metereológico extremo, importa referir que a destruição na cidade, mas também noutras zonas da região Centro, levou a que a energia eléctrica fosse perdida e as comunicações, em especial as redes móveis dos telefones, ficassem inoperacionais. Em muitas zonas, sem energia e sem telemóvel, a fonte de informação a que as populações têm tido acesso é o bom e sempre eficaz rádio a pilhas. Quando a electricidade falha e o telemóvel não passa de um "tijolo" isolado do mundo, que não permite contactar outras pessoas, são as ondas de rádio do bom e velho FM (e até Onda Média) que permitem fazer chegar aos ouvidos de quem sintoniza a rádio as informações sobre o que vai passando na região e no país e como as populações devem agir. Mesmo nas horas mais difíceis, a rádio está no ar a evitar que os ouvintes, que já têm de sofrer as consequências do apagão eléctrico, tenham também de enfrentar um "apagão" informativo. Um serviço público que a Internet, dependente de várias infra-estruturas que não são controladas pelas rádios, jamais conseguirá substituir.
quarta-feira, dezembro 03, 2025
Faleceu Olga Cardoso, uma das vozes míticas da Rádio Renascença
Faleceu Olga Cardoso, uma das figuras emblemáticos da rádio portuguesa, e, em particular, da Rádio Renascença. Foi locutora de rádio, mas também actriz de teatro radiofónico e apresentadora de televisão.
Natural de Miragaia, no Porto, a Olga Cardoso estreou-se aos 15 anos nas radionovelas da ORSEC. Passou pela Rádio Porto e pelo Rádio Clube do Norte, mas foi na Rádio Renascença que se tornou conhecida a nível nacional, graças ao programa "Despertar", primeiro com Fernando de Almeida e depois com António Sala. Sai da Rádio Renascença em 1999, mas, e por insistência do António Sala, apresenta o "Clássicos da Renascença" durante alguns meses.
De referir que passou também pela televisão, nomeadamente pela TVI, onde em 1993 apresentou o concurso "A Amiga Olga", mas nunca deixou de ser, sobretudo, uma voz da rádio.
Aos familiares, antigos colegas e amigos da Olga Cardoso, apresento as minhas condolências. Que descanse em paz.
terça-feira, novembro 18, 2025
Rádio Nacional de Espanha encerra todas as emissões em Onda Média até ao dia 31 de Dezembro
Uma notícia triste vinda da vizinha Espanha. A Rádio Nacional de Espanha anunciou que vai encerrar toda a rede de emissores de Onda Média da Rádio Nacional (ex- RNE 1) e da Rádio 5, até ao dia 31 de Dezembro. A rádio pública do país vizinho de Portugal vai apostar brevemente no sistema DAB+, prometendo reforçar o sinal FM nas zonas onde ainda se ouve a Onda Média por falta de alternativa.
E assim vai morrendo a Onda Média. A RNE opera nesta faixa há 88 anos. Resta aproveitar os últimos dias para sintonizar a rádio pública nacional espanhola - e muitas das frequências da Rádio Nacional e da Rádio 5 são captáveis em Portugal não só durante o período nocturno mas também durante o dia.
quarta-feira, novembro 12, 2025
ERC autoriza Cidade FM Aveiro nos 105,6 MHz da actual Rádio Independente de Aveiro
A ERC autorizou a mudança do projecto disponibilizado pela Rádio Independente de Aveiro (105,6 MHz), bem como a alteração da designação da rádio para "Cidade FM Aveiro".
