Sem dúvida, uma excelente iniciativa para aproximar a rádio aos ouvintes, numa altura em que, mais do apenas comemorar o aniversário da TSF, deve-se comemorar o aniversário de uma rádio jornal que mudou o panorama radiofónico e jornalístico em Portugal.
Blog do site "Mundo da Rádio". Os comentários aos acontecimentos ao universo da rádio. As últimas notícias da rádio em Portugal e no Mundo. Visite www.mundodaradio.info .
terça-feira, fevereiro 27, 2018
TSF comemora 30 anos de vida
Sem dúvida, uma excelente iniciativa para aproximar a rádio aos ouvintes, numa altura em que, mais do apenas comemorar o aniversário da TSF, deve-se comemorar o aniversário de uma rádio jornal que mudou o panorama radiofónico e jornalístico em Portugal.
terça-feira, fevereiro 13, 2018
Dia Mundial da Rádio
Em pleno Dia Mundial da Rádio, sinto-me compelido a lançar uma questão: onde está a rádio? A resposta, quiçá um pouco inesperada, será, a meu ver, que a rádio está em casa, no carro, no escritório, na fábrica, na rua, no estádio de futebol, no comboio, no autocarro, até no metropolitano, no avião, para nem falar locais menos agradáveis como o hospital ou a prisão. Com efeito, a rádio está em todo o lado, assim haja um ouvinte interessado em ouvi-la e tenha um meio tecnológico (receptor, telefone etc.) para o fazer.
Atrever-me-ia a afirmar que o maior trunfo da rádio sobre os restantes meios de comunicação social, de informação e entretenimento, não será somente facilidade de acesso, mas também a inegável vantagem de se concentrar num único sentido, o da audição. A trabalhar, a estudar ou a viajar, é possível ter o som da rádio a acompanhar-nos enquanto estamos ocupados com alguma tarefa. Esta flexibilidade contribui para o sucesso da rádio perante o advento de outros meios, como a televisão ou a Internet, que poderiam ameaçar o futuro da rádio. Em vez disso, a rádio soube adaptar-se a novos paradigmas de comunicação, mantendo a sua inconfundível "magia", que atrai milhões de ouvintes em todo o mundo.
Não podemos ignorar que o perfil de consumo das emissões radiofónicas mudou ao longo dos anos. As novas tecnologias influenciam a forma como se ouve rádio e se acede aos conteúdos oferecidos pelas estações de rádio; a emergência da Internet veio quebrar as barreiras geográficas que limitavam o alcance de uma emissão de rádio a uma região, a um país ou até a outros países. A massificação do "online" permite a uma rádio local algarvia ou transmontana fazer-se ouvir em Paris ou Toronto. Nunca, na História da humanidade, foi tão fácil como hoje escolher entre, literalmente, milhares de rádios oriundas dos 4 cantos do mundo e ouvir num aparelho que cabe no bolso. Estou convicto que o grande desafio das emissoras será a produção de conteúdos inovadores que se destaquem entre as inúmeras alternativas, incluindo os serviços de música via "streaming", como o "Spotify" ou a "Apple Music". O "podcasting" é uma ferramenta extremamente útil para aproximar os ouvintes da "sua" rádio, permitindo-lhes ouvir os seus programas favoritos onde e quando quiserem. As webrádios podem oferecer conteúdos diferentes dos transmitidos pelas rádios hertzianas. O que não falta, em 2018, são meios para aproveitar o melhor da Internet a favor da rádio.