Tendo em conta que a Cidade FM já é bem ouvida na capital dos ovos moles através da frequência de Vale de Cambra, tudo leva a crer (ainda que não esteja por enquanto confirmado) que a Bauer pretende colocar outra estação nos 101,0 MHz. E eu aposto que a ideia é reforçar o sinal da Smooth FM. E se considerarmos a realidade de que nem Figueiró dos Vinhos, por muito bom que seja o emissor dos 92,8, nem os 89,5 MHz Matosinhos (que oferecem uma cobertura limitada à região de Matosinhos, da cidade do Porto e concelhos próximos) fazem milagres, o emissor de Vale de Cambra, localizado na Serra da Freita, consegue fazer-se ouvir bem em Aveiro e até na cidade do Porto, melhorando significativamente a qualidade de recepção da Smooth FM entre a Beira Litoral e o Douro Litoral e permitindo a comutação suave, graças ao RDS, dos auto-rádios entre os 89,5, os 101,0 e os 92,8 MHz.
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ERC autoriza regresso da Central FM aos 93,7 MHz Amadora
Já se sabe o nome da estação que vai ocupar os 93,7 MHz Amadora que, desde que a Rádio Observador migrou para os 92,8 Loures, se encontra a emitir apenas música: a ERC deferiu o pedido de modificação do projecto disponibilizado pela Rádio Mais, CRL, a cooperativa detentora do alvará, bem como a alteração do nome da rádio para Central FM.
Quem conhece a história dos 93,7 Amadora não estranha o novo nome: na verdade, a estação já utilizou o nome "Central FM" entre 1995 e 1997. Um regresso a uma frequência "amaldiçoada".
domingo, novembro 09, 2025
Golo FM Bombarral adquirida pela... Sport Lisboa e Benfica SGPS (!)
Por mais insólita que pareça, a notícia é verdadeira. A ERC autorizou a venda do alvará da Golo FM Bombarral (94,8 MHz) à Sport Lisboa e Benfica SGPS, S.A. .
Muito provavelmente, trata-se de um estratagema legal para o lançamento da Benfica FM sem que a ERC continue a manifestar as objecções que levaram à recusa da mudança do projecto aprovado para a rede Batida FM, que passaria, se tivesse luz verde do regulador, a ser a Benfica FM.
Aguardemos por desenvolvimentos. Não deixa, contudo, de ser irónico constatar que os 94,8 MHz Bombarral não se ouvem (ou se ouvem em condições muito débeis) no Estádio da Luz (e, no geral, em Lisboa), situação a que não é alheia a presença da Rádio Voz do Sorraia (Coruche) nos 94,7 MHz.
quarta-feira, outubro 22, 2025
Os "piratas" estão de volta à Póvoa de Varzim: evento especial com estação de rádio FM temporária
Passo a citar:
"𝓞𝓼 𝓟𝓲𝓻𝓪𝓽𝓪𝓼 𝓔𝓼𝓽𝓪̃𝓸 𝓭𝓮 𝓥𝓸𝓵𝓽𝓪 - 𝓟𝓪𝓻𝓽𝓮 𝓘𝓘
Vem aí "Os Piratas Estão de Volta - Parte II", para celebrar o surgimento em massa das rádios locais livre/piratas, fenómeno que teve o seu auge em 1985, alguns antigos e atuais radialistas, em colaboração com a Associação Cultural Póvoa Ontem e Hoje e o Jornal MAIS/Semanário, e com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, da Cooperativa "A Filantrópica Coop.Cultura CRL", da Junta de Freguesia da Póvoa de Varzim, do Pingo Doce e do Theatro, vão levar até si uma semana de emissões em FM, e organizar uma conferência/debate sobre o Papel das Rádios Livres/Piratas na Comunicação Social de hoje."
----/---
Acrescento que as emissões especiais do evento, que decorrerá entre os dias 24 e 31 de Outubro, vão operar nos 93,2 MHz; naturalmente que não deverá tratar-se de uma estação pirata, na medida em que terá um licenciamento temporário concedido pela ANACOM. Para quem estiver no Norte durante a iniciativa, sugiro que tente escutar a emissão FM. E seria interessante apurar, na medida do possível, a cobertura radioeléctrica do emissor, bem como a sua localização.
sábado, outubro 04, 2025
Antena 1, Antena 2 e Antena 3 com cobertura limitada na região de Moledo
Foi confirmado pela RTP, através da edição do programa da Provedora do Ouvinte da rádio pública, o "Em Nome do Ouvinte ", desta sexta-feira, dia 3 de Outubro: a RTP foi obrigada a sair do terreno onde se encontrava a torre de emissão FM da Antena 1, Antena 2 e Antena 3 em Moledo (concelho de Caminha, no Alto Minho), tendo a câmara municipal de Caminha procedido à demolição da torre porque obstruída a vista da paisagem.