Inobstante as considerações anteriores e a título pessoal, eu acredito que a rádio hertziana vai conviver com a rádio "online" por muito tempo. Se a Internet ainda não é um direito universal, não é menos verdade que se trata de um serviço pago, ao qual acresce o custo do equipamento informático para o acesso à rede global (computador, smartphone, tablet etc.). Além disso, a Internet depende de uma complexa infra-estrutura que tem vulnerabilidades que comprometem o seu funcionamento, mormente em situações de catástrofe. A contrastar com estas contingências, um pequeno receptor de rádio hoje pode ser ridiculamente barato e, inclusivamente, pode nem precisar da rede eléctrica ou de pilhas, porquanto tem uma bateria que pode ser carregada por uma pequena manivela (dínamo) ou até por energia solar. As tragédias ocorridas em Portugal no ano passado (2017) demonstraram claramente a importância das emissões FM quando não havia corrente eléctrica, as redes móveis estavam inoperacionais, a televisão não tinha sinal e a Internet fixa também não funcionava. Até a continuação do FM pode ser colocado em causa, como ocorre na Noruega, todavia a rádio hertziana, analógica ou digital (DAB, satélite etc.), apresenta uma versatilidade inigualável, incluindo o acesso gratuito.
Para terminar, é minha convicção que a rádio, no sentido mais genérico da palavra, pode ter futuro, assim saiba arriscar e moldar-se aos interesses e ambições das gerações mais novas. Porque, como dizia Antoine de Saint-Exupéry, "o essencial é invisível aos olhos".
segunda-feira, fevereiro 05, 2018
Faleceu o jornalista Pedro David
À família enlutada e aos amigos do Pedro David, apresento as minhas condolências. Que descanse em paz.
quarta-feira, janeiro 31, 2018
SIRESP: depois de casa ardida, antenas novas!
Depois das tragédias fatídicas do Verão e Outono do ano passado, alturas em que o SIRESP falhou enquanto grande parte do país ardia, parece que alguém percebeu finalmente o conceito de redundância da rede. O SIRESP prepara-se para instalar 451 antenas até Maio. Este investimento visa reforçar o sinal nas regiões com risco considerável de incêndio.
Quem acompanha o meu trabalho neste blogue e no site "Mundo da Rádio" sabe que não é a primeira vez que aponto as vulnerabilidades do sistema SIRESP. Parece que a classe política só acordou para os problemas de concepção e implementação do SIRESP depois de lerem os relatórios que "puseram a nu" o que os técnicos e os utilizadores da rede receavam há anos.. Infelizmente, para os mais de 100 mortos, o reforço de sinal do SIRESP vem tarde demais.
AVFM (Ovar) vai mudar de frequência, dos 98,7 para os 98,6 MHz
Esta alteração, feita, para já, a título experimental com o aval da ANACOM, visa a minimização das interferências dos sinais de outros emissores (Antena 1 - emissor na Maunça e R. Voz do Neiva (Vila Verde), ambos também a operar nos 98,7) na AVFM, que prejudicam a cobertura da rádio inclusivamente dentro do perímetro do concelho de Ovar.
quinta-feira, janeiro 25, 2018
Bélgica: RTBF decreta o fim das emissões na Onda Média para o final deste ano
De referir que, na OM, a RTBF opera os canais de rádio "RTBF Internacional" (621 kHz) e o "Vivacité" (1125 kHz).
Nuno Artur Santos sai da administração da RTP
sábado, janeiro 13, 2018
Angola: Rádio Ecclesia com cobertura nacional?
De recordar que a Rádio Ecclesia só tem direito a uma frequência VHF-FM, nos 97,5 MHz, servindo a região de Luanda. Aparentemente, a nova presidência, na pessoa de João Lourenço, continua a confrontar os poderes instalados no país e o nepotismo em sectores vitais do país, incluindo a comunicação social. Esperemos para ver...
domingo, dezembro 31, 2017
Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) e Rádio Linear (Vila do Conde) mudam de mãos
Duas rádios locais no Norte do país estão em vias de ser vendidas. A Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim), cuja tentativa infrutífera de alteração da frequência foi recentemente noticiada, estará em processo de transferência de 5000 acções a 10€ cada, a favor do Jornal Póvoa Semanário. Ao que se sabe, a ERC e a ANACOM ainda não se terão pronunciado a respeito desta alienação.
Também a Rádio Linear (104,6 MHz Vila do Conde) está em processo de venda, tendo a ANACOM aprovado a transmissão do direito de utilização da frequência a favor da empresa "M90 - Radiodifusão, Lda".
terça-feira, dezembro 26, 2017
Rádio São Miguel (Penela) testa nova frequência: 93,4 MHz
Crê-se que tal mudança terá como objectivo a minimização das interferências provocadas pela Rádio Cultura de Seia (93,6 MHz) e, eventualmente, por outros emissores.
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domingo, dezembro 17, 2017
Rádio Riba Távora (Moimenta da Beira) com nova microcobertura (100,4 MHz)
Assim, a estação passa a operar em três frequências: o emissor principal, nos 90,5 MHz (1 kW) e duas microcoberturas; a primeira, nos 100,8 (em Sanfins (Moimenta da Beira)) e a nova nos 100,4 MHz (ambas com 50W). Desconhece-se , para já, a localização do novo emissor.
sexta-feira, dezembro 15, 2017
Tudo o que se passou nos incêndios de 2017, passa na TSF
Sem a menor dúvida, um bom exemplo de como uma rádio de informação pode aliar-se a grandes causas, no sentido de informar os ouvintes e fazê-los reflectir a respeito de como as coisas aconteceram, mas, sobretudo, o que pode e deve ser feito para evitar situações futuras. Sendo certo que as rádios da RTP têm obrigações de serviço público, não é menos verdade que há, nos operadores privados, quem também eleve o jornalismo, no sentido de abordar temas importantes para a sociedade, mesmo quando se torna fundamental o tratamento jornalístico delicado das situações cobertas pelas reportagens (saber respeitar mais de uma centenas de mortos e inúmeros feridos).
quinta-feira, novembro 30, 2017
Faleceu o Zé Pedro, dos "Xutos e Pontapés"
Hoje é um dia muito triste para a música portuguesa. Zé Pedro, guitarrista dos "Xutos e Pontapés" faleceu hoje e a rádio não podia ficar indiferente. Tanto mais que o Zé Pedro colaborou com várias estações de rádio, incluindo a então RDP- Rádio Comercial (onde colaborou com o mítico António Sérgio, que, aliás, foi o produtor do primeiro álbum dos Xutos). Colaborou também na realização de programas na Antena 3, entre outros projectos.
Assim que a notícia chegou à comunicação social, as rádios reagiram, efectuando emissões especiais. A Antena 3 realizou um programa especial improvisado, com a intervenção (por via telefónica) de várias individualidades ligadas à vida pessoal e/ou à carreira do músico. A Rádio Comercial também realizou uma emissão especial de homenagem ao Zé Pedro. Aliás, à hora a que escrevo, a Comercial tem estado a passar músicas dos Xutos.
A notícia também não foi escamoteada pela RR ou pela RFM, que passaram algumas músicas da banda...mesmo que, ao longo da vida de uma das maiores, se não a maior, banda rock portuguesa de sempre, a emissora católica portuguesa tenha censurado, por razões óbvias, alguns temas dos Xutos e Pontapés. A M80 também tem também passado alguns temas da banda.
De uma coisa não há dúvida: a rádio está sempre presente para o bem e para o mal. Para dar as boas notícias mas também para digerir as piores notícias. Que o grande Zé Pedro descanse em paz.
Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) muda de frequência - parte II : o regresso aos 96,1 MHz
Tal e qual como o título sugere: a Rádio Onda Viva regressou, finalmente, aos 96,1 MHz. Parece que, felizmente, alguém percebeu a tempo o monumental disparate que a rádio estava a fazer ao emitir numa frequência (107,5) bastante pressionada não por um, mas por dois emissores da TSF (107,4 Lousã e 107,6 MHz Marão).
sexta-feira, novembro 24, 2017
Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte
Mais uma grande perda para a rádio em Portugal. O jornalista Pedro Rolo Duarte faleceu na manhã desta sexta-feira, vítima de cancro, aos 53 anos.