A RTP teve de instalar um centro emissor provisório noutro local, que se encontra a operar com potência reduzida, fazendo com que a qualidade de recepção nalgumas zonas da região tenha ficado comprometida. A solução definitiva passa por um contrato entre a RTP e a câmara municipal para a instalação do equipamento da rádio pública numa torre situada num local que oferece melhores condições de propagação. Aos ouvintes, resta esperar para que a situação se resolva rapidamente.
De acrescentar que a RTP tentou instalar um centro emissor em Merufe (concelho de Monção) para melhorar a cobertura dos canais do serviço público de rádio, contudo a ANACOM não o permitiu, alegando, ao que parece, a saturação do espectro.
domingo, agosto 03, 2025
Antena 1 celebra 90 anos da rádio pública portuguesa com emissão especial de 12 horas seguidas
A Antena 1 vai realizar amanhã, dia 4 de Agosto de 2025, uma emissão especial de 12 horas seguidas, das 8 às 20 horas, para assinalar o 90° aniversário da inauguração oficial da antiga Emissora Nacional.
A emissão especial será conduzida por José Carlos Trindade, Filomena Crespo e Miguel Freitas, acompanhados por todos os outros jornalistas da Rádio pública, e irá incluir depoimentos de figuras da rádio como João Paulo Diniz e Júlio Isidro. São boas (e mais algumas) razões pelas quais vale a pena sintonizar a Antena 1 amanhã.
sexta-feira, agosto 01, 2025
Antena 1: 90 anos de serviço público a informar e entreter os portugueses (e não só)
Hoje, a Antena 1 celebra 90 anos de emissões regulares. Claro que não começou como Antena 1, era a então Emissora Nacional de Radiodifusão, mas foi no dia 1 de Agosto de 1935 que a EN iniciou as primeiras emissões regulares, ainda que tenha sido inaugurada oficialmente apenas no dia 4 de Agosto.
Em 1948, era a vez do então Programa 2 da EN, a actual Antena 2, entrar em funcionamento, no dia 2 de Maio.
Com estúdios e emissores em Barcarena, a Emissora Nacional foi evoluindo, inclusivamente do ponto de vista tecnológico. Na década de 50, inaugurou o Centro Emissor Ultramarino (CEU), mais tarde "rebaptizado" como Centro Emissor de Onda Curta (CEOC), em Canha, no concelho do Montijo. Também, nessa época, além da inauguração de novos centros emissores de Onda Média, a EN começou a emitir também em FM, a partir de 1956. Nesse ano, entraram em funcionamento os emissores de Lisboa (Monsanto) e da Lousã (87,9 MHz).
Com a queda do regime do Estado Novo, a EN transformou-se na RDP (Radiodifusão Portuguesa), onde incluía a Rádio Comercial, estação resultante da nacionalização do Rádio Clube Português. Também na segunda metade da década de 70, pouco tempo depois do 25 de Abril, a rádio pública abriu as primeiras estações regionais da RDP, que se mantiveram no ar até ao início dos anos 90. Nos anos 80, o Programa 2, actual Antena 2, encerrou as emissões em Onda Média, passando a operar apenas em FM. Na década seguinte, a Rádio Comercial foi privatizada, a RDP lançou a Antena 3 e realizou, a partir de 1998, as primeiras emissões digitais no sistema DAB e, no mesmo ano, foi inaugurada a RDP África.
Na década de 2000, a RDP foi fundida com a RTP (televisão), criando-se a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).