Tendo passado também pela imprensa escrita e pela televisão, Pedro Rolo Duarte trabalhou na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Nos últimos anos, realizava, na Antena 1, conjuntamente com o jornalista João Gobern, o programa "Hotel Babilónia".
A não perder, amanhã de manhã, entre as 10 e as 12 horas, na Antena 1, a reposição do "Hotel Babilónia". Também vale a pena marcar no calendário o dia 2 de Dezembro, altura em que será transmitido o último programa, especial, feito pelo João Gobern, de homenagem ao excelente trabalho do Pedro Rolo Duarte. Que descanse em paz.
segunda-feira, novembro 13, 2017
Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) muda de frequência para os 107,5 MHz
O leitor mais incauto que não conheça ou mal conheça o Norte pode ser levado a pensar que tal mudança poderia fazer sentido... não fossem dois pormenores... perdão, dois pormaiores: na frequência adjacente imediatamente abaixo, nos 107,4 MHz, tem-se um poderosíssimo emissor da TSF, a irradiar do alto da Serra da Lousã (Trevim), cujo sinal é audível em boa parte da região; como se não bastasse, na outra frequência adjacente, nos 107,6 MHz, a TSF tem também um peso-pesado, nomeadamente o emissor da Serra do Marão.
Resumindo e concluindo: a TSF nos 107,4 é escutável no Porto e em parte considerável do Norte; de igual modo, a estação informativa é audível em várias zonas da região, através do emissor do Marão (107,6 MHz). E, desde a manhã de hoje, a Rádio Onda Viva emite nos 107,5. O resultado? Basta consultar a página da emissora na rede social "Facebook" para constatar que há ouvintes a reclamar porque a rádio poveira é agora interferida pela TSF em sítios diversos como Esmoriz (concelho de Ovar) e Matosinhos. E o vídeo partilhado pelo utilizador do "Fórum da Rádio", Abílio Maia, fala por si, quanto às condições de recepção no concelho de Vila Nova de Gaia. Só há duas explicações razoáveis para tal opção: ou um tamanho dislate de quem não conhece a realidade no terreno como deveria conhecer, ou há a clara intenção de sacrificar a Rádio Onda Viva em prol de outra estação, que pretende melhorar a cobertura migrando para os 96,1 MHz. Em qualquer caso, e se me é permitida a expressão e dado que tal operação terá o aval da ANACOM, uma geringonça radiofónica "anacómica".
quarta-feira, novembro 08, 2017
Luís Montez vende participação na Global Media
O conhecido empresário Luís Montez vendeu a sua participação no capital social da Global Media, empresa proprietária da TSF e de outros meios de comunicação (nomeadamente os jornais "Diário de Notícias", "Jornal de Notícias", entre outros activos.
Deste modo, o proprietário da Altice Arena e de umas tantas rádios, deixa de contar com os 15% de quota na dona da TSF, que passam para as mãos do empresário José Pedro Soeiro, que também adquiriu os 27,5% do empresário angolano António Mosquito.
sexta-feira, outubro 20, 2017
O Inferno desceu novamente em Portugal. E a rádio presta um verdadeiro serviço público.
No meio de um cenário desolador, num contexto onde os meios de comunicação (telefone, Internet, etc) foram severamente afectados pelos efeitos do fogo e/ou pelo corte de energia eléctrica, as populações locais atingidas por tamanha tragédia nacional, mormente as que ficaram (e muitas ainda estão) privadas de electricidade, a rádio, o meio de comunicação social mais flexível, de acesso gratuito e cuja audição não depende da rede eléctrica, ganha uma importância crucial, no sentido de informar os ouvintes, mesmo os que estavam isolados do resto do mundo, a respeito do que se ia passando.