Muito mais haveria a dizer da rádio pública, mas uma coisa é certa: o serviço público de rádio funciona e faz falta a Portugal - prova disso é que foi crucial no passado mês de Abril, quando houve o apagão e muitas pessoas em Portugal dependeram do rádio portátil a pilhas ou baterias, ou do auto-rádio, para acompanharem a evolução da situação. E, em várias zonas do país, nomeadamente no Alentejo onde até a RR ficou sem energia nos emissores, a rádio pública foi a única estação nacional que se podia ouvir para estar a par do que estava a acontecer (é verdade que a Rádio Comercial e a M80 mantiveram-se em operação, mas praticamente só passavam música).
Parabéns, Antena 1, por 90 anos ao serviço dos portugueses e não só: ao serviço também de todos os lusófonos, seja na Europa, na África, na Ásia, na América e até na Oceânia, que ouvem a rádio pública portuguesa. Onde quer que exista uma antena parabólica de recepção via satélite ou um dispositivo com ligação à Internet, em qualquer lugar do mundo, a Antena 1 pode ser ouvida por quem quiser ouvir notícias, informações, cultura e até música de Portugal. Feliz aniversário, Antena 1!
sexta-feira, julho 25, 2025
Rádio Horizonte Açores (Angra do Heroísmo - ilha Terceira) tem novo emissor de microcobertura: 94,1 MHz
A Rádio Horizonte Açores, rádio local do concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, colocou recentemente em funcionamento o segundo emissor de microcobertura. A estação, lque já emitia nos 104,4 MHz (emissor principal, na Serra de Santa Bárbara) e nos 98,1 MHz (microcobertura na Serra do Cume), passou a operar também a partir do Pico Matias Simão, através de uma microcobertura que funciona na frequência de 94,1 MHz.
O novo emissor partilha a torre com a microcobertura do Rádio Clube de Angra (89,6 MHz) e, acrescento eu, deverá estar em operação a título experimental, sob autorização da ANACOM. Como é habitual nestes casos, a potência aparente radiada (PAR) máxima autorizada deverá ser de 50W.
quinta-feira, julho 24, 2025
Benfica quer lançar a "Benfica FM" nas frequências da Batida FM, mas ERC não aprovou a alteração do projecto
O Sport Lisboa e Benfica estabeleceu uma parceria com a Bauer para lançarem a rádio "Benfica FM" nas frequências da Batida FM (101,1 MHz Moita + 107,2 Amadora + 103,0 Cantanhede + 94,3 MHz Maia), mas a ERC não aceitou a mudança do projecto para a tipologia temática desportiva.
Resumindo a história, a entidade reguladora, não obstante autorizar a mudança de designação da Batida FM para Benfica FM, considera que não se encontram reunidas as condições para assegurar a independência da estação perante o poder político e económico, incluindo o risco de o clube desportivo interferir na programação e nos conteúdos emitidos na rádio. A ERC teve também em atenção, na sua análise, o facto da Batida FM 103,0 MHz ser a única estação licenciada para o concelho de Cantanhede, pelo que - sendo o público-alvo da estação os adeptos do SLB - a rádio não assegurar o pluralismo social e cultural.
Perante estas circunstâncias, dado que o pedido de alteração do projeto foi negado, o pedido de associação de programas que permitiria a emissão nas 4 frequências foi igualmente indeferido.
Será que o Benfica vai tentar outra solução para emitir a Benfica FM por via hertziana? Aguardemos por desenvolvimentos...
quinta-feira, julho 17, 2025
Rádio Observador vai mudar de frequência no próximo sábado, dia 19 de Julho
Está confirmado: a Rádio Observador vai mudar, no próximo sábado dia 19 de Julho de 2025, uma das frequências que servem a região de Lisboa. A estação vai passar a emitir nos 92,8 MHz Loures, abandonando os 93,7 MHz Amadora; a frequência do Seixal (98,7 MHz) não vai ser afectada, continuando a operar como habitualmente.
Entretanto, a entidade detentora do alvará dos 93,7 MHz Amadora, a "Rádio Mais, CRL.", requereu junto da ERC a suspensão temporária das emissões por 60 dias, na condição de apresentar, dentro de poucos dias,vum pedido de alteração do projecto radiofónico, que deverá continuar a ser uma estação temática informativa. O emissor dos 93,7 MHz não será desligado durante os 2 meses de suspensão mas emitirá pouco mais do que uma playlist musical (esperemos que, ao menos, quem organiza a música tenha bom gosto musical...). Aguardemos pelos desenvolvimentos.
terça-feira, julho 01, 2025
93,7 MHz Amadora: uma frequência "amaldiçoada"
A propósito da mudança da Rádio Observador dos 93,7 MHz Amadora para os 92,8 MHz Loures, ocorre-me dizer que se confirma que os 93,7 MHz Amadora são uma das frequências mais "amaldiçoadas" da Grande Lisboa, no sentido em que tem sido ocupada por tantos projectos radiofónicos que não duraram muito tempo sem perder consistência e relevância.
Tudo começou com a Rádio Mais, em 1989, que durou até 1995, altura em que foi substituída pela Central FM. A Central FM não sobreviveu muito tempo, sendo substituída pela Lights FM em 1997. No ano 2000, a Lights FM cede o lugar à Rádio Mais, que volta a ocupar a frequência da Amadora. Seis anos depois, a Kiss FM Lisboa ocupa os 93,7. Não durou muito tempo - em 2010, a Kiss FM Lisboa é substituída pela Fi FM. A Fi FM manteve programação regular durante uns tempos mas, alguns anos depois, o emissor dos 93,7 MHz esteve por algum tempo inoperacional. A Fi FM acabou a ser uma rádio em quase "estado de coma", que praticamente só passava música (tirando os noticiários para cumprir a lei).
A frequência da Amadora ganhou um novo fôlego em 2021, altura em que passou a emitir a Rádio Observador, que se mantém à data de hoje mas que deverá abandonar a frequência em breve e ocupar os 92,8 MHz de Loures.
"Pior" que os 93,7 MHz, em número de "vidas" que a frequência já teve, só os 96,6 MHz Lisboa. A frequência da actual Smooth FM começou por ser a da Rádio Geste, antes de ser ocupada pela primeira "reencarnação" do Rádio Clube Português. Mais tarde foi Rádio Nova e Mix FM. Foi durante a era MCR que a frequência sofreu mais alterações: depois de Mix FM foi Best Rock FM; a Best Rock FM deu posteriormente lugar à M80 Rádio, antes desta migrar para a rede regional Sul. A M80 cedeu a frequência à segunda "reencarnação" do Rádio Clube Português; com o fim do RCP, a Star FM ocupou os 96,6 MHz. Com a aposta da MCR na Smooth FM, os 96,6 MHz passaram mais tarde a transmitir a estação, em paralelo com os 103,0 MHz Barreiro.
Voltando aos 93,7 MHz Amadora, o que vai acontecer à frequência depois do fim da parceria com a Rádio Observador? Resta-nos esperar para saber.
segunda-feira, junho 30, 2025
Rádio Observador vai deixar de emitir nos 93,7 MHz Amadora... para começar a emitir nos 92,8 MHz Loures
A Rádio Observador está prestes a alterar uma das frequências que servem a Grande Lisboa: a estação informativa vai passar a emitir nos 92,8 MHz Loures (XL FM), abandonando os 93,7 MHz Amadora.
Não se pode dizer que seja uma mudança que, do ponto de vista técnico, vá melhorar substancialmente a cobertura radioeléctrica da Rádio Observador, mesmo que o emissor dos 92,8 seja optimizado para operar a "todo o gás". Talvez ganhe um pouco a nível da penetração do sinal na cidade de Lisboa e arredores, mas não há milagres quando nenhuma das duas frequências emite de um ponto com altitude muito elevada (os 92,8 MHz operam a partir do topo do reservatório SMAS de Loures, em Portela da Azóia, a uns 132m de altitude).
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