Na madrugada da passada segunda-feira (dia 16 de Outubro), a Antena 1 interrompeu a emissão habitual de madrugada para cobrir em directo o desenvolvimento dos terríveis incêndios que iam consumindo grande parte do território florestal do país. Um serviço público notável, sobretudo num horário onde as rádios tendem a não alocar muitos meios para assegurar a emissão. Também a RR e a TSF têm, ao longo dos serviços noticiosos, coberto a tragédia. De destacar igualmente o papel de várias rádios locais que iam, com os parcos meios disponíveis, acompanhando os últimos desenvolvimentos.
No que diz respeito às redes de emissores das rádios, sabe-se que há uma baixa a registar: os emissores do Pico da Pena (Vouzela) da TSF (102,5), RR (93,8) e RFM (95,0) (que partilham a mesma torre), bem como o da Rádio Comercial (103,1) e da VFM (94,6 MHz Vouzela) estão inoperacionais. Não obstante, a rádio local (VFM) está a operar com potência reduzida, utilizando um emissor de recurso. Também a Rádio Sim em Braga (101,1 MHz) está sem emissão mercê de problemas de comunicação, já que houve cabos de fibra óptica que não resistiram às chamas.
quinta-feira, outubro 05, 2017
Record FM lança cadeia de rádios
Com esta mudança, a palavra do Senhor pregada pelos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus passa a ser escutada em grande parte do litoral, sob a marca "Record FM". Falta juntar a Antena Sul (95,5 MHz Viana do Alentejo e 90,4 MHz Almodôvar), para que praticamente todo o litoral do Algarve até Leiria possa sintonizar a Record FM.
sábado, setembro 30, 2017
A rádio por via hertziana está viva e recomenda-se - e a FCC até defende que a Apple devia activar o rádio FM nos iPhones
Quando muitos fabricantes "esquecem" a opção de escuta de rádio FM nos smartphones, eis que, nos Estados Unidos, país onde, nos últimos tempos, várias regiões têm sido fustigadas por furacões, a FCC (órgão regulador congénere da ANACOM portuguesa), tem defendido a activação do rádio FM nos iPhones.
Com efeito, quando as redes móveis falham, quando não há Internet, quando outros serviços de comunicações ficam comprometidos, a rádio, que pode só depender dela própria assim tenha emissores operacionais durante um desastre natural, pode transmitir informações importantes para a segurança das populações afectadas, desde que estas tenham um receptor. Ainda que a Apple já tenha afirmado que as últimas versões do iPhone, que, como sabemos, já nem sequer têm entrada de 3,5 mm para os auscultadores, não disponham de hardware que permita a recepção de rádio, este pode ser um precedente para outros fabricantes que, não obstante utilizarem hardware compatível com a recepção de rádio, não activarem tal funcionalidade. Na verdade, em certos modelos, chega-se à situação de se conseguir colocar rádio FM utilizando uma aplicação externa, como o "Spirit2".
Na minha óptica, uma pessoa que compra um aparelho devia ter o direito de explorar todas as potencialidades do hardware, sobretudo quando este utiliza um sistema operativo tão vertátil quanto o Android. Incluindo a recepção de rádio FM, quando o equipamento dispõe de um chip adequado para o efeito. Até porque há situações onde o acesso à rádio online pode ser difícil (por exemplo, em situações de sinal fraco da rede 3G/4G), pode ser caro ou até pode estar comprometido por avaria ou dano grave nas estruturas que suportam as redes móveis. Com maior alcance geográfico e sendo um serviço completamente gratuito, a rádio por via hertziana é, indubitavelmente, a melhor alternativa de acesso à informação em situações catastróficas - e, por cá em Portugal, a tragédia relativamente recente em Pedrógão Grande foi, claramente, um bom exemplo de episódio em que a rádio prestou um verdadeiro serviço público às populações afectadas.